sexta-feira, setembro 15, 2006

mpflll?

Detesto ter que falar à pressa, saiem-me sempre frases esquisitas no meio do diálogo. Depois fico a chamar-me estúpido durante várias horas por ter dito uma coisa tão escanifobética.

quinta-feira, setembro 14, 2006

O Mr. John é que sabe!

Não é nenhuma novidade, mas os conteúdos nacionais (e de língua portuguesa no geral) da Internet, não valem nada. Salvo raras excepções, os sites institucionais, empresariais e de conteúdos lusófonos, não passam de caca rala.
A maior parte das minhas buscas começam com a língua portuguesa e terminam (com grande eficácia) com a língua inglesa.
O caso mais paradigmático será o da Wikipédia, com uns míseros cento e tal mil artigos em português, em contraste com o milhão e duzentos mil da língua inglesa. E nem quero me referir à qualidade dos conteúdos...
E com isto não quero dizer que a culpa é do Governo ou do sistema, não!, a culpa é de todos os falantes da língua portuguesa: que se por um lado não se interessam em informação estruturada e com qualidade; por outro estão cada vez mais dependentes de informação estrangeira e aculteradora, deixando em aberto o círculo iniciativa>informação sem catalisadores>trabalho.
Já tenho ouvido muita gente dizer que não se importava de começar a falar espanhol desde que isso significasse uma melhoria da qualidade de vida. Pois bem, talvez não seja o espanhol mas o inglês, e quanto à qualidade de vida, esqueçam isso... não passamos de latinos, e nós somos bons é para as obras e trabalho subalterno a mando do british boss.

Nostalgia

Hoje passei a tarde à procura de antigos amigos no Google Blog Search e no Technorati. Já se passaram três horas e ainda não encontrei ninguém.
Já não é a primeira vez que faço isto, na realidade faço-o de vez em quando. O resultado tem sempre sido igual a zero.
Obviamente que sei que nem toda a gente é maluca como eu e coloca o verdadeiro nome no blog, por isso mesmo as minhas buscas são mais exaustivas e cobrem mais do que o nome: locais; palavras-chave; festas; etc. - Nada, nada!
Ou a generalidade das pessoas tem mais que fazer (mais do que eu); ou não estão interessadas na Internet; ou não conhecem as potencialidades desta; ou simplesmente não gostam de escrever; acham pindérico espalhar memórias; ou não sei...
Talvez a maioria das pessoas prefira viver o presente e não tenha tempo para o passado como eu. Não é que eu viva preso ao passado, mas as memórias são muito importantes para mim. É com elas que eu modelo um futuro perfeito... não, bonito.
Sinto-me frustrado. Gostava de encontrar pessoas e coisas antigas.

Pelos mortos passados

Quando alguém morre, fico sempre sem saber se me hei-de dirigir aos familiares e dar os meus pêsames, sabendo que o mais provável é quererem ser deixados sozinhos, ou deixá-los em paz.
Claro que se seguir a última hipótese, passo o funeral "desasossegado" e com uma nuvem de má educação a pairar em cima da minha cabeça. Já para não falar do espírito zangado do falecido.
Devo dizer que na maior parte dos funerais dou os meus pêsames...

P.S. Não, ninguém morreu. Apenas me lembrei disto agora.

segunda-feira, setembro 11, 2006

ai brinca, brinca!

A RTP2 passou o documentário Loose Change, repetido nas noites de Sábado e Domingo.
Este documentário defende a ideia que Osama Bin-Laden não esteve envolvido na queda das Torres Gémeas, na destruição de parte do Pentágono e na queda do Voo 93. Pelo contrário, não passou de um grande encobrimento do Presidente Bush para amealhar uns quantos lingotes de ouro que estavam guardados nas fundações em uma das Torres.
Tenho que confessar que esta teoria de conspiração me provocou arrepios. Interroguei-me se seria possível alguém fazer aquilo por dinheiro; já por uma ideologia, por mais distorcida que seja, não me custa tanto a acreditar.
Depois do torpor que este documentário me provocou, comecei, lentamente, a raciocinar.
Como não tenho Internet em casa, não conseguia verificar a veracidade dos factos; Isto teria que esperar por Segunda-feira. Em vez disso comecei a pensar na fragilidade dos argumentos: uma teoria em que a quantidade de pessoas envolvida é muito grande não é credível porque há sempre alguém que fala...; seria este o melhor método para roubar o país?; estariam todos os técnicos e engenheiros enganados quanto à causa da queda dos edifícios?; etc.
Enquanto pensava e pensava, algo me estava continuamente a soar familiar. De repente fez-se luz - Esta história é muito parecida com um filme famoso chamado Die Hard: With a Vengeance, no qual também são utilizados subterfúgios e actos de terrorismo para que seja feito um assalto sem ninguém dar por isso (quem não viu, já teve mais que tempo...). Ena pá! Ou o Presidente Bush gosta muito destes filmes de acção e não tem imaginação nenhuma ou o Dylan Avery (criador do documentário) é um puto com uma cabecinha bem perversa.
Bem, hoje é Segunda-feira e embora já não precisasse fui verificar as fontes e os argumentos do documentário. Sem surpresas, a maior parte não bate certo e está errado. Mas enfim, deu para entreter e o documentário até está engraçado.
O que eu acho mais piada são as reacções ao documentário. Para além das habituais vozes de total crença e as de descrença zangada, houve uma que me chamou a atenção, o título é "Com isso não se brinca", do Martim Avillez Figueiredo, publicada (de todos os periódicos possíveis) no Diário Económico. - Ele diz que é uma data despropositada para passar este documentário, e logo num canal de Estado (com o que eu concordo); depois compara esta teoria de conspiração com uma que houve no nosso país (Portugal para os mais distraídos) em que se fazia crer que os comunistas é que eram os fachos; e, finalmente, que uma vez...quando era puto, estava na praia da Figueirinha a brincar com a pá a fazer de conta que era uma arma e chega o Zeca Afonso e irado o admoestou por brincar com armas...é que nem a fingir.
O que eu me fartei de rir, coitado deste senhor ficou traumatizado para o resto da vida.
E se o Zeca Afonso dizia que com isso não se brinca, eu digo que brinca, ai se brinca! Faz parte da nossa liberdade.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Avé Floribela

Para continuar a bater na mesma tecla do post anterior: Há uma miúda, uma flôr, uma bela...; Portugal tem uma nova namorada, ou será amante?
Mais uma vez os portugueses mostram de que matéria-prima são feitos os seus heróis.
O discurso dos adorados pelas multidões é sempre o mesmo - (...) sou muito simples e humilde. Tenho muita fé em Jesus. Passei por muitos maus bocados e sacríficios (...) -, e sempre muito limitados.
Não me entendam mal, eu até acho a miúda simpática, gira e toda vivaça, mas daí a ser a nova heroína nacional...?
Desde a Amália, que eu saiba, que Portugal tem uma predilecção pelos fracos, humildes e com sérios problemas alcoólico-amorosos.
- Viva a Amália! - gritam Tino de Rans e o Zé das Galinhas.
Em oposição, qualquer um que promova as suas qualidades (leia-se, ligeiramente gabarolas) é logo olhado com suspeição e, no final, corrido a pontapé. Se lá fora é normal fazermos autocrítica aos defeitos e qualidades, cá só se aceitam os defeitos. E quem não os abraçar de corpo inteiro, é considerado um armado em bom...que é melhor do que os outros.
Ora a mim não me faz espécie nenhuma que haja alguém melhor do que todos nós em alguma coisa. E a sua autopromoção, com conta, peso e medida, também é perfeitamente aceitável. Claro que o Mourinho é uma excepção radical.
Ser o país dos humildes, dos sacrificados e dos pobrezinhos, é quase como o fado e a saudade; Aspirar a algo grandioso é pecado e suficiente para se ser marginalizado.
E é por isso que os grandes deste país são tão pequenos.