sábado, abril 30, 2005

Talvez no futuro te encorne

Dos muitos logros que a sociedade (influenciada pela religião) nos enfiou, a monogamia é dos piores.
Já provado por sociólogos e cientistas que a tendência natural do homem é a poligamia, insistimos em julgar aqueles que o são.
Tenho que confessar que, como o resto de nós, fui educado num ambiente de monogamia e, portanto, apesar de saber qual a inclinação natural, não sei se conseguiria encetar uma relação "variada".
Isto tudo porquê? Ora bem, tenho visto estes últimos programas que têm dado na TV sobre infidelidade e "ser apanhado". Mas não é isso que me faz confusão, o que realmente me confunde é a reacção de terceiros ao julgarem, tão prontamente, os "traidores".
Para mim isto não passa de uma grande hipocrisia. Quantos de nós não seriam capaz de trair, em determinadas condições. Acho que uma grande parte.
E a hipocrisia é maior ainda quando se trata da mulher que encorna o marido. Parece que a mulher tem uma qualquer obrigação de ser santa e nunca, mas nunca, deve ter os mesmos apetites do homem.
Eu não tenho dúvidas em que num futuro, não muito próximo, as relações serão muito mais variadas na sua diversidade, mas, como todos nós, ainda não me consegui adaptar à ideia.
Só vejo uma excepção nesta questão, pelo menos para mim. Quando estou apaixonado (raro) não consigo pensar em mais nenhuma mulher, por mais "boa" que ela seja.
Portanto a poligamia recomenda-se apenas para relações de amor maduro: colheita com mais de dois anos.

NOTA: Já traí uma namorada (uma vez só), e provavelmente já fui traído, mas nunca me imiscuí noutra relação.

quinta-feira, abril 28, 2005

A alavanca é para o preguiçoso!

Se me perguntam qual o meu método de trabalho eu respondo que utilizo a invenção de Arquimedes, a Alavanca!, e bom senso.
A alavanca, porque não gosto de trabalhar à bruta. Quando me deparo com um trabalho gosto de pensar primeiro qual a maneira mais fácil e rápida de o fazer, e só depois, mesmo que demore algum tempo a pensar, é que o faço.
Sem dúvida acabo sempre por poupar tempo e energia.
E o bom senso, que é a escolha do instrumento indicado para o trabalho. Mesmo que não saiba da existência do instrumento/ferramenta, sei que já muita gente mais inteligente do que eu se deparou com tal problema, logo só tenho que verificar que características necessita ter o instrumento, e procurá-lo.
Este método foi-me ensinado quando eu era ainda adolescente e trabalhei durante uns tempos com um velho Mestre Pescador, muito sábio por sinal.
Apesar da área de que me ocupo agora seja totalmente diferente, este raciocínio serve para tudo.
Porquê que, então, grande parte dos trabalhadores não é pragmático no seu labor?
O meu velho Mestre dizia, dos pescadores, e eu aproveito e digo da maior parte das pessoas:
- O homem quer é mostrar trabalho! Quer é que os outros o vejam a suar que nem um porco (e o admirem por isso ) a levantar uma carga de 50 Kg! Apesar de mesmo ao lado estar um guincho que lhe fazia o trabalho facilmente e salvava-o de uma valente hérnia.
Eu acho que neste país ainda vivemos nessa mentalidade um pouco bruta e muito bronca.
Pensar é para os fidalgos, para os ricos. O homem do povo tem é que encarar o trabalho pelos cornos!
Pois eu não hei-de arranjar nenhuma hérnia, chamem-me os nomes que quiserem.

terça-feira, abril 26, 2005

No exemplo é que reside a confusão

Ter bons ou maus exemplos?
É uma pergunta complicada sem uma resposta simples.
O bom senso diria que o ideal seriam os bons exemplos, mas não é verdade que estes exemplos também nos podem prejudicar?
Se eu tiver bons exemplos, será provável que os siga? Não me sentirei diminuído em relação a um modelo "perfeito", sempre inatingivel?
E uma vez que não consiga atingir os padrões ideais não me irei voltar para o extremo oposto? Numa espécie de revolta...
E os maus exemplos? Também podem ser difíceis de atingir como modelo. Mas com certeza que serão sempre um caminho mais fácil que os bons. E de qualquer maneira sempre podem acirrar o bom senso inato em todos nós e provocar o "parto" de um comportamento social ideal.
Eu acho que a maior parte das pessoas "normais" é o resultado de um ambiente de equílibrio, onde coexistem os dois tipos de exemplo, sem que nenhum dos extremos seja demasiado distante do eixo.
Em conclusão, não acho que se deva desculpabilizar determinados actos, só porque determinado indivíduo teve rodeado de um ambiente menos exemplar. E mais, acredito que o inato em nós, humanos, será um comportamento de moral humanista.

sexta-feira, abril 22, 2005

Mas afinal quem é que aborta?

Acerca do referendo à despenalização do aborto.
Primeiro eu acho que, a haver esse referendo, deveria ser só para mulheres. Pouca gente concorda com isto, mas a verdade é que elas é que têm a última palavra neste assunto. Não digo que nós, os homens, não temos responsabilidade ou opinião. Não, temos! Mas, muito simplesmente, não temos o direito de decidir.
Ok! Vou fazer um desenho: Imaginem um mundo em que existissem 5 mulheres e 10 homens. Destes indivíduos, as mulheres eram a favor da despenalização e os homens contra. Logicamente, elas perdiam! Não estaremos a ser um "pouco" fascistas e, já agora, machistas também?
Segundo, acho que este direito deveria ser "humanamente" concedido e nem sequer deveria haver polémicas à volta do mesmo.
Agora, não digo que não devam existir regras. Lógico que sim! Mas não as dos políticos que se ficam, creio, nas oito semanas de gestação como compromisso político. A ser delineado um sistemas de regras, que seja por quem de direito - os Médicos!
Muitas "águas" já foram vertidas sobre este assunto, mas enquanto vivermos neste sistema neofascista, não se prevêem mudanças tão cedo. E podem agradecer ao Conservadores Fascistas que pululam na política actual. Mas afinal são apenas o reflexo da sociedade em que vivemos.

A tradição já não é o que era.

Como é que é possivel que se trabalhe numa determinada área há uma série de anos e se continue a proceder segundo o velho método do "sempre se fez assim e, apesar de não saber porquê, vou continuar a tradição"?
Aconteceu comigo! Confrontei-me com este tipo de criatura.
Bom! Também não é nenhuma novidade. Já me confrontei com estas criaturas no passado e não vejo fim para estes encontros.
Hoje quis marcar (e marquei!) as férias para determinado mês que, aparentemente, não é comum. O mês de Junho! Esse mal afamado mês!
Só que...
A criatura - Podes marcar para esse mês, mas aviso já que o subsídio de férias só é pago a partir de Julho.
Eu - Mas não tem sentido! O subsídio é pago ANTES de se ir de férias.
A criatura - Eu já trabalhei em uma série de empresas e já trabalho aqui há uns anos e sempre se fez assim...
Eu - Mas porquê? Fundamenta-me isso. Mostra-me o Decreto-Lei - Começo a ficar com uma certa irritação.
A criatura - Não preciso! Sempre se fez assim...
Eu - ...bom então marca-me para Julho. - A irritação transforma-se em urticária.
Fui então para o meu gabinete, sem vontade para discussões. Mas fui procurar o Decreto-Lei ao Código do Trabalho! E, claro, como esperava encontrei facilmente. Nem sequer era ambíguo como temia. E era cristalino! E estava lá à mão-de-semear!
Felizmente, para a criatura, convenceram-na a "fazer-me a vontade". Portanto, nem me dei ao trabalho de lhe mostrar o Código do Trabalho. Ela que chafurde na sua "tradição".
Moral da estória: Se o fazes sem saber porquê e como, o mais provável é que sejas uma criatura.

quinta-feira, abril 21, 2005

1, 2, 3, toma lá outra vez!

Porque é que há uma tão grande vontade de se ser redundante?
Deve ser engraçado dizer as coisas duas vezes. Chamar a atenção sobre um determinado assunto mais do que uma vez, deve ter a sua piada.
Pois esta manhã já recebi dois recados redundantes. Vieram-me dizer que me tinham enviado um e-mail com tal conteúdo e com tais instruções...
Não estou a perceber...o e-mail não era suficiente??? Tinha que ser acompanhado por um anexo humano que, ainda por cima, me vem interromper o meu fio de raciocínio??
Não será o texto dos e-mails, cartas, etc, suficiente? Tem que ser acompanhado por gestos?
Eu sei que a redundância pode ser sinónimo de segurança, mas nestes casos comezinhos deve ser de idiotice!
Estas melgas "repetideiras" andam por aí. Hoje já fui picado por duas!!!

quinta-feira, abril 14, 2005

Se erro logo existo.

Dizem-me que sou um pouco susceptível quando me apontam erros. Eu digo que não sou. Ou por outro lado, talvez o seja com certas pessoas.
Quem são elas? Como actuam? Qual o seu perfil?
Estas pessoas são, normalmente, chegadas a nós;
Agem de uma forma intensa e continuada. São óptimas na corrosão e desgaste;
São gozonas por natureza. Algumas, para piorar, são arrogantes e prepotentes. São obcecadas por apontar erros, as qualidades não lhes interessam. São obcecadas. São exageradamente teimosas. São inteligentes mas só lhes interessam os resumos.
É preciso conhecer e conviver com uma peça destas para perceber a extensão dos danos provocados pela sua forma de ser.
Infelizmente, pelo que tenho percebido, os que eu conheço (dois) não são os únicos no mundo. Parece que há mais criaturas destas por aí.
A minha receita em como lidar com estes monstros-da-Lagoa-Negra em 3D é: ignorem-nos!
Quando vos estiverem a chatear, nas suas constantes e longas sessões de críticas e gozo, façam de conta que não lhes prestam atenção e se puderem, sem faltar à educação, retirem-se.

Lúcifer é que tinha razão.

Eu sou tão avesso às hierarquias no geral e ao poder no particular, que hoje sou anarca e ateu.
Bom, é um bocado mais complicado que esta minha afirmação. De qualquer maneira, para simplificar e ter mais piada, vamos partir daí, de uma maneira simplista e reptiliana.
Eu sou tão ateu/anarca que se morresse e fosse para o céu, recusava servir "qualquer" Deus que me aparecesse à frente. Ajoelhar, nunca!
E também não acreditaria Nele.
Provavelmente, por causa disso, iria para o Inferno, mas também, eu e o Diabo seríamos bons amigos. Isto se a Biblia estiver correcta.
Se virem bem, chegam à conclusão que também Lúcifer seria ateu e anarca: recusou Deus e "vive" sem necessidade Dele; E abominava o poder que Deus tinha sobre Ele.
Mas que raio!!! O homem foi feito para servir???
Claro que a anarquia assim como o ateísmo, têm várias e mais complicadas definições e correntes de pensamento.
Sem faltar à verdade do meu íntimo, estou a simplificar as coisas. Desta forma pode ser que converta algumas "almas penadas" que vagueiam sem rumo.
Talvez seja ingénuo, ou mesmo burro! Mas recuso-me a ser submetido por qualquer tipo de poder. Seja ele terrestre ou celestial.
E creio que todo o ser humano, de uma maneira visceral, pensa ou age desta maneira.

O Senhor Dr. é burro!

Tive, há pouco tempo, uma discussão com um amigo meu, sobre a "quantidade" de cultura geral que tem uma pessoa com o ensino superior em comparação com uma que não o tenha.
Eu acho (com algumas dúvidas) que, especialmente no nosso país, a diferença não vai por aí além...
Já o meu amigo defende o contrário.
Nenhum dos dois, acredito, se baseou em estatísticas ou estudos feitos. Foi, portanto, uma discussão que utilizou o senso comum. Com esta premissa, o meu lado estava irremediavelmente derrotado.
No entanto, o que eu vejo no dia-a-dia mostra-me exactamente o contrário - não pretendo conhecer toda a gente, mas... -, mostra-me que os (alguns, muitos) indivíduos com estudos superiores perdem-se na especificidade da sua área e sofrem de uma incrível falta de cultura geral. Enquanto que os "menos desenvolvidos", talvez numa espécie de recompensa mental pela falta do sumo académico, mostram-se mais interessados num vasto campo de assuntos.
Eu serei sempre suspeito nas minhas opiniões dos Drs. vs Comuns, porque não tenho nenhum curso superior. Mas por outro lado, posso considerá-los, a eles "os superiores", que também são suspeitos, e não só isso como ofuscados pela sua aparente sabedoria.

sexta-feira, abril 08, 2005

Eles sabem tudo...

Acho muito curioso o facto de certas pessoas acharem que a sua "sabedoria" é espontânea e inata. E que, por isso, têm todo o direito de insultar quem não tenha esta característica tão enaltecedora.
Estas pequenas larvazitas, devem se convencer que já nasceram com todo o conhecimento e que o vão buscar, lembrando, à medida que precisam.
Isto é duplamente mau! Por um lado, porque renegam toda a gente à sua volta que lhes dá os inputs de conhecimento, por outro insultam (esta é uma particularidade destes pequenos húmus) as pessoas à sua volta, mesmo que, eventualmente, sejam as mesmas pessoas que lhes passam conhecimentos.
São realmente uns seres estranhos!
A minha tentativa de explicação para este fenómeno seria escrita se os entendesse, mas infelizmente...

quinta-feira, abril 07, 2005

O que tu sabes eu quero aprender!

Suponho que seja normal, mas fico tremendamente frustrado quando não sei algo que deveria saber, especialmente se é do domínio da cultura geral ou algo que não me lembre.
Verdade seja dita, procuro logo conhecer a "coisa" em si ou puxar da memória.
Depois há certas temáticas que eu ando, há uma série de tempo, a prometer-me a mim próprio que tenho que aprender mais sobre elas. Nem são coisas que eu seja completamente ignorante, mas como tenho amigos que as dominam, eu, que quero arranjar mais assuntos de conversa, sinto a obrigação de aprender/ler mais sobre isso...
Acho que é um compromisso não só com a amizade como com a curiosidade. E, também, é uma das melhores maneiras de "compreendermos" melhor os nossos amigos.
Irritam-me os pretensos amigos! - aqueles que não têm pachorra para nos conhecer da mesma maneira.
Às vezes, vejo mais curiosidade e empatia em estranhos ou conhecidos do que nos amigos.
Será este um fenómeno geral? Se sim, será destes tempos que não nos permitem ser gregários como "antigamente"?
Há muito mais a ser dito sobre isto, mas agora tenho que ir trabalhar.

quarta-feira, abril 06, 2005

O inquilino misterioso

Estou com uma fama que não sabia ter.
Como vivo sozinho e não tenho namorada há "algum tempo" e ainda por cima recebo muitos amigos em casa, a porteira do meu prédio, resolveu perguntar à minha mãe, que vive um andar acima de mim, se eu era homossexual.
Lógico, a minha mãe veio-me contar. Eu não liguei muito.
Mas isto faz-me lembrar a estória dos rótulos que nos põem se procedemos de determinada maneira.
Não me irritou a suspeita, irritou-me, isso sim, a cusquice da velha.
Não tenho nada contra os gays e também não vou utilizar a desculpa que todos usam: - Eu até tenho amigos que são gays! Não só não tenho nada contra eles e elas, como acho que deviam andar livremente na rua com a mesma liberdade que andam os casais hetero. Apoio completamente tudo o que pedem: Adopção, casamento, etc.
O facto de não ter namorada é só um problema de autoestima passageiro (espero). Mas apesar disso, estou muito seguro do que gosto: já experimentei e recomendo!
Confesso que quando estou com amigos, gozamos muito com o clássico GAY - aquele que é sensacionalista, que se abana todo e fala de uma maneira toda afectada. Mas ao mesmo tempo que estou a gozar sinto a consciência pesada, porque eu nem sequer penso assim. Como sou demasiado liberal para ser aceite num grupo "comum", cedo à pressão do sistema e vou na onda. Mas todos os dias tento melhorar o meu comportamento. Estas coisas levam tempo.
Raio das velhas carcaças que não têm mais nada para fazer!

segunda-feira, abril 04, 2005

Um fim-de-semana Papado

Que me perdoem os católicos apostólicos etc, mas estou com o Papa pelos cabelos!
Mas é sempre a mesma coisa! Não pode acontecer qualquer coisa um bocado mais importante do que o normal que é logo desculpa para fazerem quarenta e oito horas seguidas de televisão sobre o tema.
E a minha série "Lost"? Onde está ela?
E o meu fim-de-semana a vêr televisão? Como é que fica?
Tive que alugar mais filmes do que desejaria por causa disto tudo. Não se admite!
Ainda se fossem imagens de acção - uma guerrazita, uma qualquer polémica social, etc - isso ainda dava para entreter. Agora gajos a rezar todo o dia!!!!
Qualquer dia começo a achar que os franceses é que têm razão ao levar o laicismo ao extremo.
E aposto com qualquer um que, quando começar o "sorteio do novo Papa", será mais um fim-de-semana para o...mal dos nossos pecados?
Espero que o novo Papa nos deixe usar preservativos...

sábado, abril 02, 2005

Felicidade oferece-se!

Ser feliz, na minha opinião, depende muito da quantidade de referências felizes que tenhamos tido na vida.
Creio que a melancolia é vista como um estado de semi-tristeza, mas sempre que me vejo melancólico sinto-me feliz, porque estou a lembrar coisas felizes e a tentar adaptá-las ao presente de uma maneira que as quase reavive.
E com as lembranças eu construo um mundo novo!
Eu posso me dar por feliz por ter muitas referências (leia-se memórias) felizes.
Muito facilmente passo de um estado deprimido para uma quase exaltação. Basta para isso activar as minhas memórias.
Não digo que as referências sejam a única coisa para a felicidade, mas ajudam muito!
E as referências podem ser sentimentos, cores, disposições geométricas, um determinado ambiente, certas pessoas, sensações auditivas, gustativas, olfactivas, etc.
Por isso porque é que há pessoas tão infelizes quando têm tudo para não o ser?
Tirando uma qualquer condição clínica, uma maior sensibilidade ao panorama mundial ou o facto de, talvez, serem uns perfeitos idiotas (pode ser separado ou tudo junto), não vejo razão para as pessoas não serem mais felizes. Mas isso sou eu! Que se calhar sou muito ingénuo.
A todos os encarregados de educação: Encham as vossas crianças de todo o tipo de memórias felizes!
Não, Bibi e Companhia. Isto não vos inclui!

Rótulos! Só na roupa.

Desprezo a mania que existe de se rotularem as pessoas:
  • Se fazes isto és aquilo;
  • Se gosta disto és aqueloutro.
  • Se vais aí és isto;
  • Se ouves, vês, sentes isso és fulano;
  • Se ajes dessa maneira és cicrano.

Enfim, é um nunca acabar de regras a que temos que obedecer para sermos considerados "normais" numa população que é absolutamente anormal!
Não quero aqui estar a especificar uma a uma as parvoíces que se estabelecem, para que todos tenhamos um comportamento razoável.
Eu tenho o prazer de me estar, puramente, a cagar para todas essas estupidezes.
Se bem que, em determinadas alturas, há certas reacções ao meu comportamento que me deixam exaltado, zangado, irritado, espantado e tantos outros ado's e ido's.
Mas não podemos ser uma espécie de eclécticos em tudo?
Temos que seguir ondas e modas e pertencer a alvos populacionais num universo de marketing?
Temos que pertencer à fatia dos # aos # anos; de determinada zona geográfica; da classe social x; e com incomming y?
Não seriamos muito mais felizes se agíssemos livremente, da maneira que nos desse na real gana?
Eu gosto da diversidade, mas vejo este mundo a caminhar, cada vez mais, para uma uniformidade conformada e assustadoramente parecida com um regime totalitarista. Só que em vez de um Big Brother, somos todos Big Brothers, uns para os outros.
CONFORMEM-SE! REPRODUZAM-SE! LUCREM! PRODUZAM! CONSUMAM!
NÃO VISITEM O
HTTP://VOZESDAREVOLTA.BLOGSPOT.COM!
Seus corpúsculos de micróbio patogénico insignificantes! Reajam!

Os sabichões do nosso país

O português tem a mania que sabe tudo. E recusa-se a dizer que não sabe!
Ora, esta é uma mania um pouco prejudicial, se não completamente autodestrutiva.
Acontece que, por causa deste fenómeno, a quantidade de ignorantes/broncos, cresce a olhos vistos.
E qual a razão deste fenómeno? Eu creio que existe um forte complexo de inferioridade a nível nacional, tipo: - Não sei nada, mas ninguém o saberá!
Parece que há fama, só entre nós (portugueses), que sabemos conversar sobre um bocadinho de tudo. A verdade é que não sabemos um bocadinho de nada!
O pior é que as pessoas que têm a coragem de reconhecer que são ignorantes n'algum assunto, são tristemente "marcadas" com o carimbo BURRO! ao perguntarem algo a alguém.
Acaba por ser um pouco uma pescadinha-de-rabo-na-boca, porque são poucos os que têm a humildade de perguntar, e cada vez mais proliferam os verdadeiros burros.
Eu não tenho dúvidas em relação a este ser um fenómeno típicamente nacional.
Por isso, se de hoje para a amanhã, se alguém vos perguntar alguma coisa, a qual esteja em discussão/apresentação nesse momento, pensem que, muito provavelmente, essa pessoa é, não só curiosa (o que é bom), como possui um intelecto acima da média. Razão: Porque se alguém é curioso, sempre o foi. E se sempre o foi, deve possuir uma cultura acima da média.
Em conclusão: Se gozarem connvosco ao fazerem uma pergunta, não se preocupem. Há grandes hipóteses de que o bicho-rídiculo-dos-pântanos-da-cretinice, saiba muito pouco de tudo!