quarta-feira, outubro 08, 2008

Ganda javarda!

Quando fui ao bar com a minha colega tomar café há uns dias atrás, como fazemos sempre às três da tarde, ela resolveu pedir uma tosta mista sem queijo - coisa que ainda não percebo como funciona.
Enquanto tomávamos café e esperávamos a tosta, ela, sempre observadora, como de resto são as mulheres, notou que a tosta não estava a ser esmagada numa tostadeira, mas antes a ser aquecida num forno eléctrico. Conversamos sobre isso e ficamos na dúvida se este processo de transformação gastronómico também poderia conferir o título de "tosta" ou, em vez disso, de "pão aquecido".
Quando a minha colega foi aceitar a tosta ao balcão não conseguiu resistir em debater com a empregada do bar sobre o paradeiro da tostadeira. A senhora, depois de explicar onde o precioso objecto se encontrava, acrescentou muito alegremente que não se preocupasse, pois tinha feito o trabalho da tostadeira:

- Pus-lhe as minhas mão em cima, com luvas, com luvas, está a ver, e com a ajuda do meu peso - ela é de facto rechonchuda - esmigalhei bem a tosta. Está a ver, nem se nota a diferença, parece mesmo feita na tostadeira...

Eu desatei a rir histericamente para grande surpresa da senhora atrás do balcão. E o meu riso tinha tantos sentidos: o nojo da situação, a honestidade idiota da senhora, a visualização desta senhora em cima do outrora pão aquecido da minha colega, enfim.
Esta senhora já é conhecida, por mim pelo menos, por dizer as coisas mais desadequadas nas alturas mais erradas. Eu rio-me sempre dela, mas acho que ela pensa que eu sou simpático porque lhe acho graça.