sexta-feira, maio 26, 2006

Rock in... Rio?

Hoje já enganei quatro brasileiros sem querer.
Perguntaram-me onde é que ficava o Rock in Rio, e eu que vinha tão distraído a pensar nos X-Men 3, e a sua exibição no Alvaláxia, indiquei-lhes o caminho para o Estádio de Alvalade. Só quando cheguei a casa é que percebi o que tinha feito...desgraçados!
Por esta altura devem estar a rogar-me pragas e a questionarem-se, como eu, que raio faz o Rock in Rio em Lisboa e porquê que não mudaram o nome.

quarta-feira, maio 24, 2006

Moro num lar da terceira idade!

O problema em morar num prédio recheado de velhos é que de vez em quando tenho que ajudá-los a fazer alguma coisa. E nunca são coisas simples e que demoram pouco tempo...
Ultimamente ando fugido de uma vizinha, senhora já nos seus setentas - novinha, portanto! -, que está lesionada na perna, o que a impede de subir as escadas com facilidade. Ora, outro dia, para grande azar meu, não só os elevadores avariaram como tive o azar de a encontrar à porta do prédio. Ou seja, tive que a puxar tipo carroça, pela canadiana, até ao segundo andar. Ainda considerei levá-la ao colo, não por generosidade ou altruísmo mas para despachá-la mais depressa, mas depois olhei bem para o seu porte, comparei-o com o meu e essa ideia rapidamente se tornou absurda. Depois de despachada e entregue, rapidamente desci as escadas para sair do prédio (finalmente!). Azar meu, no rés-do-chão outra velha olhava desesperada para as luzes do elevador que não acendiam; quando me viu, uma luzinha acendeu-se nos seus olhos - palavra que parecia o Terminator - Esta morava no sexto andar.
De vez em quando, a minha vizinha, a tal da lesão, toca-me à porta e pede-me para mudar a lâmpada das escadas. Seria menos mal se não fosse a minha inaptidão para esse tipo de trabalhos e o encaixe ser de difícil acesso. Outras vezes é para lhe solucionar qualquer problema eléctrico, relembro que sou um incompetente nesta área.
Depois há os velhos que só querem conversa. Os assuntos raiam sempre a sua (deles) resistência ao tempo e o seu vigor apesar da idade. De vez em quando morre um e eu fico surpreendido...! Ultimamente tem havido um que está sempre a mencionar que toma banho de água gelada e que a juventude não sabe o que é o sacríficio. Ah! E que o nosso país está uma bela merda! Eu diria que este tipo está a pedi-las.
Os velhos que me irritam mais são os que estão sempre à janela, ou que vão lá espreitar assim que ouvem um barulhito qualquer do tipo eu a chegar às duas da manhã. Depois, no dia seguinte, veem-me entregar o relatório: "o menino chegou tarde!!!" ou, "o menino chegou com duas super-top models, e tarde". Ok! Esta última não é verdade. Mas irrita-me que estejam sempre de olho no que faço e a que horas chego e depois façam questão de me informar que sabem tudo!
Tentei treinar o meu cão a reconhecer velhos e a atacar, mas eles foram mais espertos e quando o vêem dão-lhe doces iguarias e promessas de mais ossos. O meu cão foi comprado pelos velhos! Traidor!!!

segunda-feira, maio 22, 2006

MÁS condutoras!

Novamente, quase fui atropelado.
Desta vez estava a atravessar a passadeira, o sinal verde para os peões estava aceso. Ía a meio da estrada quando vejo um automóvel a vir na minha direcção, só tive tempo de duas rápidas passadas para trás - foi por pouco! - Ainda fiquei com os braços abertos e no rosto uma forte indignação, mas de nada adiantou porque o veículo nunca parou, nem sequer travou.
Claro, a minha curiosidade, que não é diferente da de ninguém, levou-me a olhar para o condutor. Não foi surpresa nenhuma quando constatei que era uma condutora...
Vou ver se não me esqueço de contar quantos são os e as piores condutores de Portugal - aquele programa novo -, gostava de saber para x condutores maus, quantas condutoras há?
Chamem-me machista à vontade, mas ao menos com este preconceito sempre presente, lá me vou safando destas loucas perigosas.

sexta-feira, maio 12, 2006

Os momentos não se repetem

A pior coisa que posso fazer quando algo rotineiro se torna agradável, é antecipar, daí em diante, que o aborrecido se transformará em interessante. Nunca acontece!
Mas como "a esperança é a última a morrer", aquilo que me aborrecia de morte súbitamente ganha um potencial valor acrescido de felicidade.
Por experiência sei que o raro é realmente raro. E o que acontece uma vez de bom, acontece todas as vezes de mau.
O que é irritante é que a partir do momento que passo por uma singularidade destas, começo a procurar sinais e parâmetros que em determinada conjunção podem-me proporcionar mais belos e agradáveis eventos. Esqueço-me sempre que a singularidade é singular...
Chego a um ponto em que a maior parte das secas por que tenho que passar já foram, por uma vez, muito agradáveis. E das duas, uma: ou tento constantemente repetir a experiência, seca após seca; ou desisto logo a seguir à singularidade, com a perspectiva de que nunca mais se repetirá, bem presente.

A vida é feita de momentos encerrados na rotina
A rotina é a totalidade da vida mais os momentos
Os momentos fogem à rotina sendo parte dela
E tudo isto não rima, sou um poeta contemporâneo
E para ficar melhor ainda, deixo o poema acabar ímpar e longo

quinta-feira, maio 04, 2006

Malditos não-apreciadores de música alta!

Eu gosto muito de ouvir música "alta". Comigo o volume está sempre acima!
Mas, claro, conheço algumas pessoas que não podem ouvir o som celestial da música. Quando estas pessoas me fazem o favor de tolerar o "som" que ouço, emitem continuamente sinais da sua irritação: são os 'nts!' ou 'ts', são os movimentos contínuos e espasmódicos, são os tiques e as célebres sentenças - estou a ficar com dor de cabeça!
Quando me vejo na companhia de uma semi-colcheia destas, não só perco a vontade de ouvir música, como fico angustiado e stressado também. A partir do momento que ouço um 'ts' perco logo a concentração e o prazer.
Normalmente, deixo ficar a música no volume em que estava: Posso ficar todo stressado, mas levo o semi-tom ao suicídio; Posso não ouvir nada, mas o solfejo afónico vai à loucura!; Posso ficar angustiado, mas o maricas do dórémi tornar-se-á epiléctico e com graves crises de asma (sem qualquer insulto aos que já o são e gostam de música).
Música, só em casa, com companhia apropriada ou sozinho.

quarta-feira, maio 03, 2006

Gases, tosse e cegueira histérica

Desde que li em algum sítio que uma das coisas a fazer quando se está a ter um ataque cardíaco é tossir, para obrigar o coração a bombar, bem... desde essa altura que tenho tossido mais que o normal.
Há quem me chame de , mas eu não creio que o seja porque não tenho a mania dos medicamentos. Agora se me chamarem de sugestionável, já estarão mais perto da verdade.
Lembro-me que quando era puto, bastava ver um documentário sobre um "mal" qualquer, ou mesmo ouvir a descrição de alguma doença e era o suficiente para daí em diante eu começar a imaginar os sintomas e diagnosticar imediatamente o meu fim próximo.
Houve uma altura em que todas as quartas-feiras das 15h00 às 15h30, exactamente, ficava sem ver do olho direito - O que me deixava muito assustado! - Nunca percebi o que era, mas agora, que me conheço melhor, calculo que tenha sido sugestão de algum episódio da Casa do Terror.
Já mais velho, adolescente, sentia frequentemente fortes pressões no peito. Imediatamente lançava o polegar ao pulso. Acontece que em certas alturas as batidas do meu coração ou eram muito espaçadas ou quase não se sentiam, o que me levava a pensar que estava morto e ainda não tinha percebido, ou que estava prestes a...
Hoje em dia sei que todas essas pressões que sentia e continuo a sentir de vez em quando no peito, não passam de gases. De qualquer maneira vou continuando a tossir, não vá o Diabo tecê-las.