segunda-feira, setembro 12, 2005

Uma casa para toda a vida.

Até que ponto se estende a obrigação, dever e sentido de Estado, para ajudar alguém numas mudanças e potenciais obras?
Qual será o limite à quantidade e prazo temporal ao número de mudanças a uma mesma pessoa? E a uma mesma casa?
Que aspecto fisionómico e corporal devemos adoptar ao emitir uma nega, um corte, um NÃO!? E que quantidade de remorsos são aceitáveis após...?
E se for um não! velado - mudo, até quando temos obrigação de tolerar bocas e indirectas?
Até que ponto somos responsáveis pela quantidade indiscriminada de mudanças e obras por aí? E se somos muito responsáveis, não deveriamos (deverieis) ser sujeitos a 10 açoites na Praça Pública?
Não deveria, quem planeia as mudanças, ser responsável por uma calendarização exacta do evento? De outra maneira (que sempre é) até que ponto deveremos ser culpados de não arranjar boas desculpas a tempo?
Quantas viagens fora de Lisboa deveremos fazer antes e depois do evento? Qual será a quantidade isenta de subterfúgios?


'Por mais mudanças que ajudes a alguém, basta falhares uma vez para te tornares um calão e inimigo a abater.'

'Mantém os teus amigos perto. E os teus inimigos mais perto, em tua casa,...e depois muda muito e faz muitas obras.'

A Arte da Guerra Urbana, André Cardoso

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