sexta-feira, junho 20, 2008

Esmurradoras de pénis

O exterior, quando preenchido com inúmeras pessoas, é uma fobia para mim.
Não, já não sofro de agorafobia; o meu grande receio é apanhar com uma destas esmurradoras (que andam por aí) pela frente.
É interessante verificar que, ao contrário dos malabaristas, estas lançadoras de basebol não precisam dos braços quietos, e abertos, para se equilibrarem, isto, apesar das agulhas onde assentam os seus pés; no entanto, deve-se verificar este fenómeno sempre de uma posição segura.
Infelizmente, porque tenho que andar de transportes públicos, preciso penetrar a confusão. Por causa disto, tenho desenvolvido reflexos e agilidade capazes de fazer inveja ao homem-aranha; não é fácil fugir das esmurradoras!
Elas andam com remos no tronco, ao invés de braços; precisam de os movimentar com força de maneira a ganharem impulso no andamento; e, como todos os peixes sabem, não se deve ficar na rota de um destes botes, ou leva-se com um remo na tola. Já nós, os humanos, dado o movimento destas mulheres da atlântida ser ligeiramente diferente daquele que massacra tolas de peixe, temos que ficar (sempre) atentos, e resguardar, gentilmente, os nossos pénis.

quarta-feira, junho 11, 2008

Eu vou e tu vais comigo, senão...

Eu não estou contente com a minha vida, por isso vou manifestar a minha opinião e vou convencer todos que não estejam bem com a vida a manifestarem-se também; aqueles que não quiserem manifestar o seu descontentamento, terão que ficar em casa; não irei permitir que trabalhem ou integrem as "normais" funções sociais, caso contrário levarão porrada!!!
Eis, sucinta e metaforicamente, o problema com que nos deparamos, constantemente, sempre que uma determinada classe operária quer fazer uma greve.
Não sei se os camionistas têm razão, nem quero saber; o que a mim me importa são os direitos fundamentais do cidadão. Manifestem-se à vontade e reivindiquem o que quiserem, agora, não têm é o direito de obrigar todos os outros a partilhar do mesmo ponto de vista e, consequentemente, de seguir a mesma linha de acção.
E não parecem tão generosos quando "permitem" que as cargas hospitalares, de gado ou de ração possam continuar o seu percurso? Mas quem são estes gajos para permitir alguma coisa??? Isto só demonstra duas coisas: a herança, ainda presente, do fascismo do quero, posso e mando; e a brutal ignorância do facto de que tudo está interligado.
Alguém devia fazer um levantamento estatístico destas greves; quase que aposto que calham sempre em tempo de campeonatos de futebol...