segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Cambada de retrógados!!!

Eu cá, sou um tipo 'low profile'. Quero dizer, em relação a modas, sou um tipo clássico.
Mas não quero com isto dizer que não gosto de ver pessoas diferentes, pelo contrário, gosto!Quanto mais diversidade melhor! Eu penso assim.
Mas, infelizmente, a maior parte das pessoas não pensa assim...
Cambada de retrógados, é o que este país é!!!
Não podem vêr ninguém diferente: cabelo azul, tamancas de 40 cm, piercings nos sovacos, asas...etc.
Olham! Dão risadinhas! Cochicham com o palerma ao lado!
Se isto não é um país de australopitecos da idade do bronco?????...
E, sinto muito dizer, independentemente de ser machista ou não, um dos grupos (desta sociedade) que mais procede desta maneira, são as mulheres dos 30 aos 40. Logo seguidas dos adolescentes acnosos e dos velhos reinetas.
Não duvidem! Há estudos feitos!
Oh minha cambada de atrasados mentais! Vejam lá se crescem!!
Como castigo, deviam acordar todos, amanhã, com o cabelo azul e a cara amarela.

Influências lúdicas ou púdicas?

Porque raio é que determinados fósseis menosprezam e, pior, gozam com coisas que nos dão sustento à vida miserável que temos.
Do que é que eu estou a falar? - Da banda desenhada, da ficção científica, da literatura, do cinema, da arte no geral.
Isto, meus caros! Isto, é o que nos inspira a todos!
Mas não! Cá neste país não se admite que qualquer coisa que seja lúdica e/ou artística, possa, de alguma forma, influenciar e motivar alguém.
Lá fora, é aceitável e compreensivel ter uma "musa inspiradora".
Cá não! Cá é o cálculo, pelo cálculo!
As ciências foram inspiradas pelas mesmas! Numa espécie de pescadinha-de-rabo-na-boca.
As letras são quase matemáticas. E as matemáticas são literárias...
Ninguém neste país irá admitir que foi influenciado (porque parece mal) no seu desenvolvimento por algo lúdico, artistico. Especialmente se for alguém das ciências.
Esses animais das ciências!...
Só cá é que estes neanthertals se inspirariam em Workshops e Conferências. Não querendo tirar o mérito a estes eventos, claro!
Meus caros seres unicelulares, não tenham vergonha de reconhecerem ser inspirados pela arte e outras coisas indefinidas mas lúdicas.
Minhas pequenas amebas, vejam lá se se multiplicam e se tornam seres com alguma preponderância neste universo de caca.
Deixem-se de peneiras!

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Atrasado...

Sempre que vou a caminho do trabalho, e vou atrasado, aparecem sempre meia dúzia de chatos pelo caminho, tipo obstáculos. Normalmente são vizinhos que lhes apetece meter conversa...
Dir-se-ia que fazem de propósito, se não vejamos: eu com uma cara de sono, cabelo ainda molhado, com um passo apressado e ziguezagueante (de ter acordado à pouco), e com umas trombas que metem susto ao...bom, a algo. Perante este cenário, seria de esperar que me cumprimentassem e continuassem o seu caminho. Mas não!!! O bom senso não prevalece. Têm que iniciar uma qualquer conversa estúpida! E eu, para não cortar completamente a relação com os vizinhos, vou dizendo "sim.; pois é!; tem toda a razão.".
Que cambada de pulgas irritantes!!!!!!!!
E depois, como é de calcular, chego ainda mais atrasado.
Devia ser proíbido encetar conversações até às 11h00. Toda a melga que o fizesse, seria castigado com vinte e quatro horas de serviço comunitário no Júlio de Matos, na ala dos conversadores compulsivos com mania de perseguição e tripla personalidade.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Os chatos vão ao cinema.

Quando vou ao cinema, há uma coisa que eu abomino mais do que telemóveis, pipocas, pessoas altas à minha frente (isto engloba muita gente), comentários durante o filme, chegar atrasado ao filme por culpa de outro, um mau lugar, enfim... não é bem uma coisa (mas passa por isso) é um tipo de pessoa.
É o tipo mais chato dos chatos!!
Este energúmeno: animal que deve levar com um objecto contundente sempre que se põe a disparatar - Esta irritante espécie de protozoário, é todo o sujeito que se sente na obrigação de criticar, de forma não construtiva, o filme assim que este acaba e às vezes, mesmo no intervalo.
O parasita em causa, até pode gostar do filme, mas faz sempre questão de focar os seus pontos mais baixos e pontapeteá-lo a partir daí.
Este verme, este parasita, este fungo, só está satisfeito quando tece comentários pejorativos de algo que até ele gosta. Dir-se-ia que entra numa espécie de exercício sado-masoquista sempre que entra/sai de uma sala de cinema.
Porque é que isto me irrita tanto???
Eu adoro ir ao cinema. Não é só pelo filme mas também por todo o ambiente que se gera à volta deste magnífico evento. Provavelmente, quem não gosta ou não tem por costume a ída ao cinema não percebe o sentimento.
Dito isto, não é por demais realizar que, se um filme me saciar, eu entro, ou melhor, saio num estado catatónico. E, assim, neste estado e camboleante, me dirijo para casa.
Obviamente que se estiver com amigos que partilhem o meu gosto por cinema passamos uns bons momentos (o que é o tempo?) a falar sobre o filme que acabamos de vêr.
E num terceiro cenário, que é quando estou acompanhado por esses broncossáurios: todo o sentimento dentro de mim, se esvai perante o vomitado de alarvidades que estas bestas jorram.


MENSAGEM AOS MASTODONTES:

Deixem de ir ao cinema com pessoas normais. Por favor, vão sózinhos!!!!!!!!

As conversas delas.

Tenho três colegas (mulheres) e, felizmente, estou separado delas durante a maior parte do dia - elas estão num gabinete e eu estou noutro.
Quando acontece, por força do trabalho, termos que estar os quatro juntos, às vezes é de ir aos arames: que é o que me está a acontecer neste preciso momento!!!!
Mas só sabem falar dos filhos/bebés e culinária???? Porra!!! Mas que grande seca!!!
E passam nisto o dia todo....
Às vezes tomo a iniciativa e mudo o tópico da conversa. Mas...dura pouco. De conversas do género: ficção científica, informática, futurologia, curiosidades, tecnologia; não faço ideia de como é que conseguem mudar para puericultura e culinária???? Num ápice!!!
Agora que já aliviei um pouco, tenho que voltar para junto delas e continuar a ouvir o raio da conversa da treta - que bom!!

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Os dogmas que os outros dizem.

Odeio profundamente quando estou a discutir fervorosamente e o meu antagonista decide mudar de assunto porque estamos a ficar demasiado exaltados e começa a cantar, assobiar ou pura e simplesmente pára de falar.
"- É melhor ficarmos por aqui."
Cobarde!!!!!!!!!
E irrita-me até às vísceras, que o meu antagonista baseie os seus argumentos no que "os outros dizem". Mas ninguém fundamenta nada neste país???
Nós não pensamos na maior parte das coisas que dizemos. Não raciocinamos. Não imaginamos. Não deduzimos. Limitamo-nos a ouvir a opinião de outros e, opp! Mais um dogma!
Eu acho que todos nós temos uma incrível colecção de dogmas só porque não nos damos ao trabalho de pensar. E, pior, acreditamos em tudo o que nos enfiam pelos tímpanos adentro. Desde que o orador seja uma "autoridade"...
Pois eu duvido de tudo: do que me dizem, do que vejo na TV, dos Professores, das "autoridades", dos governos, dos políticos, enfim, de tudo!
Não acredito em ninguém até verificar por mim próprio.
Continuo a adorar uma boa discussão...
P.S. Alguém dizia (os Sofistas??) que numa discussão ambos os lados têm uma parte da razão.

Voto secreto???

Quando pergunto a alguém em que partido é que votou, a resposta é invariavelmente a mesma: o voto é secreto!
Mas que raio! Acho que já não vivemos na ditadura???
Será que as pessoas ainda estão à espera de repercussões por terem determinada ideologia??
Bom, vamos ser realistas. A maioria das pessoas, hoje em dia, não tem qualquer ideologia.
Votam no partido que lhes oferece a melhor oportunidade de lucro, melhores regalias, etc...
Então, se já nem há ideologias, porque é que teimam em esconder o seu voto?
Terá alguma coisa a ver com o segredo do negócio? "- Então como vai o negócio? - Fraquinho! Fraquinho!"
Será um meio de prevenção da vergonha? "- Votaste nele, não foi?? Agora toma lá que é para aprenderes!!"
A realidade é que, o voto só é secreto durante os dois primeiros meses, depois está tudo a confessar-se. Passado mais um mês, está tudo a mandar à merda o próximo governo. Eu? Eu rio-me! Também sofro com as consequências, como toda a gente, mas farto-me de rir.
E porquê? Porque eu ainda acredito em algo! Tenho ideais! E, acima de tudo, não sou democrata!
E nunca, mas nunca, escondo os meus ideais! Se quiserem saber o que eu sou basta perguntarem.
Os segredos são para os mariquinhas!!!

Os chatos irritam!

Porque é que quando estou irritado, aparece-me sempre alguém que me irrita ou aborrece ainda mais??
Parece que é de propósito!
Talvez numa situação em que não estivesse irritado essas pessoas não fossem tão irritantes...
Não! São sempre irritantes! Eu é que costumo ter pachorra para aturá-las.
Por pensar nisso, deve ser por ser paciente que conheço tantos chatos.
Será que os chatos se dão conta do que são?? E se dão, porque é que continuam chatos? Só para chatear?? O que é que terá corrido mal no seu amadurecimento?
Neste exacto momento em que estou a escrever isto, estou a levar com duas chatas que, de forma sistemática, me andam a chatear!
Por isto, e por toda a minha experiência de vida, até agora, posso deduzir uma coisa: Os chatos são uma das chatices com que nós podemos contar que nos chateiem pelo resto da nossa vida, contínua e irritantemente.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

A servidão do comum vs. A exuberância do Dr.

O português confunde muito a simpatia natural com a "tendência para servir". Talvez num contexto filosófico sejam uma e a mesma coisa, mas na (nossa) realidade a confusão é IRRITANTE!
Eu, modéstia à parte, penso ser uma daquelas pessoas naturalmente simpáticas, por isso sofro da abominável pouca tolerância aos ares superiores daquelas (algumas) pessoas a quem eu sou simpático - mas é só uma vez!
E esta introdução sobre a natureza humana no geral leva-me a tentar entender a minha.
Eu desprezo hierarquias - só as acha boas quem está no topo. Mas tenho vivido grande parte da minha vida laboral adaptado a elas. Tem que ser: sou "obrigado" a isso.
Por isso não me peçam para tratar alguém por Senhor Engenheiro ou Senhor Doutor.
Verdade seja dita, trato algumas pessoas, poucas, pelo seu título. Mas só aquelas a quem eu tenho grande respeito, porque é recíproco.
Não deixo de me sentir, sempre, incomodado por este tipo de tratamento.
A meu ver, só os Professores devem ser tratados pelo seu título. Tudo o resto é exagero.
O interessante é que este fenómeno do Sr. Dr. ou Sr. Eng. ou Sr. cócó, seja lá o que for, só se passa cá neste país. Isto se estiver a contar só com os desenvolvidos, claro está!
O meu recado p'ros Senhores Drs. e Engºs : Deixem-se de merdas e vão mas é trabalhar. Se querem que vos respeitem a sério!
Se não o fizerem, prometo à maioria dos Srs. Cócós que sempre que sairem de algum sítio, ouvirão constantes murmúrios e risadinhas nas vossas costas.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

A cultura do pôr defeito

Infelizmente tenho alguns amigos que só sabem pôr defeitos em tudo o que lhes aparece à frente.
E, para piorar, fazem-no constantemente.
Consegui, até agora, identificar dois tipos de crítica/observação: à minha vida e aos meus gostos (livros, cinema, etc.) - ambas bastante desagradáveis.
Ás vezes gostava de viajar no tempo para alterar determinada coisa que fosse criticada. Aposto como a crítica se mantinha, só que "ao contrário".
A maior parte das vezes, finjo que não é nada comigo. Disfarço a irritação. Finjo-me distraído.
Mas a verdade é que estes pequenos comentários irritam-me sériamente. Fico danado!
Ainda por cima parece que é um dever de alguns dos nossos próximos, e não próximos, ser assim. Sentem-se na obrigação de comentar qualquer aspecto (material ou psicológico) da nossa vida, que eles acham que está mal. E, pior ainda, têm a solução!
A piada está na vida dos referidos. Fartam-se de fazer asneiras atrás de asneiras.
E eu comento?? Não!!!
E depois admiram-se que me revolte.

domingo, fevereiro 13, 2005

Mentalidade portuguesa - O voluntariado

Há um tempo atrás fui fazer análises ao Centro de Histocompatibilidade Sul (creio que é assim o nome), para ser dador de medula óssea. Enfim, uma coisa boa, pensava!
Infelizmente a senhora e o senhor que estavam no secretariado a atender os potenciais dadores que iam aparecendo, eram "portugueses"... Já o médico parecia ser "estrangeiro".
Muito bem, e o que é que eu quero dizer com isto? Os "portugueses" são os atrasadinhos, mal educados e sempre dispostos a falar mal. Já os "estrangeiros", de preferência Norte da Europa, são inteligentes, bem educados e agradáveis.
Agora tenho que explicar a minha revolta.
Cheguei e este centro por volta das 11h00 da manhã. Dei de caras com uma trombuda no guichet de atendimento - mas até aqui tudo bem. Nisto, entra um tipo no guichet que começa falar com ela. E ela então começa a desabafar as suas mágoas ao mesmo tempo que prepara os meus papéis.
- ...ontem chegou-me um senhor aqui, já eram 17h00! Quando isto fecha às 16h00!
O tipo diz-lhe:
- pois, ele há cada um... não têm respeito por ninguém...
Eu pensei que eles tinham alguma - pouca - razão, MAS a conversa era desapropriada em timing e local. Mas enfim, nada que não estivesse já habituado no nosso lindo país.
Ela continua a falar com o tipo.
- Hoje de manhã já vieram 5 dadores fazer análises, tenho estado toda a manh? nisto. Assim não vou conseguir ouvir o discurso da Ministra (aqui não sei ao que é que ela se estava a referir???). Agora começo a sentir-me incomodado e a mais. Começo a sentir-me em infracção. Ela continua, sem nunca olhar para mim, ou sequer dirigir-me palavra.
- Estas pessoas vêm todas ao mesmo tempo!
Aparentemente, deduzo eu, ela devia ter muita coisa que fazer, em vez disso, tinha - porque tinha sido engajada - que estar ali a perder o seu precioso tempo com estes estúpidos, miseráveis, que não têm mais nada que fazer. Dadores de merda!!!
Eu aqui começo a sentir-me furioso. De repente...fui salvo, era o médico. Uma simpatia em pessoa. Parecia "estrangeiro". Não fosse ele, e eu tinha-me passado por completo.