quarta-feira, agosto 31, 2005

As casas voadoras

Quase toda a gente que me conhece sabe que eu desprezo a Democracia, o Capital e a Propriedade.
Revoltam-me todos os problemas com que a sociedade se depara. E mais do revolta pelos problemas, sinto asco pelas soluções. Estas, que são apresentadas por quem (aparentemente) sabe e pode, não passam de remendos, porque dão sempre a volta aos verdadeiros problemas.
As verdadeiras soluções não interessam a quem está (viciado) no poder, porque a aplicá-las, os destituiriam dele.
Estou farto de bater na mesma tecla...
E ao tentar idealizar uma sociedade ideal, a única coisa que me fazia confusão, com a eliminação dos três horrores (vêr acima), era a ideia que eu tenho de propriedade: um espaço só para mim, privado, íntimo - todos nós necessitamos disto.
Mas descobri a solução há algum tempo, e vou formulá-la aqui em estreia absoluta.
Descobri que a "minha" sociedade ideal, está directamente relacionada com a evolução tecnológica, sem ela - creio - não teremos hipótese de saborear a verdadeira liberdade.
Como referi atrás, o meu grande problema era a propriedade, um espaço meu/nosso, precisava dela. E ia contra tudo o que eu pensava em relação à posse de espaço físico.
Bang! Eureka! Crash! (caí) Youpii!! Encontrei a solução!
O meu espaço físico, só meu, não precisava de ocupar nenhuma porção da nossa amada Terra, na verdade não precisava de ser fixo. Então, o meu espaço precisava de ter autonomia, independência da Terra e demais teorias de propriedade.
Sim...precisava de voar!
Foi quando me deparei com esta ideia, aparentemente louca, que resolvi o meu problema em relação à propriedade.
O único obstáculo é que as casas ainda não voam, não há tecnologia para isso.
Por isso (e outras coisas mais que não interessam agora) cheguei à conclusão que o progresso é a única coisa que falta para progredirmos.

2 comentários:

eugenia disse...

Acho que a liberdade parte de dentro de nós e não daquilo que criamos para as nossas vidinhas.Adornos são somente parte do nosso ego e é precisamente ele que nos tira tudo.

O não anónimo disse...

E depois toda a gente queria esta no mesmo lugar, tipo: toda a gente nos lugares mais paradisíacos, haveria guerra por um lugar, que trapalhão...