segunda-feira, janeiro 30, 2006

Do escrito p'ro cuspido

Como este blog se tornou numa espécie de diário, não consigo falar com ninguém sem me citar a mim próprio. Dou por mim a repetir a mesmas histórias que já tinha escrito.
O pior é que quem lê, é, frequentemente, obrigado a dizer (com desânimo na voz) - "...eu sei! Já li no teu blog" -, o que me provoca uma sensação (ligeira) de loucura misturada com déjà-vu.
Agora, quando dou por mim a contar uma história que já tinha abordado neste blog, faço de conta que não sei do que é que estão a falar aqueles que a reconhecem: "o quê?", "não estou a ver" ou "talvez". Assim consigo contar a minha versão ORAL (e cuspida) das coisas tal como elas são...revoltantes!

O empregado, o taxista, o patrão e o meu vizinho

Quando estou a falar com alguém, intensamente, detesto que terceiros (aqueles que não fazem parte do círculo inicial) me interrompam. De facto, fico enraivecido quando o fazem.
Ultimamente ando mais susceptível a esta transgressão. Talvez seja porque não socializo tanto como antigamente, então todos os momentos sociais que arranjo são de ouro.
Um dos indivíduos que eu mais detesto é o empregado de mesa: este tem a mania que é preciso quando não o é, e não se encontra em lado nenhum quando o é.
Odeio o taxista, quer vá sozinho ou acompanhado. Gostava de saber quem é que lhe disse que estou interessado em falar com ele ou em ouvir as suas opiniões do estado actual da sociedade. E, claro, também tem a mania de interromper conversas com sugestões - o que me deixa completamente aparvalhado! -, como se o conhecesse de algum lado.
Detesto o patrão. Se estou a falar muito bem com o(a)s colegas, este tem a mania de chegar nos momentos mais inconvenientes (a meio de fortes gargalhadas) e começar a distribuir trabalho, sem mais, nem menos. Um bocado irritante.
Detesto os vizinhos (as vizinhas boas escapam), que tem a mania de nos vir cumprimentar quando nos vêm na rua, especialmente se estivermos a conversar com outra pessoa. Não bastaria um simples aceno? Um olá mudo à distância? Aparentemente não! Têm que vir dar o ar da sua graça e interromper-ME!
Infelizmente estas criaturas irritantes desconhecem as regras de contacto com seres humanos. Qualquer dia passo-me da carola e dou uma valente sova de "...então?" numa delas.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Entrevista a Douglas Adams

Vida, Universo e tudo: uma entrevista com Douglas Adams.
Uma entrevista, feita por David Silverman, da American Atheists (sim, parece incrível mas os americanos também têm ateus), ao Douglas Adams.
Para quem não sabe, foi ele que escreveu o fabuloso "À boleia pela Galáxia".

Aviso: está escrito em Inglês

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Uma poça de blogs

De vez em quando nado pela poça portuguesa de blogs. É agridoce.
Há uma coisa que me faz logo desatar a nadar no sentido contrário, os poemas! - Não tenho nada contra. Bolas! Eu próprio já escrevi uns quantos. Mas o que é demais, enjoa;
A política e o dia-a-dia filosofado, é a mesma coisa que me fazerem amonas;
As anedotas, as fotografias e imagens do dia (que já tinhamos recebido por e-mail) e pequenas citações, correspondem aos litros de lama merdacenta que sou obrigado a beber.
Tudo isto porque acabei de perder um bom bocado (não digo quanto que parece mal) a procurar blogs interessantes e só encontrei dois.

O meu oásis era um cigarro e um café

Já faz duas semanas (mais) que deixei de fumar. Até agora, tenho conseguido fugir dos fumadores com mais ou menos sucesso.
Parece-me que o mais difícil já passou, ontem consegui ver um filme inteiro com fumadores. Não sei qual é o título do filme, mas não me admirava nada que tivesse a palavra cigarro.
Não foi à primeira, nem à segunda tentativa que consegui, de facto foram várias as tentativas...
A última vez que deixei de fumar, aguentei, com sucesso, durante pouco mais de um ano. Dessa vez, só me custou a primeira semana. Mas isso foi há dez anos. Agora, já lá vão duas semanas, e ainda me custa.
Sim, é verdade! Foi daquelas resoluções de fim de ano; e sim, é verdade! O tabaco anunciava (já está?) uma subida de preço exorbitante.
Tenho comido como um porco, ou talvez um animal de maior porte. Mas é mais fácil perder peso do que deixar de fumar.
Não sei porquê que me fui viciar, eu era um tipo tão certinho.

Eurointrujões

Anda tudo a fazer planos para Sexta. Sexta-feira é o dia (ou melhor, a noite) de todos os multimilionários. O melhor seria dizer segunda-feira, porque só neste dia é que os bancos estão abertos.
O comportamento para com os patrões já é um pouco diferente. As pessoas estão mais ásperas e de nariz empinado, pelo menos até perceberem que afinal não vão ser ricas.
A semana que vem é a vez da vingança dos maltratados, na sua maioria fazem parte do patronato. Vai ser uma semana dura para a classe operária!
Quem julga que vai ser rico tem elaboradíssimos esquemas de fugir a toda a gente.
Enquanto aqui estou a escrever, os transportes públicos andam recheados de pessoas a planear o que farão assim que receberem o dinheiro. E todos os seus planos começam com: "(...) para aquele gajo(a) não vir com ideias estranhas, não lhe vou dizer nada nos primeiros tempos, (...) é melhor não lhe dizer nada e ponto final, depois invento uma herança qualquer (...)" e "como é que eu hei-de fugir à imprensa (...) tenho que fugir a esses gajos, se não depois anda tudo a pedir-me dinheiro" ou ainda "lá no trabalho, para não ter que andar a dar dinheiro, despeço-me com a desculpa que arranjei um novo trabalho MUITO melhor remunerado (...) eheheheh".
Nos escritórios é uma azáfama, todos ocupados a escrever longas listas com três colunas: quem é que leva algum, quem é que leva algunzinho e quem não leva nenhum e fica a saber que não leva nenhum.
Para quem pensa que eu sou um dos que estão neste momento a congeminar para que tu recebas ou não recebas algunzinho, fica a saber que não jogo e detesto jogos. Por outro lado, posso te estar a enganar...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Putos, Cotas e Trintas

Acredito que a minha geração, os Trintas, é a que tem melhor gosto.
Temos melhor gosto que os Cotas e, sem dúvida, melhor gosto que os Putos.
Vou só aqui referir alguns exemplos:
Música, ouvimos de tudo. Desde antiguidades até ao mais recente, e temos um ouvido isento de cera, para ouvir o melhor de tudo;
Cinema. Fomos nós que inventamos a crítica construtiva;
A Moda (a sério) começou há dez anos. Quando um de nós, os Trintas, que nessa altura ainda era um Vinte, se lembrou de combinar o antigo com o novo...;
Comida. Nesta idade já gostamos de tudo, sopa e peixe inclusivé. Talvez não sejamos as melhores bocas, mas petiscos é connosco.
As gerações anteriores ficaram paradas no tempo, em tudo!
As gerações mais recentes, só querem o aqui, agora. O ali, antes ou depois, não presta.
Mas penso que seja como os meus amigos que são pais me dizem. Os putos só sabem o que lhes ensinam. E os pais têm que ser os primeiros e mais influentes a ensinar-lhes o bom gosto, ou apenas gosto.
Um Puto bem ensinado, é um puto com futuro; um Cota atrasado, é um cota, só tem passado.

Música aos berros

Não compreendo quem não gosta de ouvir música aos berros. Para mim ouvi-la assim é a mesma coisa que ver um filme num ecrã grande em oposição a um pequeno para música aos múrmurios.

terça-feira, janeiro 24, 2006

O blog português: um balanço

Nestes últimos três anos tenho lido vários blogs portugueses. Sinto-me agora preparado para fazer um balanço do que tenho lido.
O formalismo e o cinzentismo também atacam na blogosfera.
Os pseudo-intelectuais pululam neste universo com as suas longas interpretações do real misturadas com referências muitas vezes obscuras ao mundo artístico underground...passo a redundância.
De facto a maior parte dos blogs que tenho lido são aborrecidos e os seus autores convencidos que são uns escribas formidáveis. E o que é que acontece? O universo de leitores que cativam é muito reduzido.
Ou se, aparentemente, são muito visitados e linkados, é a velha história: o que parece bem, parece bem!
Eu não quero com isto dizer que o meu blog é superior ou inferior. Não quero entrar em comparações. Provavelmente sofro do mesmo defeito e não me apercebo. Mas consigo fazer comparações com os blogs dos camones.
Vejo lá fora que o blog funcional ou aquele que "trabalha" para um tema ou uma causa, existe em grande quantidade e tem sucesso garantido; Vejo também que a linguagem utilizada é acessível a todos, ou quase todos; O blog pessoal é abundante e sem receios, ao contrário da nossa santa terrinha; o blog eventivo (substantivo de acção: evento + ivo) como por exemplo: o blog do baptismo do manel algarvio, nos seus 47 anitos; etc.
Cá, o tema que mais predomina é o misc. (miscelânea) salpicado, e de que maneira, com fortes observações culturais e profundas do dia-a-dia. Não digo que não hajam bons blogs de miscelânea (os dos meus amigos e familiares...a sério!), mas no geral é caca rala. Um "olá este é o meu primeiro post" e uns "hoje não me apetece escrever" et voilá!, um blog à portuguesa.
Também o universo bloguistico precisa de conteúdos, não é só copiar o que os outros escrevem ou dizem.
O meu balanço dos blogs portugueses (o meu incluído) é que não está bom, nem está mau. Está uma granda merda!

Ganda Dan Brown!

Li isto e fartei-me de rir...
Este é um excerto, para ler a notícia completa não tem outro remédio se não visitar esse antro do Inferno chamado Diário Ateísta.

"A Opus Dei pretende que o filme que passa para a grande tela o livro de Dan Brown, que tanta celeuma criou entre as hostes cristãs, seja classificado para maiores de dezoito anos.

O porta voz da Opus Dei para os meios de comunicação, Marc Carroggio, afirmou que a organização que representa, cujos membros (adultos) acreditam em imaculadas concepções, milagres sortidos e outras mitologias, considera o pedido justificado já que «Qualquer adulto com um mínimo de educação sabe distinguir realidade de ficção» mas as crianças não. Acho especialmente interessante que o porta-voz da Opus Dei, que, assim como a Igreja Católica, sabe não só a importância do revisionismo histórico mas especialmente da doutrinação desde a mais tenra infância, tenha afirmado que «quando a história é manipulada não se pode esperar que uma criança faça julgamentos apropriados». "

Pobres religiosos...todos os dias a perder almas para o Dan Brown.

Uma nova espécie!

Infelizmente descobri um novo tipo de chato.
Quando era puto pensava que iria ser astronauta e descobrir novos mundos, ou no mínimo biólogo e descobrir novas espécies. Nunca pensei que acabasse assim...um explorador de chatos!
Este novo tipo de chato é exasperante. É um chato que copia certos comportamentos da velha. Não todos, apenas os mais chatos.
Ele gosta de contar longas histórias, com todos os pormenores possíveis, como a lista de compras, os lugares e horários, o clima, enfim, tudo!
Quando acaba a história, sou obrigado a perguntar-me: afinal do que é que se tratava? Com tantos pormenores acabei por me perder.
Este chato também tem a mania das doenças e conhece-as e os respectivos medicamentos como ninguém...excepto o médico.
Pode ser confundido com um chato simpático, porque de facto o é, na medida em que partilha de muitas das suas características: monopoliza a conversa; tem dois ou três temas que predominam na sua vida (inteira); e tem péssimo timing.
E finalmente, tal como a velha, pode-se tornar agressivo com algum (não muito) humor sem sentido.

Olhó e-book! É p'ra menina e p'ro menino oh! oh!

Dentro de cinco a dez anos a literatura vai, finalmente, juntar-se à música e aos filmes. Como? Vai ser (mais ou menos) grátis devido à pirataria e aos novos dispositivos chamados e-books.
Os e-books já existem, mas não têm a autonomia, a ergonomia, nem nada terminado em -ia, que irão ter brevemente.
Dispenso-me de descrever a tecnologia que irá servir de base. Posso dizer é que terão as características mais apetecíveis para este tipo de dispositivo: serão maleáveis, em vários tamanhos, terão cores, uma grande resolução e contraste e muito resistentes (impermeáveis, anti-choque, etc).
Meninas não fiquem todas excitadas e ruborizadas porque ainda estou a descrever o e-book do futuro...
A pirataria de livros, revistas, jornais, etc, já existe, mas o que faz falta é O dispositivo para os ler com conforto. Como se estivessemos a ler the real thing.
Eu estou ansioso para que o e-book apareça.
Tenho que confessar que já tenho uma grande colecção de livros e banda desenhada - tudo cópias dos meus originais, claro!

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Merda!!! Estou apaixonado...

Começo por dizer que não estou apaixonado...mas já estive!...várias vezes.
A paixão obriga os envolvidos a comportamentos obcecados, perdas de apetite, raciocínio toldado, e, em casos extremos, a actos suicidas ou assassínios.
O meu pensamento inicial era de que nem toda a gente se apaixona.
Tenho observado muitos casais, e tenho ouvido histórias de outros casais. Muitos se dizem apaixonados, mas o comportamento difere em relação ao sofrimento. Simplesmente não sofrem o suficiente.
A minha conclusão inicial era de que a paixão era confundida por outra coisa qualquer.
Depois de várias discussões sobre a paixão e o sofrimento, cheguei à conclusão que a maior parte das pessoas, com quem eu falava, achava ridícula a ideia de que a paixão vem sempre acompanhada com sofrimento e que este é o seu combustivel.
Ao contrário, nas várias leituras (científicas e romances) em que "mergulhei", cheguei à conclusão que, desde sempre, a paixão é considerada como sinónimo de sofrimento. Aliás, a própria origem da palavra (etimologia) contém dois substantivos muito interessantes: sofrimento e martírio. Para quem duvida, sugiro uma nova apreciação ao título do filme "A Paixão de Cristo".
Agora deparava-me com duas ideias: a paixão não é assim tão comum; a paixão é comum.
Se não é comum, então a falta de avaliação desta por muitas pessoas é compreensível.
Se é comum, mais duas ideias: as pessoas não admitem esta condição; a paixão tem várias magnitudes. Varia de pessoa para pessoa.
Se esta condição não é admissível, suponho que seja para esconder (supostas) fraquezas. Não vejo outra razão.
Se existem várias magnitudes de paixão (esta é a minha teoria favorita), parece-me que esteja relacionado com a maior ou menor sensibilidade e imaginação que cada um tenha. Não vou explicar como é que cheguei a estas duas emoções como fontes de um repuxo de paixão. Apenas digo que depois de pensar muito sobre o assunto me pareceu evidente. Aliás, é a única forma que consigo arranjar para explicar célebres casos de paixões.
E como as paixões não são estritamente sentimentos que se tem para com outro humano, e para terminar, deixo aqui o seguinte repto:
Se não estás apaixonado pela vida e tudo o que te rodeia (e não és doente mental), e provavelmente fazes a vida negra aos outros porque sentes inveja, o teu problema é a falta de sensibilidade e imaginação. Agora que és uma pessoa consciente do teu problema, trata-te!!!

domingo, janeiro 22, 2006

O ditador foi eleito!!

Nada tenho a comentar!! Apenas que cada povo tem o que merece!
Quizeram o Cavaco, tomem lá o Cavaco!
A partir de hoje, e enquanto estiver no poder o monstro arrogante, sou apátrida!!
A minha filha estuda no Instituto Espanhol! Por uma questão de simpatia e proximidade física, só me resta gritar alto a minha raiva contra os que fizeram a restauração da independência de 1640 e proclamar:
VIVA ESPANHA!!!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Não me levem a sério

Porque sou paranóico, dei por mim a pensar: o que faria ou como reagiria, se alguém que eu goste ou simpatize não gostasse do que tivesse lido aqui? Sinto muito dizer mas não mudaria uma vírgula!
Não é que eu seja (até sou) muito teimoso, mas o que aqui escrevo são opiniões muito esticadas para terem humor.
Gosto de generalizar, gosto de gozar, gosto de fazer pouco...
Talvez por estas razões não tenha dado o endereço deste blog a muita gente. Gente mais susceptível...
Eu como sou o primeiro a rir de mim próprio, acho que me posso dar ao luxo de rir um pouco dos outros. Afinal rir é o melhor remédio.

Quatro salas. Quatro filmes. Zero pessoas.

Ontem fui ao Quarteto ver um filme que esperava (ansiava) há muito, o fantástico Primer.
Gostei imenso do filme e tenciono ver uma segunda vez, brevemente.
A única coisa que eu não gostei foi de ver o Quarteto, o cinema onde cresci (idade cinéfila) às moscas. Não só a minha sala estava vazia, como, creio, todo o cinema...foi bastante deprimente.
A única coisa positiva do Quarteto foi ter sido a única sala de Lisboa a passar este filme. De resto vai de mal a pior.
De facto, desde que o Quarteto mudou de gerência, a decadência tem-se instalado com tal força que nem os ecrãs (coisa relativamente barata) são substituídos. Se eu não tivesse a certeza absoluta que a culpa se deve à má gerência vir-me-ia obrigado a pensar que a culpa seria de uma qualquer maldição do Dr. Karamba.
Que saudades das reprises nas sessões da noite.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Carreiras! Vai à IURD!!!

Disseram-me agora que para engatar gajas (facilmente) é só ir a um concerto do Toni Carreiras, ao que eu olhei de lado com suspeição e disse - Mas sempre que vejo os concertos desse gajo na televisão só lá vejo pitas e cotas...comeé queé???
Ao que replicaram - Tu deves é ver mal! Aquilo é só gajedo do bom!!!
Então eu pensei que talvez não fosse má ideia. Mas logo depois pensei na qualidade harmónica da música, no preço que ainda teria que pagar para ouvi-la e na espécie de gajas que vão a um concerto destes. Então disse cá para os meus co...botões - é demasiado "investimento" p'ra uma gaja sem neurónios. Ainda se tivesse um ou dois...
No fim ainda me tentaram convencer novamente a ir e a levar uma t-shirt do pimbalhão. Parece que surte mais efeito junto às gajas estas atitudes um "pouco" rotas.
Claro que não vou, mas o que mais me assusta nisto tudo é que por momentos considerei a hipótese.
Já me estou a ver a levar belinhas na testa e a cair de costas, numa qualquer igreja da IURD, só para ver se aterro em cima de uma gaja qualquer de engate fácil...bbbrrrrrrrrr

Peço desculpa pelo tipo de linguagem utilizado neste post, mas, devido a ser obrigado a mencionar o Carreiras e a IURD vi-me obrigado a descer (muito) de nível.

P.S. Depois de escrever isto pus-me a tentar imaginar a experiência e cheguei à conclusão que um gajo que vá a um concerto destes não precisa de álcool nem de drogas.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Eu já não sou eu!

Não consigo deixar de me sentir irritado quando alguém me está sempre a encher os ouvidos que não pode com certa pessoa, mas depois imita-lhe todas as expressões "engraçadas". Provavelmente sem se dar conta.
Todos nós somos influenciáveis; Todos nós apanhamos pequenas coisas (tiques, expressões, tipos de gargalhada, repetições de certas palavras) das pessoas que nos rodeiam, mas só daquelas que nos impressionam: positiva ou negativamente.
Se somos mais suscetíveis quando somos novos é perfeitamente compreensível. Ainda estamos a aprender!
Quanto mais velhos somos, mais permeáveis ficamos aos outros e às suas manias, acho...
Quando noto que alguém foi "contagiado" por mim (coisa rara) sinto-me contente, capaz e orgulhoso. E fico a gostar mais, ou apenas a gostar, desse meu paciente em fase terminal.
Eu não sou mais nem menos que qualquer outra pessoa, mas tento sempre não ser influenciado por alguém que eu não goste (já tem acontecido). Não me importo nada de ser influenciado, desde que sejam pessoas que eu goste.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Ggrrrrrrrrrr

Eu sou muito cioso da minha privacidade: espaço e tempo. Ajo quase como um animal selvagem quando alguém me invade este território. É mais forte do que eu, não me consigo conter.
Talvez tenha sido longo o tempo que vivi em camaratas (nove anos); Que não tive privacidade. Talvez seja essa a razão de hoje ser tão territorial.
As pessoas que não conseguem perceber e aceitar a razão do meu comportamento, acabam sempre por desistir: Eu não lhes dou satisfações e mesmo se as der não peço desculpa por isso.
É curioso que aquelas que me conhecem melhor continuam a não aceitar este comportamento.

Um sucesso em cada tentativa

Nunca percebi qual é a diferença entre tentativa e sucesso num contexto de dependência.
Se se é dependente/viciado de/em alguma coisa, mesmo que se deixe de a consumir nunca se perde o seu vício. Este ficará sempre latente, à espera de um momento de fraqueza.
Então se eu deixar de consumir algo por uma semana? Parece um fracasso; E se eu deixar durante um ano? Dez anos?
Bem sei que o sucesso só tem validade ao fim de uma vida inteira de batalhas ganhas. Mas uma vida inteira pode ser curta, mais curta que uma (longa) tentativa.
Qual é então o tempo aceitável? A partir de quando é que se pode chamar de sucesso?
Não será um sucesso o facto de se tentar, fracassar e continuar a tentar? Não será um sucesso, só o facto de se pensar em tentar? Não será um sucesso o idealizar que um dia se começará a pensar em tentar?
O sucesso é efémero, a tentativa é eterna.
Para mim, cada dia ganho à dependência é um sucesso. Quanto ao amanhã, logo se verá.

Nota: Quem não sabe o que é o vício não tem voto na matéria no que toca a comentar.

Saramago: O massacre dos inocentes!

Estupidamente comprei o último livro do Saramago "Intermitências da morte". É o primeiro livro dele que leio.
Sempre tive algum receio em abordar a literatura deste nosso amigo. E quando ele ganhou o prémio Nobel, com mais receio fiquei.
Não é medo de não compreender alguma coisa, não é esse o problema. Eu só não gosto é de me aborrecer e apanhar "grandes" secas.
Infelizmente estou a apanhar uma, e o pior é que livros muito mais interessantes aguardam pelos meus olhos.
Que me sirva de lição!

P.S. Para além da história ser uma seca a estrutura da escrita é impiedosamente massacrante. Não deixa os meus olhos descansarem nem um bocadinho.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Desta vez é a sério

Os meus dois grandes problemas a dar desculpas:
Um, é que nunca sou suficientemente rápido a inventar uma; o outro, se de facto tenho desculpa a dar, é o de escolher a mais apropriada. Não sei porquê, mas comigo há sempre mais do que uma.
Há a desculpa que gostaríamos de dar se não estivermos satisfeitos com o comportamento dessa pessoa, a desculpa acusadora "se não tivesses...eu poderia..."; A desculpa inventada "Desculpa mas não posso. Tenho que ir numa viagem de negócios à China"; E, finalmente, a desculpa a sério.
Normalmente, quando utilizamos muito os outros tipos de desculpa, não sabemos utilizar a desculpa a sério. Ficamos todos atrapalhados, e começamos a pensar que o outro não está acreditar na nossa desculpa. Ficamos cheios de vontade de dizer "desta vez é a sério!".
Por isso, a todos a quem tenho pedido desculpas, as minhas desculpas.

Faço falta sim senhor!

Eu até gosto do meu trabalho (e emprego), e tenho bom ambiente de trabalho, mas o ordenado é uma bela merda!
Estou sempre a pensar que sou indispensável e que qualquer dia dou de frosques, e depois imagino que o chefe fica cheio de remorsos e a pensar - Porquê? Porquê que não o aumentei? Agora olha...perdemos-o!
São sonhos de glória, verdadeiros épicos! Só interrompidos por um - Oh André! Começa mas é a fazer alguma coisa...não fazes nenhum! - mas mesmo estas bocas não tiram a glória dos meus sonhos acordados.
Claro que sei que não sou assim tão bom! Mas sou bom!
O pior é que toda a gente pensa assim, mesmo os maus.
Qualquer dia vou-me mesmo embora, p'ro estrangeiro, e depois quero vêr como é que sobrevivem sem mim...

Estou-me a cagar!!!

A diferença entre um alfacinha e o resto, é que o resto dá importância ao que os outros dizem, o alfacinha está-se a cagar!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Modas passadas

Há muitos anos (acho que desde sempre) que tenho um certo gosto por me manter actualizado em relação às modas. E não estou a falar de roupa!
E, claro, quando algo novo e entusiasmante aparece, fico logo cheio de ansiedade. Não descanso enquanto não desfrutar dessa nova moda.
Também tenho muito gosto em fazer publicidade da nova "coisa" que está para aparecer ou que já está aí. E enquanto não "converter" outras almas, não descanso.
Se tenho alguma revolta, está no facto de, ao princípio, muito pouca gente (quem me rodeia, claro!) prestar atenção ao que brado aos céus. De facto, só passado muito tempo, quando a moda estaciona no standard, é que essas pessoas a quem eu berrava aos ouvidos, se apercebem: "Hei! Está aqui qualquer coisa interessante...".
Depois é vê-los todos entusiasmados, quando a chama da moda já quase se apagou. É exasperante!

Rotina e jornaleiros

Qualquer pessoa pode dizer que não é uma criatura de hábitos. Mas isto, como tudo, é relativo.
Se todos vivemos no mesmo planeta, então toda a gente tem o hábito de andar por estas bandas; se só costumamos trabalhar num único país, então temos o hábito de só andar por essas bandas; se compramos coisas (qualquer coisa) sempre na mesma cidade, então só compramos naquelas bandas; etc.
Então, quase ninguém pode dizer que não é uma criatura de hábitos. Se sou rotineiro numa determinada escala geográfica, já não o sou se a reduzirmos.
Isto tudo para dizer que, dependente do ponto de vista, posso ou não ser rotineiro em relação às minhas compras. De facto o único estabelecimento em que "estabeleci" (gosto muito de repetições e redundâncias) uma rotina tem sido o talho (também gosto muito de carne).
O meu único problema com a falta de rotina tem sido em relação aos jornaleiros. Nunca vou ao mesmo e eles não apreciam isso. Embora não dê especial importância a isso, aparentemente eles dão.
Não me sinto confortável quando passo carregado de revistas por um jornaleiro que conheça, olha-me de lado e cochicha ao ouvido de alguém que lá estiver, mesmo que seja um estranho, o que por vezes tem piada porque é sabido que os estranhos nem sempre reagem bem a bocas encostadas aos seus ouvidos.
Quando um jornaleiro me topa, faço sempre de conta que vou distraído.
Ainda tentei começar a distribuir a "riqueza" para me sentir menos mal, num comprava a Premiere, noutro comprava a National Geographic, noutro ainda comprava a Superinteressante e as revistas de informática, etc. Mas não deu resultado por muito tempo, sou demasiado ansioso e impaciente. Mal vejo algo que me agrada, não consigo esperar, tem que ser logo ali. Portanto, este tipo de distribuição acabou por não dar resultado.
A minha nova técnica é o saco de plástico. Só se tiverem Raios-X é que conseguem vêr através dum saco do LIDL a tonelada de revistas que levo comigo.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Deus não existe mesmo!!!

Quanto à omnipotência de Deus, existe um famoso paradoxo da omnipotência que dita assim:

  1. Deus pode criar um objecto que não pode ser erguido ou não pode criar um objecto que não pode ser erguido;
  2. Se Deus pode criar um objecto que não pode ser erguido, então ele não é omnipotente;
  3. Se Deus não pode criar um objecto que não pode ser erguido, então não é omnipotente.

Tenham uma muito boa tarde!

Calculadora de paixonetas

Quando me enviaram por e-mail um link para uma página (http://www.crushcalculator.com/) que se autodenominava, em português, calculadora de 'paixonetas', e nesta página apareciam 3 caixas de texto para a introdução dos nomes das nossas amadas, eu pensei logo que, ou era tanga, ou era uma forma de nos sacar esses mesmos nomes.
Achei graça mas não caí. Obviamente que me senti logo tentado a reenviar, e como pecador que sou, caí na tentação e enviei para toda a gente.
Fiquei com algum receio das más reacções de quem caísse na esparrela, mas mesmo assim enviei, corajosamente...
Já obtive uma má reacção, mas apenas uma. Só que esta não teve valor porque foi de uma pessoa que já me fez tantas do género que nem para ficarmos quites deu. Engraçado que são sempre estes palermas que se fartam de "fazer merda" a esganiçarem primeiro e, provavelmente, apenas eles.

Deus não existe!

Mais um argumento contra a existência de um Deus omnisciente.
Vou colocar a hipótese que Deus aparecia ao sujeito A, e que entre uma quantidade astronómica mas finita de sujeitas, o sujeito A tinha que escolher uma. Antes de escolher, Deus anunciaria ao sujeito A qual seria a sua escolha.
Mas o sujeito A é pérfido...
O jogo começa e Deus anuncia a escolha da sujeita 1, o sujeito A imediatamente escolhe a 2, só para contrariar. Deus não é omnisciente!
Vamos complicar um pouco: Deus anuncia a escolha da sujeita 1 e que perante este anúncio, o sujeito A vai preferir a sujeita 2, e que perante este anúncio o sujeito A vai preferir a sujeita 3, e que perante este anúncio o sujeito A vai preferir a sujeita 4, e no fim volta ao princípio. Deus não é omnisciente!
Desde a antiguidade que a prova da não existência de Deus tem sido verificada em várias áreas.
E não há nada como chatear os religiosos logo pela manhã!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Sem poder já não brinco!

Hoje, nas notícias, vi algo que me fez rir...é sempre o mesmo tipo.
O bochechinhas a queixar-se que o Cavaco, para variar, tinha fortes lobbies do seu lado, os mesmos que lhe pagavam a campanha, e que isso tornava a campanha eleitoral injusta e tendencialmente mais forte para o seu lado. Então exigia saber quem estes são.
Ora um tipo destes que toda a vida teve o rabinho bem protegido por influentes e importantes personagens (tendo sido ele também uma delas), vem agora queixar-se que já não tem, ou melhor, já não tem tanto interesse para estes grupos e personagens obscuros e poderosos como antigamente...bem antigamente!
Já aqui referi que é um erro crasso passar a campanha a falar do antagonista, nem que seja a falar mal. Creio que nisto todos os comentadores políticos estarão de acordo. A isto junte-se agora a insatisfação (notória) de não ter influência e poder suficientes. Não sei se é a senilidade a bater à porta ou se afinal é mesmo verdade o que sempre disseram sobre Mário Soares: Ele não é muito inteligente!
E com tudo isto não quero dizer que o Cavaco é que é bom. Não! O Cavaco é um facho. Basta vêr a nova casa da sua família (com que dinheiro foi comprada? E porquê que foi comprada só agora?), entenda-se, a sua casa para a família. Uma casa espartana, feia, com uma grande janela para poder controlar os seus familiares na piscina e toda branquinha como mandam as directrizes fascistas.
OK! Estou a brincar. Mas que ele é facho, lá isso é!

Ateu ou não religioso?

Depois de uma agradável conversa com um amigo, sobre religião e afins, cheguei à conclusão que os rótulos, pelo menos para mim, não se adequam nem assentam na perfeição.
Estou farto aqui de dizer que sou ateu. Serei? Como é que eu me sinto em relação à religião?
Se tivesse vivido toda a minha vida numa ilha deserta, sem contacto com o exterior, sem conhecimento da existência da religião, estaria próximo do que sinto.
Eu vivo o dia-a-dia sem me preocupar com assuntos esotéricos como a vida depois da morte, pecados e beatices doutros géneros.
Aceito os religiosos mas não os entendo. Não sinto absolutamente nenhuma necessidade de um Deus, ou uma descrição detalhada do que acontece depois de expirarmos. Se sou "obrigado" a pensar no assunto, vejo-me tentado a pô-lo logo de lado, tal a impossibilidade e falta de lógica nos argumentos apresentados pelos manos místicos.
Sinto, sei, que a maior parte do que se defende na Igreja é completamente idiota, o que não abona em nada a religião que é a sua essência.
Acho as explicações (teorias) científicas sobre o universo e outros temas muito mais interessantes e inspiradores do que os apresentados numa Bíblia.
Então fica aqui decidido, a partir de agora sou não religioso!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Uma vida a dois são duas vidas

Não sei se é por ser demasiado orgulhoso ou ingénuo, mas não seria capaz de namorar com uma mulher que me desse a entender que não está apaixonada por mim. Ou que apenas suportasse viver comigo, porque até simpatizava, talvez me achasse graça. E, acima de tudo, não tinha conseguido arranjar nada melhor e o relógio biológico não parava de a atormentar, além das suas amigas (grupos típicos de pressão), claro!
Variadas vezes penso que sou demasiado orgulhoso para o meu próprio bem...
Não sei se o altruísmo tem lugar no romance. Não sei se é suposto ser uma batalha pelo território conquistado.
Podem-me dizer que fazem tudo pelo vosso amor, que até dão a vossa vida. Mas não é disso que se trata!
Uma vida a dois com um só sentido, não o tem.
Sinto-me tonto, é...complicado!
Por um lado o meu orgulho e (restante) ego, dizem-me que eu aguento perfeitamente sózinho e que não preciso de esmolas. Por outro, o meu (mais lento) relógio biológico e uma casa não decorada, dizem-me que falta qualquer coisa insubstituível. E o meu cão diz-me, com os olhos, que já está farto da comida que lhe dou, quer qualquer coisa com um toque feminino. Eu digo-lhe que é uma questão de tempo e sorte. Ele diz-me que se é sorte estou bem tramado, mais vale ir já para um Seminário, assim sempre junto o útil ao...bem pago!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

É complicado...

Benditos aqueles que, ignorantemente, passam um dia feliz...da manhã à noite. Benditos aqueles para os quais a vida é um mar de rosas. Benditos aqueles que não têm pensamentos tenebrosos nem visões do futuro complexas e negras.
Abençoados sejam os incapazes, os pobres de imaginação, os contentinhos, os que pensam que a vida é simples e os que não pensam.
Quem nunca, depois de uma pergunta tipo "como é que estás?", se sentiu tentado a responder "É complicado!". Eu, se pudesse, responderia a todas as perguntas dessa maneira - É complicado! - Depois pensariam que eu sou um tipo complicado quando as "coisas" é que são...acho.
Sempre que me decido a fazer algo, peso os prós e contras e faço, na medida do que me é possível, uma previsão do impacto desse algo na minha vida futura. Invariavelmente, deparo-me com muitos e complexos factores, o que me leva a desistir dessa aproximação pseudo-científica.
O que eu quero dizer é que quando planeamos fazer algo e paramos para pensar, muitas vezes essa paragem pode ser prejudicial...não sei explicar...é complicado!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Os Assassinos moram na Av. Estados Unidos da América

"No humor também há espaço para os assuntos sérios, tal como neles existe sempre espaço para o humor"


" Passaram o ano, ainda festejavam e perderam a vida, eram 04h30, numa avenida de Lisboa. Foi este o destino trágico para dois homens, de 22 e 29 anos, ontem, no cruzamento das avenidas Estados Unidos da América e Gago Coutinho, em Lisboa. Da violenta colisão com outro carro, resultaram ainda três feridos graves" in Correio da Manhã de 02.01.2006.

É uma artéria que se denomina de Av. Estados Unidos da América, numa cidade chamada Lisboa. Esta Avenida é povoada por habitantes inchados de um orgulho bacoco (saloio como os saloios que eles tanto criticam) por morarem nessa mesma Avenida.
É claro que todos os habitantes de outras tantas Avenidas e Ruas desta cidade se podem gabar do seu local de residência. Mas os da Avenida Estados Unidos da América não só têm a certeza de viver num sítio abençoado por Deus Nosso Senhor como reclamam o direito divino de constituírem um Feudo Jurisdicional sobre a “sua” Avenida.
Ali ninguém mete a mão!!!
Muito menos a Câmara Municipal de Lisboa.
Imagine-se que há uns anos atrás a Câmara Lisboeta pensou em construir um viaduto ou um túnel para desnivelar o cruzamento com a Av. Gago Coutinho na construção do prolongamento da Av. Estados Unidos da América.
Logo se levantou um coro de protestos enorme, gigantesco, um Tsunami constituído por gente “importante” da sociedade que ameaçava abater-se sobre a Autarquia Lisboeta. Doutores, Engenheiros, Advogados, Políticos, Ex-políticos, Donas de Casa dos chás da cinco e os habituais desejosos ocupantes do espaço noticioso formaram a armada invencível contra o desnivelamento!!
Porquê??
Nunca consegui perceber!!
Os argumentos, se bem lembro, passavam por:
1- Perigo para os peões devido a um possível aumento da velocidade de circulação.
É digno de registo no anedotário nacional este argumento. Pensando em todos os túneis e viadutos que existem em Lisboa é de pensar que os números de mortos e feridos graves por atropelamentos na zona onde estão implantados seja comparável ao da Guerra do Iraque. Ou se calhar igual ao número de vítimas de atropelamentos que, desde que me lembro, ocorrem na Av. Estados Unidos da América relacionados com os peões (normalmente pessoas idosas) que atravessam em locais suicidas e depois queixam-se dos automobilistas.
2- Descaracterização urbanística da Avenida.
Aqui não posso deixar de dar alguma razão aos habitantes da Avenida. Realmente, se o viaduto ligasse a Estados Unidos da América ao Restelo, ou à zona nobre de Telheiras ou à Lapa, ainda vá lá!! Agora, ligar a “nobre” Avenida Estados Unidos a Chelas????
3- Qualquer outra que eles imaginassem para poder protestar.
Em relação a esta, nem comento!!

E, perante tamanho coro de protestos, a Câmara de Lisboa recuou cobardemente.
E não desnivelou! Instalou semáforos!!

Desde a abertura do prolongamento da Av. Estados Unidos da América que ocorrem semanalmente acidentes gravíssimos, como era de prever desde o início.
Diversas vítimas mortais e feridos graves são o resultado do egoísmo cego, da falta de cultura cívica e do egocentrismo absolutamente patético de umas dezenas de cidadãos que se reclamam acima das instituições e dos restantes mortais!!

Da minha parte, como cidadão e lisboeta, declaro que considero todos esses senhores os principais responsáveis pelas vítimas do fatídico cruzamento da Av. Estados Unidos da América com a Av. Gago Coutinho.
Declaro ainda que, até à data, ninguém meu conhecido, amigo ou familiar esteve envolvido em acidentes neste cruzamento.
Simplesmente move-me a revolta!!
Tenho ainda a esperança que os feridos, ou os familiares e amigos das vítimas mortais coloquem em tribunal todos aqueles que protestaram na altura contra o desnivelamento. Existem imagens televisivas, artigos de jornais, excertos radiofónicos para os identificar.
E que eles tenham o Inferno que merecem é o meu desejo!!!

Sexo para acordar!?

Costumo acordar com uma estação de rádio qualquer. Ao calhas! Não me dou ao trabalho de escolher porque a grande maioria, de manhã, não vale nada!!!
Mas hoje tive azar, pois calhou-me o pior programa que dá de manhã. Em que estação? Não sei. Que programa? não sei. Só sei que é com o Júlio Machado Vaz (também tem um blog: http://murcon.blogspot.com/) que, para além de ser um conceituado psiquiatra, é um chato de primeira e em vez de me acordar ainda me deixou num sono mais profundo.
Eu até gosto de ouvir algumas das suas dissertações sobre a sexualidade e tudo o mais. O tudo o mais também está relacionado com a sexualidade. Um bocado Freudiano, portanto.
O que me aborrece de morte em ouvi-lo de manhã, é a sua (característica) voz calma, lenta, suave; são as suas explicações muito simples, como se todos fôssemos crianças e não pudéssemos ouvir palavras mais carregadas e/ou mais exaltadas; e o facto de não se calar por uns segundos e tender a monopolizar as conversas tornando-as em monólogos da matina.
Eu bem sei que o senhor agrada a muita boa gente. E sei que o programa passa a horas decentes, horas que obrigam moralmente qualquer um a já não se encontrar na caminha a dormir. Mas trata-se da minha sanidade mental. Sem soninho o André fica maluquinho.
Por favor, alguém, qualquer um, passe esse, estimado, Senhor para a tarde, se faz favor!?