terça-feira, agosto 29, 2006

Marco Paulo vs D'Zrt

Às vezes critico os putos desta geração por ouvirem coisas como os D'Zrt ou a Floribela, mas é uma crítica infeliz.
Lembro-me que quando era puto gostava de ouvir o Marco Paulo e as Doce, e se a minha mãe me tivesse levado, eu iria de bom grado a vários concertos destes deuses de ontem.
Como os putos de hoje, também eu sabia as letras de cor e passava a vida a cantá-las.
No fundo quem tem mau gosto sou eu, ou melhor, era eu quando era puto.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Capas de celulóide

Eu não confio num livro com a capa da adaptação cinematográfica. Tanto é assim que já deixei de comprar vários livros por esta razão.
Se sou assíduo visualizador de cinema/vídeo, também o sou de literatura. E se aprendi uma coisa foi que, à excepção das adaptações feitas por Kubrick e Malick e outros poucos, as adaptações cinematográficas pertencem ao reino da caca rala.
Bem sei que os livros editados com a capa da última adaptação na película devem ter o mesmo conteúdo de edições anteriores. Mas a observação da capa - coisa que faço frequentemente - remeter-me-ia para a memória da adaptação ou, caso não a tivesse visto, para uma imaginação do cenário e personagens mais pobre e circuncisada.
Também desconfio destes livros porque, à semelhança das hollywoodescas adaptações, tenho medo que a tradução e revisão destes seja igualmente pobre e atroz.
Se a venda destes livros pertence a uma onda de marketing pós-filme, onde o lucro impera sobre a razão, eu pergunto-me se quem vê e gosta deste género de adaptações (de lixo) gosta realmente de ler? E se quem lê por gosto tem necessidade de uma pré-masturbação visual?
Regra geral leio sempre o livro antes de vêr o filme. Não porque quero comparar os dois (embora a comparação seja inevitável), mas simplesmente porque quero tomá-lo puro.
Algumas vezes, quanto tomo conhecimento de que certo realizador vai adaptar determinada obra que não li, a minha curiosidade leva-me a melhor. Mas apenas por conhecimento da qualidade de critérios deste realizador. Depois de lido fico a imaginar como é que a adaptação será feita e se será possível.
Se o livro conspurcado tira-me a pica, já o filme prometido saliva-me a boca.

O Spartacus dos infiéis

Eu não consigo acreditar que hajam tantas pessoas crentes.
Parece-me que para se ser crente é necessário ter fé. Fé em algo transcendental, algo não palpável ou observável, algo tão improvável que é quase impossível. E esta característica (loucura) é muito rara.
Quando vejo as grandes multidões a professarem a sua fé, penso logo em clubismo, pressão de grupo, colectividades de recreação, solidão, e...medo!
O medo talvez seja o factor mais importante: medo de ser diferente; medo de racionalizar o nosso fim; medo de que os "outros" tenham razão afinal de contas, etc.
Poderão argumentar - Mas tu és ateu, o que é que percebes de fé? - Sem dúvida um bom argumento. Mas apesar de não ter fé em deuses ou profetas, não deixo de ter fé. Fé em mim, fé em ti e fé na humanidade.
A fé em algo tão louco como um paraíso e não sei quantas virgens ou uma morte eternamente feliz depois de uma vida efémera e miserável não é razoável (ou provável) para quem pensar um pouco.
E é por esta suspeita que acredito que as religiões terão um dia o seu fim. Quando o ser humano deixar de ter medo. Esse será o dia do nascimento do Spartacus do amanhã: O homem livre.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Apertos e meias

Eu sou um daqueles chatos que dá importância à pressão exercida por centímetro quadrado num aperto de mão. No entanto julgo que isto tem tanta importância como as meias brancas.
Se eu aperto com vigor todas as mãos que me aparecem à frente, o mesmo já não acontece se o dono destas for desprezível, cheirar intensamente mal ou tiver uma manápula enorme. Nestes casos o meu aperto é o de um autêntico verme sem personalidade. E para calçar meias brancas seria preciso que as minhas duzentas e cinco (são muitas, não sei quantas são) meias escuras estivessem todas sujas.
E o que dizer da maior parte dos países anglo-saxónicos em que o aperto de mão é de um peixe morto e as meias brancas são as únicas no armário. Será que nestes países ninguém tem carácter nem bom gosto?
Se a não observância destas regras, universalmente, parece não ter qualquer relação com algum defeito educacional ou estético, então só posso estabelecer (sem muito estudo sobre a situação, apenas alguma reflexão dedutiva) duas causas aparentes: tradição e regras locais de boa educação.
No entanto, quando não se segue a tradição e a boa educação, somos imediatamente (e com razão) rotulados de mal educados e marginais.
Em conclusão e de um modo geral (Mundo) o aperto e as meias não têm relação com a educação e o gosto, mas localmente (Portugal) têm. O que sugere que a relação só existe em determinados pontos geográficos, o que é suficiente para a tornar verdadeira.
O melhor é continuar a seguir estas regras locais, mesmo lá fora. Não há como um bom aperto de mão e um belo par de meias escuras.

terça-feira, agosto 22, 2006

Carecada ariana

Ontem cortei o cabelo com pente dois - uma carecada, portanto.
Não passei uma boa noite de sono: suei imenso da (ou na?) cabeça.
Hoje de manhã fui passear o cão, ainda tonto de sono - eu, não o cão -, depois tomei o pequeno-almoço e preparei-me para mais um dia "duro" de trabalho. Saí. Não sem antes despedir-me do meu cão - Adeus Kiko!
Uma pequena nota só para informar que ontem quando fui cortar o cabelo, como já estava na hora de ir passear o Kiko, disse-lhe que esperasse meia-hora que eu já iria. Só quando saí de casa é que me lembrei que estava a falar com um cão e que, independentemente de ele até ser muito inteligente, acho que ainda não percebe muito bem a noção de tempo e a sua divisão em unidades.
Adiante. Mais tarde, quando saí de casa para o trabalho, ao passar pela pastelaria que está, digamos, germinada no meu prédio, reparei numa enorme suástica desenhada no passeio mesmo à frente da esplanada. Veio-me logo à cabeça um pensamento: Vândalos!
Enquanto andava, comecei a pensar que espécie de animal faria uma coisa destas. Uma coisa leva a outra e pimba! A descrição física padrão de uma besta neo-nazi obscureceu-me a memória. Mas agora este tipo fazia-me lembrar alguém. Puxei mais pela massa cinzenta, que aquela hora da manhã (10h00) ainda estava gelatinosa, mas continuei a puxar. Horror dos horrores, aquele tipo, tirando a roupa, as botas e a cara de asno, só deixando o couro cabeludo, aquele tipo era eu...um careca!!! Heil...a minha cabeça! O que eu fui fazer, agora pareço-me com um animal. Já não bastava não ser nenhuma beldade, e agora ainda fui piorar as coisas e transformar-me numa besta!
O que vale é que o cabelo cresce. Bem...à frente é que já não.

quinta-feira, agosto 17, 2006

A razão perde-se?

A razão perde-se consoante o comportamento de quem a tem? Não me parece. Ou se a tem ou não se tem. Pode-se é dizer que o sacrista apesar de ter razão está a comportar-se de forma a não receber nenhuma palmadinha nas costas.

quarta-feira, agosto 16, 2006

What if...Andre was destroyed by a rotten tomato?

Se há coisa que me aflige em relação às pessoas próximas de mim é o que possam dizer em momentos inadequados com conteúdos ainda menos adequados.
Eu nem me posso queixar muito porque sou uma espécie de Rei a mandar bocas idiotas e com péssimo timing.
De qualquer maneira o meu próprio defeito - tenho a certeza que passado hereditariamente - é o meu grande medo. Nem percebo porquê. De modo geral não me preocupo muito com o que terceiros possam pensar de mim. Por outro lado até sou um gajo que cora com bastante facilidade...
Abro aqui um parêntesis para relatar a minha última aventura no campo dos tomates maduros - Regressava eu a casa, de metro, vindo do cinema. Na minha cabeça ainda se desenrolava o excente Superman Returns. Nisto uma rapariga esbelta vem-se pôr mesmo ao meu lado. Todos os meus pensamentos sobre um homem que voa foram substituídos por várias imagens desta rapariga em poses sensuais, também a voar. E quando este tipo de pensamentos trespassa a minha cabeça, rapidamente é substituído por outro que é uma frase em grandes letras néon a piscar e que dizem: Vais corar!!! Depois disto a minha ideia em sair duas paragens a seguir foi substituída por quero sair daqui imediatamente!, o que realmente aconteceu.
Talvez esta seja a minha kryptonite. O que vale é que não actua sempre.
Mas voltando ao tema. Muitas vezes ponho-me a sonhar acordado. E, estou certo, como a maior parte das pessoas tenho propensão para destruir metade dos sonhos com um fim alternativo. Um fim destrutivo recorrente é um em que alguém próximo com um mau comentário na altura errada começa a bola de neve que irá destruir a minha aldeiazinha de harmonia.
Talvez tenha lido muitos What if...? da Marvel...

sexta-feira, agosto 11, 2006

A revolta Ocidental

A realidade que eclodiu ontem (10 de Agosto de 2006) em Londres, relativamente ao desmantelamento de um grupo que se preparava para lançar uma onda terrorista sem precedentes através do transporte de explosivos liquídos para os aviões, relembrou-nos mais uma vez uma realidade a que não podemos fugir: O perigo espreita em plena Europa!

Digo em primeiro lugar que sempre fui e serei de Esquerda em termos de ideologia política e social. Como também sou Ateu. Mas, acima de tudo, e ao contrário da maioria das religiões (principalmente as mais representativas em termos de crentes) preservo a vida humana como o valor mais sagrado. Parafraseando o ditado israelita que aparece na Lista de Shindler "quem salva uma vida, salva o mundo inteiro".

Admito que sou racista e xenófobo!! Admito não, digo alto e bom som que sou racista e xenófobo!! Mas, ao contrário do que é habitual, não o sou por olhar para a cor da pele ou proveniência geográfica de uma pessoa!! Não, sou racista e xenófobo perante as ideias e a mentalidade das pessoas!!

E em relação aos muçulmanos, sou inteiramente racista e xenófobo!!

Mais, não acredito naquela teoria que nos querem impingir (principalmente depois do 11 de Setembro) de que existem muçulmanos maus e bons!! Que os atentados terroristas e o fundamentalismo religioso é partilhado por uma infímia minoria. Obviamente que uns têm uma lavagem cerebral mais perfeita do que outros!!

Acredito, principalmente, que só uma pequena minoria tenha a coragem, capacidade e possibilidade de perpetrar os actos horríveis e cobardes que os muçulmanos praticam.

Não acredito na cara do Sheik Munir (líder religioso da comunidade islâmica portuguesa) quando vem à televisão referir com inteiro descaramento que condena os atentados para de seguida tentar dar todas as desculpas possíveis e imagináveis para o sucedido, como se estivesse a afirmar que o problema foi eles terem escolhido os aviões!! Enfim, poderiam ter canalizado a revolta (revolta de quê pergunto eu??) por outras vias!! Se calhar a jogar à sueca com os amigos e de seguida disparar contra a bilha do gás, questiono-me eu??

Chegou a hora de nos revoltarmos!!!

Chegou a hora de não tolerar qualquer manifestação de intolerância por parte dos islâmicos em território Ocidental, de não ficarmos calmos e serenos a observar o rebanho de islâmicos a proclamar palavras de ordem contra o ocidente e incentivando a violência e a "guerra santa", com o argumento de que somos uma sociedade democrática e livre.

Nos casos de incentivo à intolerância por parte dos muçulmanos, deveria aplicar-se pena de prisão imediata e perpétua (se bem que a pena de morte por asfixia depois de terem engolido 4 quilos de carne de porco era o ideal), isto no caso dos islâmicos que são cidadãos dos países ocidentais. Em relação a um cidadão estrangeiro, deveria ser aplicada pena de prisão imediata e, depois de devidamente interrogado para tentar obter o máximo de informações possível sobre a comunidade islâmica, aplicava-se a deportação imediata para o meio do Sahara, e ele que aguardasse que maomé o fosse salvar!!

Chegou a hora de pararmos a proliferação de templos e casas sagradas islãmicas com uma data de imãs sentados a um canto, com aquele aspecto típico de quem não toma banho há 10 anos, a vociferar palavras de ordem contra os ocidentais. Acabemos de imediato com aquelas que se sabem que são um antro de terroristas!!

Os Ocidentais têm que promover uma nova legislação mais abrangente de combate anti-terrorismo. Os islãmicos, têm de ser considerados culpados até prova em contrário, e não aplicar a máxima (correcta diga-se de passagem, em situações normais) de que uma pessoa é inocente até prova em contrário.

E, sinceramente, julgo que um esforço conjunto de todo o mundo ocidental para ocupar em termos militares e civis, os países muçulmanos, não seria mal pensado, como aliás julgo que vai acontecer no futuro.

Porque, ninguém tenha dúvidas, quando a mama do petróleo secar, os islâmicos (principalmente os àrabes, obviamente), não vão sobreviver, habituados que estão a nada fazer e a viverem dos rendimentos do ouro negro (nem que seja uma sobrevivência miníma garantida pelo senhor do petróleo que os deseja ver numa miséria controlada para garantir que a sua ignorância e incultura é sinómino de inexistência de problemas sociais). Bem como os terroristas, desde o jovem de 13 anos que atira pedras na Palestina, até ao adulto residente há 10 anos em Londres que se faz explodir em pleno metro londrino, irão deixar de ter, sem o petróleo, os seus financiadores principais. Esses mesmos que são os altos dirigentes nacionais e prósperos negociadores de petróleo com os ocidentais.

Tambem nisto, muito deveria mudar, e a aposta definitiva nas energias alternativas em substituição total do petróleo, era o passo a tomar (já temos tecnologia para tal, falta apenas o investimento necessário para que ela se torne acessível para todos)

E, caro leitor, antes de me chamar racista e intolerante, faça uma introspecção e verifique se não é exactamente isto que pensa, e o que ouve quotidianamente na rua, no emprego e no círculo familiar e de amigos!!

quarta-feira, agosto 09, 2006

Emprestada-me!

Segundo a minha experiência de (árdua) vida, sei que não se deve falar excitadamente do último objecto que adquirimos. Corremos o risco que possa ser levado por terceiros com uma ou mesmo duas mãos...
Ao longo de mais ou menos 30 anos tenho tido o hábito de emprestar muito facilmente aquilo que me dá prazer, para descobrir um pouco mais tarde que nunca mais (a não ser que o adquira outra vez) sentirei prazer com aquele objecto.
Infelizmente o conceito "emprestar" continua a ser demasiado estranho para, ainda, demasiadas pessoas. Este é geralmente confundido com "dar" e "estás lixado, nunca mais o vês!".
É minha convicção que enquanto este conceito não for apreendido, não conseguiremos chegar ao nível evolutivo exigido (já há muito tempo) pela U.E.

Nota:
Se não descrevo e nomeio o tipo de objectos que menciono, é por duas razões: 1 - Não me quero tornar repetitivo; 2 - Quero dar oportunidade aos homossexuais para mandarem as suas graçolas em relação ao "objecto". Afinal se não fossem eles este blog não teria tanta piada.