sexta-feira, setembro 28, 2007

Tanta coisa para quê?

É agora, ao reunir as minhas coisas acumuladas durante anos, para me mudar de casa, que descubro que praticamente nada do que tenho é útil ou sequer utilizável com frequência.
Com a cada vez maior emergência de conteúdos digitais - que é a única coisa que me interessa, isso e os interfaces -, vejo com olhos mais cerrados toda a panóplia de artefactos rudimentares que outrora serviram para guardar informação: revistas, CD's áudio, DVD's e toda a quantidade de papel "importante".
Por enquanto ainda vou guardando os meus livros e algumas revistas eleitas (dei mais de 1000 revistas), mas também estes meios têm um final anunciado.
Tudo isto pode fazer muita confusão para os puristas, mas para mim é agora uma questão de pragmatismo e eficiência: Se todos os meus conteúdos forem digitais, não só não tenho mais que me preocupar com espaço e organização espacial, como também os posso indexar e relacionar com grande facilidade.
Enquanto escrevo, estou a olhar para os meus volumes da Enciclopédia em celulose que descansa agora no chão e apesar de esta ter quase um metro de altura, é insignificante por comparação às digitais e ainda por cima não tem conteúdos multimédia. - Vou dá-la à minha mãe!
Já tenho uma grande parte das minhas fotografias e da família, digitalizadas e guardadas no Flickr, organizadas por data, pessoas e posição geográfica, já não preciso do papel; a minha música é toda em mp3; os filmes em DIVX; a banda desenhada em jpg; muitos livros em PDF; e tudo o resto algures na Net.
A única coisa que não consegui digitalizar (ainda) foi o Kiko. Não sei como catalogá-lo nem em que formato o guarde.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Mas quem é esta cadela?

Uma coisa é garantida quando vou passear os cães (o meu e o da minha mãe), já sei que se encontrar outros donos, vou ser obrigado a encetar conversas sobre os mais variados temas: cães perdidos, cães abandonados, raças de cães, hábitos canídeos, o complexo de Napoleão nos cães pequenos, a inércia dos cães grandes, etc.
Este Domingo encontrei duas senhoras velhinhas justamente quando me estava a preparar para ir embora. Rapidamente, logo a seguir a me terem impedido com fortes correias de continuar a andar, puseram-me a par da onda de cães abandonados deste Verão.
A medo dei algumas festinhas aos respectivos chihuahuas e subtilmente coloquei-me em posição de "partida, largada, fugida". Estava eu prestes a desatar a andar para casa, quando as senhoras me perguntaram o nome da cadela (que é da minha mãe), quando abri a boca não saiu nada...tinha-me esquecido do raio do nome da cadela!
Comecei logo a pensar que depois de toda esta conversa sobre abandono de cães, o facto de eu não me lembrar do nome de um dos que estava a passear poderia cair um bocado mal.
Logo a seguir a ter dito que não me estava a lembrar e que (boa desculpa!) a cadela era da minha mãe, resolvi inventar um nome para não deixar uma pior impressão...
Olhei para o meu cão e resolvi fazer uma variação feminina do nome dele, "Kika!". Não sei como é que consegui não me desmanchar a rir quando as senhoras começaram a falar com a cadela "Que linda kikinha!".
Claro que já informei a minha mãe que a LUNA agora tem um segundo nome próprio.

A minha pergunta é: o facto de a nossa mãe rir-se de nós com alguma frequência provoca alguma instabilidade mental?

O macho, o maricas e o D. Juan

Há uma semana que me ando a sentir muito macho, isto porque a música do "O Bom, o mau e o vilão" não me sai da cabeça . Dou constantemente por mim a cantarolá-la com toda a pujança de um verdadeiro Clint Eastwood português.
Já no Domingo, fui inundado por uma grande onda de bichanice. Simplesmente não conseguia parar de cantar o "I Feel Preety" do West Side Story .
Não me entendam mal, eu não sou daqueles que acha que qualquer homem que goste de musicais é Gay. O que me preocupou foi a minha interpretação musical em falsete, agravado com o próprio "peso" da letra "I feel preety; Oh so preety. I feel preety, and whitty, and gay...". Isto e o facto de a música ser escrita para ser cantada por uma mulher.
Felizmente, acabei o fim-de-semana bem mais descansado. Fui para a cama a cantarolar o "Fuck her gently" dos Tenacious D.



fuck her gently - Funny blooper videos are here

sexta-feira, setembro 07, 2007

Estou viciado!

Nunca gostei de jogos de estratégia mas agora encontro-me viciado neste jogo on-line:


Já tenho três planetas; estou mortinho por poder começar a guerrear com outros marmanjos.

P.S. Estou no Universo 21.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Quem me ajuda?

Tenho centenas de revistas de informática que gostaria de dar "asas para voar", que é como quem diz, dar! Infelizmente, nem as bibliotecas, nem os alfarrabistas querem aquilo.
Estou com pena de atirar tudo aquilo para o lixo, mas em última instância é para lá que vai.

Se houver algum coleccionador por aí...

Morreu Pavarotti!

Quem mais poderá cantar Puccini?

Peidos mudos

Se há coisa que detesto é entrar numa casa-de-banho pública ao mesmo tempo que outra pessoa. Se ao menos os meus intestinos tivessem um botão para o volume...
Duas coisas acontecem nestas circunstâncias: uma é a competição para ver quem faz menos barulho, a outra é ver quem se vai embora primeiro.
Estou a escrever sobre isto porque acabei de passar os meus últimos vinte minutos na casa-de-banho.
Em relação aos sons, perdi redonda e ruidosamente; em relação ao abandono do WC, ganhei por dez minutos: fui o último a sair!
Até aqui penso que é tudo normal, mas existe um pormenor que relato agora e que é um pouco Seinfeldiano: eu sou um habitué descamisado do WC, ou seja, sempre que sento as minhas frágeis (e virgens) nádegas num destes anéis bacterianos, tenho que estar de tronco nu! Não sei, gosto de me sentir em casa quando processo a última refeição e a encaminho para a ETAR mais próxima.

De volta para dar cabo dos palermas que por aí andam

O que eu escrevo não se diz...
Fartei-me de pensar num blog alternativo, mais abrangente, mais polido, com mais pinta, mas não consegui pensar em nada de jeito. Tenho que me limitar ao que sei fazer: agredir gente parva e também fazer figura de parvo devido a algumas escorregadelas que dou antes de conseguir enfiar-lhes um calduço.
O melhor é ficar por aqui. Volto atrás então na minha decisão.
O que é um gajo que não desiste? Podem-me acusar com "insistes em tudo pá!"?
Tenho a certeza que umas certas pessoas vão ficar aborrecidas com o meu regresso...

- Just when I think I was out, they bring me back in!

terça-feira, setembro 04, 2007

Novo Curso de Escrita Criativa

Apesar de este blog estar morto, verifico que ainda existem muitas pessoas que o visitam. Por isso aproveito para divulgar que estão abertas as inscrições no Corte Inglés para mais um curso de Escrita Criativa (17 de Setembro).
Apesar de gratuito e de uma obrigação quase compulsiva para ingerir coffee-breaks, nem tudo é mau...
O professor (José Couto Nogueira) é um excelente orador e com um sentido de humor apuradíssimo; a sua experiência como escritor e tradutor é razão mais do que suficiente para que qualquer curioso sobre os meandros das letras pagas possa vir a ser mais um participante de tão notável curso.
Como se não fossem suficientes todas estas iguarias, a Organização deste curso atreve-se a convidar escritores famosos para falarem sobre as suas vidas, experiências no campo da escrita, e para ainda responderem a perguntas duvidosas ou mesmo a jóias lapalissadas. Mas não temais a interacção, porque todo o caminho para a iluminação é, no mínimo, forte inspiração para que terceiros desenvolvam os seus pulmões com fortes gargalhadas.