segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Chiça! Bolas!

Eu não ando muito bem hoje. Irritado como o caraças.
Primeiro foi um fim-de-semana mal dormido. A merda dos óscares foi ainda mais longa este ano - eu cheguei ás 3:30 e desisti.
E hoje tenho tido um azar do caraças com os telefonemas, calham-me as melgas todas. O perfil é o seguinte: Gaja, voz melada e muito suave, e falam, falam, falam. O que podiam dizer (perguntar) num minuto, levam vinte minutos. Chiça! Bolas!

O Bairro Alto destruiu-me o fim-de-semana

Ultimamente tenho andado muito caseiro; este fim-de-semana resolvi ir divertir-me para a noite.
Livros e filmes, desta vez ficam sozinhos em casa.
Felizmente conheço as pessoas e os sítios certos para gozar que nem um perdido. A única regra nestas ocasiões é não levar amigos atrás. Os únicos amigos e amigas adequados são aqueles dos copos.
Eu sou um gajo sossegado e calado no dia-a-dia, mas quando só posso depender de mim meto conversa com toda a gente que ma dê.
Não é segredo nenhum que a minha "zona de ataque" é o Bairro Alto. Então lá fui eu.
Primeiro as Primas. Fui ter com umas amigas que são umas grandes malucas e dão para os dois lados. Nada melhor para começar a noite do que afirmar a virilidade a atrair uma lésbica.
Podia ter acabado aqui a noite com duas malucas que queriam festa, mas resolvi continuar... A noite ainda era uma criança e tentar satisfazer duas era muito cansativo e altruísta para o meu estado de espírito.
Até às quatro da manhã percorri as capelas quase todas: Karaoke; conversa com uma velha tarada; insultado na rua por uma gaja que eu pisei sem querer e depois convidado pela mesma para tomar um copo; os obrigatórios shots de Mezcal e Tequilla José Cuervo com laranja e canela; Apalpões e linguados numa pista de dança improvisada num bar - a sacana mordeu-me os lábios com força. Aleijou-me!; Pontapé-na-cona; Orgasmo; B-52; Tonto e alegre.
Como não estava disposto a ir para nenhuma discoteca meti na cabeça que tinha de terminar a noite ás quatro da manhã, desse lá por onde desse.
As minhas amigas especiais já eu sabia como eram na cama. Já tinha passado por isso e não me apetecia repetir. Não quero nem posso generalizar, mas as lésbicas que eu conheço não são muito boas na cama, pelo menos com alguém que tenha algo entre as pernas a que elas não estão habituadas.
Já estava prestes a desistir, na verdade estava a ir-me embora para apanhar um táxi. Descia a rua do Norte quando encontrei a gaja que me insultou e me pagou um copo. Ela ia para uma discoteca qualquer e convidou-me, eu disse-lhe que já não suportava discotecas e que me ia embora para casa. Silêncio. Ela não foi para a discoteca e eu não fui para casa.
Já há muito tempo que não me metia numa aventura destas e tão cedo não o faço outra vez. É muito cansativo e acaba logo com metade do fim-de-semana.
Ah! E tive que acordar cedíssimo porque a colega da..., não me lembro do nome dela, praticamente me expulsou da casa aos berros porque não a deixamos dormir com o barulho das gargalhadas e da conversa.
Que dor de cabeça!...

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Fraco e mariquinhas

É verdade que quando sinto uma dor forte ou uma depressão qualquer, eu gosto de me queixar. Infelizmente conheço duas ou três mulheres que não gostam que eu me queixe. Acham que é um bocado maricas da minha parte.
Não sei porquê, mas sempre tive a sensação que se existe algum ser com mais empatia, sensibilidade e recepção para estas coisas são as mulheres. Pois claro que elas nos chamam mariquinhas, e que não aguentamos nada, mas no fundo elas gostam de ser depositárias das nossas dores e angústias, é uma das particularidades do feminino.
Por isso, quando me deparo com uma mulher que desconfia da minha tolerância à dor eu fico confuso: Não era suposto!
A minha mãe, por exemplo, sabe perfeitamente que eu sou um bocado mariquinhas, mas não deixa de sentir empatia e ser sensível com as minhas "dores", aliás, eu desconfio que ela goste que eu fique doente para poder tratar de mim - o seu filho favorito; Agora aquelas duas ou três mulheres que eu conheço que mesmo que eu estivesse a morrer eram capazes de me perguntar porquê que eu estou tão cabisbaixo por causa de uma coisinha de nada e depois insultavam-me chamando-me nomes como fraquinho e tadinho, essas são umas mulheres estranhas.
Adoro as mulheres por várias razões, e muito adoro aquelas que gostam de tratar de nós - fracos e mariquinhas.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Doido por..., só doido.

Depois de ter visto Doidos por Mary outra vez, comecei a sentir uma sensação de déjà-vu.
Gostava de poder dizer que me sinto mais próximo de um Dirty Harry ou de um John McClane, mas não, eu acho que sou um Ted Stroehmann.
Desde ter ficado com o zézinho (adamastor para as miúdas) preso no fecho éclair quando era puto - e devo dizer que estava rodeado de vários familiares nesse momento de aflição -, até aos muitos, mesmo muitos, momentos de vergonha e inadequação ao longo da vida, tenho participado em situações que ainda hoje são lembradas com gargalhadas, mas não minhas.
Outros momentos quase cinéfilos que me vêm á cabeça é aceitar as coisas mais estapafúrdias e fazê-las passar por normais e confundir pessoas famosas com alguém que penso conhecer:
  • Se não simpatizar com alguém não lhe dou tréguas, mas se simpatizar, essa pessoa pode dizer as coisas mais estapafúrdias que eu, após um longo silêncio de cinco segundos em choque, digo logo que isso é normal e que tenho a certeza que toda a gente quando chega a casa inicia uma série de rituais que começa por mandar um berro ao periquito, esfregar os mamilos á janela e telefonar á velha professora da primária e dizer que chegou são e salvo a casa e desligar antes que ela tenha tempo de perguntar quem é. Se todos os malucos fossem internados que piada é que tinha o mundo? Infelizmente eles simpatizam comigo;
  • A pastelaria do meu prédio tem a característica interessante de ser frequentada por celebridades e semi-celebridades. Eu, quando lá entro, faço uma panorâmica visual para verificar se se encontra alguém meu conhecido por lá, mas como tenho má memória para fisionomias acabo por cumprimentar pessoas da televisão cuja cara me é familiar. Mais vale passar por maluco do que por mal educado... acho.
Não há dia que não passe por alguma situação estranha. Também não ajuda muito o facto de as pessoas mais próximas tirarem um certo prazer sádico de me ver corado e a contorcer como um peixe a sufocar.
Já sei que estou condenado a ser este personagem trágico-cómica para o resto da minha vida; infelizmente não conheci nenhuma Mary que me tenha caído no goto na época das peles presas em éclair, mas as Marys podem sempre chegar atrasadas...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Parar é viver

Nos tempos que correm onde os verbos com movimento predominam sobre os que animam, onde se glorificam os conceitos de dinamismo, aventura, ambição e nomadismo, nestes tempos que correm pela nossa vontade. Quando o que queríamos era que os tempos parassem.

Eu não desprezo o movimento. Mas sinto-me mais confortável com o crescimento de uma árvore do que com a vida de uma borboleta.

Quero ter a certeza que posso sempre lá voltar e encontrar o lá e o tu como os deixei.

Entre o nómada e o agricultor a quem é que eu recorro? Entre a água e a pedra a quem é que eu me agarro?

Quem me dera garantir o bom. Torná-lo uma rotina e não uma aventura.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Apanha!

Por mais estranho que pareça, os maiores medos da população masculina são pequenas coisas como... não apanhar aquele objecto que nos é arremessado.
Raramente é uma mulher que nos lança um objecto, quase sempre é outro homem. O intuito é testar os nossos reflexos, sangue-frio e, por vezes, força.
Apanhar o objecto em pleno ar dá-nos credibilidade e auto-estima por um curto período de tempo; não apanhar significa reprovação dos nossos pares e chicotadas psicológicas auto-infligidas. Mas pior do que não apanhar uma vez é não apanhar sistematicamente. Somos automaticamente rotulados de cromos.
A falha dos nossos reflexos nestes momentos decisivos dão origem a muitos pesadelos e despertares de choque.
Apanhar o objecto é um teste que é efectuado não uma vez mas durante toda a nossa vida. Quando menos esperamos... Op!
Começa quando andamos na escola e tanto nós como os nossos colegas nos divertimos a atirar laranjas e pedras uns aos outros; Quando somos adultos passamos a atirar chaves-de-carro e preservativos; Já na senilidade divertimo-nos a atirar sacos de mijo e dentaduras.
O resultado é sempre o mesmo: os que têm mais reflexos são instintivamente colocados num patamar (sempre provisório) superior na hierarquia primata; para os cromos que falham sempre ao longo da vida, está reservada uma posição de Pai Nosso, ou, se for um caso perdido, de sodomizado, com o bónus de frequentes pesadelos em que o pénis cai literalmente.
Como os tempos têm mudado muito, os cromos com fracos reflexos podem tratar os seus problemas de virilidade e fraca auto-estima com ajudas terapêuticas de um psiquiatra (para os drogados) ou de um psicólogo (para os malucos). E melhor ainda, apesar de serem inferiores aos outros no aspecto físico, são os novos campeões do mundo empresarial.
Apanhar ou não apanhar? Ainda nos faz acordar a todos com a mão a apalpar a virilidade para verificar se ainda lá está.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Quase que estragava uma bolinha

Há quem me chame de hipocondriaco, mas eu não o sou. Posso ser um bocadinho sugestionável, mais do que isso não me parece.
Por exemplo quando me falam em doenças novas ou quando estou perto de alguém que está doente, eu tendo a ficar com os mesmos sintomas. Depois passa-me.
Mas ninguém pode dizer que não sou cuidadoso. Tenho todas as vacinas em dia e faço checkups regularmente. Qualquer coisinha que apareça e eu vou chatear o meu médico.
Na semana passada fui ao médico para me marcar umas análises e uma ecografia porque sentia qualquer coisa no meu testículo esquerdo. Uma espécie de borbulhinha interior que eu julguei logo tratar-se de cancro.
Fiz as análises e fiz a ecografia. Felizmente não era nada, apenas o epididibo (creio que é assim que se escreve) que estava um pouco inflamado. Esta coisa esquisita é um orgão que temos dentro das bolinhas e que serve para produzir ou reencaminhar o esperma. Aparentemente ando ou a produzir demais ou não dou descanso á máquina. Tirem as ilacções que quiserem.
Até aqui tudo normal, mas eu, com a mania de me mostrar no meu melhor tanto em tamanho como em limpeza/arrumação, resolvi aparar os pelitos circundantes. Comecei a aparar com uma tesoura, mas entusiasmei-me com a velocidade de corte e...PIMBA! Cortei um bifito exactamente no lado onde era suposto fazer a eco.
Resultado, tive que meter um penso (dos redondos pequenos, felizmente) porque aquela porcaria não parava de deitar sangue.
Agora só tinha que chegar ao Centro de Radiologia e esperar que o médico não se desatasse a rir.
Esperei na sala de espera, fizeram-me entrar para uma sala de espera ainda mais pequena, onde me disseram para desapertar as calças e esperar. Esperei mais um pouco mas impacientei-me e resolvi espreitar para ver se o Dr. não se tinha esquecido de mim. Por pouco não levei um berro porque o gajo ainda estava a ver uma mamoca.
Finalmente entrei. Ao mesmo tempo que despia as calças expliquei que me tinha cortado e por isso tinha colocado um penso. Como ele não perguntou porquê, eu continuei e disse que não sabia se era necessário - sabia pois - ou não, então toca de aparar os pelos. Ele não mostrou nenhuma reacção, provavelmente não serei caso único.
Depois de o médico me ter dito o que aquilo era, senti um alívio tal que quase desci a rua a cantarolar, mas sempre a coxear do lado esquerdo.
Tesouras, nunca mais! Para a próxima é com gillete.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Que calinada! Que vergonha!

Quando erra um português, erram logo dois ou três.
Será da natureza humana ou da cultura portuguesa que quando um português anónimo fala em, ou para o público, estejamos sempre atentos a qualquer erro, imprecisão ou monumental asneira? Será humano ou português que quando de facto é cometida uma calinada, os nosso estômagos dão um nó como se tivéssemos sido nós a cometê-la? Será humano ou português possuir tão acentuada sensibilidade e empatia? Será humano ser português, ou português ser humano?

Isso é meu, amor!

Parece que o facto de eu guardar todas as revistas que compro faz especial confusão ao sexo feminino. Já os homens compreendem-me.
Nunca percebi muito bem este sentimento delas em relação ás minhas revistas.
Já é um facto conhecido que as mulheres são o terror das "recordações" e "arquivos mortos" de todos os homens. Basta olhar para o outro lado, um momento de distracção e elas atiram todo o nosso património para o lixo.
Seria de esperar que elas nos tratassem com a mesma cortesia que nós, muito nobremente, as tratamos ao respeitar todos os ínfimos pormenores de decoração que nos é imposta. E devo acrescentar que todos os "bonecos", quadros e outras bugigangas, tornam a limpeza do pó muito mais difícil.
É verdade que tenho algumas fobias, mas uma muito particular dá-me suores frios e noites agitadas quando me imagino casado. É uma espécie de sonho recorrente em que me vejo fora de casa, afastado das minhas posses, e a minha mulher, com um sorriso matreiro, empacota todas as minhas revistas com o intuito de as dar ou deitar fora. Acordo repentinamente, em pânico, suado e ás vezes com um pequeno berro abichanado.
Agora que já sei o que me pode acontecer no futuro, já tenho planos, esquemas e blueprints para salvar os meus amores.
Serei obrigado a ter um armazém ou uma segunda casa, onde guardarei, a salvo, tudo cuja existência for ameaçada por algumas perguntas chave da minha mulher: O que é isto? Para que é isto? Vais guardar isto? O que é que isto está a fazer aqui? Tens a certeza que queres isto? Porquê? Para quê?
Agora já posso dormir descansado.

Devo ser estúpido

Eu confesso que devo ser estúpido.
Palavra que não compreendo a cultura moderna.
Tudo o que seja minimalista, ou neo-qualquer-coisa, ou ensaio de artes plásticas, ou uma peça de arte visual, auditiva e com odor, ou livros de poemas, com páginas A3, um A para cada verso, ou Free Jazz, ou Trash Metal, ou sessões de Dança Moderna, ou peças de Teatro sobre a vida secreta da prima em terceiro grau de um famoso autor, ou blogs avant garde sobre tudo isto.
Palavra que não compreendo a cultura moderna.
Já confessei, sou estúpido!

O feitiço da Lua

Ainda em continuação da história anterior (Apanhado por uma velha veloz) venho relatar o que aconteceu no dia seguinte a ter transmitido os óbitos dos vizinhos à minha mãe.
Mas antes um parêntesis: Se eu sou meio cabeça-na-lua, tenho a quem sair. Mas se na minha viagem lunar ainda vou na atmosfera terrestre, a minha mãe já pousou na Lua há muito tempo.

Quinta-feira

O meu cérebro foi formatado durante três quartos de hora por uma vizinha geriátrica. A formatação serviu para que 2 Tera Bytes de informação relativa a cães, vizinhos falecidos e vidas alheias fossem copiados para o meu cerebelo via áudio; Mais tarde, nessa noite, descarreguei a lista dos óbitos verbalmente, e mais uma vez via áudio, nos ouvidos da minha mãe.

Sexta-feira

A minha mãe andava em pulgas para dar os sentimentos a alguém, até que, já noite, encontrou uma vizinha idosa a quem se dirigiu rapidamente. E o diálogo, relatado mas não presenciado, foi tão estranho como isto:

A minha mãe - Boa noite! Os meus sentimentos.
A vizinha - Perdão...
A m.m. - Os meus sentimentos! O meu filho disse-me que o seu marido faleceu.
A V. - O meu marido não morreu...
A m. m. - Ai morreu, morreu! Foi o meu filho que me disse.
A V. - Ele é meu marido. Se tivesse morrido julgo que saberia.

Nisto a minha mãe começa a pensar no que tinha acabado de dizer e olha para a vizinha que já estava com um ar divertido perante esta certeza da minha mãe. O que se passou a seguir foi uma gargalhada pegada entre as duas.
Tenho que afirmar a minha inocência. As informações transmitidas estavam correctas, a minha mãe é que não me ouviu lá da Lua.
Ainda faltam dar dois sentimentos, vejamos o que irá acontecer nos próximos dias.

Nota: Quem quiser ler uma versão desta história muito resumida, mesmo muito resumidasinha, vá aqui.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Apanhado por uma velha veloz

Não quero estar sempre a bater na mesma tecla mas sinto um dever supremo de relatar as bizarrias que me acontecem. Ao mesmo tempo espero servir de exemplo de como não se faz e como não se está.
Já é um facto conhecido que na zona onde habito a taxa de senilidade é muito elevada. Eu, pelo menos, deveria sabê-lo...
Muitas vezes me pergunto - Mas porque raio não corro quando me encontro no exterior? -, e a resposta continua a escapar-me.
Como já devem ter adivinhado, mais uma vez fui "apanhado" por uma velha na rua.
Tudo começou na pastelaria, onde fui beber o café, e tive o azar de de encontrar uma vizinha.
Eu devia ter percebido logo assim que entrei. Os olhos sedentos por uma vítima (do que eu gosto de chamar) da longa narrativa que a velha apresentava, eram um sinal para qualquer pessoa esperta fugir a sete pés.
Gostaria de poder dizer que aqueles três quartos de hora a ouvir as últimas do bairro passaram num instante. Mas como todos os outros monólogos, este também foi excruciante.
Se bem que à maior parte da tagarelice não prestei muita atenção, não pude deixar de ouvir as notícias relevantes: as tropelias dos cães dos vizinhos e os mais recentes óbitos.
Enquanto a maior parte do tempo fazia contas à vida, memorandos mentais, pensava no que ia escrever aqui, ria-me de coisas que me ia lembrando e planeava o jantar, a velha matraqueava, com uma velocidade impressionante, as suas coscuvilhices.
Com o máximo pormenor e exactidão que só a idade avançada permite, a velha não me dava descanso. A única coisa que eu conseguia articular eram uns desmaiados Ah é? ou Ahnnn...
Resultado final: O cão dela é super-esperto e um destes dias tenho que prestar os meus sentimentos às famílias dos velhos - excelentes pessoas, muito calados - que faleceram.
Agora que penso em formas de escapar à terceira idade que me persegue, foi-me dada a notícia que a maior parte dos reformados encontram-se em intensas actividades desportivas. Parece que os velhos estão em óptima forma física. Isto significa que correr para fugir deles está fora de questão.
Fica então aqui este meu testemunho para as gerações vindouras.
Eles andam aí! Fujam!