quinta-feira, dezembro 29, 2005

Feliz Ano Novo!!!

Como agora só volto a escrever para o ano, aproveito para desejar a todos um Feliz Ano Novo!
Já sabem, se conduzirem não bebam. E quando for a contagem decrescente, ponham-se estrategicamente ao lado de uma gaja boa para lhe espetarem um xoxo na entrada do ano.
De resto, é com revolta que deduzo que o ano que vem será a mesma merda que este ano, se não pior.
E aos chatos, estúpidos, estrôncios e broncos, desejo as sinceras melhoras e o desejo de um ano que vos ilumine a percepção (distorcida) da realidade.
Até sempre!

Sotaque ou deficiência?

Alguém, que eu não vou dizer quem, me disse há uns minutos atrás que os Clã tinham uma música gira mas que a Manuela Azevedo tinha uma voz estranha, quase como se tivesse uma deficiência. Eu retorqui que era apenas o típico sotaque do Norte (o qual eu acho extremamente sensual quando vocalizado por uma mulher) e perguntei-lhe, em tom de gozo, se nunca tinha tido contacto com ninguém do Norte ou se nunca tinha ido ao Norte. Ao que me respondeu que sim, que eu sabia que sim, e que já tinha falado com muitas pessoas sobre este facto e que todos concordaram com uma deficiência na voz.
Depois disto comecei a ficar irritado por ter que ser obrigado a teimar sobre uma coisa tão óbvia...mas é mais forte do que eu e teimei...teimei...teimei, até que a pessoa desistiu da discussão, mas sem ficar convencida.
Sinto-me bastante irritado! Eu não sou do Norte, mas confundirem deficiência vocal com sotaque do Norte? É de ir aos arames!!!

O Copo Sagrado!

Aconteceu numa tasca! O sentido da vida e as suas complexidades foram descobertas por acaso. No meio do álcool, nas suas mais variadas expressões, e das carnes e peixe, debatia-se, por um lado, os vários aspectos da justiça social, e por outro, a existência, ou não, da relação directa entre a inteligência e a riqueza.
A discussão era acesa e exaltada. Uns falavam mais alto que outros, outros ouviam e sorriam, outros não diziam nada, e outros ainda formavam subgrupos de discussão.
A justiça social discutida, tinha várias cores e ausência destas.
E se a riqueza está relacionada com inteligência, ou falta dela, não ficou inteiramente provado: faltavam os números.
Várias opiniões ficaram esbatidas por quem impunha os décibeis da sua voz, e também pela diferença abismal de ideologias de ambos os extremos.
A verdade que foi descoberta não me é permitido desvendar. Esta é vedada a quem não quer percorrer o caminho. Mas cuidado! Pois este caminho está cheio de perigos e sobressaltos. Só posso aconselhar quem o encetar para que leve Guronsan, Kompensan e Aspirinas. E que quem é depositário da sua fé o acompanhe!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Com almas penadas é só risadas!

Tenho um amigo meu que me diz que anda desiludido comigo por eu já não gostar tanto, como gostava há anos atrás, de filmes de terror.
A verdade é que com o passar dos anos tenho-me tornado cada vez mais céptico e mais permeável a certas ideias esotéricas.
Infelizmente a grande maioria dos filmes (actuais) de terror são muito maus. Depois, o que acontece, é que estes filmes, quando são maus, exercem uma forte pressão nas minhas pálpebras.
Já outros géneros tão, ou mais, inverosímeis que os do género 'Terror', como do 'Fantástico' ou 'Fantasia', 'Acção', 'Super-heróis', etc, já não me causam nenhum tipo de desconforto céptico.
Quando era mais novo, devorava tudo que era filme, livro e revista de terror. Não ficava por aí. Os livros de parapsicologia e todos os outros mais esotéricos também marchavam. Pior ainda, punha em prática todas estas aprendizagens.
Se o Lobsang Rampa dizia que para entrar na Biblioteca de todo o conhecimento era preciso, numa espécie de meditação, chegar ao Nirvana, para depois a nossa alma fazer a viagem pela espinha dorsal mística da Terra (???), eu passava horas a meditar em frente a uma vela, até que partes do meu corpo ficavam dormentes e a luz da vela ofuscava-me. Então eu pensava que estava quase a atingir qualquer coisa importante e assustava-me perante a perspectiva da minha alma abandonar o meu corpo e desistia...mesmo a tempo.
Se havia várias formas de fazer sessões espíritas, eu experimentava. Eram os OuiJa, os pentagramas desenhados numa mesa, etc.
De tal forma eu insistia nestas experiências que alguém mais sugestionável, que participou numas destas sessões espíritas organizadas por mim, passou a dizer a todos que eu tinha poderes. Enfim...
Ainda hoje um dos meus livros favoritos, e que já li cerca de dez vezes, é o Drácula. Ainda tenho a minha colecção da Pêndulo. Ainda tenho a minha colecção de revistas Fangoria e Gorezone. Ainda estão no meu top de filmes favoritos, grandes obras como o Exorcista, Lobisomem americano em Londres, Shining, Poltergeist, The Haunting, Por favor não me mordas o pescoço, Rosemary's baby, etc.
Se o terror já não me impressiona quando relata uma história de almas penadas, também ajuda o facto de este género não ter filmes decentes nas últimas duas décadas, salvo raras excepções. Claro que o facto de me ter tornado ateu também veio aumentar os meus critérios de qualidade.
O que eu posso dizer ao meu amigo é que se começarem a fazer bons filmes de terror novamente, eu estarei lá batido.
E agora a minha receita para um bom filme de terror: Bons e credíveis actores, boa música e fotografia e uma história (seja ela qual for) ambígua.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Votos esquecidos

Esqueci-me do subproduto humano: Os chatos, estúpidos, estrôncios e broncos. Para vocês, suas criaturinhas, também vos desejo um feliz Natal!!! e que tenham muitas prendas, de preferência de auto-ajuda.

Peço desculpa e feliz Natal!

Hoje li uma frase interessante que é mais ou menos assim: "Quantas mais convicções se tem, mais mal se está preparado para fazer para as proteger". Acho que isto resume bem a história da humanidade.
Também vem (mais ou menos) de encontro ao que eu tenho tentado transmitir neste blog: Fugi dos dogmas e da fé inabalável, sede incoerentes.
Antes de desejar feliz Natal, quero lavar os meus "pecados" deste ano. E se isto se faz antes da passagem do ano (creio), eu, na minha incoerência, faço na ante-véspera do Natal. Além do mais sou ateu e estou-me a cagar.
Peço desculpa àqueles que me suportaram este ano. Eis o rol dos meus defeitos: sei que por vezes sou arrogante de uma maneira intratável; sei que consigo ser frio e distante e dessa maneira afastar quem eu quero (e não quero); sei que por vezes me falta a empatia, melhor dizendo, não me ponho no lugar da outra pessoa; sei que me contradigo inúmeras vezes e que um orgulho estúpido me obriga a fazê-lo; sei que não me dou ao trabalho de ligar mais aos amigos; sei que sou, de certa forma, anti-social; sou psicótico e narcisista; sou preguiçoso (com muito gosto); sou ligeiramente agorafóbico; tenho um péssimo acordar; sou teimoso; sofro de inveja pontualmente; sou demasiado (?) gozão. Enfim, já chega!
Agora que os meus "antagonistas" rejubilam de satisfação, aproveito para desejar a todos um feliz Natal!!!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

É só ares mas não lhe dou cavaco

Espero que esta seja a última vez que escrevo sobre os debates das presidenciais.
Mário Soares vs. Cavaco Silva fez-me rir com as indirectas (e directas) do bochechas. E também fez-me abrir a boca de espanto com a má educação do mesmo.
Posso não gostar do Cavaco, mas como também não gosto do Soares consigo ser imparcial.
Antes da minha conclusão do debate de ontem devo visitar o passado.
A campanha do Mário Soares tem sido lamentável. E se há muitos comentadores que não chegam a essa conclusão deve ser erro meu.
As palavras mais repetidas (envenenadas) por Soares desde o princípio, têm sido Cavaco Silva. Qualquer estratega político sabe que este tipo de ataque e referências contínuas ao antagonista só o favorecem.
Cavaco Silva, pelo contrário, tem-se mantido silencioso, evidenciando assim que não tem antagonistas ou, pelo menos, que são demasiado irrelevantes. Uma excelente estratégia, até porque a maioria das pessoas dispensam acusações e calúnias, acham (pelo menos eu acho) insultuoso este tipo de manipulação e preferem a descrição do plano de trabalho e objectivos (paradigma: Carmona Rodrigues, Autárquicas).
O debate de ontem foi o arredondar do comportamento de ambos.
Soares utilizou a demagogia e a má educação. Cavaco engolia em seco (gostava de ser telepata) e sorria, amarelamente.
Quando Soares acusava Cavaco de referir só o passado era porque antes o tinha obrigado a recuar e defender-se. E se isto faz parte da retórica política, e os comentadores até gostam porque lhes dá horas de discussão, já a nós, o povinho, não adianta nem atrasa nada. É de bocejar tão evidente manipulação...
Depois eram os constantes "ele isto", "ele aquilo". Posso não gostar do homem, mas tratá-lo com tal desprezo...
O ataque não ficou por aqui. O que me fez abrir ainda mais a boca foi a "razoável" e por vezes "medíocre" qualificação do homem (Cavaco) nas mais diversas competências. Só faltou falar da sua vida sexual.
E finalmente, a necessidade de Mário Soares promover o seu Curriculum e compará-lo quantitativamente em vez de qualitativamente. Nem sequer devia compará-lo que só lhe fica mal e, apesar de ancião e sábio, nunca foi considerado nenhuma inteligência por aí além.
Para mim este debate foi ganho por Cavaco Silva apenas por ter aguentado as bocas de Mário Soares sem nunca responder da mesma maneira. De resto, nada de especial se adiantou.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A revolta dos porcos

Agora com uma nova e "refrescada" visão sobre os candidatos presidenciais, depois de alguns debates, venho renovar as minhas críticas vazias e negativas.
Para já, todos os debates até ontem aborreceram-me de tal forma que me obrigaram ou a ir para a cama ou a mudar de canal. O de ontem (Soares vs. Alegre) foi o mais entusiasmante até agora, se bem que comparado com as autárquicas não tenha sido nada de especial.
Compreendo que os candidatos presidenciais tenham que adoptar um perfil diferente de todos os outros, mas julgo que diferente não seja igual a aborrecido.
O debate de ontem foi especialmente interessante e divertido, não porque tenham discutido temas importantes com humor mas devido à comicidade da "sonoplastia". Os simulacros de escarretas, a tosse sem a mão à frente, os AHHNN??, tudo isto, vindo do mesmo homem bochechudo, fez-me rir. Claro que agora, mais do que nunca, não o quero como nosso presidente. Se ele fez esta figura num debate nacional imagine-se como é que ficará representado Portugal no estrangeiro.
Já o Manuel Alegre tem boa retórica mas não passa disso.
Quanto aos outros mantenho as mesmas observações excepto ao Louçã. De facto, este é o único que tem higiene bocal, educação e idade razoável. Se não partilho dos mesmos ideais que ele, não vejo que isso seja grande problema no caso da presidência da República. Todos eles têm que seguir as mesmas regras - a constituição!
Se votasse, votava no Louçã.

Mamas roxas e olhos negros.

Quando saio das quatro paredes que normalmente me cercam (casa, trabalho, etc.) para a rua, tento levar comigo a boa educação. O que eu quero dizer é que ela não fica em casa à espera que eu chegue.
Só vou focar um de muitos aspectos da falta de educação na rua. Mas é um que me revolta particularmente.
Eu não sou nenhum bisonte de musculatura mas também não sou fraquinho, no entanto tento não ir contra ninguém na rua. O mesmo já não sucede com a maior parte das pessoas que teimam em andar em linha recta não se desviando de ninguém. Não fosse o meu esforço contínuo para me desviar dos transeuntes, e muitas "ombradas" ou mesmo choques frontais se sucederiam.
Parece que a maior parte das pessoas se estão puramente a "cagar" para as boas maneiras.
Obviamente não devo ser o único que faz estes esforços contínuos de golpes de rins. Se assim fosse, encontraria muita gente à pancada e lesionada, caída no chão, quando andasse na rua.
Gostava de chamar a atenção de dois grupos particularmente mal educados: Os adolescentes (putos) com a mania da autoafirmação e territorialidade e as gajas boas.
Obviamente estou a generalizar...
Se o comportamento dos putos não precisa de grande explicação já o das gajas boas faço questão de tentar explicar ou pelo menos dar o meu ponto de vista.
As gajas boas estão habituadas ao rabinho lavado com água de rosas. Estão habituadas à deferência e cavalheirismo da maior parte dos nós - os tansos! Estão habituadas a serem, não observadas mas contempladas. E como o hábito faz o monge, as gajas boas estão-se a "cagar" para as boas maneiras e educação. Porque para tansos como (a maior parte de) nós, elas não necessitam de empreender grandes (nenhuns) esforços de educação.
Agora, quando ando na rua, tento não me distrair muito na contemplação, não vá o meu corpo magoar a mama de uma gaja boa - crime! - ou passar por cima d'um puto ranhoso.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Talento vs. Estoicismo

Nunca na história da humanidade houve tantos criativos como agora. Nunca houve tantos "crâneos". Nunca houve tantos cientistas.
Mais talento ou igualdade de oportunidades? Tudo aponta para a igualdade de oportunidades, embora elas ainda não sejam tão iguais assim. Todavia, com o passar do tempo, têm tendência a ser cada vez mais iguais.
Quanto ao talento, já tenho escrito que não acredito na existência desta característica, mas agora já não tenho certeza na minha convicção. A verdade é que, apesar da igualdade de oportunidades, há aqueles (poucos) que se destacam pela sua excelência e genialidade. Serão esses mais esforçados e obcecados (focados) no objectivo, no trabalho...? Serão mais disciplinados, melhor educados e formados? Serão apenas mais motivados?
Talvez o talento exista, talvez seja raríssimo. Mas como identificá-lo? Como distingui-lo do (apenas?) esforço hercúleo de uma vida de trabalho orientado?
E se o talento não exige tanto trabalho como o estoicismo, a qual dar mais valor?
Não peço desculpa pela minha falta de coerência nas opiniões que tenho e vou deixando de ter. Só os fundamentalistas e dogmáticos é que se podem dar ao luxo de serem coerentes.

O lado bom da fúria

Se os monólogos ganhassem Oscars este seria um deles: tirado do (fabuloso) filme "The upside of anger", escrito e realizado por Mike Binder.


"A raiva e o ressentimento podem impedir-te de seguir em frente. É o que agora concluo. Não necessita de nada para consumir senão o ar e a vida que devora e asfixia. Contudo existe...a raiva. Mesmo que assim não seja...pode modificar-te...transformar-te. Moldar-te e converter-te em alguém que não és tu.
O lado bom da fúria, portanto...é a pessoa que venhas a ser. Alguém, esperemos, que desperte um dia...e se aperceba que não receia o trajecto a percorrer. Alguém que saiba que a verdade é, na melhor das hipóteses, uma história parcialmente contada. Que a fúria, tal como o amadurecimento, vem por acessos, e no seu rasto, deixa uma nova oportunidade de aceitação. É a esperança de serenidade.
Mas...que sei eu? Ainda sou uma criança!"

quarta-feira, novembro 30, 2005

Traição no confessionário

Quando falamos com alguém, amigo, sobre determinada pessoa, que só nós conhecemos, em jeito de corta-casaca, fazemos-o porque: primeiro, confiamos nessa pessoa; segundo, numa atitude de tentar aliviar o sentimento de revolta.
Claro que esperamos que essa pessoa respeite o nosso desabafo e não vá: primeiro, abrir-se todo com o visado; segundo, falar mal do visado, sem mais nem menos, a nós.
O facto de alguém "confessar", a nós, os seus sentimentos de revolta para com outrém, não nos dá o direito de, a partir desse momento, começarmos a falar mal desse outrém a quem se confessou. Esta regra, claro, só se aplica se o outrém só for conhecido da pessoa que se queixa dele.
Faz parte da boa educação agir deste modo, e quem assim não age não foi bem educado.

Tende pena de mim. Estou doente!

Eu detesto conversa de doenças, então quando alguém que eu não gosto particularmente ou uma pessoa estranha me vem falar das doenças que teve/tem, a minha reacção, se bem que não é visível, é de repulsa e de "o que é que eu tenho a ver com essa merda?".
Pior ainda, patético até, é quando são homens crescidos a falar das suas doenças. Repugnante!
As descrição das doenças é assunto para o médico ou para casa.
Adoeçam para dentro, seus mariquinhas!

terça-feira, novembro 29, 2005

Repulsão da empatia

Arrogância e complexo de superioridade - Aqueles que mudam e os que não mudam:
Há os que mudam quando se vêem num aparente estágio superior em relação a todos os outros, ou pelo menos em relação aos que os rodeiam. Um novo estágio pode ser superior, de facto, mas nem por isso é de justificar este tipo de comportamento. Esta alteração de comportamento está latente, na maioria das vezes, em indivíduos com determinados distúrbios emocionais (insegurança; insatisfação; indecisão; falta de empatia; falta de imaginação; falta de autonomia).
As duas características supracitadas encontram-se latentes até serem despoletadas, violentamente, por uma mudança social positiva em favor do sujeito. Este, rapidamente, adopta uma atitude que faz em crer uma súbita mudança de personalidade. O que é uma dedução errada, uma vez que o sujeito sempre possuiu estas características, embora latentes - adormecidas.
O salto da insegurança para o complexo de superioridade e por conseguinte para a arrogância, é devido ao "falso" escudo que lhe é fornecido quando muda de patamar. No entanto, estruturalmente, o animal, perdão, o indivíduo permanece o mesmo. As suas carências, defeitos e qualidades permanecem as mesmas. O escudo não passa de uma ilusão bem conseguida por uma sociedade que privilegia a standardização da sua mão-de-obra.
Depois os que não mudam. Estes, desde cedo, apercebem-se da condição e natureza humana, e, obviamente, são dotados de grande empatia e imaginação. Para a sociedade são produto estragado, uma vez que são avessos à standardização. São objecto de desdém e inveja dos primeiros (arrogantes, etc), uma vez que possuem qualidades (e defeitos?) que esses são incapazes de desenvolver.
Sendo os dois tipos de personalidade a natureza humana no seu esplendor - Os extremos unem-se mas divergem. O paradoxo humano em acção -, e sendo a reacção de um a acção do outro, então eu diria que o primeiro será sempre delegado para o papel de antagonista e o segundo de protagonista, ainda que silencioso.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Insurreição ou terrorismo?

A discussão sobre a definição de terrorismo e a distinção entre este e o direito à insurreição que a todos (população mundial) deveria assistir, está na ordem do dia.
Várias organizações, mundiais e locais, debatem os limites da definição de "terrorismo".
Procura-se um paradigma para a definição. A meu ver, erradamente!
Claro que se me perguntarem se um tipo que se explode num autocarro cheio de pessoas é um acto terrorista, eu diria que sim! Sem dúvida! Mas estes exemplos são apenas uma gota de água no que diz respeito a actos violentos, ditos de retaliação.
Eu sei o que a nossa constituição (portuguesa) diz, muito claramente, sobre a insurreição:


Artigo 21º
(Direito de resistência)

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.


E concordo!
E posso, devo, compreender este direito fundamental para todos os países, mesmo que não o tenham na sua constituíção.
Por exemplo, um país como o Iraque, que foi invadido, justa ou injustamente, terá direito a se defender? De que forma? Ora a violência gera violência...infelizmente.
Enquanto as discussões continuam, muitos inocentes morrem, todos os dias. E assim continuará a ser enquanto houver poder, de um sobre todos1 ou de todos sobre poucos2.

1 - Regime fascista;
2 - Regime democrático.

quinta-feira, novembro 24, 2005

A Fé move montanhas...de idiotas!

Aparentemente, encontraram outra reencarnação de Budha. Parece que um rapaz, lá para as Indías, está a em posição Lótus há cerca de seis meses, e durante este tempo todo não comeu nem bebeu.
Esta notícia vi-a à hora do almoço, mostraram o rapaz (estava debaixo de uma árvore à semelhança do outro mais conhecido) que - diziam - estaria a atingir o Nirvana.
Todos os dias, cerca de dois mil peregrinos o visitam.
A minha pergunta é: alguém já lhe verificou a pulsação? Estará ele num estado de coma qualquer?
Lamento ser tão cínico, mas com toda a história de embustes e com o agravamento de eu não acreditar nestas coisas, não tenho outro remédio se não sê-lo.
Mas o Budismo, como não é uma religião, e até tem umas ideias simpáticas, não me provoca grandes alergias. Agora o catolicismo já é outra coisa...
E destes últimos tenho a informar que todos os que quiserem ser padres e forem homossexuais já não o podem fazer (sinto muito Não Anónimo). Já os que forem pedófilos têm entrada garantida. E não quero com isto comparar uma coisa com a outra.
Em relação aos Judeus, não se pode entrar e ponto final, tem que se nascer.
Os muçulmanos estão a aceitar qualquer um. Parece que com estes critérios de selecção estão a ter um aumento explosivo.
Os Manás, IURD's e Testemunhas de Jeová, tencionam comprar terrenos no Vaticano e em Meca. O Papa diz que a culpa é do Dan Brown.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Mary Potter a.k.a. Não Anónimo

























Versão hardcore do filme Harry Potter, com o famoso actor Não Anónimo.
Este actor, que já nos presenteou com filmes de culto como Alice no país das grandes pilas; O gato das bolas grandes; A bela e o monstruoso; A Gata Borrapeida; etc, vem agora executar um dos maiores e melhores papéis da sua longa carreira.
Sem dúvida, um filme cinco estrelas.
A sua entrega à personagem irá ser lembrada durante muitos anos. O detalhe e a perfeição com que interpreta Mary (especialmente na cena do concurso em que é "subjugada" por um dragão) é formidável.

a.k.a. - also known as (tradução: também conhecido(a) como).

P.S. - Os mosquitos que a atacam espetam bem.

segunda-feira, novembro 21, 2005

A grande fuga dos feios, porcos e maus

Porque é que Portugal continua atrasado economicamente?
A minha opinião é que se trata, em grande medida, de um problema de atraso social.
Ainda estamos presos ao cinzentismo e à uniformidade voluntária. Dir-se-ia que, com as novas gerações (anteriores), já deveríamos ter outro tipo de mentalidade, mas assim não aconteceu.
Somos de facto cinzentos. Amenos. Não bélicos. Anti-revolucionários. Anti-mudanças. Olhamos de lado, com sarcasmo, para aqueles que tentam ser diferentes. Desconfiamos do bom - ai de quem se confessar bom em alguma coisa - o bom é mau. Autoinfligimo-nos com uniformidade, ser diferente é estranho. Reciclagem (formação) no trabalho é vista com humor e ridicularizada. Somos parolos!
Eu já viajei um pouco, há uns anos atrás, e foi aí que me apercebi do que ser português significa lá fora. Somos vistos como uns atrasaditos. Somos feios, porcos e maus. E tenho que dar a mão à palmatória, porque essa análise estava absolutamente correcta. Agora dizem-me que ainda (já passaram 15 anos desde as minhas aventuras por outros territórios) somos vistos dessa maneira e mais uma vez tenho que deixar a minha mão ser severamente açoitada.
Estas características que nos moldam também nos impedem de evoluir socialmente. Porque somos assim não podemos ser: inovadores; participantes na vida pública; informados; bem educados; bem formados; contestatários (com efeito palpável) ao que acharmos errado. Em conclusão, europeus de igual para igual.
O que me entristece é que pelo andar da carruagem, e a não ser que sejamos "colonizados" por potências económicas estrangeiras, só vejo isto a andar um bocado mais para a frente quando as novas gerações pegarem neste país. O que serve para dizer que só daqui a não menos do que dez anos, provavelmente vinte anos, é que estaremos ao mesmo nível (estou a ser optimista), socialmente, de países como a Suíça, Inglaterra, etc.
A minha pergunta agora é: Para quando uma grande vaga de emigração dos portugueses cansados desta merda?

sexta-feira, novembro 04, 2005

O Não Anónimo é um anormal!

No post 'Adeus Deus!' o Não Anónimo comentou sobre uma situação que eu achei que devia apagar. Pois descrevia o que eu acho que pertence apenas à familiaridade e amizade, ou seja, relatou uma história privada.
Logo a seguir a apagar este comentário (nunca o tinha feito) arrependi-me. Pois acho que nunca em caso algum se deve censurar ninguém. Por isso mesmo venho aqui repor esse comentário:


"Já agora, a figura apresenta Jesus Cristo... Mas não é sobre isso que quero falar, digo, escrever.

Quarta-feira, dia 2 de Novembro, dia de troca intensa de posts entre mim e o André, após o último post, tive que passar ao pé do trabalho do André, e entrei sorrateiramente no gabinete dele, e o que ele estava a fazer? Estava a «penso eu» a responder ao meu último post, tinha aberto uma janela onde pude ler várias coisas entre as quais a palavra retórica. Entretanto a "figura" dá pala minha presença e levanta-se do banco, ficando tão vermelho «nunca tinha visto ninguém tão vermelho, parecia que ia rebentar» que por momentos pensei que o André tinha sido "tomado" por um extraterrestre e o dito bicho estava em modos de sair cá para fora, tal era a vermelhidão. Mas de súbito tudo ficou claro, com o Adrezito a dizer... Estás a abusar «em voz baixa», ai ví que ainda era o André, depois acompanhou-me até a saída do gabinete e repetiu, estás a abusar, em tom grave e monocórdico... Foi cómico, garanto que foi... No dia seguinte, fui até à porta da casa dele pedir-lhe um favor, ao que ele respondeu-me repetidamente, que não era capaz, não conseguia entender nada, que não tinha capacidade etc...
Bom sem palavras... "


Agora passo a dar a minha versão da história.
Estava de facto a escrever um novo post e não a comentar o que o Não Anónimo tinha, em abundância, comentado acerca dos meus outros posts.
O que se passou foi que o Não Anónimo, de maneira subtil e silenciosa, entrou no meu gabinete sem eu dar por isso e pôs-se a ler o que eu escrevia (a minha cadeira está de costas para a porta). Claro que eu não gostei desta intromissão, tanto no meu local de trabalho como na minha privacidade. De seguida, começou a rir-se e a gozar com o facto de eu ter sido apanhado "com a boca na botija".
Eu sou um tipo paciente e por isso, calmamente, expulsei-o do meu gabinete sem mais explicações. Não me lembro de ter dito "estás a abusar", mas foi de facto o que ele fez, abusou!
Se a minha indignação foi uma coisa assim tão estranha e cómica para ele, só vem provar que o Não Anónimo é um completo idiota e não sei porquê que o tenho ainda como amigo.
E mais, ele esquece-se que nunca eu deixei de respeitar o facto de ele querer permanecer anónimo. O mais engraçado é que ele proteje a sua identidade por causa da sua "importante" função na sociedade. Mais uma faceta de um hipócrita. Quem é honesto é-o em todas as facetas da sua vida.
Claro que a minha vontade de interagir com ele, reduziu-se para zero. Pelo menos, durante uns dias nem lhe conseguiria (consigo) ver as trombas.
Quebraste duas regras fundamentais comigo, tentaste foder com a minha privacidade e achas que podes fazer de mim um palhaço. Vai à merda!!!
Existe aí muita frustração acumulada, mas eu não sou teu familiar nem psicanalista, por isso não tenho obrigação de te aturar.

P.S. Posso ser ateu mas tive catequese durante uns anitos, por isso sei que Jesus e Deus são só um. Só tu é que passas por ignorante, como sempre.

Fachadas portuguesas













Se em (quase) todas as organizações mais ou menos estruturadas e hierarquizadas se transmite o valor/mérito de uma pessoa através de algo simbólico como o vestuário (e outros), há uma em que isso não acontece, a sociedade civil.
É verdade que o dinheiro pode vir do mérito e valor, mas também é verdade que nem sempre (muitas vezes) é assim. E o dinheiro é o valor com o qual nós adquirimos os nossos símbolos a que temos direito ou julgamos ter.
Tomemos como exemplo o fato e gravata. Qualquer um de nós pode adquirir um conjunto mais ou menos caro, consoante o sacrificio a que queiramos nos submeter. Claro que mais dinheiro traz maior qualidade mas não necessariamente melhor gosto.
Existem muitas pessoas que estão dispostas a passar por sacrificios para obterem a sua indumentária e meio de locomoção apenas para manterem uma aparente posição priveligiada na hierarquia social.
Diria então que a sociedade em que vivemos não passa uma fachada para esconder a nossa "falta de pão", e toda a gente discute mas ninguém tem razão.

quinta-feira, novembro 03, 2005

MTV - Merda de TeleVisão!!!

Irrita-me profundamente a MTV!! Revolta-me!!!
Revolta-me a censura musical da MTV!
Revolta-me a postura mediática politicamente correcta!!
Revolta-me o tratamento da música como um factor puramente económico!
Revolta-me o tipo de música que passa na MTV!! Se é que se pode falar de música em alguns dos casos!!
Revolto-me contra uma estação de televisão que promove o mau gosto musical na geração mais nova!
Revolta-me o provincianismo Lusitano que se instalou por ter cá um "MTV EUROPEAN MUSIC AWARDS" para distribuir prémios ao mau gosto musical!!
Preocupa-me profundamente sentir que os nossos teenagers vão estar injectados com Lixo
Musical, sem que eu veja grande capacidade para fazer uma "limpeza ecológica" aos seus ouvidos!!
A MTV é a grande responsável pela enorme diminuição de qualidade da música ouvida pela generalidade do público.
Aliás, um artista que não passe na MTV é porque deve ser bom!!!
A MTV promove a "música" fácil, os PIMBAS da música internacional!! Os Emanueis do mundo!!
Estas pessoas normalmente não lêem, não ouvem música que estimule o cérebro a actuar, a pensar, nada!!!
Será este o nosso futuro??????

quarta-feira, novembro 02, 2005

Adeus Deus!




















Os religiosos têm a mania de dizer que se devem respeitar as crenças alheias. Eu não concordo. E com isto não quero dizer que não respeito as pessoas, apenas as suas ideias é que eu não respeito.
Tolerar as pessoas com diferentes ideias não é igual a aceitar as suas ideias. Tolero-as (as pessoas) mas não aceito as suas ideias.
E mais, tenho todo o direito de fazer humor (corrosivo ou não) das suas ideias. Se levarem a mal, tanto pior, não leiam.
Se fosse dado poder de governo à Igreja, sem dúvida estaríamos a viver num estado fascista a beirar o totalitarismo.
A única coisa que me alegra é que a tendência é a extinção de todas as religiões. Já se nota aqui e ali, as chamas divinas apagam-se lentamente. Adeus Deus!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Invejo-te! Gostas?

Ter inveja não é o mesmo que ser invejoso.
Eu tenho inveja do Hugh Hefner, isso faz de mim invejoso?
Eu tenho inveja do Donald Trump,isso faz de mim invejoso?
Eu tenho inveja do meu amigo que tem momentos fabulosos na sua vida, isso faz de mim invejoso?
Eu acho que não. No entanto cá vou continuando a sentir inveja.
Este sentimento é perfeitamente normal e toda a gente o tem, por mais que digam que não, eu não acredito. Aqueles que insistem que não têm inveja, das duas uma, ou são uns grandes mentirosos ou não têm absolutamente imaginação nenhuma.
A inveja também pode ser saudável se não for em demasia. Faz-nos querer mais e tentar mais.
Acho que a inveja é um pecado capital, mas como sou ateu e estou-me a marimbar para os crentes...
Se algum dia me invejarem, digam-me. Tornar-me-ão ainda mais feliz.

sexta-feira, outubro 28, 2005

David, que seca!

Porque é que todas as músicas do David Fonseca me parecem iguais? O pior é que também são igualmente más. Pelo menos eu detesto.
Quem é que já viu o site do mano? Creio que a fotografia que lá aparece é a mesma da capa do seu novo CD. Não sei porquê, mas faz-me lembrar um coelho ofuscado pelos faróis de um automóvel que está prestes a atropelá-lo - depois vou vêr o resto do site e aparece-me outra fotografia que deduzo seja a contracapa do CD - O coelho depois do embate...
Mas voltando ao "humano". Eu acho que este tipo é daqueles que ou se gosta muito ou nada, sendo que quem gosta muito é uma jovem imberbe ou um jovem acnoso. E quem não gosta nada, um adulto perfeitamente desenvolvido, física e psicológicamente.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Os ateus andam à solta!

















Após ter lido mais alguns posts do excelente site 'Diário Ateísta' e de ter agredido verbalmente várias testemunhas de Jeová (um tratamento diário anti-stress que faz mil maravilhas), fiquei inspirado para insultar mais alguns crentes.
Desde miúdo que tenho por hábito massacrar e torturar os idiotas dos crentes. Como? Fazendo-lhes perguntas...
Eis um relato (fictício) de um diálogo apaixonante com um padreco do interior (de Lisboa).
- ...queres dizer que a passagem do Velho Testamento que descreve a criação de tudo em sete dias é apenas uma metáfora? - com cara de gozo - Mas metáfora porquê, para quê?
- Ora, para ajudar as pessoas[zinhas] a compreender ou a ter um conceito sobre a criação.
- Mas a que criação te referes?
- A criação de tudo. Hoje em dia a Igreja já aceita que Deus tenha utilizado a ciência como instrumento para criar - ar beatificamente idiota - Então contamos primeiro a "história de fadas" e depois o "relatório técnico". Assim aprendem melhor.
- No passado (há 100 anos atrás!!!) talvez tivessem razão. Não achas que as pessoas hoje em dia estão melhor informadas e educadas? Não te parece que já seria aceitável passar logo para o relatório técnico?
- ...
- E já nem discuto a ideia de tudo ter sido criado por um Deus. Cada um com a sua nóia.
- Meu caro amigo. Você não conhece a realidade actual...
- Você sim! Aliás nota-se. Gostava de saber porquê que vocês são tão hipócritas. Não têm a coragem de falar a verdade, o que pensam, a mais do que uma pessoa. Uma pessoa que confiem e que seja relativamente maluca [excêntrica] de forma que as vossas ideias ficam sempre hermeticamente seguras. - A calma deste paspalho já me começava a irritar. Não sei porquê mas parece que o feitiço se quer virar... - Mas diz-me uma coisa. Já falamos sobre os "relatórios técnicos". Porquê que continuam com a história do criacionismo? Quando é que passam ao "relatório técnico"?
- O criacionismo é o "relatório técnico"!
- Mas não me vais dizer que acreditam numa completa idiotice como essa? Quero dizer, mesmo que a teoria de evolução de Darwin permaneça uma teoria ainda por muitos anos, não te parece muito mais plausível? Muito mais lógico?
- Numa visão estritamente científica, sim!
- Numa visão geral. De senso comum. De bom senso...
- Não! - os olhos não diziam a mesma coisa - Não me parece.
- És um idiota! Já não bastava seres crente - agora estava a ser redundante.
- Não vais a lado nenhum com insultos - começava a ficar incomodado.
Ainda continuamos por um bom bocado mas, obviamente, ELE não chegou a nenhuma conclusão.
Não se trata de falta de respeito pelo o que as outras pessoas acreditam, mas pelo imenso respeito que tenho por aqueles que ousam não acreditar.
Se querem respeito, cresçam!

quarta-feira, outubro 26, 2005

Eu tenho três horrores.

Independentemente de gostar ou não do bochechas, ou de achá-lo um grande fascista, ou de achá-lo viciado no poder, independentemente disto tudo, e depois de tê-lo visto ontem na conferência de imprensa a responder (longamente) às perguntas que lhe eram debitadas em surdina, para ele pelo menos, e estoicamente ter tentado manter-se em pé e concentrado, e ao verificar que falhava redondamente, dei por mim numa pose de dúvida e espanto qual um Deus de mármore acabado de sair das mãos de Michelangelo.















Mas é este um candidato presidencial? E se ele ganha? Queremos nós, os portugueses, ser representados pela personificação da senilidade? Quero eu um Chefe das Forças Armadas que de repente pensa que está em 1970?
Depois temos um tipo que eu, confessamente, não gosto mesmo nada. Um fascista na verdadeira acepção da palavra, um amigo dos lobbies, um tipo que não sabe comer, um tipo que se baba nos cantos da boca (não consigo imaginar nada mais nojento), um gajo que se está sempre a rir, um político ao nível de um certo descarrilhado, bom talvez mais abaixo. Um gajo que não dá cavaco a ninguém.
Continuando a marcha espantada, temos um vermelhito com poucos estudos, um autodidacta (e se admiro este tipo de perfil num indivíduo, já não acho bem que este concorra a um cargo de tão alta responsabilidade), um dançarino de bailaricos, uma espécie de Lula à portuguesa.
E finalmente, mas não menos importante, o político poeta. Até gosto dele mas será que rima bem como Presidente da R.P.? Sinceramente não vi até agora grande conteúdo no seu lançamento como debutante a um cargo destes. Por isso, por enquanto, não há grande coisa a dizer.
Quanto ao Francisco Louçã, nada tenho a dizer, excepto o vazio do intelecto, o vazio, o vazio...

terça-feira, outubro 25, 2005

Deixai-os criar, Senhor!

Foi com muito pesar que recebi a informação que uma das minhas autoras favoritas, Anne Rice, está xoné.
Depois de algumas complicações na sua vida, devido a doenças (suas) e mortes de familiares, Anne Rice resolveu atirar-se, de cabeça, corpo e espírito, ao Nosso Senhor. Não me parece que o tenha magoado muito mas ele defendeu-se transformando-a numa cristã? devota e fanática.
Para quem não conhece a sua obra, esta é composta por delícias como a Entrevista com o Vampiro e todas as Crónicas do Vampiro. Também escreveu livros ao jeito de Henry Miller (hard-hardcore), mas estes assinou com um pseudónimo.
O que me leva a passar-lhe um certificado de insanidade (gosto muito dela, mas...) é o facto de ela estar a escrever um livro sobre Jesus, aquando os seus sete aninhos, escrito na primeira pessoa...
Mais, afirma, ou afirmou, que não vai escrever mais as Crónicas do Vampiro (chuif!). No entanto não posso garantir a veracidade desta última afirmação.
O Senhor está a levar-nos os nossos cérebros mais criativos.
Lembro-me do último a ser levado, Mel Gibson. Esperava mais grandes filmes realizados por ele, no entanto tive que levar com aquele "banho de sangue" da Paixão de Cristo. Não é que eu não goste de uma boa torturazita acompanhada com sangue e tripas.
FREEEEEEDDOMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!

sexta-feira, outubro 21, 2005

Irritação matinal.













Quando as coisas não me correm bem de manhã (por causa de alguém) fico irritado.
A irritação age como se fosse uma maré, assim que surge já não pára. Vai aumentando, aumentando, até que, ou rebenta por meio de uma intervenção que eu gosto de chamar de "BERRAR COM O IDIOTA QUE ME IRRITOU!", ou rebenta para todos os lados, apanhando, obviamente, todos os inocentes. Mas como o outro dizia, "(...) não há ninguém realmente inocente.".
A minha irritação é boa para o meu patrão. Quando estou neste estado, não brinco nem falo com ninguém, produzindo que nem um louco para tentar não pensar no IDIOTA! e nas torturas que lhe vou fazer.
Aparentemente, toda a gente que me conhece minimamente, sabe que não deve meter conversa comigo nestas alturas. E, felizmente para eles, dão-me algum espaço e tempo. Coitado(a) do(a) desgraçado(a) que tentar brincar comigo nestes dias.
Já é de tarde e já me passou, pois já descarreguei com a IDIOTA!, e sinto-me muito melhor.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Ódio puro

Se trabalho com quem não gosto, tudo me sai mal e fico cheio de azia. Irritam-me as pessoas de que não gosto! Fico tão concentrado no meu ódio que não resta mais espaço na minha cabeça para outra coisa.
Depois, tudo o que essas odiadas (pessoas) fazem, para mim está errado, mesmo que não esteja...
Quanto mais tempo seguido passo a trabalhar com alguém assim mais adormecido fico. Como a dormência chega-me sempre primeiro ao cérebro, não sei dizer, por ordem, quais os orgãos afectados.
Qualquer contacto com o alvo do meu ódio provoca-me repulsa.
Pelo meu ódio não me importo de sentir desprezo e desdém só para alimentá-lo.
Todos os trabalhos com alguém assim parecem intermináveis. E quando tocados pelos odiados, se alguma vez foram interessantes, deixaram de o ser.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Os brutocratas.













Sou estupidamente ineficaz no que toca a burocracia. Se neste campo há ignorantes, buçais e estúpidos, então eu sou um deles.
Ainda por cima nem é daquelas coisas que possa dizer para os meus botões: "...posso ser estúpido agora, mas vou ler o que há sobre o assunto. Vou-me informar!". Não! Sou daqueles estúpidos que prefere continuar no seu Status Quo, a mexer uma palha, que dá muito trabalho.
Tudo o que é relacionado com finanças e Administração pública, no geral, irrita-me profundamente. Dá-me gases.
Os ofícios provocam-me alergias; Os avisos (com os seus decretos-lei) dão-me náuseas; O IRS causa-me tonturas; As contas, bem as contas só me esvaziam os bolsos; Qualquer perspectiva de ter que preencher formulários causa-me um nervosismo à beira do pânico.
Dito isto, é evidente que não tenho qualquer futuro profissional numa área que tenha que mexer (numa base rotineira) com "papel".
Só por ter escrito sobre a caca do papel, já me sinto mal disposto.

P.S. Se quiserem responder a este post têm que preencher primeiro o formulário n.º 1345/05.... brrrruuuurrrrrppp!!!

terça-feira, outubro 18, 2005

Filmes de borla...















"Um grande sonho é melhor do que qualquer filme porque eu sou o personagem principal, faço parte da história."


Uma das coisas de que eu mais gosto é de dormir. E não só dormir, mas sonhar. E não sonhar sonhos simples, mas sonhos épicos. Isto sim! Isto delicia-me. É o suficiente para passar um resto de dia óptimo.
Existem várias técnicas (nem sempre resultam) para me preparar, na noite anterior, para ter um sonho destes.
Primeiro a comida. É certinho que se comer alguma coisa étnica, antes de me ir deitar, vou ter um sonho porreiro. O caril funciona muito bem. O queijo (?) também. O álcool em doses pequenas (de cada vez) também pode funcionar.
Não convém ir agitado para a cama. Tenho que ir com sono e descontraído, sem uma pinga de stress... o que, comigo, não é difícil.
Um grande sonho é melhor do que qualquer filme porque eu sou o personagem principal, faço parte da história.
Claro que quando acordo, depois de um sonho destes, fico num estado catatónico durante, pelo menos, uma hora. E ai de quem me incomodar nesse estado.
Também gosto de um bom pesadelo. Como os filmes de terror hoje em dia não valem nada, compenso desta forma.
O número de horas que eu passo a dormir também é importante. Há um número mágico, nem muito grande nem muito pequeno, o oito. Oito horas de sono é o ideal.
Hoje, porque ontem comi caril, tive um pesadelo. Sonhei que todos os chatos e estúpidos deste mundo andavam atrás de mim, e eu fugia, fugia... Mas fora estas pequenas excepções, os sonhos costumam ser muito interessantes.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Monólogo da menina.


Tenho passado a última hora a cair (literalmente) de sono para cima do PC. Resultado, tive que ir ao bar tomar um café extra forte.
Então estou eu na caixa a fazer o meu pedido quando ouço este ruído de fundo parecido com uma voz humana. E o ruído lembrou-me vagamente a vocalização de uma pergunta, de maneira que, quando chego ao bar e deparo-me com duas raparigas a rir, e sem saber qual delas tinha formulado a pergunta e que raio tinha sido esta, pergunto, com o meu melhor sorriso:
- Desculpem, não percebi. Alguém me fez uma pergunta?
Nisto a rapariga mais novinha diz-me - sfhlskjfhlskjh?
Eu penso que se perguntar mais uma vez "o quê?" das duas uma, ou fico com fama de surdo ou ela começa a aborrecer-se e vira-me as costas, portanto digo - Pois é!!!! - acompanhado de um sorriso.
Então ela replica - ksjhlskjfhlskjhfsldkfjsh.
E eu, cada vez mais desperto, vou respondendo - Pois é! Pois é! - rio-me muito sem saber porquê.
Esta é uma daquelas pessoas que falam para dentro. Ninguém consegue perceber o que dizem. Eu, pelo menos, não consigo.
Agora só me restava sorrir muito e recorrer às muletas do costume "pois és!", "claros!", "sins?" e tantas outras que eu tenho guardado para estas ocasiões.
Despachei-me a beber o café para me ir embora. Não conseguia mais responder daquela maneira. Se não tivesse tão ensonado desatava-me a rir feito parvo. E então, lá ia o café pelas narinas.
Despedi-me - Então até amanhã! - com um sorriso.
Ela - lksjdfhsdkjfhsldfj - sorrindo também e acrescentando - skjgfsdhfsljf dkjfhgldj çlifglfidg dfghdflghdfjg - desta vez mandando uma gargalhada.
Agora sentia-me encurralado. O que é que eu faço, mando uma gargalhada também? E se fôr à minha custa? De qualquer maneira acho que não consigo mandar uma gargalhada por dá cá aquela palha.
Saí rápidamente. Se ficar com alguma fama, vai ser a de arrogante e não a de mariconço...espero.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Prendam os velhos em casa!

Existem dois grandes obstáculos no que toca ao fluir deste grande líquido viscoso a que chamamos o dia-a-dia-na-cidade, eles são o velho e a velha.
Cada um tem as suas características e locais de obstrução.
O velho apresenta-se, normalmente, em muito mau estado. Desloca-se com dificuldade apoiado por um objecto que também pode ter uma função contundentemente óbvia - a bengala!
Tem como características: Uma voz irritante só utilizada para reclamar; Uma moral inflexível e completamente ultrapassada; Os seus pensamentos são sempre emoldurados por lustrosos sermões;
Os seus locais de obstrução favoritos são: As instituições financeiras; O autocarro; Todas as repartições públicas; Os passeios onde se é suposto andar.
Onde passam eles o resto do dia: Nas tabernas (mas só aquelas com aquele ligeiro aroma no ar, de vinho e mijo, ou vinho mijado); Nos assentos de madeira dos jardins; E nos antros da batota nos mesmos jardins.
A velha apresenta-se, com a mesma idade, sempre mais fresca do que o seu alter ego masculino. Mas não deixa de ser menos irritante por isso. Também pode utilizar um objecto contundente como apoio à marcha, mas geralmente este tem sempre a forma de uma metralhadora - a canadiana!
Tem como características: Uma voz malévolamente enganadora (parece a nossa avózinha até começar com tenebrosas gargalhadas); Uma moral retrógada mas flexível - pela frente está tudo bem, mas por trás toca a cortar na casaca com o mais requintado ácido oral - especialmente com as suas colegas as velhas; Os seus pensamentos são sempre ilustrados com requintada pornografia com rapazinhos (qualquer um que seja mais novo é um rapazinho).
Os seus locais de obstrução favoritos são os super e minimercados que ofereçam promoções e preços mais económicos como o Lidl e o Minipreço; As instituições financeiras; Os correios (no fim do mês); O Metropolitano (em hora de ponta); E os passeios onde é suposto andar.
Onde passam elas o resto do dia: Em casa a vêr as telenovelas; A falar com quem conseguirem apanhar na rua (qualquer um serve); E a dormir.
Agora meus amigos, tomem cuidado, pois eles andam aí.

Crescer é...

Todos nós pensamos que temos dentro uma semente de um potencial fabuloso ser humano e que em "óptimas circunstâncias" esta germinaria para um magnífico ser, para o bem de todos ou, pelo menos, daqueles que nos rodeiam.
Metáforas e imagens à parte, o que eu quero dizer é que andamos (quase) todos à espera de ganhar muito dinheiro (ou outra coisa qualquer???) para fazer algo de útil e criativo, para nós e para os outros.
Claro que se o nosso nível/qualidade de vida fosse semelhante ao dos outros países europeus, talvez não fôssemos assim tão inactivos.
Inactivos nas ideias, na criação pura e dura, na cultura. Inactivos em fazer os outros felizes.
Sou o primeiro a dizer que é preciso ter alguma coisa especial (e eu não tenho) para ultrapassar a inactividade em ambientes hostis - aqueles que não são óptimos para nós.
Eu sou do piorio! Só "funciono" adequadamente quando as circunstâncias são óptimas ou próximo disso.
Tenha ou não razão, seja ou não maluco, o que é um facto é que todos temos direito a germinar para nos tornarmos naquilo que deveriamos ser - humanos.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ainda acreditas no Pai Natal?...

Às vezes farto-me de rir. Aparentemente há amigos que levam a sério o que escrevo.
Não que não seja sério e profundo... ppuaaaahhhh!!!!
Mas também não estou "lixado" com o mundo. Por favor tenham humor - olha, rimou!
Tudo o que escrevo é verdade e tirado de verdadeiros momentos de revolta. Mas, acreditem, essa revolta passa depressa para apenas ficar o eco na forma escrita.

"Aquele que não se revolta não passa de um tolo"
(Arte da Guerra Urbana, André Cardoso)

Vozes de Torquemada.

Ora aqui vai publicidade à borla.
Hoje visitei, por acaso, um blog chamado Bocas viperinas. É (bem) escrito por três serpentes sexuadas e fémeas que, não tenho dúvida, devem ser muito apelativas no mundo real. A segurança das suas opiniões leva em crer nisso.
No entanto, e aqui é que a cobra torce o rabo, está carregado (o blog) de falsas moralidades e opiniões que elas fazem questão de "cuspir" como se se tratassem das porta-vozes do universo feminino.
Este problema da dualidade "Nascido para foder! Fodido para saber", é típico em Portugal...
Talvez se elas saíssem mais do seu universo - se conhecessem outras pessoas, se fossem a outros lugares e percebessem alguma coisa da natureza humana -, talvez assim pusessem os rótulos, ideias pré-concebidas, noções (erradas) da realidade e julgamentos inquisitórios, de lado e de vez!
Não é com ódio que escrevo isto, mas, como o próprio tema deste blog, com revolta. Revolta porque vejo que as mentalidades demoram muito tempo a amadurecer, se é que alguma vez o chegam a fazer.
Eu sempre pensei que quando chegasse ao ano 2000 e picos, a nossa gente (portuguesa) se encontrasse muito mais evoluída, enganei-me!

quinta-feira, outubro 06, 2005

Acessórios são p'ros palhaços!

Detesto acessórios! Em mim e nos outros.
São tão... acessórios!
Há quem diga que os óculos escuros não são acessórios, eu acho que depende da maneira de como e quando são utilizados.
Se em excesso, em interiores e locais com sombra, então sem dúvida que são acessórios.
Tenho grandes problemas com os óculos escuros, eu próprio não os uso.
Se vou na rua e vejo alguém com óculos escuros, mesmo que seja conhecido, o mais certo é eu não conseguir identificá-lo ou -la. Tenho esta estranha dificuldade com fisionomias acompanhadas de acessórios.
Também não estou para ficar a olhar embasbacado e fixamente na esperança de reconhecer, ou não, um rosto censurado.
Se uma cara destas, com duas manchas escuras, me cumprimenta na rua, tenho que fazer um grande esforço para reconhecê-lo. E mesmo assim volto-me para trás para vêr se sou eu o visado.
Falar com alguém que use óculos escuros, daqueles que por mais que espreitemos não conseguimos vêr-lhe os olhos. - Detesto! Desprezo! Odeio! Abomino! Irrita-me! Revolta-me!
Não consigo falar com alguém de uma forma honesta e descontraída se não lhe conseguir vêr os olhos. Preciso de verificar as suas reacções aos disparates que vou disparando. Acho que é uma necessidade humana.
Eu menti. Lembrei-me que afinal uso óculos numa ocasião, quando estou na praia a apanhar banhos de sol.

A merda da cooperativa!

Anda no ar o vírus 'anticooperativo'. Este vírus, para além de provocar a morte de produtivas uniões, torna o sujeito cronicamente alérgico a qualquer tipo de associação.
Esta doença tem efeitos secundários bem conhecidos no panorama português: isolamento; desconfiança; grave aumento do ego; solipsismo; desprezo por tudo e todos.
Primeiro vem o isolamento. Para que uma cooperação não resulte, um dos lados, ou ambos, tem que se isolar. Este primeiro efeito é provocado pelo o que nós, tratadores de animais, chamamos de 'quero-fazer-tudo-sozinho(ite)'. Nesta primeira fase criam-se fortes raízes do potencial aumento de ego, que veremos mais tarde.
Numa fase posterior, que pode ter entre curta a média duração, surge a desconfiança. Esta, provocada pelo isolamento, aparece sempre que o sujeito infectado é provocado por um sujeito não infectado a iniciar uma união produtiva. Em português medicinal é lhe dado o nome de 'algarvicie aguda'.
Rapidamente, numa 1/2 curta duração, aparece uma forte erupção do ego. No sujeito português típico está mesmo à flôr da pele. O que resulta num escorrimento de pus devido a forte infecção de orgulho.
Este escorrimento de pus orgulhal acompanhado de erupções de ego vão resultar na rápida alastração do vírus a todas as partes anatomicamente cooperantes do corpo.
Já num estado de nítida demência, o sujeito i. cai num torpor solipsista (aquele para quem tudo e todos que o rodeiam são fabricados pela sua mente). Neste estágio da doença, o sujeito i. encontra-se na fase que nós, os tratadores, chamamos de 'fase permanente pós-doutoramento'.
Agora o sujeito i., já terminal, numa fase que pode demorar ou não, cai num estupor acompanhado de um sentimento de desprezo por tudo e todos. Este estupor, invariavelmente, é irreversível, a menos, claro, que seja reversível.
Este vírus tem-se propagado rapidamente. Ainda não se descobriu a origem mas existem fortes suspeitas.
Segundo o tratador principal e investigador, Sr. Pôncios, o vírus pode ter tido origem à esquerda, à direita e ao centro. Sugerindo ainda que a cura pode estar numa simples estadia (6 meses pelo menos) num país civilizado (qualquer um menos o nosso), de preferência Europa, do sujeito i.. E em relação a todos os outros sujeitos, os habitantes de Portugal, recomenda-se, como tratamento profiláctico, uma emigração em massa.

segunda-feira, outubro 03, 2005

O caçador e a presa

Quando vou na rua, não gosto nem de escoltar nem de ser escoltado, mas goste ou não acontece...
O que é que eu quero dizer com isto?
Refiro-me a andar na esteira de alguém involuntariamente, ou vice-versa.
Eu suspeito que tanto o escoltado como o "segurança" se sentem incomodados por estarem naquela posição. Um pensa que o outro pensa que é um tarado, o outro pensa que é um tarado, ou pensa que o outro não pensa e é um acaso. Fiz-me entender? Não! Que surpresa.
Tem tudo a vêr com as manias de perseguição e paranóias que todos os seres humanos possuem.
Tanto seguido como seguidor se sentem desconfortáveis na sua posição. Quanto mais não seja porque (quase sempre) nenhum é aquilo que pensa que está a ser ou que pensa que o outro pensa de si.
Na prática, quando isto me acontece e eu sou o perseguidor, e se não for uma gaja com um bumbum muito bom, tento ultrapassar para não me começar a sentir mal por fazer o outro sentir-se mal. Se eu for o perseguido: neste caso não me chateio muito, mantenho o meu passo. O outro que pense o que quiser sobre o que eu estiver a pensar.
É interessante vêr que a nossa empatia pelos outros só funciona num sentido.

Nota final: Detesto quando algum membro da terceira idade vai à minha frente. Faço sempre questão de ultrapassá-lo. Às vezes é duro, os sacanas andam depressa.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Há ler e ler, há ir e devolver.

Uma das principais razões que leva alguém a não devolver um livro emprestado é a vergonha. A vergonha de não o ter conseguido ler.
Não digo que seja por incapacidade ou iliteracia ou qualquer outra coisa aborrecidamente humilhante, apenas por falta de interesse.
À pala de emprestar livros a envergonhados, já perdi mais de metade (ou mais) da minha "biblioteca".
Presentemente, sou muito mais cuidadoso a emprestar livros. Já não empresto a qualquer um. E se empresto, vomito logo o meu manifesto: "...e não me interessa que não consigas ler o livro, seja porque razão fôr. Se não gostares da leitura, devolve-mo imediatamente, ou corres o risco de sucumbires com a valente porrada que te darei com um objecto contundente!".
Ainda não sei se isto resulta, só experimentei uma vez, mas como foi com o Código Da Vinci, não valeu...
Agora, depois deste post escrito, tenho duas esperanças. Uma, que algum dos criminosos o leia. Duas, que abandonem a vida do crime e depositem o(s) livro(s) à minha porta.
Espero surpresas nos próximos dias.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Procura-se cavalheiro para sodomizar.

Hoje, agora, neste momento, eu desprezo o trabalho manual, a não ser que fosse feito em meu proveito.
Onde trabalho, como sou o único homem, elas pensam que tudo que seja trabalho manual é comigo. Eu mando-as dar uma curva. Primeiro, não tenho muito jeito para trabalho manual (à excepção de um que me ocorreu agora...) e segundo, não sou obrigado a o fazer.
Elas, agora no geral, têm a mania...!! Têm a mania que um gajo, porque é gajo, tem que ser jeitoso de mãos e ter uma usina nuclear nos músculos. Pois eu digo: BASTA! Basta desta escravidão voluntária. Temos que nos unir. Vamos para a rua manifestar. Isto tem que ter um fim.
Eu não me importo de ajudar, substancialmente, em qualquer trabalho físico. Porque sei que elas são mais fraquinhas.
Agora, trabalhar que nem um burro lobotomizado, enquanto elas estão sentadinhas à sombra, a beber um sumo fresco, enquanto nos observam e se riem... NÃO!
Levantem os vossos deliciosos rabinhos, e venham-nos ajudar.
Podem levar só uma pequena fracção do que nós levamos, mas o que conta é a intenção.
E depois queixam-se que os homens são machistas. E de quem é a culpa?

sexta-feira, setembro 16, 2005

Para melhor descarrilhar.

Outros que batem no carrilho e ao mesmo tempo me fazem gargalhar:

- Se eu fosse um grande ordinário...
- Baixa política
- Carrilho e Carmona trocam acusações em debate televisivo
- (grande) Ordinário! - disse ele II
- O ANIMADO DEBATE ENTRE CARMONA E CARRILHO
- O Ordinário
- O Regresso!
- A arrogância de Carrilho
- Autárquicas e Debates

Hoje só dá Carrilho!!!!!

Descarrilhado!

O que eu me ri ontem.
Finalmente pude vêr o Carrilho a ser humilhadito. E que gozo me deu.
Tantos meses a atacar o Carmona com calúnias, finalmente teve o troco merecido.
Mas o Carrilho não sabe nada! Nada!!
Eu não devia estar admirado, o nosso país está cheio de figurinhas destas, que só querem um tacho e/ou um trampolim.
Este Carrilho não devia estar numa sala de aulas ou a escrever um livro? Alguém o quer num cargo de poder?
Gostei especialmente quando o Carrilho acusava o Carmona de despesismo e este lembra-o da casa-de-banho principesca. O Carrilho ficou de todas as cores. Eu não me ri, gargalhei!
Está provado, de longe, qual é o homem para a Câmara. Todos os outros são uns incompetentes e irrealistas, que só têm ideias mirabolantes.

quinta-feira, setembro 15, 2005

O meu manual é que é bom - fim do Vol. 1

Acabei de receber o terceiro fax. Já o instalei e configurei...outra vez.
E também não funciona.
Mas isto é inacreditável!!!
E já sei que amanhã vou ter uma dose com o gajo da voz esquisita, da manutenção, enquanto me guia por uma floresta de botões e menus.
Acho que desisto de relatar a estória do fax.
Se por acaso chegar ao 10º fax avariado, escreverei alguma coisa. Até lá, não me enviem faxs...por favor!

O talento é um mito dos elitistas.

O talento é um mito. Pelo menos sempre assim pensei.
Se uma pessoa praticar o suficiente e, mais importante, gostar realmente do que cria e do acto em si, pode e deve continuar a "produzir".
Quem é que consegue distinguir o talento, se existe, do amor e trabalho posto numa obra?
É por isso que eu não dou importância aos críticos, ou pelo menos, tento não dar.
Se gostas de fazer algo, se gostas realmente e vives obcecado com isso, então não esperes pela opinião de ninguém e atira-te de cabeça.
Irrita-me sempre a facilidade com que um qualquer energúmeno critica qualquer coisa.
Tudo bem, podem-me dizer que há regras e pilares fundamentais em cada acto de criação. Eu acho que as regras são para os conformados e medrosos.
Se o que tu fazes não obedece às regras, faz as tuas próprias.
Até na arte está presente o fascismo que nos orienta se devemos ou não, se fazemos ou não.
O mais importante é que gostemos do que criamos.

As gajas que lixaram os E.U.A.

Se eu fosse religioso diria que Katrina e Ophelia, para apenas referir os últimos fenómenos naturais com potencial destruidor, são castigo de Deus ao país chamado Estados Unidos da América.
Se se importassem mais com o ambiente, quem sabe se isto teria acontecido com a magnitude que teve.
Rasgaram o tratado de Quioto? - Ora tomem lá!
Podem-me dizer que a população não tem culpa, mas sim o governo dos E.U.A. Será mesmo?
O que eu vejo aqui, na Europa, é que quando existem medidas extremamente negativas e com consequências desastrosas, o povo vai para a rua manifestar a sua opinião. Lá também o fizeram, mas numa escala muito menor. De que outra maneira se pode explicar o facto destas medidas irem avante?
O americano típico, que Deus o proteja, é arrogante, egoísta e muito centrado no seu próprio umbigo. Para estes há sempre duras lições a aprender durante a vida.
Vejam se crescem! Porque a malta, apesar de tudo, adora-vos.

O puto como objecto de conversa.

Será possível alguém ter como único tema de discussão o seu filho de quatro anos, isto passa-se desde a sua concepção.
Mas mesmo o único tema.
Se não fôr relacionado com trabalho, a única conversa que esta rapariga tem é o relato das aventuras da sua cria.
Eu não tenho filhos... acho!, e sei que quando e se os tiver, vou-me sentir muito orgulhoso e provavelmente, serão, será, o único tema de conversa durante os primeiros meses. Mas nunca durante quatro anos consecutivos!!!
Seja qual fôr o assunto que estiver em debate na altura, esta jovem consegue se lembrar do último malabarismo que o seu filho fez, relacionado com o que se fala no momento, e a partir daí só dá o seu filho. É geralmente aqui que eu me retiro educadamente, porque a conversa já me enjoa.
Ah! O puto, pelo que eu percebi, é um mimado de todos os tamanhos. Só podia ser, com uma mãe galinha destas.

terça-feira, setembro 13, 2005

O meu manual é que é bom - quasidesfecho.

Depois de ter lido todo o manual, em espanhol, e tentado todas as combinações de botões possível, mesmo assim a porcaria do novo fax teima em não funcionar.
Envia faxs (sim, recuso-me a escrever faxes), mas receber 'tá quieto!
Perdi uma data de tempo a ler o manual, em espanhol - arghhh! -, para nada.
Resolvi telefonar à assistência técnica. De menu em menu, e de função em função, este tipo, com um sotaque estranhíssimo, que me dava vontade de rir cada vez que me pedia para carregar na tecla tal, ia-me guiando, até que... nada! Estava mesmo avariado.
O segundo fax avariado. Não acredito!
Lá tive que mandar vir um terceiro.

Iniciativa para principiantes - desfecho.

Para fechar a história 'Iniciativa para principiantes', finalmente consegui falar com a chefe.
Enquanto eu lhe explicava, sucintamente, as minhas iniciativas e razões, uma colega minha apontava o dedo para mim e dizia "Foi ele! A ideia foi dele."
Admito que parece irreal e trazido d'um qualquer jardim infantil, mas foi assim que aconteceu.
De nada adiantou este passa a batata quente, pois a chefe concordou que eu tinha agido bem.
Não fosse eu estar habituado a viver numa espécie de mundo surreal...

Iniciativa para principiantes.

A minha actual chefe (mulher) é muito activa. Suponho que seja inerente ao género e estrato.
Está sempre a dizer-nos para termos espírito de iniciativa, agilidade e energia. Talvez não por estas palavras, mas o significado está lá.
Talvez devido a vários anos de espartilhamento em relação à iniciativa sem o motor de arranque - o responsável hesitante!, confesso que, ao depararmo-nos com algum problema que exija espírito de iniciativa, o atrito é mais que muito.
Hoje, num movimento inesperado e para grande espanto das minhas colegas, libertei-me do contacto com todas as partículas e entrei no vácuo. A inércia foi grande...
Ainda não obtive resposta da minha chefe em relação à minha súbita iniciativa, mas uma das minhas colegas, pelo menos aquela que sabe o que eu fiz, reprovou o meu acto. Foi, no entender dela, um esforço valente mas de iniciativa pouco própria.
- "Porque," diz "ela [a chefe] fala muito dessas coisas mas quando chega a hora da verdade, corta-nos as pernas".
No entanto o meu esforço já estava consumado. Poderia eu voltar atrás? - Não! - na verdade podia, mas queria observar o ponto de ruptura do elástico em primeira mão. Então resolvi esperar.
Enquanto espero, sinto algo que não me é estranho, sinto-me dividido. Sei que fiz o certo, mas talvez por moldes errados. Sei que o objectivo é correcto, mas saberão todos?
- "E mais uma vez," penso "acabei por fazer aquilo que eu achava (acho) que estava certo. Estou-me a marimbar que mais ninguém concorde comigo".

segunda-feira, setembro 12, 2005

Uma casa para toda a vida.

Até que ponto se estende a obrigação, dever e sentido de Estado, para ajudar alguém numas mudanças e potenciais obras?
Qual será o limite à quantidade e prazo temporal ao número de mudanças a uma mesma pessoa? E a uma mesma casa?
Que aspecto fisionómico e corporal devemos adoptar ao emitir uma nega, um corte, um NÃO!? E que quantidade de remorsos são aceitáveis após...?
E se for um não! velado - mudo, até quando temos obrigação de tolerar bocas e indirectas?
Até que ponto somos responsáveis pela quantidade indiscriminada de mudanças e obras por aí? E se somos muito responsáveis, não deveriamos (deverieis) ser sujeitos a 10 açoites na Praça Pública?
Não deveria, quem planeia as mudanças, ser responsável por uma calendarização exacta do evento? De outra maneira (que sempre é) até que ponto deveremos ser culpados de não arranjar boas desculpas a tempo?
Quantas viagens fora de Lisboa deveremos fazer antes e depois do evento? Qual será a quantidade isenta de subterfúgios?


'Por mais mudanças que ajudes a alguém, basta falhares uma vez para te tornares um calão e inimigo a abater.'

'Mantém os teus amigos perto. E os teus inimigos mais perto, em tua casa,...e depois muda muito e faz muitas obras.'

A Arte da Guerra Urbana, André Cardoso

sexta-feira, setembro 09, 2005

Caga e foge.

Cagões de merda!
Então não é que estou a trabalhar muito bem no meu gabinete, com a porta aberta, e um cagão qualquer passa no corredor e deixa um cheiro pútrido na sua esteira. Este cheiro ganhou vida e entrou-me no gabinete, e agora não quer sair!!!
O pior de tudo, é que desde que tenho este cheiro nauseabundo (será que isto vem de náusea da bunda?), as colegas resolveram vir me visitar...
Na minha mente só existe uma frase, em maiúsculas, que berra para tentar sair:
NÃO FUI EU!!!!!!!!
Os cagões são todos iguais, cagam e fogem!
E assim, de cagadela em cagadela, vão vivendo a sua miserável vida e cagando na dos outros.
Malditos cagões!

quinta-feira, setembro 08, 2005

O meu manual é que é bom.

Já náo tenho pachorra para a maioria dos manuais.
Recebi hoje um aparelho de fax novo, devidamente acompanhado com uma lista telefónica chamada O Manual. Ainda por cima é em espanhol.
Eu nunca gostei de espanhol. Não é que seja difícil, mas há qualquer coisa nessa língua que não bate bem. Não sei explicar. Só sei que o facto de ter de lê-la é aborrecido.
Mas voltando aos manuais...
Felizmente gosto de computadores desde puto. Desde o meu primeiro - um ZX Spectrum! Se não gostasse, nem quero imaginar o aborrecimento por ter que me obrigar a lêr os manuais necessários para o seu funcionamento. Ainda por cima em outras línguas.
Não é de admirar que hajam tantos infnorantes (informática+ignorantes).
Para além dos manuais de informática, que ainda vou tendo algum gosto para os consultar, existe somente outro tipo de manual que realmente gosto. Ok, adoro!
O manual da minha aparelhagem nova, ou da minha TV nova, ou do meu leitor de DVD novo, etc. Este leio com o maior dos prazeres.
Não há nada como explorar algo que acabamos de comprar, para nós, e que nos vai entreter como o raio.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Um tsunami de trabalho

Justamente quando tenho mais trabalho, é que aparece tudo ao mesmo tempo. E se quero fazer alguma coisa que exige concentração, posso ter a certeza que vou ser interrompido de 5 em 5 minutos.
O computador também não ajuda, está lento como a velha à nossa frente de canadianas.
Quem manda também fica mais inspirado nestas alturas. Ideias espectaculares de organização e execução de trabalho! Só é pena que nos interrompam tantas vezes quando estamos a trabalhar. Na verdade, também nos interrompem quando estamos na converseta uns com os outros - o que também é chato e incomodativo.
O telefone não pára...só perguntas da merda.
Os vírus andam aí em força. Dois PCs foram atacados.
A impressora avariou... e o fax também.
O meu PC, em casa, também avariou.
Este mês de Setembro é sempre a mesma merda! Só é bom em férias.

Ao tempo que o tempo do tempo não é tempo - II

Mais uma vez o tempo anda estranho.
Juntamente com ele, as pessoas também.
Tenho notado mais nelas do que neles...
Elas já vêm todas vestidinhas de Inverno. E depois andam cheias de calor. Até de botas já as tenho visto.
Por amor de Deus! Chove, mas não é tanto assim. Além disso, continua a fazer calor.
Neles, é mais os casacos que vejo. Como por baixo têm T-shirts, estão razoavelmente perdoados.
Meninas, eu sei que querem deseperadamente experimentar a roupa nova de Inverno. Mas esperem um pouco. Dêem hipótese ao frio de chegar.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Mandai os políticos à merda!

Desprezo os políticos. Odeio-os!
A sua forma de discutir, agride-me os tímpanos.
Eles não percebem que não convencem ninguém. Será que eles pensam que nós acreditamos em tudo que eles vomitam.
Quando eles desmentem um facto comprovado, na televisão, será que não sabem que o cidadão percebe que o que sai daquela boca é um chorrilho de mentiras ou omissões ou meias verdades.
Eles acham que o cidadão comum não percebe nada da natureza humana.
Eles acham-se muito inteligentes quando pensam que estão a manipular toda a gente, mas na verdade estão a fazer figura de parvos.
O que é que despoletou a minha raiva? O debate das autárquicas, entre Maria José Nogueira Pinto e Carmona Rodrigues.
Ela era, é, nitidamente incompetente, ignorante e relativamente mal educada - embora para a política seja adequado.
Pelo contrário, Carmona Rodrigues mostrou que domina completamente o seu "pelouro". Mostrou-se muito bem informado e teve um comportamento exemplar.
Sem dúvida, Carmona Rodrigues não é um político (ainda bem) mas um homem de trabalho.
O Carrilho é outro que por aí anda que, de tanto se esforçar para parecer um político, tornou-se uma pessoa mediaticamente execrável. A única coisa que lhe sai da boca são insultos e acusações infundadas.
Não sou Democrata mas tomara muitos Carmonas por esse Governo afora.

A mulher. Esse ser demoníaco.

Fui a um casamento neste fim-de-semana.
Mais um amigo que nunca mais vejo... estou a brincar!
O ponto alto deste evento foi a celebração da missa por um padre que parecia ter saído da Idade média.
Até tinha piada.
Antes de começar a missa já se apostava: se fosse um padre novo, era sempre a despachar; se fosse velho, estávamos tramados que nunca mais saíamos dali - sermões atrás de sermões.
Quando o padre chegou, muita gente bufou. Era velho.
Ao princípio, desliguei. Não me apetecia ouvir o que ele tinha para dizer. Muito provavelmente, aborreceria-me.
Mas aos poucos e poucos comecei a despertar com certas frases curiosas que o padre proferia.
- A mulher é a rainha do lar...
Mas o que é isto, estou a sonhar com o século passado, num daqueles anúncios da farinha amparo...???
- A mulher deve ser pura e virtuosa.
Ok! Deve estar a enunciar as qualidades que o homem e a mulher, no casamento, devem ter.
- ...a mulher em casa e o marido no trabalho...
Será que ouvi bem? Comecei com espasmos por causa das gargalhadas que queriam sair.
- ...facilmente o Satanás pode entrar na mulher se ela se deixar corromper. A mulher deve ser sempre virtuosa.
Quando se ouviu a palavra Satanás, um amigo ao meu lado começou a imitar o Herman José, e a bater com o dedo indicador no joelho. Deixei escapar, involuntariamente, um som gutural chamado de gargalhada à traque.
O padre continuava...
- Há muitos Satanases por aí. As mulheres sem virtude.
Na minha fila, todos saltavam com espasmos e gargalhadas à traque.
Finalmente, depois de bater em todas as mulheres do planeta, o padre deu por encerrado a celebração do casamento. Que alívio.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Dias de tusa

Todos os dias me dedico de coração ao meu passatempo favorito: gosto muito de contemplar as mulheres belas e as não tão belas também, na verdade não sou esquisito.
Mas há dias especiais, não sei porquê, em que estou mais sensível do que o normal, e tudo nelas quase me enlouquece: dos contornos, ao perfume, ao andar, à textura da pele e sua luminosidade, às formas voluptuosas, e não... altas, baixas, magras, gordas, morenas, louras, ruivas, todas me põem fora de mim.
Este dia começou assim, e não vai terminar tão cedo.
Ao mesmo tempo que é bom, é mau. A sociedade diz-me que só posso ter (e ser tido) uma de cada vez, e no intervalo do fim e do início, sofrerei. Assim reza a moral que nos guia.
Mas se não as posso ter fisicamente, ninguém me impede de as sonhar. Todos os dias dedico um sonho a uma diferente. Que bom que é sonhar. Sonhar é variar.
Tenho que ser honesto. Agora a única coisa que faço é sonhar, porque se acordo não encontro ninguém ao lado.

Salvo-conduto para quem gosto

Resultado do furacão "Katrina", todos estes desastres naturais que têm acontecido em Nova Orleães, e que têm causado muitas vítimas, têm-me deixado preocupado.
Não pelas vítimas que não as conheço, e por isso não sinto grande empatia (creio que sou o produto acabado da minha geração, no que toca à falta de sensibilidade), mas por uma das minhas escritoras favoritas - Anne Rice onde estás tu?
Já quando foi o tsunami, só conseguia preocupar-me com o Arthur C. Clarke.
Eu não dou desculpas ou justificações para a minha falta de empatia com os seres humanos (que não conheço) que morrem aos magotes nestes desastres naturais. Apenas sou assim.
Claro que estas preocupações, superficiais, diriam vocês, seriam apagadas, caso tivesse alguém que de facto conhecesse, no epicentro desses acontecimentos. Claro!

E.T.s e Larilas

Para acabar de vez com as abduções e com os O.V.N.I.s.
Sempre que ouço, ou leio, sobre casos de abduções, a vítima sofreu terrivelmente: Seja pela sonda anal, pelas cirurgias de exploração, pelas leituras de mente extremamente dolorosas, etc.
Umas vezes avistam-se, outras despenham-se.
Meus amiguinhos crentes e ingénuos, vamos por partes:
Em relação às abduções e testes às vítimas.
Diria que, olhando para a nossa evolução, nós, que ainda nem sequer fazemos viagens interestelares, parecemos mais evoluídos que os cabeça-de-ovo-verde. Senão veja-se: a nossa exploração/intervenção ao corpo humano é cada vez menos intrusiva e as nossas observações ao meio ambiente que nos circunda, tende a ter (ainda não tem) o menor impacto possível durante a observação.
Em relação aos avistamentos e despenhamentos.
Por favor!!! Um O.V.N.I faz uma viagem de não sei quantos anos-luz, em que tem protecções mais do que suficientes para as radiações, temperatura, fragmentos de meteoritos e os próprios, e isto é só o que tenho conhecimento, depois chega ao nosso lindo planeta e... despenha-se, ou é abatido a tiro de espingarda??? Mas que cambada de otários!!!!
Eu não quero dizer que não acredito na existência de extraterrestres, mas que acho muito improvável todos estes contactos nos três graus, acho! Para mim, eles ou nem sabem que existimos, ou se sabem não vêm cá para não provocar nenhum impacto na nossa evolução.
Haveria muitas mais coisas a dizer, especialmente sobre as provações que passam as vítimas (são sempre homens) à mercê da sonda anal. Cada um com a sua fantasia...

quarta-feira, agosto 31, 2005

Os canalhas da Endemol

Tive agora conhecimento da realização de mais um reality show. Nada de anormal, não fosse o local e a dinâmica deste show.
Desta vez será no Parque Natural Sintra-Cascais. Este espaço é classificado de Património Mundial pela UNESCO.
Este reality show irá ter uma temática de vida militar - a recruta para os famosos.
Creio eu, uma dinâmica de jogo "erosiva", para o local que é.
Se já me sentia revoltado pelos muito maus conteúdos da Endemol, agora também pelo seu comportamento agressivo à nossa sociedade e aos seus valores, com vista apenas ao lucro fácil.
Cambada de canalhas! E os participantes nesse jogo não o são menos.

Aniki Bóbó?

Porque é que eu não vejo cinema português? Porque, na sua maioria, é uma grande MERDA! Não vale nada.
Podem estender a minha opinião a quase todos os residentes deste colchão lusitano, à beira-mar encastrado.
Dizem que o Manoel Oliveira é um dos grandes (nacional e internacionalmente), a mim faz-me sono... uahhhh!!!! Se ele é bom em alguma coisa é na ideia que tem da fotografia.
Até gosto de um filme dele, O "Aniki Bóbó". Mas já é bem antigo e tem um nome esquisito.
Nós temos uma história tão rica e cheia de aventura e romance, e todos os outros ingredientes com que se fazem os bons filmes. Não temos ninguém que saiba contar estas estórias como deve ser?
Não me venham cá com a treta que não há dinheiro. Eu sei que não há! Mas quando se quer fazer algo, faz-se.
Veja-se o caso da boa curta-metragem "I'll see you in my dreams", que o Filipe Melo, à custa do seu tempo e dinheiro, conseguiu concretizar.
Outro problema no nosso cinema, os novos realizadores têm que seguir sempre uma abordagem pseudo-intelectual. Ou é o Dogma 95, ou a narrativa de Godard, ou outra treta qualquer.
Onde está a originalidade ou a procura desta. Pelo menos se não conseguirem ser originais, sejam pragmáticos e tentem vender o trabalho, nem que seja copiando quem vende bem.
Ok! O Lars Von Trier é uma excepção no que toca ás vendas, mas só recentemente.
Melhor ainda, vejam as comédias portuguesas antigas e copiem-nas, mas actualizem o humor, e daí...

Participação nula: Erro na matriz

Entre os nossos sites (nacionais) amadores e profissionais, e os sites estrangeiros, vejo uma enorme diferença: a resposta de quem os lê. Seja na forma de fóruns ou comentários ao trabalho.
Além da resposta aos sites dos "camones" ser avassaladoramente maior, esta é, na sua maioria, positiva.
Cá, temos meia dúzia de "navegantes" perdidos, que de vez em quando se dão ao trabalho de responder ao trabalho que se faz. E depois, grande parte das respostas que tenho encontrado por aí, são um pouco naquela do "bota abaixo" - o teu trabalho não é nada de especial...!!
Isto é um pouco desmotivante para quem trabalha os conteúdos (ou mesmo a forma).
Sei que faz parte da nossa cultura não nos armarmos em chicos-espertos do tipo: sou muita bom no que faço, etc.
Quando encontramos alguém assim, remetemos-o logo ao seu devido lugar... Hei! Eu também sou assim.
Mas aqui não estou descrever os gabarolas mas todos os outros que gostam de fazer algo e ter feedback.
Depois admiram-se que não exista um verdadeiro movimento de comunicação entre a população portuguesa.
Somos todos receptores das ideias dos outros e não debitamos nada para fora. Não precisa de ser uma resposta negativa, da qual sou o exemplo típico. Alguém tinha que ser...
Vamos lá a participar mais na vida das ideias, seus artrópodes numismáticos.

Não fazia ideia! Tem a certeza?

Estive agora a falar com uma certa pessoa que, digamos, está a cometer um crime (embora muito ligeiro e não me faça confusão nenhuma), mas que alega ignorância numa sua potencial defesa. Do tipo: Ah! Não Sabia...Mas isso é isso?
Isto provocou-me logo um acesso involuntário às minhas memórias sobre o povo português.
A verdade é que a desculpa ou justificação que nós arranjamos para cometer um crime, primeiro para connosco e depois, se for caso disso, para com as autoridades, é a de ignorância.
- Ah é! Não sabia. Mas o que é que são estas coisas engraçadamente incómodas que me estão a colocar nos pulsos? Vão me levar aonde? Tenho direito a quê? Porquê que me estão colocar nesta sala, muito feiinha, toda em ferro? Mas isto é por quanto tempo? Tem mesmo que ser? É que eu não sabia que não se devia fazer isso...é mesmo um crime? Que horror!
Mas esquecemo-nos que a autoridade e a legislação, como instituições, não têm qualquer sentimento sobre o que nós achamos ou pensamos, e já tomaram a sua decisão, aliás esta já estava tomada muito antes de cometermos o crime.
Se têm mesmo que cometer um crime, ao menos pensem um pouco antes, de maneira a encobrir a vossa autoria, e nunca, mas nunca, sejam ignorantes ao ponto de ficarem "despidos" de senso comum.

As casas voadoras

Quase toda a gente que me conhece sabe que eu desprezo a Democracia, o Capital e a Propriedade.
Revoltam-me todos os problemas com que a sociedade se depara. E mais do revolta pelos problemas, sinto asco pelas soluções. Estas, que são apresentadas por quem (aparentemente) sabe e pode, não passam de remendos, porque dão sempre a volta aos verdadeiros problemas.
As verdadeiras soluções não interessam a quem está (viciado) no poder, porque a aplicá-las, os destituiriam dele.
Estou farto de bater na mesma tecla...
E ao tentar idealizar uma sociedade ideal, a única coisa que me fazia confusão, com a eliminação dos três horrores (vêr acima), era a ideia que eu tenho de propriedade: um espaço só para mim, privado, íntimo - todos nós necessitamos disto.
Mas descobri a solução há algum tempo, e vou formulá-la aqui em estreia absoluta.
Descobri que a "minha" sociedade ideal, está directamente relacionada com a evolução tecnológica, sem ela - creio - não teremos hipótese de saborear a verdadeira liberdade.
Como referi atrás, o meu grande problema era a propriedade, um espaço meu/nosso, precisava dela. E ia contra tudo o que eu pensava em relação à posse de espaço físico.
Bang! Eureka! Crash! (caí) Youpii!! Encontrei a solução!
O meu espaço físico, só meu, não precisava de ocupar nenhuma porção da nossa amada Terra, na verdade não precisava de ser fixo. Então, o meu espaço precisava de ter autonomia, independência da Terra e demais teorias de propriedade.
Sim...precisava de voar!
Foi quando me deparei com esta ideia, aparentemente louca, que resolvi o meu problema em relação à propriedade.
O único obstáculo é que as casas ainda não voam, não há tecnologia para isso.
Por isso (e outras coisas mais que não interessam agora) cheguei à conclusão que o progresso é a única coisa que falta para progredirmos.

sábado, agosto 20, 2005

Diner de cons

Finalmente consegui vêr um filme que já procurava há algum tempo: Diner de cons ou com o título português, Jantar de palermas.
A história é mais ou menos isto: Um grupo de "espertalhões" organiza jantares todas as semanas, e os convidados especiais são sempre os maiores palermas (Trad. cromos) que eles conseguem encontrar. E sem nunca se descairem, gozam à brava com estes palermas durante o jantar, e os honrados nunca se apercebem que foram (e continuam a ser) palermas.
Fiquei um pouco dividido. Se bem que é verdade que eu gozo "um pouco" com certos palermas, o que estes gajos faziam já era um pouco exagerado.
Bom... mas diverti-me à brava. Fartei-me de rir. E, acima de tudo, fiquei com umas ideias bem interessantes no que toca aos chatos. Talvez um dia as partilhe.

Rima e tudo!

Que grande atracção é essa que o português tem pela rima?
Eu, desta vez, incluo-me no grupo.
Porque é que gostamos tanto de rimar?
E porquê que quando o fazemos sem querer, dizemos logo a seguir "...e rima e tudo" ou "que giro, até rimou".
Que obsessão é esta por frases com palavras que rimam?
Será que tem que ver com a nossa (lusitana) alma poética?
Sejá lá porque razão fôr, o que é certo é que agora, que tomei consciência disto, sinto-me irritado sempre que o fazem. E se o fazem muito...
Mas vamos lá a tentar não achar graça à rima e também a não persegui-la. o que é demais, enjoa.
Agora que já desabafei, vou-me... mas voltarei!

Maçãs à parte...

Ao ler o tema de capa da Superinteressante deste mês, sobre os livros proibidos durante regimes fascistas e totalitaristas, ocorreu-me que o primeiro grande fascista na "história" (não interessa se se acredita ou não) foi Deus.
Ao proibir Adão e Eva de se alimentarem da árvore do conhecimento, cujos frutos eram as maçãs, Ele proibía-os de pensarem.
Claro que há teólogos que defendem que a Sua proibição fazia parte do Seu grande plano de evolução.
Teorias à parte, e remetendo-me para o que os crentes acreditam (estes também não pensam muito), a minha conclusão é que Deus foi o primeiro fascista. O que afinal tem sentido, pois Ele é tudo.
Apesar de ser Ateu agnosticista, a religião sempre me interessou. Mas, por outro lado, também gosto de Anne Rice...
Voltando ao Adão e à Eva: Então e o Diabo? - A serpente. Queria ele dar o conhecimento ao homem só para provocar Deus ou realmente, queria dar-nos o conhecimento num gesto altruísta, um bom gesto?
Estou confuso. Afinal quem representa o bem e quem representa o mal?
Se Deus é tudo - o bem e o mal incluídos - e o Diabo só o mal, acaba por haver um certo desequilíbrio. E se é o mal que nos quer dar o conhecimento, será o acto de pensar realmente negativo? Levar-nos-á a uma espécie de autodestruição?
Estarão os fascistas certos ao tratarem-nos como animais irracionais? Como força de trabalho não-pensante?
Como sempre, fico com mais dúvidas do que respostas. Mas não há dúvida que fiquei com muita coisa para pensar.

terça-feira, agosto 09, 2005

Money! It's a crime.

Segundo o Global Report on Crime and Justice (1999), do Office for Drug Control and Crime Prevention das Nações Unidas, cerca de 90% do crime mundial está directamente relacionado com propriedade e capital, ou seja, assalto e/ou furtos de capital e propriedade.
Apenas 10% a 15% correspondem a crimes violentos. E nesta percentagem ainda estão incluídos os furtos e os assaltos.
Ora, não é preciso ser nenhum génio para perceber qual é a fonte de (quase) todos os problemas e injustiças que os criam: Propriedade e capital mal distribuídos.
Haverá mesmo necessidade da existência de propriedade e capital? Eu não creio.
E se quase ninguém acredita nesta solução é porque o principal problema começa logo quando pensamos na "nossa propriedade". Eu próprio penso assim.
Quanto ao capital, se o sistema fosse justo para todos não haveria necessidade de o ter.
Eu sei que parece uma espécie de mistura de pensamento comunista com anarquia, e de facto é.
Mas desenganem-se aqueles que pensam que a nossa sociedade sempre se estruturou à volta destes "alicerces". Se fizermos as contas ao nosso tempo total neste planeta (no último estágio da evolução) e subtrairmos pelo tempo que temos utilizado a propriedade e o capital, o resultado é muito pequeno para este último.
Também nos enganamos quando achamos que estes dois vectores (capital e propriedade) são uma recompensa pelo nosso mérito e trabalho. Não é verdade! Basta verificar que a maior parte da riqueza mundial está sempre no lado da balança que também contém os lobbies industriais, as máfias e as políticas económicas (lobbies do governo) que os favorecem.
Não estou aqui a tentar mudar ninguém para a anarquia ou outra forma qualquer de ideologia, apenas estou a relatar os factos. Escrevam vocês as vossas próprias conclusões.