quarta-feira, agosto 31, 2005

Os canalhas da Endemol

Tive agora conhecimento da realização de mais um reality show. Nada de anormal, não fosse o local e a dinâmica deste show.
Desta vez será no Parque Natural Sintra-Cascais. Este espaço é classificado de Património Mundial pela UNESCO.
Este reality show irá ter uma temática de vida militar - a recruta para os famosos.
Creio eu, uma dinâmica de jogo "erosiva", para o local que é.
Se já me sentia revoltado pelos muito maus conteúdos da Endemol, agora também pelo seu comportamento agressivo à nossa sociedade e aos seus valores, com vista apenas ao lucro fácil.
Cambada de canalhas! E os participantes nesse jogo não o são menos.

Aniki Bóbó?

Porque é que eu não vejo cinema português? Porque, na sua maioria, é uma grande MERDA! Não vale nada.
Podem estender a minha opinião a quase todos os residentes deste colchão lusitano, à beira-mar encastrado.
Dizem que o Manoel Oliveira é um dos grandes (nacional e internacionalmente), a mim faz-me sono... uahhhh!!!! Se ele é bom em alguma coisa é na ideia que tem da fotografia.
Até gosto de um filme dele, O "Aniki Bóbó". Mas já é bem antigo e tem um nome esquisito.
Nós temos uma história tão rica e cheia de aventura e romance, e todos os outros ingredientes com que se fazem os bons filmes. Não temos ninguém que saiba contar estas estórias como deve ser?
Não me venham cá com a treta que não há dinheiro. Eu sei que não há! Mas quando se quer fazer algo, faz-se.
Veja-se o caso da boa curta-metragem "I'll see you in my dreams", que o Filipe Melo, à custa do seu tempo e dinheiro, conseguiu concretizar.
Outro problema no nosso cinema, os novos realizadores têm que seguir sempre uma abordagem pseudo-intelectual. Ou é o Dogma 95, ou a narrativa de Godard, ou outra treta qualquer.
Onde está a originalidade ou a procura desta. Pelo menos se não conseguirem ser originais, sejam pragmáticos e tentem vender o trabalho, nem que seja copiando quem vende bem.
Ok! O Lars Von Trier é uma excepção no que toca ás vendas, mas só recentemente.
Melhor ainda, vejam as comédias portuguesas antigas e copiem-nas, mas actualizem o humor, e daí...

Participação nula: Erro na matriz

Entre os nossos sites (nacionais) amadores e profissionais, e os sites estrangeiros, vejo uma enorme diferença: a resposta de quem os lê. Seja na forma de fóruns ou comentários ao trabalho.
Além da resposta aos sites dos "camones" ser avassaladoramente maior, esta é, na sua maioria, positiva.
Cá, temos meia dúzia de "navegantes" perdidos, que de vez em quando se dão ao trabalho de responder ao trabalho que se faz. E depois, grande parte das respostas que tenho encontrado por aí, são um pouco naquela do "bota abaixo" - o teu trabalho não é nada de especial...!!
Isto é um pouco desmotivante para quem trabalha os conteúdos (ou mesmo a forma).
Sei que faz parte da nossa cultura não nos armarmos em chicos-espertos do tipo: sou muita bom no que faço, etc.
Quando encontramos alguém assim, remetemos-o logo ao seu devido lugar... Hei! Eu também sou assim.
Mas aqui não estou descrever os gabarolas mas todos os outros que gostam de fazer algo e ter feedback.
Depois admiram-se que não exista um verdadeiro movimento de comunicação entre a população portuguesa.
Somos todos receptores das ideias dos outros e não debitamos nada para fora. Não precisa de ser uma resposta negativa, da qual sou o exemplo típico. Alguém tinha que ser...
Vamos lá a participar mais na vida das ideias, seus artrópodes numismáticos.

Não fazia ideia! Tem a certeza?

Estive agora a falar com uma certa pessoa que, digamos, está a cometer um crime (embora muito ligeiro e não me faça confusão nenhuma), mas que alega ignorância numa sua potencial defesa. Do tipo: Ah! Não Sabia...Mas isso é isso?
Isto provocou-me logo um acesso involuntário às minhas memórias sobre o povo português.
A verdade é que a desculpa ou justificação que nós arranjamos para cometer um crime, primeiro para connosco e depois, se for caso disso, para com as autoridades, é a de ignorância.
- Ah é! Não sabia. Mas o que é que são estas coisas engraçadamente incómodas que me estão a colocar nos pulsos? Vão me levar aonde? Tenho direito a quê? Porquê que me estão colocar nesta sala, muito feiinha, toda em ferro? Mas isto é por quanto tempo? Tem mesmo que ser? É que eu não sabia que não se devia fazer isso...é mesmo um crime? Que horror!
Mas esquecemo-nos que a autoridade e a legislação, como instituições, não têm qualquer sentimento sobre o que nós achamos ou pensamos, e já tomaram a sua decisão, aliás esta já estava tomada muito antes de cometermos o crime.
Se têm mesmo que cometer um crime, ao menos pensem um pouco antes, de maneira a encobrir a vossa autoria, e nunca, mas nunca, sejam ignorantes ao ponto de ficarem "despidos" de senso comum.

As casas voadoras

Quase toda a gente que me conhece sabe que eu desprezo a Democracia, o Capital e a Propriedade.
Revoltam-me todos os problemas com que a sociedade se depara. E mais do revolta pelos problemas, sinto asco pelas soluções. Estas, que são apresentadas por quem (aparentemente) sabe e pode, não passam de remendos, porque dão sempre a volta aos verdadeiros problemas.
As verdadeiras soluções não interessam a quem está (viciado) no poder, porque a aplicá-las, os destituiriam dele.
Estou farto de bater na mesma tecla...
E ao tentar idealizar uma sociedade ideal, a única coisa que me fazia confusão, com a eliminação dos três horrores (vêr acima), era a ideia que eu tenho de propriedade: um espaço só para mim, privado, íntimo - todos nós necessitamos disto.
Mas descobri a solução há algum tempo, e vou formulá-la aqui em estreia absoluta.
Descobri que a "minha" sociedade ideal, está directamente relacionada com a evolução tecnológica, sem ela - creio - não teremos hipótese de saborear a verdadeira liberdade.
Como referi atrás, o meu grande problema era a propriedade, um espaço meu/nosso, precisava dela. E ia contra tudo o que eu pensava em relação à posse de espaço físico.
Bang! Eureka! Crash! (caí) Youpii!! Encontrei a solução!
O meu espaço físico, só meu, não precisava de ocupar nenhuma porção da nossa amada Terra, na verdade não precisava de ser fixo. Então, o meu espaço precisava de ter autonomia, independência da Terra e demais teorias de propriedade.
Sim...precisava de voar!
Foi quando me deparei com esta ideia, aparentemente louca, que resolvi o meu problema em relação à propriedade.
O único obstáculo é que as casas ainda não voam, não há tecnologia para isso.
Por isso (e outras coisas mais que não interessam agora) cheguei à conclusão que o progresso é a única coisa que falta para progredirmos.

sábado, agosto 20, 2005

Diner de cons

Finalmente consegui vêr um filme que já procurava há algum tempo: Diner de cons ou com o título português, Jantar de palermas.
A história é mais ou menos isto: Um grupo de "espertalhões" organiza jantares todas as semanas, e os convidados especiais são sempre os maiores palermas (Trad. cromos) que eles conseguem encontrar. E sem nunca se descairem, gozam à brava com estes palermas durante o jantar, e os honrados nunca se apercebem que foram (e continuam a ser) palermas.
Fiquei um pouco dividido. Se bem que é verdade que eu gozo "um pouco" com certos palermas, o que estes gajos faziam já era um pouco exagerado.
Bom... mas diverti-me à brava. Fartei-me de rir. E, acima de tudo, fiquei com umas ideias bem interessantes no que toca aos chatos. Talvez um dia as partilhe.

Rima e tudo!

Que grande atracção é essa que o português tem pela rima?
Eu, desta vez, incluo-me no grupo.
Porque é que gostamos tanto de rimar?
E porquê que quando o fazemos sem querer, dizemos logo a seguir "...e rima e tudo" ou "que giro, até rimou".
Que obsessão é esta por frases com palavras que rimam?
Será que tem que ver com a nossa (lusitana) alma poética?
Sejá lá porque razão fôr, o que é certo é que agora, que tomei consciência disto, sinto-me irritado sempre que o fazem. E se o fazem muito...
Mas vamos lá a tentar não achar graça à rima e também a não persegui-la. o que é demais, enjoa.
Agora que já desabafei, vou-me... mas voltarei!

Maçãs à parte...

Ao ler o tema de capa da Superinteressante deste mês, sobre os livros proibidos durante regimes fascistas e totalitaristas, ocorreu-me que o primeiro grande fascista na "história" (não interessa se se acredita ou não) foi Deus.
Ao proibir Adão e Eva de se alimentarem da árvore do conhecimento, cujos frutos eram as maçãs, Ele proibía-os de pensarem.
Claro que há teólogos que defendem que a Sua proibição fazia parte do Seu grande plano de evolução.
Teorias à parte, e remetendo-me para o que os crentes acreditam (estes também não pensam muito), a minha conclusão é que Deus foi o primeiro fascista. O que afinal tem sentido, pois Ele é tudo.
Apesar de ser Ateu agnosticista, a religião sempre me interessou. Mas, por outro lado, também gosto de Anne Rice...
Voltando ao Adão e à Eva: Então e o Diabo? - A serpente. Queria ele dar o conhecimento ao homem só para provocar Deus ou realmente, queria dar-nos o conhecimento num gesto altruísta, um bom gesto?
Estou confuso. Afinal quem representa o bem e quem representa o mal?
Se Deus é tudo - o bem e o mal incluídos - e o Diabo só o mal, acaba por haver um certo desequilíbrio. E se é o mal que nos quer dar o conhecimento, será o acto de pensar realmente negativo? Levar-nos-á a uma espécie de autodestruição?
Estarão os fascistas certos ao tratarem-nos como animais irracionais? Como força de trabalho não-pensante?
Como sempre, fico com mais dúvidas do que respostas. Mas não há dúvida que fiquei com muita coisa para pensar.

terça-feira, agosto 09, 2005

Money! It's a crime.

Segundo o Global Report on Crime and Justice (1999), do Office for Drug Control and Crime Prevention das Nações Unidas, cerca de 90% do crime mundial está directamente relacionado com propriedade e capital, ou seja, assalto e/ou furtos de capital e propriedade.
Apenas 10% a 15% correspondem a crimes violentos. E nesta percentagem ainda estão incluídos os furtos e os assaltos.
Ora, não é preciso ser nenhum génio para perceber qual é a fonte de (quase) todos os problemas e injustiças que os criam: Propriedade e capital mal distribuídos.
Haverá mesmo necessidade da existência de propriedade e capital? Eu não creio.
E se quase ninguém acredita nesta solução é porque o principal problema começa logo quando pensamos na "nossa propriedade". Eu próprio penso assim.
Quanto ao capital, se o sistema fosse justo para todos não haveria necessidade de o ter.
Eu sei que parece uma espécie de mistura de pensamento comunista com anarquia, e de facto é.
Mas desenganem-se aqueles que pensam que a nossa sociedade sempre se estruturou à volta destes "alicerces". Se fizermos as contas ao nosso tempo total neste planeta (no último estágio da evolução) e subtrairmos pelo tempo que temos utilizado a propriedade e o capital, o resultado é muito pequeno para este último.
Também nos enganamos quando achamos que estes dois vectores (capital e propriedade) são uma recompensa pelo nosso mérito e trabalho. Não é verdade! Basta verificar que a maior parte da riqueza mundial está sempre no lado da balança que também contém os lobbies industriais, as máfias e as políticas económicas (lobbies do governo) que os favorecem.
Não estou aqui a tentar mudar ninguém para a anarquia ou outra forma qualquer de ideologia, apenas estou a relatar os factos. Escrevam vocês as vossas próprias conclusões.

É difícil dizer não

Detesto aquela malta que anda na rua com os questionários, que não passam de uma armadilha para comprarmos um serviço qualquer, e que nos tentam parar, a todo o custo, para "respondermos" às suas perguntas.
Normalmente estas melgas voam pela Baixa.
Mais ainda, detesto os seus métodos de "engate". De facto, é isso que utilizam para aliciar as pessoas - o engate!
Aos potenciais clientes, miúdas giras, e vice-versa.
Hoje, na rua do carmo, assim que os vi, pensei logo: $$#$#%&$&%#%#
Surpresa das surpresas, quem vem ter comigo? Uma brasileira toda jeitosa e com uma voz melosa.
- Boa tarde! Gostava de lhe fazer umas perguntas.
E eu...
- Desculpe, mas não estou interessado. Muito obrigado.
Ela insiste e ao mesmo tempo que me tenta persuadir com a sua voz exóticamente excitante, faz-me uma festa no braço.
Comecei a olhar para o formulário e para ela e a pensar que talvez pudesse perder algum tempo, apesar de saber a treta que aquilo era. Mas de repente recobrei os sentidos e disse para comigo - Mas que raio! Como é que ela quase conseguiu? - como se eu não soubesse. Recusei mais uma vez, agradeci e despedi-me. Os meus olhos estavam tristes. Ela entendeu, mas eu percebi que na próxima vez não me escapava tão facilmente.
Hoje fui bem sucedido, mas já fui apanhado muitas vezes.
Apesar de nunca ter assinado ou comprado nenhum serviço, é-me muito difícil resistir a estas encantadoras "recrutantes".
Podia dar a desculpa que sou homem e como tal a minha carne é fraca, mas não a vou dar porque é demais evidente.

segunda-feira, agosto 08, 2005

A ferver de indignação

Como (quase) toda a população portuguesa, não posso deixar de me sentir revoltado com esta situação dos incêndios no nosso país.
Mais que revoltado, fiquei indignado com a recente afirmação de António Costa, ministro de Estado e da Administração Interna, que afirma que não há falta de meios para combater os incêndios.
E por estas razões resolvi transcrever o artigo de opinião de José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação da SIC, que lança algumas achas para a "fogueira da verdade".


A indústria dos incêndios

A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação



Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios.

Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios?

Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor:

"enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão.

O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.
Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira

sexta-feira, agosto 05, 2005

A rapariga nojenta

Passei uma boa parte da tarde a ler o blog 'IDIOTS AND A JOURNAL OF THE DISGUSTING GIRL AT WORK', e a chorar de tanto rir.
As histórias que este sujeito escreve no blog sobre a 'Disgusting Girl' (trad. Rapariga nojenta) são demais.
Agora começo a perceber porque é que há tantos psicopatas e crime violento nos USA. Com pessoas (?) destas, é quase impossível não existir uma reacção violenta à sua existência.
Infelizmente, não tenho uma tão boa fonte de inspiração. Mas, por outro lado, não sei quanto tempo aguentaria.

Deves ser o Demo(crático)

Esta é a Democracia com a qual vivemos.
Em todos os governos ouço falar, na opinião pública, que não se devia fazer aquilo ou isto, por tal razão ou outra qualquer. Claro, quem está no poder acaba sempre por fazer aquilo que acha melhor - contrariamente do que acha a opinião pública.
Quando ouço falar na OTA e no TGV, e já agora, no Euro não sei quantos, e depois vejo todos os dias nas notícias que os bombeiros não têm meios, a saúde vai de mal a pior, a segurança social - blurp!...
Eu tenho uma noção do que significam os investimentos a médio e longo prazo, mas sinceramente, estou-me a cagar que sejamos (nós? - eheheheheh) mais ricos, daqui a não sei quantos anos. Mas depois não temos uma arvorezita (para o cão, claro!), não temos segurança social, a saúde toda privatizada, enfim.
Sempre ouvi dizer que a Democracia é o poder nas mãos do povo. Mas que raio de poder temos nós, senão o de escolher quem vai mandar em nós nos próximos anos????
Qual referendo, qual consulta pública, qual carapuça!!!!
A realidade é que não mandamos em nada.
Os políticos podem-nos dizer: deixem isso para os especialistas.
Nós, por acaso, precisamos de "especialistas" para nos ajudarem a viver o dia-a-dia? Não! Só em casos especiais, e mesmo nesses, o "especialista" conta com o nosso bom senso e poder de decisão. Nada fica, absolutamente nas mãos dele. Porque em última análise, quem manda aqui sou eu!

terça-feira, agosto 02, 2005

Tu? Não acredito!

São sempre aqueles que não conseguem que não acreditam em nós.
Há os que não conseguem fazer determinada coisa e que ficam sempre espantados quando alguém próximo, demasiado próximo, o consegue. E depois há aqueles que entram em negação.
Da negação à inveja são dois passos, e o último é em forma de pontapé...
Eu ainda sou dos que acreditam que todos os sentimentos, moderados por sistema e extremos pontualmente, são absolutamente normais e fazem parte da nossa natureza. Não os devemos censurar, aos outros ou a nós.
Mas depois da negação e da inveja vêm os comentários, inevitavelmente. Era aqui que a moderação deveria ser exercida, num acto de elegância, bom gosto, e educação.
Quem pratica o comentário jocoso, quem lança a dúvida da autoria, quem, no fundo, te diz que não vales nada e é por isso que não acredita em ti. Ou pelo menos, não vales tanto como ele e é impossível acontecer alguma coisa que prove o contrário. Quem te mostra que o que fizeste, não passa de um acaso. Quem o faz está aí ao teu lado. Mais próximo do que possas pensar.