quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Carregar sofás já não é o que era

Ao fim de vários dias de perseguição, com o objectivo de me fazer carregar um sofá, a minha mãe apanhou-me. Ao carregá-lo, momentos semelhantes àquele desfilaram em rápida sucessão na minha mente. O que provocou esta near death experience foi: primeiro, o sofá era pesado e não dava jeito para carregar; segundo, e mais importante, o carregador ajudante...
Antes de descrevê-lo, tenho primeiro que lembrar algumas figuras, minhas (nossas) conhecidas, e a sua relação com o transporte de objectos pesados e de volume e massa desconhecidos.
Primeiro houve aquele (figura querida de todos nós - os carregadores!) que quando se deparava com um objecto para transportar, dava um passo atrás e dizia: "temos que pensar sobre isto de forma empírica!"; e seria a atitude mais inteligente a tomar se estivéssemos a olhar para um pesado e complicado objecto e não uma escrivaninha...!
Houve também aquele que não mexia uma palha (não tirava as mãos dos bolsos) enquanto EU não lhe dissesse exactamente aquilo que íamos fazer. Tinha que lhe dar instruções para todos os movimentos - era frustrante!
O meu favorito, porque também sou assim, é aquele que para transportar um frigorífico de um segundo andar para o rés-do-chão, olha para mim e desata-se a rir, isto de dois em dois degraus, o mesmo acontece comigo, reduzindo o rácio de dois degraus para um. Ou seja, um percurso de dois andares pode bem ser relativamente rápido para qualquer outra pessoa, mas se formos os dois incubidos de tal tarefa conjuntamente, é certo que vamos demorar pelo menos uma meia hora. Não sei se já disse que demoramos quinze dias a pintar uma casa e no fim resolvemos fazer um jogo de futebol (para comemorar) que deixou algumas marcas nas paredes, obrigando a mais dois dias de pinturas para tapar as respectivas...
Depois existem as mulheres. Trabalhar com elas é coisa a que me recuso terminantemente...umas vezes sem sucesso; Elas são complicadas e picuínhas, e, para agravar, são fraquinhas! Eu gosto de pensar em mim, homem, representante dos homens, como um ser prático, com planos que começam de forma simples e só depois se vão complicando (tipo funil). A mulher é ao contrário, primeiro complica e depois...tenta simplificar, o que torna as coisas piores, pelo menos para as nossas mentes. Nós gostamos de começar a construir a partir das fundações e não com origem no vazio.
Finalmente o último carregador ajudante com quem tive que carregar o sofá ontem à noite. Só posso descrevê-lo como algo de tirano. De facto, uma coisa com um potencial tão cómico, perdeu toda a graça e tornou-se num exercício físico tensamente militar. Eu tinha "ordens" até para a exacta posição das minhas mãos. Como não gosto de ordens, não punha as mãos onde me "mandavam" pôr, o que levava a fortes argumentações do meu "patrão". Qualquer sugestão da minha parte era recebida com um: "lá estás tu!"; Felizmente, quando tinhamos descido um andar (ainda faltavam dois), ocorreu-me que podíamos usar o elevador. Fui recebido com mais um: "deixa-te lá de coisas!"; Consegui levar a minha avante, e a partir daí, nada mais de complicado há a relatar.
Dito isto, fica a nítida impressão que:

a) não gosto de carregar coisas;
b) sou esquisito em relação ao género e tipo de ajuda.

Em conclusão, quem me quiser pedir ajuda para este tipo de coisas, é bom que seja boa companhia e me faça rir, ou então não vale a pena e prometo que a minha cara de enjoo será insuportável.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Trabalhar é viver

A semana passada foi emitido um documentário na televisão sobre a vida do Professor e investigador português , e entre as muitas coisas excelentes que pensava e dizia este Professor, uma ficou-me retida na memória: "...os homens não nasceram para trabalhar mas para criar..."; É de facto o que sempre pensei, especialmente às segundas feiras. Não é que eu faça alguma coisa formidável nos meus tempos inactivos (leia-se não produtivos), a maior parte destes são passados a ler e a ver filmes, mas gostava que me dessem a escolha entre produzir e sentar.
O trabalho também pode ser mal entendido. Se o trabalho, numa visão economicista, é sempre uma boa razão para explorar alguém (muitos alguéns), já numa perspectiva física e/ou biológica, está inerente ao simples facto de estarmos vivos. Nesta última, o trabalho pode ser muito bom: comer, sexo, dormir; ou muito mau: mover pedras d'um lugar para o outro numa pedreira, aturar um suposto superior hierárquico, permanecer no mesmo sítio durante oito horas...
Portanto, quando me acusam de não fazer nada, ou de agir como uma planta na fotossíntese, eu agora já posso responder que estou vivo, logo trabalho.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A criatura alegremente histérica

Quando estou num qualquer sítio de atendimento público, se há coisa que detesto, mais ainda que as velhas a passarem-me à frente, são os conhecidos, amigáveis e histéricos, dos empregados desse mesmo sítio.
Normalmente este chiadeiro anuncia a sua chegada de forma bastante ruidosa e "amigável", como se toda a gente ficasse muito contente de finalmente o ver chegar, mesmo aqueles que não o conheciam, até então, de lado nenhum (eu!).
Aparentemente esta criatura deve pensar que antes da sua chegada estava tudo aborrecido de morte (o que não está longe da verdade), até que, felizmente, ela chega, com a sua alegria contagiante (uaaaahhh), e salva o dia...
Mas há pior: Quando vou a algum sítio com maior frequência, é quase certo que vou acabar por conhecer uma destas melgas (devo ter uma daquelas caras muito estupidamente simpáticas...); Acabam sempre por meter conversa comigo.
Depois, das próximas vezes que a criatura irromper histericamente por esses serviços, cumprimentam-me, berrando alegremente, e obrigam-me a retorquir de forma quase gritante e forçadamente alegre.
Se fujo de alguma criatura, é desta.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Desta vez são quatro de cada.

Mais uma vez, e a responsável é a mesma: Patrícia da Austrália.

4 empregos que já tive:
- Servente das obras (durante um mês). E com que musculatura fiquei...;
- Pescador;
- Ajudante de cozinha;
- Escriturário.

4 filmes que posso ver vezes sem conta:
- Le grand bleu;
- Arizona Dream;
- Paris, Texas;
- Young Frankenstein.

4 sítios onde vivi:
- Alvalade
- Moçambique
- Sete-Rios
- Alvalade

4 séries televisivas que não perco (e que estão em exibição aqui e agora):
- Lost;
- Sopranos;
- Espaço 1999;
- Dr. House

4 sítios onde estive de férias (e gostei. Uns vou poder voltar, outros nem por isso):
- Banzão;
- Lagos;
- Banzão;
- Lagos.

4 dos meus pratos preferidos (é pá, isto varia muito com os dias!):
- Bacalhau no forno com broa;
- Caldeirada (minha);
- Uma comida mexicana que não sei o nome porque estava com uma grande bebedeira nos cornos;
- Arroz de tamboril.

4 websites que visito diariamente:
- blogs amigos;
- blogs outros;
- bué;
- bué.

4 sítios onde gostaria de estar agora:
- em casa...
- ...com os amigos...
- ...a comer e beber...
- ...e a conversar e jogar.

Sou um rapaz pouco ambicioso, não quero muita coisa, nem fiz grande merda. Mas mesmo assim, fiz mais que a maior parte dos papalvos que me irritam. E é por essa razão que me dou ao luxo, todos os dias, de lhes /&%$/% os chifres!!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

A maldição da saliva

Não sei se numa espécie de vingança ou num cruel (e nojento) acaso, dei por mim a ir com a mão quase no ar, no caminho para casa, por esta se encontrar "toda" molhada com saliva.
Isto aconteceu no Lidl, onde fui comprar o almoço - salsichas. Ao empurrar a porta de entrada, senti imediatamente a minha mão inusualmente molhada. Levei a mão até ao meu campo de visão e, desgosto dos desgostos, estava salivada!!!
A textura da saliva não engana - espumosa e branca.
Pensei logo: Será que algum velho leu o meu blog e se está a vingar?
Olhei para todos os lados, à espera de encontrar algum monstrinho a olhar para mim com um sorriso maléfico...nada!
Malditos escarradores!!!

Escarretas e velhos

Se há coisa que não suporto são os velhos escarreteiros.
Em português decente diz-se cuspo, mas o que estes gajos - os velhos - fazem, é de tal forma nojento que houve a necessidade de inventar uma nova palavra, igualmente nojenta: a escarreta!
Sempre que vejo um velho a mandar uma, traço-lhe (sem olhar para ela, para não ficar cego) logo a rota. Assim não corro o risco de pisá-la e escorregar.
Se ouço o muito audível ruído de uma, mesmo atrás de mim, procedo à minha cara de nojo habitual, olho para trás e para as minhas calças. Não fico descansado enquanto não chego a casa para passar uma inspecção geral ao meu vestuário.
O mais engraçado é que estes gajos quando vão para o estrangeiro mudam logo de atitude. O nosso país deve ter uma tabuleta à entrada que diz "Zona Livre para Escarretas".
Os únicos velhos que me tranquilizam são aqueles que trazem uma máscara de oxigénio. Estes já não conseguem cuspir. Se o fizessem, das duas uma: ou entopiam a máscara, ou ficavam de tal forma secos que desidratavam até à morte.
Um acessório igualmente nojento, e que é transportado por estes cuspidores, é o lenço. Mas quantos metros de tecido levam eles? Se passam a vida a cuspir e a assoarem-se lá para dentro, deveria chegar a um ponto de ruptura, mas aparentemente não. Passam o dia nesta brincadeira. Não fosse eu já ser crescido diria que não é um lenço mas sim a mala do Sport Billy.
Só ainda não me decidi de qual eu gosto menos, se das verdes ou das amarelas...não, não são as malas.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Que ganda amaral!

Mais notícias do Maomé e as suas aventuras na Europa - Pode-se escrever Maomé?
Enquanto no resto da Europa, a opinião é consensual que os Estados, os Governos, as Instituições, não devem pedir desculpas por o que um ou mais sujeitos fazem nos seus tempos livres com um lápis e um papel, cá em Portugal temos um sujeito de seu nome Freitas do Amaral, que decide, em nossa representação, que o Governo português "lamenta e discorda" da publicação de "cartoons" sobre o profeta Maomé que "ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos".
Entre baixar as calcinhas e mandar os outros baixá-las, não sei...
Por mim este gajo não fala, porque eu não lamento nem discordo.
Não conheço Alá, nem Deus, nem Odin, nem nenhuma destas figuras. E já há algum tempo que desconfio que não existem, penso que nos andam a enganar.
Espero que este AMARAL não se meta em mais nenhum safári aos limites (?) da liberdade de expressão.

A resposta na ponta da língua

Tenho que confessar que o meu raciocínio não é dos mais rápidos. Nisto desejava ser mais como a minha irmã ou sobrinha que têm sempre uma resposta na ponta da língua.
Ainda hoje me deparei com uma situação que exigia uma resposta rápida e incisiva, mas só passados uns dez segundos é que me surgiu uma resposta brilhante...que depressa se apagou. A pessoa a quem a minha fúria se iria concentrar num foco - tipo laser - capaz de furar carne e roupas, já não se encontrava à minha frente, já estava entretida com outra coisa. A resposta teria perdido toda a sua força se fosse enviada agora. Então resolvi esperar. Esperei que essa pessoa me dissesse novamente a mesma coisa - claro que não disse! -; mesmo assim esperei a manhã toda...com a resposta na ponta da língua.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Palmas para Vasco Rato

Vi ontem os Prós e Contras sobre a liberdade de expressão, mais específicamente sobre o cartoon do Maomé a fazer de terrorista.
Para meu desagrado, verifiquei que tinham um comentador convidado chamado Vasco Rato. Não é pelo nome que eu não gosto dele, embora não ajude nada, mas pelos seus comentários da treta que costuma fazer e ontem não foi excepção. Grande parte do que Vasco Rato disse foi uma quantidade inominável de tretas, que só aquela cabecinha podia inventar. Mas não vale a pena estar para aqui a enunciar o óbvio. Eu só não percebo como é que um tipo destes, que cada vez que abre a boca diz alarvidades, é professor universitário...??? Mas tenho que dar a mão à palmatória, porque o único argumento que fez sentido, saiu exactamente da boca de Vasco Rato. E vou citá-lo de memória: "...a liberdade de expressão irá ferir sempre alguma suscetibilidade..." e "...é a vida!". O que até deu lugar a uma ovação.
Sou a favor da liberdade absoluta de expressão. Mas não sou contra as manifestações (pacíficas) contra a publicação deste cartoon. Porque a liberdade de expressão assiste a todos, inclusivé aos que não a toleram.

P.S. Confirma-se: Freitas do Amaral é fascista!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Futebol, niilismo-ativo e estudo de cenários

O comportamento incoerente do Benfica é apenas um reflexo da falta de civismo da nossa sociedade. Apesar desta comparação, e de ser simpatizante do Benfica, não venho para aqui escrever sobre futebol. Até porque não percebo nada do assunto.
Ao longo do tempo as nossas equipes de futebol têm sido sempre um ótimo laboratório do caldo primordial português. Tudo o que está errado na nossa sociedade reflecte-se no cenário futebolístico: falta de profissionalismo; falta de seriedade e integridade; selvageria; barbárie; falta de entendimento das regras mais básicas; individualismo; batota; fingimento histérico; falta de honra; criancice/infantilidade; vale-tudo; etc.
O que ao princípio aparentava não ter qualquer utilidade - as derrotas do Benfica -, agora, como parte integrante do panorama português, vem provar que, para além de útil, é igualmente construtivo e didático.
Penso que ao observarmos um jogo de futebol nacional estamos perante um exercício de auto-análise de escala étnica.
Se todos nos dedicarmos, de cabeça fria, a esta contemplação do eu, talvez num futuro próximo estejamos mais perto de uma perfeição europeia nórdica, tão almejada pela nossa elite intelectual, e, quem sabe, também nós possamos fazer parte desta, que nos ofende diáriamente com palavras caras sem nós darmos por isso, e sermos mais felizes, sendo mais civilizados.

É irritante!

Irritam-me as pessoas que andam aos ziguezagues à minha frente, nomeadamente (note-se que é raro utilizar este advérbio) os velhos!;
Irritam-me as pessoas que passam a vida a emitir tssss! e aiii!!!, especialmente se estão ao meu lado;
Irritam-me as pessoas que têm a mania de espreitar sobre o meu ombro para ver o que é que eu estou a escrever;
Irrita-me sair da casa-de-banho, da secção cagatorium, e a secção lavatorium (que é junta à secção mijatorium) estar cheia de pessoas estranhas, e que me olham de um modo estranho;
Irrita-me ser tão irritável.

Cinco hábitos estranhos

Acedendo ao repto da Patrícia da Austrália, resolvi divulgar cinco hábitos meus que podem ser considerados estranhos:

  1. De manhã olho várias vezes para a minha braguilha para verificar se todos os botões estão de facto fechados e se a tumescência matinal já desapareceu...
  2. Não gosto de urinóis públicos, tenho uma bexiga envergonhada. Mas se mesmo assim me atrevesse a fazer parte de uma "manada" de animais, todos a descarregar junto a uma parede, desatava-me a rir.
  3. Sou viciado na National Geographic. Todos os meses a compro mas raramente a leio.
  4. Sofro de ansiedade com todos os bons filmes que estão para sair. Mesmo que ainda falte um ano para eles estrearem.
  5. De vez em quando insulto alguém de forma involuntária e depois peço mil desculpas e ficamos amigos???
Apesar das expressões de nojo e de revolta no ar, não posso deixar de continuar o desafio da Patrícia e pedir a todos que lerem isto para fazerem o mesmo nos vossos blogs. Caso não os tenham, podem fazê-lo aqui em forma de comentário.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Enjoos

Eu sempre enjoei em quase todos os tipos de transportes (excepto aviões e comboios - sim o metro também é uma espécie de comboio), mas ultimamente - nos últimos anos - os meus enjoos não têm sido tão intensos como eram. Até esta quarta-feira!
Nesse dia tive que ir a um Workshop na Universidade Atlântica (Oeiras). Fui e vim de táxi. Se para lá enjoei, para cá fiquei mesmo mal disposto. A tal ponto que à noite ainda via o taxímetro às voltas na minha cabeça.
Não sei o que é que se passa comigo para ter regredido neste aspecto.
Talvez seja por ter deixado de fumar? Ou então estou-me a tornar num verdadeiro mariquinhas...
Claro que se for a conduzir, ou mesmo no lugar do morto, já não enjoo - tem a haver com o equilíbrio -, o que me leva, sempre, a combater pelo lugar da frente.
Ontem (quinta-feira), almocei fora e comi umas pataniscas com arroz de tomate. As pataniscas estavam ultraoleosas, o que me deixou, outra vez, mal disposto para a tarde toda. Também não podia refilar, porque era um daqueles restaurantes (tasca) que vendem refeições a três euros.
Hoje tenho andado bem, mas já sei que segunda-feira vou estar enjoado outra vez, mas isso é por outras razões.

Masturbação acusatória

É engraçado que nós, os portugueses, gostamos de nos insultar de uma forma tão masturbatória. Gostamos de nos insultar e apelidamos todos de tacanhos e pequeninos, de mentalidade básica. Como toda a gente pratica este exercício, a lógica diz que não há excepções e todos são o que acusam. Daí a masturbação "gentil" que fazemos uns aos outros.
Mas não deixa de ser divertido, e não deixa de ser verdade: Há muita gente básica por aí...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

O bolo azul

Para grande irritação da minha mãe, eu sou daquelas pessoas que tem que cheirar tudo antes de provar. E faço-o com um ar inquisidor (se não mesmo inquisitório). E depois digo-lhe: "não está bom, nem está mau, come-se!" ou "falta aqui qualquer coisa...". Ela não acha piada nenhuma. Eu acho.
Para dizer a verdade a minha mãe não é a melhor cozinheira que conheço, longe disso. Então, por segurança, vejo-me obrigado a cheirar e a atestar a textura, forma e cor.
Ainda hoje se contam histórias do célebre bolo azul que a minha mãe fez e eu comi. Não deviam ter passado mais de vinte minutos quando começou a fazer efeito: comecei a sentir-me mal disposto, com uma pressão no peito, que eu pensei ser algum ataque cardíaco - sempre fui um bocado mariquinhas -, o que me levou a ir rapidamente para o Hospital Santa Maria (onde nasci) às urgências.
Depois de me fazerem o diagnóstico, com algumas perguntas e apalpões, disseram-me que eram gases e deram-me um Kompensan...esqueci-me de dizer que fui ao hospital com a minha prima Carla, e que quando fomos para casa ela foi o caminho todo a massacrar-me com fortes gargalhadas. De qualquer maneira sempre posso dizer que se não fosse o Kompensan tinha arrebentado, como no Sentido da Vida, dos Monthy Python.
Aprendi a lição e agora são raras as vezes que como em casa da minha mãe. Quando lá vou, espreito sempre, com um ar desconfiado, para a cozinha.

Sou um paspalhão!

Eu às vezes armo-me em parvo e faço aos outros aquilo que não gosto me façam a mim - critico-os de uma forma gozona e ofensiva! Quando se trata de o fazer em relação a estereótipos ou a uma grande quantidade de animais...perdão, pessoas, eu faço-o alegremente. Mas quando se trata de alguém específico (de carne e osso) eu às vezes regrido vinte anos - torno-me num paspalhão!!!
Felizmente sei pedir desculpas...posso não mudar a minha opinião mas formato-a para moldes mais elegantes e educados. E espero que os visados sejam tão flexíveis como eu.
Na minha condição masculina, sei que sempre - não de uma forma sistemática mas pontual - sofrerei destes acessos de paspalhonice, e quanto a isso não consigo fazer grande coisa. Não se consegue contrariar a natureza.
Mas podem contar sempre comigo para um pedido de desculpa e para repensar qualquer idiotice. Tenho dito!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

CataLivros ou CataCaca?

Não sabia que era possível chamar estes livros de clássicos históricos...
Também não sabia que alguém pudesse ter a lata de publicar este tipo de informação, incluindo a distribuidora.
Estás curioso, vai lá ver: CataLivros

P.S. Opss! Acho que a ou o (provavelmente é a) criador(a) deste blog ficou furioso(a) comigo...