sexta-feira, março 31, 2006

Lei da Paridade: uma lei mal parida

Quotas de um terço de mulheres para as listas eleitorais...?!
Lembrei-me de repente disto quando uma colega minha me veio pedir ajuda, ou melhor, me veio pedir para carregar sozinho com um pesado objecto.
Eu posso ser um pouco machista, mas se algum dia desejar melhorar, elas (as mulheres) não me estão a dar nenhum incentivo para que isso aconteça.
Por favor...! Felizmente nem todas as mulheres estão a comprar esta história.
Porque não se há-de esperar que as mulheres, por sua livre e espontânea vontade, decidam que a política é interessante. Bem sei que a maior parte delas têm uma vida sobrecarregada (mais do que a nossa, pelo menos): Têm que tomar conta dos pequenos; têm o emprego; têm os afazeres domésticos; etc. E esta pode ser uma forte razão para não se dedicarem a "vidas paralelas" como a da política.
No entanto os filhos saem eventualmente de casa da mamã (tirando alguns casos mais difíceis como é exemplo disso o Não Anónimo), libertando a mãe/mulher para outras tarefas. Mas se ela não tem tido predisposição para tal, será sensato estabelecer quotas obrigatórias? Não levará isso a uma diluição da competência e talento no viscoso negrume da obrigatoriedade do preenchimento de quotas, a qualquer custo?
Já agora, sendo assim, sou da opinião que se deva estabelecer quotas também para trabalhos pesados e industriais, os quais elas são tão avessas e parecem se escapulir.
Já sei que vou levar nas orelhas de várias mulheres, no entanto devo informar que só estou a aceitar um terço de comentários das mulheres.

O intelectual

Hoje recebi um e-mail muito interessante sobre o : letras versus ciências; e a sua desejada fusão.
Eu não sou contra o ensino das ciências de uma forma geral, bem pelo contrário. Mas daí a menosprezarem-se todos os "humanistas" que não têm nenhum, ou quase nenhum, conhecimento das ciências, e por isso renegá-los a uma categoria quase vazia, não-intelectual, é um excesso. Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história.
Eu sempre concordei com a ideia de que as letras e as ciências deviam andar de mãos unidas, seja em que curso for. No entanto, neste e-mail é dito que eu tenho defendido a ideia contrária: não passa de uma mentira caluniosa!
Não sei qual das áreas terá mais importância fundamental. Mas suponho que dependa dos critérios de avaliação e interesses de cada um, por isso nem vou tentar chegar a uma conclusão nesta matéria.

E-mail:

"Sobre livros e ciência – relativamente às tuas afirmações sobre livros…

Na SUPER interessante, o cromo a certa altura diz:

"É ridículo uma pessoa intitular-se intelectual e ser ignorante em
questões de científica" [SIC].


Juntando o que vem no Blog do Pacheco Pereira em:
aqui

No Harvard Magazine uma análise sobre a perda de importância das
"humanidades":
aqui

(andar um pouco para cima no navegador de internet).

"The only thing most teachers and students of the humanities agree on,
it often seems, is that these are troubled times for their field. For
a whole variety of reasons—social, intellectual, and technological—the
humanities have been losing their confident position at the core of
the university's mission. This represents an important turning-point,
not just for education, but for our culture as a whole. Ever since the
Renaissance, the humanities have defined what it means to be an
educated person. The very word comes from the Latin name of the first
modern, secular curriculum, the studia humanitatis, invented in
fourteenth-century Italy as a rival to traditional university subjects
like theology, medicine, and law."
*

Fukuyama e Bernard-Henri Lévy discutem Las Vegas
http://www.the-american-interest.com/cms/bhl.cfm
no The American Interest.

Há ainda o exemplo: a maioria dos filósofos gregos etc… Eram na sua
esmagadora maioria matemáticos ou """"Físicos"""", [mas que o pessoal
humanista (grunhista) só via o carácter humanista], vai ficando
patente que é bem mais importante, para o intelecto, a ciência do que
o "romance livresco etc e tal", devido a limpeza e profundidade de
análise que a ciência pode dar e que as letras "em teste" podem não
dar, ou mais dificilmente dão, por isso um tipo letras vê-se aflito
com a ciência, o contrario não acontece. A capacidade de abstracção e
""transferência" é sem duvida menos desenvolvida pelos tipos de
letras, quando se deparam com raciocínios em que a lógica impera,
divergem na resposta.

No departamento de Física há professoras a dar aulas na Faculdade de
Letras em cadeiras de filosofia, o contrário seria mais difícil… Mas
há mais casos, não me vou alongar…

Defendo a junção do maior número de influências, sendo a ciência a
principal…

No teu caso temos "tio patinhas" e "romances", com ênfase nos
romances, sobre os quais tu bufas que é quase tudo (o adubo para o
intelecto)… Reduzido sim senhor.
Sem mais a acrescentar…"

FIM

Eu sempre tive a sensação que todos os tipos que vão para física se tornam extremamente arrogantes. Mas não quero generalizar. Se conhece algum animalzinho das ciências que sofra deste mal, não hesite em nos comunicar essa informação. Talvez consigamos fazer uma amostra decente.

quinta-feira, março 30, 2006

Ditadura para os doidivanas!

Eu sou um tipo paciente, e deve ser por isso que atraio todos os malucos das redondezas; Todos eles gostam de falar comigo; Eu simplesmente não consigo dizer - então vou-me embora. - e deixá-los lá a falar para o boneco; E depois as conversas destes gajos são sempre tão aborrecidas...
Começam sempre com a reforma e de como foram enganados pelo Estado; depois passam ao local de trabalho e os respectivos colegas e de como - dizem amargamente - são autênticos escravos e mártires desses. Todos os colegas se aproveitam deles (o que não me parece difícil de acreditar); depois vem o relato de toda uma vida de experiências frustradas e da crescente falta de fé no ser humano e por conseguinte no sistema; como não podia deixar de ser, a política e a economia são os próximos temas. Para aqueles que têm mais de quarenta e cinco anos, o fascismo (a ditadura) é sempre a melhor e única e derradeira alternativa para o futuro; acabam por onde começaram, e avisam: (...) se não temos rapidamente uma nova ditadura, daqui a dez anos não há reforma para ninguém!
A tudo isto eu digo: Pois é! Claro! Tens Razão! Estás a brincar?
Obviamente que não partilho de nenhuma ideia que sai destas brilhantes cabecinhas. Mas a única forma que tenho (penso eu) de não alongar mais a conversa é não dar respostas que exijam contra-argumentos.
Às vezes desconfio que os malucos estudam, quando não estão comigo, longas dissertações, para que no dia seguinte estejam preparados para mais uma longa metragem de retórica ao incauto (eu) que calhar passar por eles e não fizer má cara.

Saloios: foleiros e javardos

! Não pretendo ser nenhum especialista (longe disso), mas isso não me impede de saber três coisas fundamentais:
Primeiro, utilizar sempre a boa educação, dentro e fora de casa. Esta está intimamente ligada às regras de etiqueta; Segundo, e decorrente da utilização constante da primeira, ser descontraído e natural em qualquer situação, por mais formal que esta seja; Terceiro, para fechar o ciclo e iniciar outro, utilizar o bom senso. Este é importante para se chegar à auto-boa-educação (na falta da original) e para as situações imprevistas, aquelas que não vêm em nenhum manual de regras de etiqueta.
Não confundir regras de etiqueta com , embora uma e a outra se possam confundir por vezes. Existem para n situações e n países/regiões, protocolos muito diferentes. Sugiro que só se abordem os fundamentais.
Para dar um exemplo regional de um protocolo que pode ser confundido com etiqueta, vou descrever três situações que, no nosso país, são consideradas de extremo mau gosto e/ou estão em desacordo com as convenções da nossa sociedade: usar fato de treino no fim-de-semana, ou em qualquer outra ocasião que não sirva a função do próprio; a meia branca, se não for a acompanhar com o devido equipamento desportivo (e mesmo assim...); e a ostentação.
Compreendo a razão de ser da terceira situação, mas a primeira e a segunda só são consideradas de mau gosto no imenso Portugal.
Eu também levei a lavagem ao cérebro que hoje em dia me impede de cair em qualquer uma das três situações descritas. Eu também estou condicionado. No entanto tenho de me interrogar acerca destas circunstâncias bizarras: Porquê a meia branca e o fato de treino? Quando e como teve lugar o início desta singularidade? O que existia antes? Foi Deus? Afinal, Deus existe?
Mas voltando às regras de etiqueta: não é demais dizer que este tipo de aprendizagem, pelo menos para a maior parte de nós, parece estar fora de questão porque não costumamos ter a oportunidade de a utilizar. Mas, por outro lado, convém sempre saber alguma coisita para mais tarde não fazermos figura do verdadeiro que somos. Há que esconder...!
Se não teve a sorte (ou o azar...) de ter alguém que lhe ensinasse estas regras, pode muito bem aprendê-las sózinho. Ainda vai a tempo. Assim, pode transmiti-las aos seus descendentes e poupá-los aos constantes embaraços que sofreu/sofre.

segunda-feira, março 27, 2006

Nem sexo, nem filmes!

Ao longo dos anos tornei-me muito esquisito em relação à companhia que levo ao cinema. O que também é verdade no que toca a ter relações sexuais.
Preciso de uma certa empatia com a pessoa ou pessoas que vêem um filme comigo.
Mas só tenho estas "manias" se for a primeira vez que vir o filme. A primeira impressão e memória do filme é (normalmente) a que fica. A não ser que o filme seja demasiado bom.
Por exemplo, se for com uma pessoa que só sabe mandar bocas durante o filme - cruzes, credo! - as minhas memórias desse momento ficarão para sempre envoltas numa névoa de piadas estúpidas; Se for com uma pessoa que anda sempre deprimida, nunca mais conseguirei ver esse filme sem o associar à depressão; Etc.
Sim, eu também falei em relações sexuais...
O cinema é uma experiência boa demais para ser partilhada com energúmenos e outros animais. A seguir ao sexo e à masturbação (não a seguir: ordem; mas a seguir: prazer), não há nada como um bom livro ou um bom filme. Sendo que o sexo está para o cinema (experiência efectuada com mais de uma criatura), assim como a masturbação está para o livro e o DVD (experiência a solo).
Eu não gostaria de estar na cama com uma gaja que começasse a mandar bocas à minha performance sexual, assim como também não apreciaria se ela desatasse a chorar e a tomar valiums, enquanto eu lhe saltava (literalmente) em cima.
Também não gostaria de ser interrompido, quando estou muito confortavelmente sentado/deitado no meu sofá a ver um filme ou a... ler um livro.
Apelo a todos corpúsculos e todas as criaturas que são isentas de empatia:
Fiquem em casa. Não molestem os seres humanos. Obrigado!

Depois da barbárie

Eu sou o tipo de pessoa que tem tendência para observar os pormenores desagradáveis da vida social. Ao invés de ficar maravilhado com belos sorrisos, gestos e atitudes, eu procuro sempre os podres - A decadência da humanidade é o meu ninho.
Só para referir alguns exemplos, um que me chama mais a atenção é o aperto de mão amigável, não tanto o processo em si, mas o que decorre depois é o que me faz sempre sorrir. Gosto de ver o que os "apertadores" fazem com as suas mãos. E, invariavelmente, a tendência é a limpeza destas de forma dissimulada (pensam eles) ao pedaço de tecido que estiver mais à "mão". Também gosto de ver o que acontece antes do aperto, quando alguém tem a mão suada: a limpeza das mãos dentro dos bolsos é divertida, mas nada bate o esfreganço desta no rabo.
Outro, é tentar perceber, numa conversa entre duas pessoas, quem se sente superior. Seja pelo tom condescendente e/ou paternalista que um adopta, ou pelo simples revirar de olhos quando o outro não está a olhar. Um sorriso de cumplicidade para terceiros também é um bom sinal.
Um que me diverte especialmente, é a pausa que alguém faz quando diz algo inapropriado. E como isto acontece-me com alguma frequência, acho sempre engraçado quando acontece aos outros.
Palavras usadas de forma errada só têm piada quando a audiência é composta por mais de uma pessoa. Desta maneira é giro observar os olhares que os outros cruzam. Mais giro ainda, é que existe sempre alguém que não percebe o erro, mas percebe (pela reacção dos outros) que ele existiu, então obriga-se também a fazer um olhar cúmplice. Mas como o timing foi errado e as pessoas percebem, isto dá azo ao chamado olhar cúmplice secundário ou, mais formalmente, o subproduto do resultado da diferença do produto entendido.
Não há nada como gente civilizada...

A hora maldita!

Gostava de saber quem é que decide em que dia da semana se faz a alteração da hora. Porque é que roubam sempre no fim-de-semana? Não podiam roubar no dia de semana, durante o horário de trabalho - Olha! Faltavam duas horas para sair, mas agora só falta uma...que bom! Bendito seja o gajo que muda a hora!
Assim, só me resta amaldiçoá-lo. E de certeza que não sou o único a fazê-lo - Olha! Ainda agora era Sábado e de repente já é Domingo...que merda! Maldito seja o gajo que muda a hora!

sexta-feira, março 24, 2006

Resmas de desburocratização

Para mim, esta desburocratização do Governo é só areia que me estão a atirar aos olhos. Claro, tem havido medidas anunciadas que são interessantes - para mim e outros poucos, que temos internet - como o , mas muitas delas são um engano.
Por exemplo, o protocolo entre o Governo e a , em que a MS fornece gratuítamente (creio que é assim) os meios para a formação de vários milhares de portugueses. O que eles não dizem é que no final - e aqui sou eu a deduzir - o nosso Governo (Administração Pública) provavelmente se terá que comprometer a só comprar software, ou uma quota parte significativa, à MS.
Então se o futuro, dizem, está no software livre e no (código aberto, ou seja, qualquer pessoa pode reescrevê-lo), quer-me parecer que estamos, outra vez, a dar dois passos atrás.
Porque é que o Estado, simplesmente, não promove a formação de uma parte significativa da população sem ajudas corporativistas? Formação essa que teria que ser, em relação aos vários interesses privados, genérica.
Para terminar, um relato de algo que me aconteceu hoje:
Eu trabalho dentro de uma instituíção pública. Mas nós (a nossa empresa) não temos qualquer vínculo a ela ou ao Estado.
Não quero parecer mal-agradecido, portanto é um facto que não só nos cedem as instalações (gratuítamente) como nos fazem inúmeros favores.
Assim, hoje, fui pedir mais um favor: fui às gráficas pedir que me cortassem cinco resmas de papel A4 ao meio, só que era preciso um (é uma requisição de bens e/ou serviços). Claro que nos fizeram o favor à mesma, mas não se mostraram muito convencidos sem o .
O que eu quero dizer é que se estamos a desburocratizar a máquina do Estado, porque raio ainda é preciso preencher um papel, que tem que ser assinado por duas pessoas diferentes, para cortar uma folha ao meio. É um bocado rídiculo...

terça-feira, março 21, 2006

És muita porreiro pá!

Já acabou este Congresso (...). Deu trabalho, mas foi interessante.
No final sobram sempre pastas, canetas, etc. Este ano até demos pens (nada de confusões). Infelizmente, estas foram todas à vida. Eu próprio, só consegui arranjar umazinha para mim.
Onde trabalho secretariamos/organizamos vários eventos por ano. Antes e depois destes, tenho sempre várias pessoas a pedirem-me pastas e outras coisas. Infelizmente, como sou o único no local onde trabalho, as pessoas vêm sempre ter comigo. Não creio que seja mais simpático que as minhas colegas, ou talvez seja, mas elas, como de resto é costume nas mulheres em geral, são mais fechadas e não dão trela à maior parte das pessoas. E, acima de tudo, sabem dizer Não muito melhor do que eu.
Durante e depois destes eventos, torno-me paranóico em relação às pessoas que não conheço bem. Especialmente se estas, súbitamente, começarem a ser muito simpáticas para comigo. Tenho que confessar que já fui enganado algumas vezes por miúdas giras...no final, de mim, só queriam a pasta. Imaginem a minha frustração e humilhação. Enfim...
Este ano arranjei uma técnica que foi redireccionar toda a gente (que não me conhecesse) para as minhas colegas. Para todos os efeitos eu não tinha qualquer responsabilidade sobre aquelas pastas. A maior parte das pessoas, depois de as informar deste facto, olhava para mim com desalento, como se perguntassem: Tem a certeza que não posso pedir-lhe a si? Não sei se tenho coragem de ir pedir às suas colegas.
Agora, como já tenho calo, quase todos são suspeitos. Olho-os a todos com um ar desconfiado e os olhos semi-cerrados. Nestas ocasiões a única coisa que falta é a música do .
Às vezes gozo com aquelas pessoas que não têm coragem de pedir, e põem-se a dar voltas ao assunto; eu faço-me de desentendido quando elas começam a tentar chegar lá com subterfúgios.
Apesar de todos estes esquemas, quando vejo alguém no horizonte, com um largo sorriso e a acenar para mim, fujo logo.

segunda-feira, março 20, 2006

Lembras-te?

É sempre complicado fazer com pessoas que se esquecem facilmente das situações de humor vividas em comum.
Há alturas, quando tento fazer um ou passar uma mensagem humorística com determinada referência que penso que será recordada, em que sou olhado de soslaio, ou pior, agredido verbalmente.
Ainda há pouco disse uma coisa engraçada a determinada pessoa, com uma referência partilhada por ambos, e recebi um olhar de interrogação acompanhado de um ar de tolerância a cair para o desprezo. O que me deixou numa situação complicada: Tinha que resolver aquilo. Rapidamente expliquei a piada e lembrei a referência, mesmo a tempo de me desviar de um "tenho mais que fazer!" ou de um "não tens nada que fazer?".
Claro que já passei por situações muito complicadas. Quando a referência é demasiado complexa e/ou longa, eu, pura e simplesmente, desisto de explicar. Nestas situações, é escusado dizer, passo sempre pelo parvinho que está sempre a dizer coisas enigmáticas com um sorriso nos olhos. Um maluquinho, portanto...
Eu já identifiquei estas pessoas que não reagem muito bem a este tipo de humor, e tenho sempre algum receio quando lhes digo alguma coisa que exija puxar pela memória. Nunca sei qual será a reacção. O mais engraçado é que são todas mulheres. Não sei se é típico da fémea ou se calha... de qualquer maneira, notem, não quero generalizar! Não quero dizer que elas não têm sentido de humor ou memória. E, finalmente, também não quero dizer que elas são pouco tolerantes às nossas tentativas de humor, e que reagem com antipatia em muitos casos.
Qualquer tipo de conclusão a ser tirada, será da inteira responsabilidade do leitor.

O regresso da besta anónima: o chibo

O anónimo, após uma longa ausência, voltou a atacar.
Infelizmente (para ele) o seu ataque não só não foi eficiente, como mostra a verdadeira personalidade do anónimo.
Eis o e-mail que recebi da anónima:

"Bom, está demais, fui ao Bogspot e, procurei plas ocorrencias , só para ver o nível médio de qualidade deste servidor de Blogs, mais nada!
E fui encontrar, não putaria, mas criticas ao no Badalhog do André (estou fadado, irra!). Pois então, chibei-me ao Júlio, dando-lhe o link, assumindo o papel de Nero (quero ver tudo a arder). Então, o Júlio respondeu, como eu previ, se não, não me tinha chibado!
Humilde, esse Júlio e, bem humorado!
Não adianta de nada, ao Júlio, mas o facto é que subiu, ainda mais, na minha consideração e estima, bem como admiração.
É ver em...
http://vozesdarevolta.blogspot.com/2006/01/sexo-para-acordar.html"

Como eu não sou covarde como a anónima, na altura que escrevi esse post fiz questão de escrever um comentário semelhante no blog do Machado Vaz:
http://murcon.blogspot.com/2006/01/boa-noite.html
Só não escrevi no comentário o link directo para o respectivo post, porque achei que talvez pensasse "...olha, mais um gajo a querer publicidade ao seu blog!". De resto, bastava passar os olhos pelos meus posts naquela data.
Mais uma vez, a anónima vem provar que tem os defeitos mais irritantes que uma criatura viva (?) pode ter: chibo e .
Aposto que quando era puto fartava-se de levar no focinho dos seus colegas de escola por andar sempre a chibar-se e a lamber o cú ao professor.

sexta-feira, março 10, 2006

Também quero ser fundamental!

Li no Público que cem mil portugueses "fundamentais" vão receber em caso de - isto numa primeira fase, claro! -, o que eu gostava de saber é se esta lista será publicada. Gostava de saber, para referência futura, quem são esses cem mil pilares sem os quais a nossa sociedade se desmembraria. É que sempre ouvi dizer que ninguém é insubstituível. Isto, claro, em relação às pessoas funcionais da sociedade. Ou seja, não contando com os artistas, os niilistas e os gestores.
E se toda a gente morresse menos estes (desconhecidos) cem mil?
Quem são eles? A nossa sociedade ficaria melhor só com eles? Haverão elas? Velhas ou novas? ...e boas? E as putas?
E os ? E os ? Haverá diferença?
E os entertainers? Ou serão só os broncos dos bombeiros e os chatos dos políticos? O Unas? O Markl? O Pina? O Feio? - O Herman pode ir à vida!
E quem escolhe? Posso escolher-me? Posso pôr umas cunhas?
E os diplomatas, os turistas, os VIP estrangeiros, também estão englobados?
E os empregados do meu videoclube (bom...não é meu, mas é onde alugo)?
E os empregados da Bertrand? E os empregados do Alvaláxia?
E os meus amigos? E a minha família? - Os meus avós já estão muito velhos, para eles talvez seja um desperdício. Além do mais são muito forretas!
E o meu cão?
Fico à espera dessa lista e aproveito para anunciar que também sou uma pessoa fundamental para o regime. Auf Wiedersehen mein Fuher!

quarta-feira, março 01, 2006

Manifesto contra o novo totalitarismo

MANIFESTO: Together facing the new totalitarianism


After having overcome fascism, Nazism, and Stalinism, the world now faces a new totalitarian global threat: Islamism.

We, writers, journalists, intellectuals, call for resistance to religious totalitarianism and for the promotion of freedom, equal opportunity and secular values for all.

The recent events, which occurred after the publication of drawings of Muhammed in European newspapers, have revealed the necessity of the struggle for these universal values. This struggle will not be won by arms, but in the ideological field. It is not a clash of civilisations nor an antagonism of West and East that we are witnessing, but a global struggle that confronts democrats and theocrats.

Like all totalitarianisms, Islamism is nurtured by fears and frustrations. The hate preachers bet on these feelings in order to form battalions destined to impose a liberticidal and unegalitarian world. But we clearly and firmly state: nothing, not even despair, justifies the choice of obscurantism, totalitarianism and hatred. Islamism is a reactionary ideology which kills equality, freedom and secularism wherever it is present. Its success can only lead to a world of domination: man's domination of woman, the Islamists' domination of all the others. To counter this, we must assure universal rights to oppressed or discriminated people.

We reject « cultural relativism », which consists in accepting that men and women of Muslim culture should be deprived of the right to equality, freedom and secular values in the name of respect for cultures and traditions. We refuse to renounce our critical spirit out of fear of being accused of "Islamophobia", an unfortunate concept which confuses criticism of Islam as a religion with stigmatisation of its believers.

We plead for the universality of freedom of expression, so that a critical spirit may be exercised on all continents, against all abuses and all dogmas.

We appeal to democrats and free spirits of all countries that our century should be one of Enlightenment, not of obscurantism.

12 signatures

Ayaan Hirsi Ali
Chahla Chafiq
Caroline Fourest
Bernard-Henri Lévy
Irshad Manji
Mehdi Mozaffari
Maryam Namazie
Taslima Nasreen
Salman Rushdie
Antoine Sfeir
Philippe Val
Ibn Warraq

Presentations:


Ayaan Hirsi Ali
Ayaan Hirsi Ali, from somilian origin, is member of Dutch parliement, member of the liberal party VVD. Writter of the film Submission which caused the assasination of Theo Van Gogh by an islamist in november 2004, she lives under police protection.


Chahla Chafiq
Chahla Chafiq, writer from iranian origin, exiled in France is a novelist and an essayist. She's the author of "Le nouvel homme islamiste , la prison politique en Iran " (2002). She also wrote novels such as "Chemins et brouillard" (2005).


Caroline Fourest
Essayist, editor in chief of Prochoix (a review who defend liberties against dogmatic and integrist ideologies), author of several reference books on « laicité » and fanatism : Tirs Croisés : la laïcité à l'épreuve des intégrismes juif, chrétien et musulman (with Fiammetta Venner), Frère Tariq : discours, stratégie et méthode de Tariq Ramadan, et la Tentation obscurantiste (Grasset, 2005). She receieved the National prize of laicité in 2005.

Bernard-Henri Lévy
French philosoph, born in Algeria, engaged against all the XXth century « ism » (Fascism, antisemitism, totalitarism, terrorism), he is the author of La Barbarie à visage humain, L'Idéologie française, La Pureté dangereuse, and more recently American Vertigo.

Irshad Manji
Irshad Manji is a Fellow at Yale University and the internationally best-selling author of "The Trouble with Islam Today: A Muslim's Call for Reform in Her Faith" (en francais: "Musulmane Mais Libre"). She speaks out for free expression based on the Koran itself. Née en Ouganda, elle a fui ce pays avec sa famille musulmane d'origine indienne à l'âge de quatre ans et vit maintenant au Canada, où ses émissions et ses livres connaissent un énorme succès.

Mehdi Mozaffari
Mehdi Mozaffari, professor from iranian origin and exiled in Denmark, is the author of several articles and books on islam and islamism such as : Authority in Islam: From Muhammad to Khomeini, Fatwa: Violence and Discourtesy and Glaobalization and Civilizations.

Maryam Namazie
Writer, TV International English producer; Director of the Worker-communist Party of Iran's International Relations; and 2005 winner of the National Secular Society's Secularist of the Year award.

Taslima Nasreen
Taslima Nasreen is born in Bangladesh. Doctor, her positions defending women and minorities brought her in trouble with a comittee of integrist called « Destroy Taslima » and to be persecuted as « apostate »

Salman Rushdie
Salman Rushdie is the author of nine novels, including Midnight's Children, The Satanic Verses and, most recently, Shalimar the Clown. He has received many literary awards, including the Booker Prize, the Whitbread Prize for Best Novel, Germany's Author of the Year Award, the European Union's Aristeion Prize, the Budapest Grand Prize for Literature, the Premio Mantova, and the Austrian State Prize for European Literature. He is a Commandeur of the Ordre des Arts et Lettres, an Honorary Professor in the Humanities at M.I.T., and the president of PEN American Center. His books have been translated into over 40 languages.

Philippe Val
Director of publication of Charlie Hebdo (Leftwing french newspaper who have republished the cartoons on the prophet Muhammad by solidarity with the danish citizens targeted by islamists).

Ibn Warraq
Ibn Warraq , author notably of Why I am Not a Muslim ; Leaving Islam : Apostates Speak Out ; and The Origins of the Koran , is at present Research Fellow at a New York Institute conducting philological and historical research into the Origins of Islam and its Holy Book.

Antoine Sfeir :
Born in Lebanon, christian, Antoine Sfeir choosed french nationality to live in an universalist and « laïc » (real secular) country. He is the director of Les cahiers de l'Orient and has published several reference books on islamism such as Les réseaux d'Allah (2001) et Liberté, égalité, Islam : la République face au communautarisme (2005).

Fonte: jornal dinamarquês Jyllands-Posten