quinta-feira, agosto 28, 2008

Água para tolos

Como eu trabalho na área da água há já alguns anos, sei perfeitamente que a água da "torneira" é tão boa ou melhor que a engarrafada; e é por essa razão que bebo sempre, descomplexadamente, directamente da nossa querida EPAL.
Este vídeo é para os tolos que ainda pensam que a água da torneira é uma merda. E independentemente de existirem algumas diferenças entre a realidade americana e a portuguesa, dois factos são incontornáveis: a água pública é sujeita a uma quantidade enorme de testes num espaço de tempo que a engarrafada não é; e os parâmetros de "pureza" da água canalizada são rigorosamente cumpridos.


quarta-feira, agosto 27, 2008

Silêncio, eu extermino-te!

Desprezo a malta crescidinha que, nos transportes públicos, insiste em colocar os seu gadgets com mp3 num volume audível. Os putos eu percebo, eu fazia o mesmo quando o era, agora os adultos...
Mas porque raio é que sou obrigado a ouvir a música de merda das suas playlists de nojo? Eu quero ir sossegado a ler ou a pensar, e não consigo.
Já agora, também não gosto, embora aqui seja obrigado a aceitar, as discussões acaloradas e num tom elevado.
Dá-me vontade de dizer a estes gajos: Silence I'll Kill You!!!

A nomenclatura da irmã do Gino

O meu novo amigo, gino o lojista, diz-me que acha ridículo esta mania de dar nomes de gerações anteriores aos putos, nomes cuja verbalização exige sempre uma inflexão anasalada "venha cá Tomás", "Esteja quieto Martim", "Oh Afonso, plamordedeus, pare!", "Duarte e Lourenço parem de se oscular dessa maneira!", "Salvador, saia da picina e vá à garage chamar o caseiro", etc, etc, etc.
Este meu amigo vai ser pai, soube-o há pouco tempo; e, como é normal, já anda a escolher nomes. No entanto, a irmã do gino é uma espécie de catatua com pózinhos de tia d'ávenida de roma, e com a mania que é nova-rica - paradoxos do novo milénio. Ela tem, continuadamente, irritado o meu amigo com as suas tentativas de imposição do seu - diz ela - bom gosto. O gino, homem de grande personalidade, não se deixa influenciar pela sua siebling, antes mostra-lhe que não só os gostos não se discutem, como o seu gosto (dele) é de uma qualidade simples e, por isso mesmo, irredutível.
Eu concordo com o meu amigo que a irmã dele é uma chata.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Azedume suficiente para criticar

Eu gostava muito de ser crítico de cinema; juntava duas das coisas que mais gosto de fazer: ver filmes e escrever.
Infelizmente, acho que nunca poderei ser um bom crítico...
Se tento aplicar algum espírito crítico em quase tudo, quando vejo um filme essa característica desaparece parcialmente do meu cérebro para dar lugar a uma estonteante e infantil baba de gozo. Não vou dizer que todos os filmes me agradam, mas uma grande parte, hoje em dia, é bom nalgum aspecto.
Se calhar também ajuda o facto de eu só ver os filmes melhor produzidos, se calhar...
De qualquer maneira, um filme tem sempre algum aspecto técnico bem feito, e como um filme não é feito apenas por uma pessoa, e, definitivamente, a visão do realizador não é hermética, antes, é inundada por toda a criatividade da equipa técnica, não consigo obrigar-me a julgar um filme na sua totalidade; o que eu faço é pesar a quantidade de input de boa qualidade criativa e, de um modo algo distorcido pela minha infantilidade, tirar daí alguma média intuítiva.
Então, tristemente, não consigo sovar como deve ser os filmes que divertem apenas porque poderiam ser muito melhores. Consigo discernir quais os aspectos positivos desses mesmos filmes, mas os negativos relego-os para o meu caixote «não vou estragar esta sensação boa!».
Obviamente, consigo perceber o que está errado e, se fosse masoquista, até conseguia falar (escrever) sobre isso, mas é um exercício demasiado árduo para a minha emoção de fundo que tem sido positiva.
Posso dar um exemplo de um filme, cuja história é rídicula, mas que me divertiu e deu-me vontade de sair da sala aos tiros e às cambalhotas (sim, tenho 38 anos!); esse filme é o Wanted, e a sua história muito rídicula e disparatada, mas a acção do filme e os efeitos especiais divertiram-me. A criatividade aplicada neste filme pela respectiva equipa técnica é evidente, e sei que o realizador é muito bom e original.
Nunca serei um bom crítico, não tenho azedume suficiente, se algum...