terça-feira, dezembro 08, 2009

X, Y e Z para o cabelo

Hoje fiz uma coisa que pensava que nunca faria...
Fui ao barbeiro, e perante a pergunta "como é que quer que corte?", respondi "curtinho"; mas pareceu-me ver alguma hesitação no barbeiro, e imediatamente saquei do meu telemóvel e comecei à procura de uma fotografia minha onde estava mais jeitoso. Durante o processo de procura notei alguma estupefacção no rosto do homem. Lembrei-me imediatamente que UM GAJO nunca faz estas cenas. Fiquei lixado, mas fui até ao fim e mostrei-lhe a foto. Como se não bastasse, em jeito de auto-gozo, perguntei-lhe se precisava de mais coordenadas (e dei uma gargalhada para enfatizar que era comigo que gozava). Obviamente que esta boca foi entendida como se estivesse a gozar com ele. Passei uns dos trinta minutos mais suados da minha vida: não se irrita um homem com tesoura e navalha.

P.S. Uma piada machista: Não seria giro se houvesse um cabeleireiro só para mulheres chamado Barba Azul?

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Lenha para me queimar

Instalei um par de walkie-talkies para ouvirmos o choro da Catarina quando estamos fora do quarto. Os walkie-talkies têm sido utilizados pela Adelaide para me chamar quando é preciso mudar fraldas. Algo correu muito mal...

domingo, novembro 29, 2009

Abram alas para a Catarina!

Por onde começar...?
Estou à rasca das costas! Deve ser de mudar 300 fraldas por dia. Sim, sou um pai rookie.
No dia zero (dia 26 de Novembro de 2009), quando começaram as contracções e levei a Adelaide para o Hospital, nada foi como estava à espera. Para além de um curso intensivo de preparação para o parto, todo o meu conhecimento era baseado no cinema. Estava à espera de chegar à sala dos partos e passados trinta minutos, no máximo, ter a minha filha cá fora; mas não! Chegamos lá à 1h45, a Catarina nasceu às 6h56, e só de lá saímos às 17h30. Isto tudo para justificar que quando a Catarina estava quase a nascer, eu estava deitado a ressonar. A determinada altura acordei estremunhado e quando vi a Adelaide de pernas abertas a fazer força dei um pulo do sofá e perguntei: "já nasceu???" Ainda não tinha nascido. Assisti, mas não olhei. Ainda pensei em olhar, mas quando comecei a ouvir tesouradas percebi que tinha tomado a decisão certa.
Eram para aí umas 18h quando me vim embora; a Adelaide ficou no piso 3, onde guardam as mamãs e os bebés.
No outro dia fui lá e deparei-me com este espectáculo:



A Adelaide e a Catarina só sairam do Hospital no Sábado (28 de Novembro de 2009).
Entretanto, tenho passado a vida a mudar fraldas e a posicionar a Catarina para mamar - é uma operação delicada de pontaria, e que assegure conforto e estabilidade para ambas.
Também tenho treinado tiro ao alvo com fraldas usadas, isto para quando um certo amigo meu resolver me visitar...



P.S. Antes de conseguir acabar este post fui chamado para mais uma limpeza a uma cagadela monumental - uma dupla cagadela, pois quando acabei de passar o creme no rabinho, toma lá mais outra! Ai as minhas costas! Ainda por cima os baby grows são autênticos puzzles.

domingo, novembro 08, 2009

Ficas logo a ver a dobrar...

Podem dizer que sou tarado; que só penso nisso; que tal e tal. Mas segundo par de quê? Eu não preciso, mas vou já avisar o Fódss para ir comprar uns óculos.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Que melão!

A Adelaide pôs nas gavetas da minha roupa umas bolinhas de madeira impregnadas de um cheiro a melão. Não consigo descrever o enjoo que sinto com o cheiro da minha t-shirt...; o cheiro não desaparece, nem eu me habituo a ele. É horrível!!!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Eu cá não sou maluco!


Suspeito que não é só na Av. do Brasil que os malucos atravessam com o vermelho, suspeito mesmo que à frente de todos os hospitais psiquiátricos, os, vá lá, menos sãos atravessam de uma forma amalucada as estradas que lhes interrompem o caminho. Mas por outro lado, suspeito também que ninguém menos maluco se atreve a atravessar uma estrada com o vermelho nestes locais, mesmo que não hajam carros à vista.

Talvez a razão deste cuidado extremo por parte dos menos enviesados seja para dar o exemplo às pessoas que falam sozinhas; talvez seja apenas para guiá-las porque o uso de drogas faz desaparecer os carros e transforma os camiões TIR em cachorrinhos simpáticos; ou talvez, um talvez muito distante, seja porque as pessoas que bebem café e não água da chuva não querem ser confundidas, em absolutamente nenhuma ocasião, com os menos verticais.

Todos fugimos como "loucos" destes marginais cerebrais; a não ser que se seja obrigado, ninguém quer ser associado ou filiado à loucura. Apesar de sabermos que não é assim, o que ocorre na cabeça de alguém que está a ser abordado por um indivíduo mais tonto é o desespero completo: Tirem-no daqui! Eu não sou louco! Eu nem sequer o conheço! Vêem? Não estou a falar com ele, nem sequer olho, isto quer dizer que não o conheço. Juro que não sou maluco!!! Nãaaaooo!!!

Posso falar por mim. Naquela avenida só atravesso com o verde. Ninguém me irá confundir com um residente do Júlio.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Só falta a Julie

Não é novidade, mas continua a ser espectacular!


Que coisa!!!

Quando era puto os adultos conversavam de forma ininteligível: ou falavam em línguas exóticas, ou utilizavam a universal coisa. Agora que estou quase a chegar aos quarenta, e estou quase a chegar à idade adulta, começo a perceber um pouco de línguas e de coisas. Quero dizer, pensava que estava a começar a coisar a coisa, até ler isto:

"A coisa e a obra
O que é na verdade a coisa, na medida em que é uma coisa? Quando assim perguntamos, queremos conhecer o ser-coisa, a coisicidade da coisa. Importa experienciar o carácter coisal da coisa. Para tanto, temos de conhecer o âmbito a que pertencem os entes a que, desde há muito, chamamos com o nome coisa."
Martin Heidegger, A origem da obra de arte, Biblioteca de Filosofia Contemporânea, Edições 70, p. 14, Lisboa.

Now, I'm totally coisado!

Os malucos são friorentos

Quando está calor é fácil identificar os malucos: andam de casaco.

Na lista negra

Mais um professor azedo comigo.
A minha ansiedade em querer saber como se faz, aliada a alguma dose de humor mal sincronizado, resultou numa reacção de revolta da professora: "talvez estejas no curso errado...". Na segunda parte da aula, a professora aplicou-me um isolamento sensorial: recusou-se a olhar para mim durante o tempo (quase) todo! Esta marginalização fez-me sentir uma autêntica Maitê: goza-se um bocadinho e é-se logo marginalizado, e acusado de pertencer ao PNR.
Claro que ao sentir-me desprezado desliguei da aula e comecei a escrever isto. Escrevi até ouvir a professora dizer: "André, pode-se ir embora."; Eu retorqui: "Desculpe?"; A professora reformulou: "Se não olha para aquilo que estou a mostrar é por que não está interessado, por isso pode-se ir embora". Eu fui-me embora.

quinta-feira, outubro 15, 2009

The horror...!

Se os transportes públicos fossem bons...
...ninguém quereria perder tempo em filas de trânsito...
Se os departamentos de marketing das empresas de transportes públicos fossem inteligentes...
...ofereceriam vantagens aos passageiros em termos de lazer durante a viagem; tal como:
  • descontos, sendo assinante do passe, em leitores de MP3, Portáteis, ligações Wifi, Telemóveis, etc;
  • site com vídeos, podcasts, e-books, cenas para descarregar;
  • caixas automáticas de jornais e revistas em todas as estações, com desconto para os titulares de passe;
  • tanta coisa...

Se as empresas de transportes públicos quisessem realmente ser apelativas:
  • coordenavam os horários dos diferentes transportes; o termo 'interface' ganharia o significado que era suposto ter;
  • não metiam 'picas' nas horas de ponta entre os passageiros (apressados) e os torniquetes (não conheço um nome para as portas automáticas);
  • tanta coisa...
Se os transportes públicos fossem bons, não eram a merda que são.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Olá ó tu!

Tenho uma colega que prevê um futuro não muito sorridente para mim: ela diz que a minha inaptidão para as relações humanas não me irá ajudar muito na área que escolhi. O pior é que eu temo que isto seja verdade. As pessoas não são o meu forte.
Esta minha característica está mais que ilustrada no que eu tenho escrito neste blog, mas não resisto em relatar a minha última aventura no MUNDO HUMANO.
Há umas semanas atrás falhei em lembrar-me do nome da senhora que faz a "circulação" dos envelopes e afins no departamento onde trabalho; este falhanço repercute-se agora, quase diariamente, quando a encontro. Sempre que me vê, pergunta: "Como é que eu me chamo?". O nome dela ficou gravado a ferros no meu cérebro, nunca mais me esqueci. O pior é que quando ela vem acompanhada e manda-me a boca, o pendura aproveita sempre a deixa: "E eu? Sabes o meu nome?". Claro que eu não sei o nome de quase ninguém, mas digo sempre "SEI!", com um ar quase insultado. Por sorte, não me perguntam: "Então qual é?".

segunda-feira, outubro 12, 2009

Eu tinha um poster da Maitê

Ultimamente tenho seguido os comentários (e também produzi alguns) sobre uma peça que a Maitê Proença gravou em Portugal para o programa 'Saia Justa' 1; e deste programa, ou melhor, das afirmações da Maitê neste programa deduzi algumas coisas extraordinárias:
  1. A Maitê não sabe muito de História portuguesa;
  2. A Maitê não sabe muito de Geografia - no geral;
  3. A Maitê é gozona;
  4. A Maitê é muito gozona;
  5. A Maitê às vezes diz algumas coisas parvas;
  6. A Maitê gosta de cuspir em fontes.
É realmente formidável, mas a Maitê pode muito bem ser uma versão feminina de mim. Não compreendo é toda a excitação que o vídeo suscitou. E acusações de xenofobia...! Que exagero.
Como representante de todos os rapazes (e algumas raparigas) que cresceram com a esperança de ver a Maitê nuazinha, e de facto, em alguns sonhos, via-a nuazinha, venho através deste blog afirmar o maior carinho e luxúria pela Maitê: Maitê, ainda sentimos algum descontrolo peniano quando te vimos e ouvimos; por esse motivo podes dizer todas as baboseiras que quiseres.


Tempo para Dar...erros!

Não quero ser chato, mas não resisto sê-lo. Mais um errozito nesta maravilhosa campanha. Agora é um erro de concordância: "(...) 1/5 dos idosos portugueses passam (...)".


Gostava de saber quem é que escreve estes textos...

quarta-feira, outubro 07, 2009

Tempo para Dar...frases esquisitas!

A campanha promovida nos pacotes de açúcar da Delta Cafés "Tempo para Dar", é, sem dúvida, uma iniciativa nobre: a sua intenção é angariar donativos para o combate à solidão entre os idosos.
Já agora, quando for velho e solitário, por favor, se tiverem que angariar para alguma coisa, angariem para me comprar livros e filmes (10% dos filmes podem ser pornográficos que um velho também tem necessidades).
Voltando ao presente, esta nova campanha é acompanhada de alguns textos que são dados estatísticos do INE. No entanto, tenho as minhas dúvidas em relação à estrutura das frases. Hoje li uma que me pareceu um pouco ambígua e sujeita a interpretações interessantes, pelo menos. Diz assim "Nos próximos 25 anos o número de idosos em Portugal vai duplicar o número de jovens" (Dados do INE, 2007). Ora, assim numa leitura desinteressada, entende-se o que querem dizer; mas eu nunca leio desapaixonadamente (que convencido!). O que esta frase pode significar: "nos próximos 25 anos os velhotes vão ser como os coelhinhos - vão procriar um número equivalente ao total de jovens que existir"; ou então "daqui a 25 anos os velhinhos serão magos da clonagem e vão duplicar todos os jovens existentes"; ou ainda, e agora seguindo os conselhos de Karl Pilkington sobre soluções para o excesso de população no mundo "os velhinhos a partir dos 75 anos devem (TODOS!) trazer um bebé ao mundo - duplicando, pelo menos, a população mais jovem existente".
Para não julgarem que estou a inventar digitalizei o pacote de açúcar.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Não sei o que me deu...

E como prometi há cinco minutos (+/-) atrás, cá fica a minha explicação para a música do André Sardet, O Feitiço.

Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...

Ok! Eu percebo a metáfora; até percebo que o facto de ele não poder olhar deve-se (provavelmente) à ausência dela. Mas cá está, devido a um possível numero grande de leituras começam as ambiguidades: Será que ele é cego? Será que ela não é merecedora de tamanha característica? Ele gostava mas está impedido. Impedido por que motivo? Talvez ele esteja com a mulher errada e gostava que ela fosse outra diferente: uma que acendesse luzes.

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...

Talvez a mulher não seja assim tão má, uma vez que ele gostava de ser como ela. Assim, verificamos que a interpretação original "ela está ausente" está correcta.
Ele gostava de ser como ela, de não ter asas e poder voar. A meu ver isto começa a parecer um pouco insultuoso. Primeiro diz que ela não é nenhuma luz; agora diz que nem sequer tem asas; daqui a um bocado diz que ela é apenas um peixe... Mas talvez ela seja suicida: não tem asas e salta, mesmo assim.

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...

E aqui é que a porca torce o rabo.
Ele não sabe o que lhe aconteceu para gostar de alguém como ela. Alguém...especial...como ela. E como todos os maus pagadores culpa a magia; alguém lhe espetou um feitiço!
Coitadita! Nunca ninguém tinha gostado dela, mas agora, por algum feitiço, o Sardet apaixonou-se por ela. E depois faz esta música lamecha a tentar explicar às pessoas (não a ela) que o facto de se ter apaixonado por esta rapariga deve-se a algum feitiço.

Eu gostava que olhasses
para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu
Te abraçar...

Mas uma vez que não há hipótese de se desapaixonar, talvez se a transformasse num peixe e a comesse logo de seguida ninguém desse por nada. Ela tem que se convencer que ele é o mar - talvez drogando-a - para ser comida voluntariamente. E depois há todo um terceiro sentido escondido nas figuras de estilo "mar", "comê-la; devorá-la por inteiro; mergulhá-la no seu mar" e "peixa", ou talvez "sereia". Este gajo é um maroto, mas um especialista em marotices.

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...

E lá volta ele ao mesmo. Tenham pena dele, foi um momento de insanidade que o levou a gostar dela.

O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...

Bom...já se sabe que o impulso deve-se ao facto de um estranho oferecer flores; e o primeiro a fazê-lo, é sempre mais, pelo menos, original; Então ele ofereceu-lhe flores; foi o primeiro a fazê-lo; ela estava de costas, ele ainda não lhe tinha visto a cara - de trás parecia jeitosa; apanhou um susto quando lhe entregou o bouquet; como nunca lhe tinham oferecido flores naquelas circunstâncias (ou noutras quaisquer), nunca ninguém tinha sido apanhado de surpresa como ele, daí o susto ser o primeiro; às "voltas e voltas" penso que ele tenha desmaiado e tenha caído em cima de algo redondo, até me atrevo a deduzir que tenha sido ela este algo redondo; o "beijo profundo" terá sido aqui talvez que ele foi enfeitiçado. O beijo dado por ela para o acordar, e também para aproveitar a raridade da situação - um homem que lhe cai em cima -, talvez até seja uma história mal contada. Ele estava desmaiado, não tem maneira de saber o que é que ela lhe fez... Mas vamos ficar pelo beijo. Devo dar os parabéns ao Sardet por contar a história das origens deste grande amor em duas linhas apenas.

Eu...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu...
Não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Como tu..

Pronto! E o resto são apenas lamurias. Teve azar! Acontece.

P.S. Lembrei-me agora que o meu grande e melhor amigo João Pinto já tinha escrito um texto neste blog sobre o mesmo assunto: aqui

Só eu sei porque LOLo no comboio

Cometi a asneira de vir nos transportes públicos a ouvir os podcasts do Ricky Gervais - big mistake! - O esforço de tentar não rir, ou melhor, não desatar às gargalhadas, foi grande demais; era aliviado de vez em quando por um pfffffrrrrr e um sorriso estúpido e um olhar apologético. O meu recorde a ouvir Gervais ficou por 18 minutos (obrigado!), após o que passei para um bocado de Muse para variar um pouco.
Nem sempre tenho a sorte que tive a sexta-feira passada quando apanhei uma carruagem de comboio a cheirar intensamente a vómito (talvez por que houvesse vómito no chão), o que causava um efeito de repulsa aos potenciais passageiros. Como prefiro o cheiro a vómito a vir numa carruagem cheia de incómodas pessoas, então, eu, e mais uns quatro indivíduos com o mesmo bom gosto, optei por aguentar o cheiro e vir todo esparramado naquela ESPAÇOSA carruagem.
De qualquer maneira não me livro de uma gargalhadazita desprevenida de vez em quando. A passar o estádio de Alvalade, no Metro, vejo esta frase: "Só eu sei porque sou fã". Parece que não aprenderam nada com o Sardet (ainda hei-de escrever qualquer coisa sobre o Feitiço). Não percebem a ambiguidade desta afirmação?; não percebem a "ligeira" carga simbólica negativa?
Enfim, eu tento não LOLar muito nos transportes públicos porque já sei o que as outras pessoas pensam: Só ele sabe porque LOLa... tadinho!

domingo, setembro 20, 2009

Piaf, ou memórias sexuais de 300 velhinhas

Ontem fui ver a Piaf com a Adelaide.
Às cinco horas da tarde o Politeama é um paraíso senil: todo o género de velhinhas estavam lá para relembrar, não só a dita cuja, mas também o Montand e o Aznavour, que, com certeza, lhes trazem à memória arcaicas sessões sexuais com congéneres. Os velhinhos eram em menor quantidade; talvez porque as mulheres lhes sobrevivem em maior número, ou talvez por falta de pachorra para ver as digníssimas esposas chorarem com as memórias dos antigos fodilhões que os precederam. Estava lá também o velhinho La Féria (faz-me sempre lembrar as férias), que enquanto eu esperava pela minha gravídissima querida adelaide - passa a vida na casa de banho -, chamou-me a atenção, num tom zangado, que ia começar o espectáculo. Eu apontei para a culpada, que já regressava do WC, e, intimidado pelo deep-throat-de-bagaço-e-tabaco, mais conhecido nas Américas por Great White Rusty Grizzle Bear ou Dancing with hoarse's, lá fui eu, cabisbaixo, para as tribunas. A Adelaide acha que eu sou paranóico, mas de uma espécie única: tenho a mania que os ricos e famosos me perseguem, sublimando assim a minha igualdade a qualquer ser humano.
O espectáculo? É giro.

terça-feira, setembro 15, 2009

Joana...morphing...Pai...morphing...Catarina!

Graças às novas tecnologias, tenho uma fotografia da minha filha in utero a cores e a 3D; já dá para perceber com quem é parecida...
Deixem-me dizer que todas as velhas que tenho conhecido me têm dito que eu sou bonito. A Adelaide também diz que sou. No entanto, quando a minha sogra percebeu com quem a Catarina - sim, mudamos o nome - é parecida, não ficou muito contente; e, horror dos horrores, também a minha mãe ficou "pouco emocionada".

Tive que fazer um intervalo nesta história para explicar à Adelaide que não se deve interromper alguém quando escreve; adverti-a com memórias do Shining.

Acho que as únicas que gostaram das semelhanças da minha filha comigo foram a Adelaide (o que a redime de futuros castigos à la Kubrick) e a minha irmã (vêr bloguezito).
Agora devo explicar porque mudamos o nome de Joana para Catarina: a cadela da minha sogra chama-se joaninha (espero que percebam a estrutura desta frase anterior, que pode ser ambígua para as mentes menos brilhantes); e, apesar de eu achar irrelevante este facto, os lobbys familiares ganharam (leia-se, o massacre diário ao André até ele mudar de ideias por cansaço).
Agora, eu e a Adelaide estamos a passar por uma fase de adaptação ao novo nome:

- A joaninha está tão engraçada.
- O quê? Qual joana?
- Não estou a falar da catarina, mas da joaninha, a cadela.
- Ah! E a joana, digo, a catarina? Deu muitos pontapés esta noite?

A Adelaide diz que não consegue parar de olhar para mim para imaginar a Catarina. Eu aproveito e assusto-a com caretas, e choros irritantes a pedir maminha.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Resistance

O novo álbum dos Muse saiu hoje: Resistance.

Se é bom? Esta manhã já o estou a ouvir desde as 8h00. É bom!!!

Como não sou crítico de música (nem pretendo ser), aqui fica a minha ideia do álbum - evocativo musical, literária e ambientalmente. Queen, 1984 (que me deprimiu com'o o caraças quando o li embora este álbum não me deprima antes pelo contrário se calhar não devia ter escrito isto tudo...) e a minha infância/adolescência representados num álbum...

Deixo uma pequena amostra:

sábado, setembro 12, 2009

O Obama português - Louçã!

Não é perfeito, mas, tal como a Democracia, é o melhor que se pode arranjar. O Bloco de Esquerda talvez seja aquilo que eu tenho estado à espera.

Do programa do BE, aquilo que me entusiasma mais é o seguinte:

"Criação do Portal da Democracia, espaço onde os responsáveis políticos (governantes, deputados, altos dirigentes da administração Pública) e os cidadãos terão ao seu dispor as mais diversas ferramentas para interagirem Desde espaços de consultas públicas online, até chat rooms sobre temas específicos, passando por informação sobre a agenda dos responsáveis ou até as mais modernas ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0."

Claro que existem outras questões mais imediatas e prioritárias, mas este pode ser o passo que faltava para uma verdadeira democracia; uma em que todos têm realmente voz.

É um primeiro passo...

Mas só vou sorrir quando vir a Assembleia da República vazia. Ou melhor, com dez milhões de deputados não presenciais.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Adelaide...deixa-me dar-te uma palavra



A letra:

Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento que esconde el agua
como las flores que esconde el lodo.

Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro.

Una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo.

Si un dia me faltas no sere nada
y al mismo tiempo lo sere todo
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo,
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo.

terça-feira, julho 07, 2009

Alien

...A noite passada a minha mãe, ou como dizem as tripas, o meu invólucro recebeu o primeiro susto da minha parte...
...Os genes do meu pai é que são os culpados...
...A mamã, tadinha, é muito assustadiça...
...A noite passada a minha mãe viu o Alien...
...Puxei esse filme noutro dia e não pude deixar de reparar em certas semelhanças com o meu status quo...
...Tadinha da mamã...
...Depois de ver o filme eu resolvi brincar um pouco à alien...
...a barriga da minha mãe é bastante elástica...
...Acabei de ver o The Ring; é pena não ter contacto telefónico com o exterior...
...Vou nadar mais um bocado. Fui!...

segunda-feira, julho 06, 2009

Wireless-less

...Ok! Parece que sou metade alentejana, mas o que é demais enjoa; quanto tempo ainda tenho que ficar aqui?...
...A tecnologia aqui ainda é muito rudimentar; não há wireless...
...O cabo a que estou ligada é um pouco lento, mas já consegui sacar um filme...
...Eu e o baço (já está melhor da memória) acabamos de ver o Matrix...
...C'mon! Eu também estou ligada dentro de um banho qualquer e não me vêem a choramingar...
...Os americanos são uns mariquinhas...
...O meu kung-fu é forte...
...Quando tomar o red pill quero vestir de cabedal também; a bexiga anda a gozar comigo, diz-me que vou passar o primeiro ano fora da Matrix vestida de algodão fofo...
...Mais quatro meses para descer a toca do coelho...
...Signing out!...

domingo, julho 05, 2009

Olá!

...Escuro...
...Acabei de perceber agora que existo...
...Já sei algumas palavras que aprendi por eco: "Pára de me apalpar!", "Tira a mão!" e "Tarado!"...
...O tipo que é meu pai faz a minha mãe abanar muito...
...As tripas da minha mãe não andam muito bem...
...As tripas da minha mãe são um bocado chatas; estão sempre a pedir-me orientações; como se eu conhecesse alguma coisa aqui; estou farta de dizer que só estou de passagem...
...Há aqui um gajo que se chama baço que é um chato de primeira: está-me sempre a perguntar quem eu sou e o que estou a fazer aqui...
...Vou dormir um coche...

sexta-feira, julho 03, 2009

Ruas a mais

What a day!!! Mas não é do dia extremamente cansativo que quero escrever - sim, às vezes trabalho -, mas sim de certos episódios passados à tarde, que estou certo um dia serão aproveitados quando fizerem o filme "André Cardoso, o Grande".

Correios
Já não me lembro, mas tinha piada.

Rua
Uma senhora vem como um míssil teleguiado na minha direcção. As pessoas teimam que eu percebo de ruas...
- Sabe onde fica a Rua André o Grande? (claro que é inventada!)
- Não sei, mas deve ficar para aquela direcção, pelo menos existem muitas ruas para ali...
- Não! A rua André o Grande é para ali - apontando na mesma direcção que eu tinha apontado.
- Pois, também acho. Vira à direita e depois à esquerda. Não tem como falhar. Vai encontrar um monte de ruas nessa direcção.
- Não, não! A Rua André o Grande é ali.
Eu volto-me e leio a tabuleta. Realmente a Rua André o Grande esteve o tempo todo atrás de mim. - Pois, tem razão! - Preparo-me para me ir embora. Tarefa cumprida...
- Mas a rua é muito curtinha. Não vejo lá nada do que quero.
Desesperado - Se calhar é melhor perguntar num estabelecimento da rua orientações para o sítio para onde se quer dirigir. - Porra! Mas a gaja não me larga!
- Pois...mas não estou a ver nada. E agora? É uma rua tão curtinha.

Acho que fiz mal em ter escolhido o meu nome para uma rua tão curtinha. Não me parece nada bem.

- Olhe minha senhora, eu não lhe sei dizer onde é que é esse sítio que procura, TALVEZ seja melhor (pôr-se a andar) ir perguntar (p'ro $%#&%$#&) naquela loja...está a ver - aponto com o dedo e os olhos esbugalhados.
- Boa tarde. - Foi-se embora.
... - Vai-se embora e nem um obrigado. Rio-me sozinho e continuo a andar. Isto é só gente maluca.

terça-feira, junho 30, 2009

Quem é o estúpido?

Sinceramente, não sei o que pensar sobre a constante produção de versões americanizadas de filmes "estrangeiros". Se por um lado eu sou a favor da suprema liberdade artística; e do livre remixing. Por outro, não vejo este fenómeno como expressão de liberdade artística ou livre propagação da cultura, antes, mais como uma espécie de certificado de estupidez para com o povo americano, e também um certificado de incompetência para com os não-americanos: "é realmente uma boa ideia, mas nós vamos apurá-la, melhorá-la e fazer dela uma ideia perfeita; americana".
Também me sinto parte desta aculteração, porque muitas vezes até gosto das versões americanas; pior, algumas vezes até as prefiro à original. A verdade é que o produto americano já vem todo mastigadinho, e não há melhor coisa para preguiçosos; como eu posso ser às vezes...muitas vezes.
Sinto-me muito dividido - revoltado e curioso - sempre que leio sobre uma nova versão em que Hollywood está a trabalhar.

segunda-feira, junho 29, 2009

A nossa música

Eu e a minha querida já temos uma música nossa. Depois de vários meses de discussão (amigável) sobre qual deveria ser a nossa música, finalmente decidimo-nos.

A dúvida estava entre estas:
o Blue Moon ,
Bartok ,
Mike Oldfield e
John Williams ;
e quem ganhou foi o John Williams.

Existe todo um sentido metafórico de caça, comida, carninha e muita água para saciar a sede, ligado a esta música. Apesar de a minha adorada não gostar muito, penso que daqui uns tempos já terá aceitado.

NOTA: Infelizmente, não consegui encontrar uma versão orquestrada, mas penso que com esta já muitos casaisinhos podem começar a marcar os primeiros passos: NHAC!

sexta-feira, junho 19, 2009

TECNOFILANDO

TECNOFIL. 15h23. No stand, sem cadeira; que seca.

15h27 - Aparecem dois asiáticos (parecem chineses), perguntam-me uma série de coisas em inglês. Metade não percebo e digo "sim, claro!".

15h40 - Um casal espanhol. Mais perguntas do arco-da-velha. Mostro-me profundamente interessado enquanto penso noutras coisas e digo "sim, claro!".

15h50 - As gajas portuguesas de oculinhos são as mais chatas...

16h10 - Aparece-me um tipo muito feio. Ao princípio tive alguma dificuldade em olhar-lhe para a cara, mas depois o tipo mostrou-se simpático e com perguntas decentes e eu, lentamente, fui colocando os instintos de lado. Pensei: se fossem todos como este, a tarde passava mais depressa.

16h28 - A gaja do stand ao lado cumprimenta-me e pisca-me o olho, mas rapidamente (deduzo eu) se lembra que não me conhece de lado nenhum e corrige a piscadela para uma estranha afectação nos dois olhos; esfrega-os violentamente e eu retiro um pedaço de papel e começo a escrever isto...EHEHEHE

16h36 - Um passarinho voa dentro da FIL e solta uma caganita na cabeça de uma (outra) gaja de oculinhos que se dirigia na minha direcção. Acordo do meu estupor onírico. A gaja está à minha frente...vou esconder o papel...mas ainda tenho tempo para escrever isto: ela ficou com um ar desconfiado. Espera impacientemente enquanto acabo de escrever e eu desejava que o passarinho tivesse realmente existido. Abre a boca; parece que vai começar a falar...espera! Não, vai-se embora. Volta para trás. Que raio! Mas o que é que ela quer??? Mete a manápula em cima da minha folha e pergunta-me: ouça lá, ainda vai demorar muito tempo com as suas memórias?

17h00 - (na realidade são 16H45, mas como a minha colega me disse para me ir embora às 17h00, e como ela não costuma ler os textos entre parêntesis, isto fica só entre a gente) - FUI!!!

quinta-feira, junho 18, 2009

Um odor familiar

Há certas coisas que, por não pensarmos o suficiente nelas, julgamos que devem estar correctas; tais como: os homens não baixarem as tampas das sanitas, e os trabalhos pós-académicos virem na forma de estágios não-remunerados. Devem estar a pensar: o que é que uma merda tem a ver com a outra - e eu respondo: são duas ideias de merda!!! Sendo uma um pouco mais literal...

Não baixar a tampa - aliás, nem é a tampa, é a coisa (não sei o nome) cuja função é não esfriar o rabo, a argola de plástico, chamemos-lhe assim. Não baixar a argola é igual a não levantar a argola. Se elas podem exigir que a argola tenha que estar baixada, então, também nós podemos exigir que ela deva estar levantada. Ou então chegamos a um compromisso e ambos baixamos a argola e a tampa. Até agora ainda não ouvi nenhum raciocínio lógico que me faça acreditar que eu estou errado. Agora, se me vierem dizer que é só por uma razão estética, que fica melhor a argola de plástico à vista em vez da louça brilhante e imaculada, a esse argumento já eu faço a vontade; não o "compro", mas faço a vontade. Anéis para baixo!

Trabalhar sem ganhar um tusto, com a desculpa que é para o curriculum, comigo não!
Recebi um e-mail há pouco que dizia que uma empresa qualquer está a precisar de voluntários para trabalharem durante 3 a 6 meses, em princípio sem remuneração. O lado "positivo", e aqui é que está a punch-line, é a "excelente oportunidade" e sobretudo a "experiência que vai arrecadar na área da produção e os contactos nacionais e (...) internacionais". Este pedido não é um caso singular, mas sim um caso cada vez mais banal.
Eu não sei, mas se fosse chefe de alguma coisa e tivesse que seleccionar alguém para trabalhar, não ia escolher os tipos com mais estágios (não remunerados) em excelentes empresas, antes ia escolher alguém que fosse realmente ambicioso e já soubesse o que é ganhar dinheiro e o que é que isso implica; mas isso sou eu...
Obviamente que integrar um projecto a tempo parcial e não remunerado que tenha realmente importância para a sociedade, isso já é outra história. Agora, alimentar esses chulos capitalistas que querem ganhar o máximo possível à custa dos estudantes, isso é que não.

Como vêem, são duas merdas que cheiram mal, mas cujo odor já não nos faz confusão.

terça-feira, junho 16, 2009

Uma história de reis

Hoje vi o Duque de Bragança entrar num táxi, no Chiado; e a reacção do taxista foi impagável. O sorriso que se abriu quando olhou pelo espelho retrovisor fez-me imaginar o resto da viagem destas duas personagens.

- Boa tarde! É p'ró Palácio, se faz favor.
- Diga-me uma coisa. Afinal você é duque ou rei?
- Bom. Tem piada que pergunte isso, porque justamente agora...
- Mas é, tipo, xisneto do Afonso Henriques, não é?
- Pois, mas como eu ia...
- Então é rei ou não? Mas porquê que não anda com uma espada? Lá em inglaterra andam com espada e a cavalo.
- Ah sim? Você é um tipo engraçado.
- Diga-me uma coisa. Como é que as pessoas o tratam? Por vossa excelência? Senhor rei?
- ...
- Olhe para este palhaço - apita furioso -; estes gajos de mercedes têm a mania que têm o rei na barriga.
- Por acaso eu tenho um mercedes. Um belo automóvel.
- ...
- ...
- Então e o tempo? Está estranho, não está? Não é da família do São Pedro, por acaso? - Ri-se
- ...
- Diga-me uma coisa, não acha que o fadista está a querer roubar-lhe o trono? Não há um nome para isso? Não têm que, como é que se diz, duelar? Olhe que o tipo está habituado aos touros; não que você seja um touro; mas isso dá-lhe algum caparro. E você, bom, parece assim um pouco frágil.
- ...
- Acha que um dia ainda vai ser rei daqui do sítio? Quando for, não se esqueça cá do Zé!
- Pode estar descansado que não me esqueço do senhor.
- O que é que isso quer dizer? Isso é bom ou mau? Olhe que eu sou muito brincalhão; não pode levar tudo o que eu digo tão a sério...
- ...
- E a coroa? Nunca o vi com a coroa na televisão? Tem uma, não tem? Rei sem coroa, não é rei.
- ...
- Diga-me uma coisa, essa maneira de falar é uma coisa que os reis aprendem? Os outros não sei se falam assim que não percebo línguas, mas dá ideia que também têm as pontas do bigode presas ao céu da boca - ri-se, assobiando pelo dente partido.
- É aqui à esquerda.
- E cá estamos nós.
- Quanto é que é? Passe-me um recibo se faz favor.
- O que é que eu ponho no recibo? Duque ou Rei?

quarta-feira, junho 10, 2009

Suspense...

Ontem disse à minha namorada que se o nosso filho nascer rapaz, estamos tramados, vamos para um lar quando formos cotas; se for menina, talvez nos safemos...

sexta-feira, maio 29, 2009

Um homem não se mede ao metro

"Lá vem ele. Espero que a porta pare à minha frente... o que é que esta gaja está a fazer??? Mas quem ela pensa que é? Olha o raio do velho... quer-me passar à frente! Daqui não saio. Para me moverem precisariam de diluente. Lá vem ele. Yes! Yes! Yes! Vai parar à minha frente. Vou-me sentar! E onde quero!!! Yes! Yes! Yes! Motherfucker!!!!!!!!!! Dassss!!! Merda! Cabrão do velho! Vou entrar depressa. Dasss! não consegui. Vou para o outro lado. PUTA! ROUBOU-ME O LUGAR! Merda! Também não me vou sentar ali que cheira mal. Que sa foda! Fico em pé... Merda!"

"Lá vem ele. É hoje que vou-me sentar! YES! Olha a sacana da chavalita. Pensa que manda nisto. Mas o que é que ela quer? A empurrar! Olha! Olha! Vem aí. Concentra-te. Estou à frente da marcação amarela, o que significa que a porta vai ficar mesmo à minha frente. Vem! Vem! Vem! Eu sou o ruler of the Universe! Me Master! Big Chief! I will seat today motherfucker! Vem. Vem. Cá está ela... mais um bocadinho...na mouche!!! Mesmo no meio. E cá vou eu. Querias? Tu também querias? Ah pois é...! Janelinha para mim. Olha aquele todo desorientadinho. Coitadinho! OTÁRIO!!! Olha a velha a olhar para mim; vou já sacar do meu livro..."

quinta-feira, maio 28, 2009

Eu sou ph... eu sou ph... eu sou do Partido Humanista

Como a minha querida e adorada me vai obrigar a votar nas Eleições Europeias, e porque eu nunca liguei nada aos valores partidários absolutistas, antes revia-me em uma série de ideologias que eram (são) transversais, fui obrigado a informar-me melhor sobre o "assunto".
Felizmente, encontrei uma ferramenta automática que me livrou do trabalho fastidioso de perceber em qual (partido) votar: http://www.euprofiler.eu/
Agora sei que pertenço, mais ou menos, ao Partido Humanista. Sou de esquerda como sempre desconfiei. De coração sou anarca, mas para mim a anarquia não passa de uma optimização extrema da Democracia.
E pronto! Já me formei em Política, à la "Novas Oportunidades", e sinto-me feliz.

terça-feira, maio 26, 2009

Com o coração nas mãos

Após vários meses a assustar a minha cara-metade, agora é ela que se diverte a assustar-me.
Quando chego a casa e vejo as luzes acesas, chamo-a; com medo. Ela não responde; eu sei que ela está escondida algures e me quer assustar, ou então esqueceu-se das luzes... - BUUUUHHHH!; AAAAAAAHH!!! (berro esganiçado, mas másculo).
A verdade é que ela não resiste a maior parte das vezes, e ouço-a rir atrás da porta ou em cima do candeeiro (eu sei que é exagerado, mas só de a imaginar em cima do candeeiro e torço-me a rir). É então que eu digo - Onde é que ela estará? O apalpador de maminhas chegou. Assim que encontrar umas, vou apalpá-las até à exaustão. - O riso dela, mesmo nervoso, é enternecedor. Encontro-a e procedo à tortura...
As poucas vezes que ela teve sucesso em assustar-me foram bastante eficazes: pulei e meti a mão na boca para abafar um grito, como uma menina.

segunda-feira, maio 25, 2009

Diga bom dia com cagando! Cagando! Cagando!

Tive uma manhã horrível!!!
A primeira coisa que faço todas as manhãs, depois de me levantar da cama, é dirigir-me ao frigorífico para retirar a sopa e pô-la a aquecer - é o meu almoço.
Esta manhã, quando peguei no tuperware, que leva cinco litros, pelo menos, senti logo que alguma coisa estava errada. Estava badalhoco e escorregou-me das mãos. Ao cair no chão, a minha visão ficou imediatamente toldada de um amarelo cenoura, por isso só posso deduzir a acção da sopa no resto do meu corpo e da cozinha. Fiquei ainda uns segundos com um olho fechado (colado), e o outro aberto a contemplar a completa desgraça que tinha acontecido. Quase entrei em pânico; não sabia por onde havia de começar a limpeza...
Ok! Consegui limpar quase tudo e despachei-me, que ainda tinha que apanhar três transportes públicos até chegar ao trabalho.
O primeiro transporte que apanho é uma camioneta que vai para a estação de Oeiras. No entanto, como existem várias que vão para lá, de um sentido e do outro na estrada, ponho-me sempre estrategicamente colocado entre paragens para ir a correr para a primeira em que vir uma camioneta. Apareceu-me a do sentido contrário e lá fui eu a correr. Sentei-me, confortável e confiante de que já estava, o pior já tinha passado, agora restava-me esperar, de transporte em transporte, que chegasse a Lisboa. Mas alguma coisa estava errada, a camioneta estava a dirigir-se por um caminho na direcção oposta àquele que eu queria - desejava. Fui perguntar ao motorista o que se passava e o idiota vira-se para mim e diz-me (em tom queixoso) que não tinha conseguido mudar a bandeira (informação escrita sobre o destino). Pensei: mas este palhaço não sabe informar as pessoas desse facto??? Mas disse: agora tenho que voltar para trás...
Ao chegar, novamente, à paragem de camioneta, para-me um mercedes vermelho ao lado. Pensei "Este atrofiado quer uma informação qualquer, mas eu não conheço nada aqui". O gajo abriu-me a janela uns 2cm no máximo e começou-me a perguntar qualquer coisa sobre a Via verde; onde era o gabinete...qualquer coisa assim. Eu não estava a perceber nada, e, para dizer a verdade, neste ponto nem adiantava eu perceber, porque já o tinha marcado: esta manhã estava-me a correr tão mal que eu tinha que me vingar em alguém; mais valia ser neste otário com mania de guichet da função pública ambulatório. Eu respondi-lhe que fosse sempre em frente e que voltasse à direita. Pelo menos ainda sei qual é o caminho para a autoestrada para Lisboa. - ehehehe - de certeza que vai passar pela Via verde. Ele ainda se voltou para mim uma última vez e esganiçou qualquer coisa incompreensível; eu respondi-lhe com um sorriso confiante e um largo gesto a indicar e repetir "sempre em frente!", "sempre em frente!".

terça-feira, maio 12, 2009

brinquedos somos nós

- What are you talking about? You talking to me? You talking to me?
- Mas Sir, não acha que a hegemonia potencial do seu poder pode toldar a sua visão imparcial e pura?
- O que estás falando boy? Estás a usar essas palavras caras para me impressionares? I already told you que quero nacionalizar o Toys'R'Us. Aqueles toys are all mine!!!
- I'm very sorry Sir, but you pay me to tell the true in a very caustic way.
- Lá estás tu a divagar. Já te disse que não percebo nada de francês. I WANT TO RULE THE HALL OF WRESTLING! Vai buscar um orange juice para o teu master e começa a redigir uma composição de como arrebentar com as cash machines.

Enquanto o Longfellow se retira, o little Dictator of Nearby rebola os olhos de gozo em antecipação à sua entrada em ombros no balcão dos embrulhos.

- I want a water gun! I will deploy doomsday if you don't get me a water gun!
- Sir! Sir! My beloved master! Aqui está a bisnaga. Mas, por favor, prometa que não volta a atirar água ao electric counter. Here's the composition.
- Finaly!!! I can already taste the power. I will rule that fucking cena!

Before they end, they walk into the sunset por cinco minutos até que o ditadorzinho se aborrece e volta para o palace.

- Fuck you Longfellow! I don't do physical work. Take that shit down and then chama-me.

THE END

terça-feira, abril 21, 2009

Afinal vou twittar

Mudei de ideias...

Estou curioso como um raio sobre o que os outros andam a fazer. Não resisto!

O Fódss não fala Prada

A mulher do meu amigo Fódss, dondoca como é, comprou uns óculos escuros graduados da Prada.
O Fódss, desde então, tem andado um pouco aborrecido e com vontade de atirar estes óculos para o lixo.
Aparentemente a mulher do Fódss precisava mesmo de uns óculos novos, agora anda a ver as coisas com um detalhe a que já não estava habituada.
De vez em quando volta-se para o Fódss e diz-lhe: "As tuas bochechas estão maiores!" ou "Estás mais gordo?" ou ainda "Estás com a cara diferente?!?"
O Fódss anda preocupado com esta nova visão da mulher e diz-me que agora não se atreve a despir-se quando a mulher tiver a usar os óculos...

Eu acredito Nele

Este Sábado eu e a minha querida fomos a casa do meu amigo Gino.
A mulher do meu amigo está grávida - outra vez -, e como é normal nestas alturas - não fazia ideia - está obstipada. Ora, isto foi o suficiente para gerar um alegre debate entre os quatro. O tema andava à volta do que fazer nas circunstâncias presentes: que produtos seriam mais aconselhados e inócuos para o bebé?
As mulheres, naturalmente, levam qualquer assunto muito seriamente; já os homens...
Quando elas debatiam a eficácia do microlax versus a inocuidade do supositório de vaselina (aproveitei esta referência para piscar o olho à minha querida e mandar-lhe um sorriso perverso; ela bocejou), lembraram-se das fibras - qualquer mulher tem um doutoramento em fibras. Agora é que a conversa prometia durar muito mais tempo. Não fosse esta compulsão que eu tenho que me faz replicar o jingle do Nestum quando ouço a palavra 'fibras', e elas nunca mais se calariam.
Como não se decidiam na solução, o meu amigo Gino lembrou-se que esta talvez se encontrasse na Internet se se fizesse a pergunta certa ao Divino GOOGLE.
O Gino ligou o computador e teclou o endereço Dele; parou uns segundos, aparentemente estava a escolher cuidadosamente a questão a Lhe colocar, e, repentinamente, começou a teclar:

E S T O U G R Á V I D A N Ã O C O N S I G O C A G A R.

Talvez seja estranho, mas Ele respondeu-nos 34.300 vezes.

terça-feira, abril 07, 2009

Eu não twitto, obrigado!

Como leitor ávido de textos interessantes e MAIORES DO QUE UM PARÁGRAFO, de preferência com pelo menos quatro parágrafos, recuso-me a juntar-me a esta moda do Twitter.
Também acho um disparate estar a contar a toda a gente o que estou a fazer de cinco em cinco minutos; quero dizer, quem é que tem uma vida assim tão interessante para ser seguida??? Se eu subir uma montanha verdadeiramente grande e cansativa, aí eu prometo que twittarei cada metro, até lá vão ter que ficar na dúvida sobre quantos palitos de batata frita comi ao almoço.

quarta-feira, abril 01, 2009

Shazam!!!

Novamente os jogos de virilidade.
Desta vez o objecto lançado - um isqueiro - foi-o por uma rapariga, mas com uma força e a uma distância tais que impossibilitariam uma recepção decente de um qualquer mero mortal; para piorar era noite.
Esta é uma história muito curta e rápida, tal e qual a acção narrada. Na verdade é tão curta que tive que enchê-la um bocado com este parágrafo de palha.
Eu realmente apanhei o isqueiro, e de uma forma muito máscula, como é meu apanágio em tudo o que faço. Nem sequer tive tempo para pensar; foi tão rápido que todos os meus medos, decorrentes de vários traumas da adolescência causados por objectos que insistiam em fugir das minhas mãos, não se chegaram a materializar.
Um amigo que observou todo este drama não conseguiu conter um "Uau!" dada a extrema dificuldade do que eu tinha acabado de fazer. Fingi que não era nada comigo; mantive um ar sério como se aquele acto fosse corriqueiro, como se tivesse apanhado todos os objectos lançados na minha direcção desde que nasci. Naquele momento eu tornei-me o tipo de herói que sempre sonhei ser: o Super-Mão!

P.S. Quando acabo de escrever este texto - agora; e estou numa aula - acabam de me lançar mais um sugo. Eu apanho mais uma vez. Isto começa a ser aborrecido...

terça-feira, março 10, 2009

O cinema de autor

Estou a começar a ficar um bocado farto de adaptações fiéis; já estou com saudades de ver a perspectiva dos realizadores sobre as histórias que passam para a película - o cinema de autor.
Quando havia apenas um grupo de pressão (os produtores) que forçava os realizadores a fazerem a obra mais segura e potencialmente o mais rentável possível, os cinéfilos queixavam-se; agora que são dois os grupos de pressão (os produtores e os geeks), estranhamente já ninguém se queixa...
Esta minha saturação transbordou no sábado, depois de ver os Watchmen.
Acho que há lugar tanto para as adaptações fiéis, como para as que não o são; os geeks é que estão a dar cabo disto tudo ao exigirem que um meio seja igual ao outro; e os realizadores fazem-lhes a vontade.
Eu também sou um cromo da ficção científica e da banda desenhada, e, confesso, tenho sentido sempre fortes orgasmos de cada vez que vou ver mais uma adaptação da bd ou da fc; no entanto, ultimamente, e por causa da multiplicação dos factores 'saturação' e 'o Wolverine deveria medir um 1,50 e não 1,90', começo a sentir-me exausto e, definitivamente, não completamente satisfeito.
Tenho saudades do Kubrick, que alterava a obra original - para grande frustração do autor - de modo a poder contar a história segundo a sua perspectiva. Existem outros que o fazem, mas geralmente não se interessam pelas histórias do universo geekiano.
Gostava que em substituição das versões de versões das versões originais, que já nem eram grande coisa, que é o que está na moda agora, se passasse a fazer dois filmes (por realizadores diferentes) de cada obra original: uma fiel e de grande produção, e outra indie,  de cinema de autor. E podia vir tudo no mesmo Blu-Ray.
Os cromos têm que perceber que uma coisa é um livro, outra é a banda desenhada, e outra o cinema; é impossível a tradução para o cinema de leituras que são individuais, ou seja, a minha percepção de um livro ou bd é única e nunca a verei transposta para o cinema, a menos, claro, que seja eu a fazê-lo, e mesmo assim não será 100% fiel à minha imaginação. E com esta impossibilidade presente nas nossas cabecinhas, deviamos dar carta branca (entenda-se, não melgar os realizadores) para que produzam a obra que entendem ser a mais adequada.
De qualquer maneira, estou ansioso para que estreie a adaptação fiel do Kick Ass...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Lugares reservados para pessoas cools

Quando eu era puto haviam vários métodos para se ser cool, um deles era andar com os pés para dentro, tipo aleijadinho. Não sei porquê, mas andar desta maneira era extremamente cool.
Eu, claro, nunca o consegui fazer. Sempre com os pés para fora, tipo dançarino de ballet. O que vale é que lixei os dois pés (entorse num e luxação de ligamentos no outro) o que sempre me serviu como desculpa para o meu andar de pato.
E esta história porquê? Hoje, no Metro, vi um tipo que parecia um aleijadinho a andar. O que é que eu fiz? Dei-lhe lugar, para grande admiração dele. Só depois me lembrei, assim que comecei a pensar na cara de espanto dele, que aquele andar me parecia muito familiar: era mais um gajo a querer ser cool. Não sabia que os pés ainda estavam na moda...
Antigamente havia outra coisa, lembro-me agora, igualmente saudável para se ser cool. Quando se estava parado, devia-se colocar os pés todos torcidos para dentro, de maneira que, agora sim, parecia um movimento de ballet. Isto já eu conseguia fazer.
E também é cool escrever cool com itálico.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

A vingança dos cocós

Parece que sempre que escrevo sobre algum estereótipo, um digníssimo representante aparece para se vingar.
Tenho um amigo meu que sempre que me telefona finge a voz de um cocó; mas um daqueles cocós mais afectados; e ele tem muito jeito.
Recebi um telefonema de um cocó afectadíssimo que eu pensei imediatamente ser este meu amigo. Estava enganado!
Quando este cocó começou a falar comigo eu desatei logo a rir, mas não me descaí... quero dizer, não me descaí com insultos a esta pessoa. Embora tivesse mantido sempre uma conversa inócua, estava mortinho por dizer: "Então meu mariconço? Esse rabinho? Está melhor?" - que é uma forma que nós, gajos, temos de nos cumprimentar.
Antes que eu me enterrasse formidavelmente - estamos a falar do meu local de trabalho -, este cocó identifica-se. Eu imediatamente parei de rir, e respondi, muito casualmente, como se não fosse nada comigo: "Ah! Como está? Sim, concerteza, eu passo o recado...".
Estranhamente não senti nada; nenhum remorso, nenhuma culpa, nem um poucochinho de consciência pesada, nem corei. Parece que estou a melhorar. Isso ou estou-me a cagar.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A história do cocó

Eu e a minha melhor parte estávamos a falar um dia destes sobre os dondocas, snobs e cocós, e chegamos a um consenso sobre um conjunto de hierarquias, joie de vivre e herança genética destas criaturas. Claro que não falamos com estes formalismos metodológicos, mas a minha melhor parte pede-me uma contenção linguística - menos ordinarices, portanto -, e que quando falar sobre ela que sejam tudo floreados; e como eu amo-a, faço-lhe o obséquio.
Mas voltando ao tema, a minha adorada e eu estávamos a falar fundamentalmente de cocós, mais precisamente da segunda geração que despontou destes - os cocós simples.
Então, primeiro vieram os austeros (ricos ou pobres, não interessa) que deram uma visão da vida e da sociedade tal aos seus filhos que estes tornaram-se cocós, ou seja, o facto de os seus pais afirmarem constantemente que a maior parte da sociedade, que são uns analfabrutos e uns pacóvios, não presta, veio provocar nestes uma visão correcta da realidade, mas com um preço: eles ficaram a saber que eram melhores do que os outros. Este conhecimento provocou neles um comportamento que se traduziu em: "tenho mesmo que me relacionar com os outros pobres coitados?"; pergunta usualmente feita em surdina.
Um cocó é então um snob, mas com laivos de arrogância, paternalismo e impaciência.
Depois vieram os cocós simples, filhos dos cocós.
Estes costumam levar uma educação de alguma estoicidade, no início; no entanto, os cocós originais, que têm muitas qualidades, têm um grave defeito: falta de paciência! Isto significa, invariavelmente, que os cocós simples vêem a estoicidade passar para liberalismo num intervalo de tempo muito curto. Esta dualidade de valores na educação destes rebentos de soja adicionada à percepção que estes têm da figura imponente(mente patética) dos seus pais cocós, resulta num conhecimento diferente de si e do mundo: "eu sei que sou melhor que praticamente todos (menos o zézé e a tati), mas não vou adoptar o mesmo comportamento dos arrogantes dos meus pais (pois posso ser gozado a torto e a direito), vou ser.....aarrrrggghhhh....humilde!". E assim nasceram os cocós simples.
Não nos compreendam mal, eu e a minha sétima maravilha do mundo conhecemos muitos cocós e cocós simples e gostamos muito deles - uns mais que outros -, apenas que estas coisas não são só para ver e reconhecer, são também para cheirar e falar delas.
A nossa curiosidade agora é para o que vem a seguir. Que espécie de cocó virá dos cocós simples?