sexta-feira, dezembro 29, 2006

Feliz 2007!!!

Bom, acho que este é o último post do ano 2006...
Feliz Ano 2007 para todos, mesmo para os chatos.

House: Holmes ou o médico português?

Enquanto espero pela nova temporada de episódios do Dr. House tive duas epifanias.
Uma, resultado da minha compreensão lenta, foi ter percebido a fonte de inspiração deste magnífico personagem: nem mais, nem menos que o (um dos meus heróis favoritos) Sherlock Holmes - e se virem com atenção, estão lá traçados quase todos os paralelos.
Só não consegui ainda perceber quem será o Mycroft; e suponho que o Moriarty - para além do tipo (Jack Moriarty) que o alvejou - corresponde às doenças que o House combate...
A outra, e mais pertinente, foi compreender o verdadeiro objectivo da Ordem dos Médicos: Povoar o nosso país de Dr. House's!!!
Senão vejamos os requisitos para se ser médico neste país: uma média quase a roçar o tecto. Sim, alta! O que quer dizer que, em princípio, todos os médicos deste país são uns grandes carolas; exigência de personalidade intratável e impaciente - a ideal para tratar qualquer pessoa doente; são dados a experiências com drogas (medicamentos). Quantas vezes é que não ouvi, numa consulta com o meu médico, "experimente este, se não resultar volte cá"; arrogante, prepotente e autoritário também não são adjectivos estranhos ao médico português.
Será que eu preciso mesmo de um génio para me tratar uma fractura ou uma pedra no rim? A resposta, como já devem ter adivinhado, é não!
É raro ir ao hospital, mas quando vou e sou atendido por um médico espanhol ou de outro país qualquer fico sempre satisfeito porque sei que não vou ser atendido pelo House mas pelo, muito mais simpático, Wilson.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Sexo bom e ideias giras

Um dia destes tive uma argumentação com uma certa pessoa por causa de uma outra. Tudo girou à volta da minha falta de capacidade de compreensão do facto de esta pessoa achar a outra minimamente interessante. Aliás, não só esta pessoa acha a outra interessante como, aparentemente, outras pessoas também assim pensam.
Ora, a principal linha de defesa desta pessoa acerca da atracção pela outra residia no - e aqui vou citar - "o sexo era muito bom" e "surpreendia-me muitas vezes com ideias giras".
Já se passaram alguns dias desde esta discussão, mas não consigo tirar da cabeça estas respostas que não justificam nada.
Vou tentar pôr-me no lugar desta pessoa e pensar da mesma maneira a ver se resulta.
Tenho a certeza que existem por aí montes de mulheres que seriam capazes de me darem o sexo da minha vida, mas se calhar muitas delas seriam "ilegais", outras já estariam num lar, ou mesmo com outras teria que ser num quarto escuro.
Quanto às "ideias giras", não tenho grande necessidade que uma mulher viva em minha função. Desde que ela tenha ideias para si própria, para mim já é suficiente.
O que eu quero dizer é que para mim uma relação passa, antes do sexo e das "ideias giras", por muito simplesmente gostarmos intensamente um do outro. Comparado com isto, o resto é fácil.

O Natal é quando o homem quer.

Para o próximo Natal compro as prendas depois de 25.
Se as "promoções" aparecem logo a seguir ao Natal, não faz muito sentido gastar dinheiro desnessariamente só porque é tradição.
É que os descontos das "promoções" chegam a ser de 50%.
E o pior de tudo é que eu sou ateu...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Um autocarro chamado desprezo

Mais uma vez quase fui atropelado numa passadeira.
Desta vez, o veículo em questão não só me atropelaria como me passaria a ferro - um autocarro carregadinho de velhas com sacos de compras cheios de presentes dos trezentos.
Ao atravessar a passadeira fiz como sempro faço: olhei para os dois lados, fiz uma pequena pausa a meio da estrada, por precaução, e olhei novamente para os dois lados - Descobri à algum tempo atrás que este ritual me manteria vivo por mais tempo.
Mas, como estava a relatar, a meio da estrada, e a meio do meu ritual, um autocarro começou a aproximar-se e a sua redução da velocidade era notória. O que me levou a crer que este me tinha visto e que me iria deixar passar. Certo? Errado!
Recomecei a atravessar a metade da estrada que me faltava; o autocarro continuava a aproximar-se, mas desta vez já não reduzia a velocidade, mas, estranhamente, intercalava o aumento e a redução desta como se de soluços se tratassem. Parou a uns cinco centímetros do meu corpinho, que já tremia agora.
Depois disto, fiz o que manda a lei: olhei com um ar aviltado para o motorista; levantei vagarosamente os braços e descrevi no ar uma espécie de bater de asas; e ao mesmo tempo disse "Então!?". Nisto, e perante a catatonia do motorista, uma velha que vinha entalada entre os passageiros e o vidro da frente começou a bater com o punho no vidro. Imaginei que quisesse chamar a minha atenção, então olhei para a velha... Estava furiosa, e fazia sinal para os seus olhos. Uma gesticulação que eu entendi de duas maneiras: ou que eu devia ter olhado (mais ainda) antes de atravessar, ou que se tinha magoado nos olhos com a travagem brusca... Não ficaria calado e disse-lhe, nitidamente descontente e apontando para baixo, "passadeira!".
O motorista, perante isto tudo, que deve ter demorado cerca de cinco segundos, permaneceu impávido e sereno, não disse nem ai, nem ui. Ficou ali, com cara de parvo a olhar para mim. Irritou-me ainda mais, mas continuei a minha demanda pelo passeio do lado de lá.
Depois desta atribulada e dramática aventura fiquei com o olhar. E agora, de vez em quando, ouço música do Ennio Morricone na minha cabeça.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

O Hulk português

Anteontem passou na RTP1, já tarde, uma entrevista com o Miguel Esteves Cardoso (MEC). Obviamente falou-se do tema favorito deste: o português.
Gostei muito de o ouvir outra vez. Já tinha saudades.
No passado, posso não ter concordado com todas as suas opiniões; mas anteontem acertou na mouche em tudo.
Dispenso-me de relatar a entrevista, pois esta encontra-se, aqui e ali, mais ou menos, e opinativamente, descrita em outros blogs. Quero só discutir um pouco sobre algo que o MEC disse, que foi mais ou menos isto: não se pode dar poder ao português, se não ele transforma-se naquela criatura verde - o Hulk!
Tenho a impressão que esta é uma ideia que se tornará, mais tarde, uma citação recorrente, de tão acertada que é.
De facto, não se pode dar poder ao português; e este (poder) pode-se entender de várias formas, mas a mais imediata é a faculdade ou a possibilidade de...
Começo pelas pobres almas que se tornam endinheirados de repente - os novos ricos: Quando crescemos, ficamos com a percepção que eles existem quando lemos Os Maias ou, desagradavelmente, os vemos ao vivo; sejam eles presidentes de Municípios, dirigentes desportivos ou o nosso vizinho. Esta malta tem a faculdade de nos entediar e espantar.
A nova classe média: são como os novos ricos mas têm menos possibilidades; e como são tantos e cada vez mais, tornam-se aborrecidos de tão quadrados que são.
Os novos universitários: não sabiam nada antes, continuam a saber muito pouco, mas agora têm a faculdade de nos tentar convencer que sabem muito. São uns brutos, o que aliás já o eram, e uns pacóvios.
Os novos yuppies: sempre tiveram um sonho, andar de fato e gravata e o cabelo com gel; as conversas de fortunas e transacções monetárias eram os seus sonhos molhados.
A maior parte dos políticos, autarcas e dirigentes desportivos: metem o Dr. House num canto no que toca a arrogância e vandalismo.
De facto este país está a tornar-se cada vez mais verde, e não se deve a nenhum movimento ecológico.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

MALTDITO SARDET!!

Cheguei ao limite das minhas forças!! Já não consigo ouvir um tal de Sardet a cantar uma merda qualquer que passa 50 vezes por dia na maldita RFM que eu sou obrigado a ouvir no local de trabalho!!

E ainda por cima uma música com esta letra!!

REPAREM BEM!!


Eu gostava de olhar para ti
(Gostavas??? És panasca!! Homem que é homem fala sempre no presente e não numa espécie de condicional envergonhada escondida num pretenso tempo passado!! Dasss, mas qual é o verdadeiro homem que diz “eu gostava”?? Ou se gosta ou não se gosta!!!)

E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite, me guia de dia e seduz...
(???? Uma luz para nos guiar de dia??? Já agora põe um preto retinto com a boca tapada com fita cola preta a guiar-te de noite no mato em noite de completa escuridão!!”)

Eu gostava de ser como tu
(Laivos de transformismo : PANASCA!!!)
Não ter asas e poder voar
(Ela não tem asas e voa???? É comandante da TAP?? Pilota helicópteros??? Ou afinal tem asas e o tanso do Sardet é que não as tem?? E neste caso, não estará ele perdidamente apaixonado por uma gaivota que conheceu numa viagem de cacilheiro quando foi visitar os seus primos da Trafaria??)
Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...
(Fundo de quê?? Estará a querer fazer o pino?? E alguém diga a ele que, sendo a terra redonda, o fim do mundo situa-se, muito provavelmente no local da partida)

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
(Aqui reside o grande problema!! Porque reparem, ele está surpreendido é por gostar tanto assim da gaja (bem supondo que é uma gaja, claro!!), como se ela fosse a maior puta à face da terra e ele não percebesse porque razão se apaixonou por ela. Pior…. Como não existe qualquer razão lógica para gostar da vaca, ele apela para o sobrenatural: O feitiço!! Ora, isto não abona nada em favor dela. Isto é daquela cenas que a malta afirma quando está no meio de uma quente discussão (e reparem bem na semelhança das palavras), tipo: Ela: “tu és um sacana e um porco que só liga aos amigos e ao futebol”! Ele: “ Realmente…. Eu não sei o que me aconteceu, Foi feitiço!! O que é que me deu para gostar tanto assim de alguém como tu...Minha cabra!!”)

Eu gostava que olhasses
para mim
(mais uma vez a condicional envergonhada escondida num pretenso tempo passado)

E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu
Te abraçar...
(Alguém que diga ao gajo, já agora, que fica muito melhor a gaja ser o mar e o gajo o tipo que mergulha: A velha analogia da penetração, mas soa melhor!! E o que é essa merda do olhar e do abraço??? Abraço?????? PANASCA!!!)

Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
(blablablabla!!)

O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...
(Justo??? Verdadeiro?? Mas que raio de impulso é este??? O engate na discoteca?? E o susto?? Estamos a falar de quê??? O marido da gaja que chegou mais cedo a casa?? O pai dela que nos ia dando cabo do coiro com uma caçadeira de canos serrados?? Os irmãos da tipa que são membros da máfia siciliana?? E que raio de beijo profundo é que tem uma volta redonda??? O gajo chegou ao estômago, por acaso??)

Eu...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Eu...
Não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!
O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu...
Como tu...

(Idem, Idem, Idem!!)

terça-feira, dezembro 12, 2006

Cambada de animais!

Durante este intervalo de tempo que não tenho escrito (falta de pachorra), tenho aproveitado para ler os meus blogs favoritos, e também tenho procurado por coisas novas e blogs novos para ler.
Tenho lido alguns muito interessantes, mas a maior parte do que encontro é uma quantidade de bosta já seca que, por este mesmo facto, nem chega a meter nojo por falta dos sucos da caca molhada.
Descobri que muita gente tem a mania que é intelectual: perdem-se em textos enormes; não há parágrafo que não tenha uma latinada qualquer; referências a obras de filósofos, políticos e escritores portugueses menos vendidos; muitos títulos começados por "da qualquer coisa".
Sinceramente, estes gajos até metem nojo.
Por outro lado, aqueles que não têm a mania que são intelectuais são básicos até dizer chega: fotos que já foram enviadas por e-mail; anedotas que já foram enviadas por e-mail; as últimas histórias semi-divertidas sobre políticos, autarcas e dirigentes desportivos; e muitos erros ortográficos (ou ortográfikos).
Estes últimos não têm piadinha nenhuma, e só estão a ocupar espaço na net.
Tenho feito contas e estou a chegar à conclusão que cada vez há mais pseudo-intelectuais irritantes e, no outro extremo, mais básicos.
Por isto tudo, ando com muita vontade de começar a escrever uma lista de blogs da caca. Seria uma espécie de cardápio para a malta com uma granda moca que estivesse com vontade de rir à brava.