quarta-feira, julho 27, 2005

Ao tempo que o tempo do tempo não é tempo

Este tempo (húmido, quente e chuvoso) só é bom no Verão. É a minha opinião.
Já no Inverno, porque usamos roupas mais quentes, é desagradável.
E vai daí, podem-me dizer que use roupas menos quentes quando o tempo estiver assim. E eu respondo: Não! Nem pensar!
Porquê? Porque não quero ser olhado como um pária.
E porquê que seria olhado como um ... isso? Porque neste país, quando é Inverno é Inverno, nem que esteja calor.
A verdade é que as pessoas se vestem de determinada maneira, consoante a época em que estejam e não necessariamente por causa do clima.
Ao longo da nossa evolução (pelo menos, em Portugal) houve qualquer coisa que deu para o torto e muito.
Que se vistam roupas escuras no Inverno e claras no Verão, até aí eu entendo.
Mas que as vestes sejam sempre quentes no Inverno e frescas no Verão, independentemente do tempo que faça, aqui fiquei perdido.
O pior é que se estiver calor (quente mesmo) num dia, tipo qualquer coisa de Dezembro, e eu resolver usar calções e T-shirt. Sem a mínima dúvida possível que me vão olhar como se fosse um marciano. Como se fosse maluco. Com aquele olhar "Olha-me este doido. Em Dezembro nesta figura. Quem me dera ter a coragem, mas não sou doido o suficiente."
E é assim meus amigos. Agora vão de galochas e impermeável para a rua. Vá lá.

Os teus ouvidos emudecem-me

Irritam-me profundamente as pessoas que não me escutam ou sequer fazem um esforço para isso.
Lógico que não são pessoas quaisquer, são pessoas que eu considero próximas ou amigas. Importo-me com elas, pelo menos o suficiente para as escutar quando é a minha vez. Por isso é que me irrita quando não me escutam quando preciso.
E depois, fazem aquele ar de "o que é que foi isto? - Parece-me que ouvi qualquer coisa. Nãa!"
AAAAAAAAARRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!
Passo bem com estas larvas se estiver acompanhado com seres humanos. Mas se, por azar, estiver sozinho com uma larva, e precisar de falar...fico às aranhas.
E depois fazem aquele ar superior do "agora não tenho tempo para as tuas nóias. Desampara-me a loja!". Até eu, que não suporto chatos, arranjo tempo (e paciência) para os ouvir. Quem é que estas larvas julgam que são???
Quando isto me acontece, passam-me sempre ideias de vingança pela cabeça. Do tipo: "Quando os papéis se inverterem, vou-te dar o mesmo tratamento". Mas quando isso acontece, já não tem importância. Não sou um tipo rancoroso.
Vou contar até 10...

terça-feira, julho 26, 2005

Talvez escrever

Há certas pessoas que simplesmente não entendem o que lhes dizemos. Ou melhor, interpretam (quase) sempre ao contrário. Ainda melhor, percebem tudo mal.
O que é pior é que seja lá o que (não) perceberem, é sempre algo que as magoa. Acabam por, sem quererem, pôr os seus "calcanhares" a nú.
Parecem masoquistas.
É preciso têr muito cuidado com toda a forma de comunicação que se tenta ter.
Obviamente, acabo por têr que explicar uma ideia simples duas vezes, e mesmo assim ficam a olhar-me de lado, desconfiadas.
Então quando se discute algo com estes paranóicos, é de ir aos arames. Tudo o que dizemos, é uma arma letal.
Também é preciso cuidado com os pequenos comentários e perguntas:

- Vamos ao café?
- O que é que queres dizer com isso?

- Já terminaste?
- Não! Sou demasiado lenta? É?

- Amanhã vou vêr o filme x ou o concerto y.
- Não tenho a tua vida! Não penses que ficas mais inteligente por causa disso.

Estes diálogos são inventados. Genéricos. Mas é mais ou menos assim que se processa a comunicação com estes frustrados - ou assim o parecem.
Qualquer ideia positiva, é imediatamente transformada num pecado capital.
Enfim! Não é preciso dizer que muitas vezes fico de boca aberta, sem saber como reagir. Pasmado. E, mais tarde, revoltado.

Passo o tempo com passatempos

É errado ter passatempos e/ou projectos, sejam ou não relacionados com o nosso trabalho. Pelo menos assim me dizem.
Quando mostro - todo satisfeito - o meu novo passatempo ou projecto, invariavelmente comentam que não tenho mais nada para fazer.
Nem sequer são passatempos da caca, espero...
É verdade que tenho mais tempo disponivel que grande parte das pessoas com a minha idade. Sou solteiro e com emprego 9h to 5h. Amanhem-se!
Mas também acredito que se não tivesse o tempo que tenho, mesmo assim não deixava de ter os meus projectos. Claro que o tempo dedicado a estes seria muito menor. Mas não interessa a quantidade de tempo (acho) mas sim o facto de estarmos sempre a pensar em coisas interessantes para fazer.
OK! Vou deixar de dizer que são uma grande parte das pessoas que funcionam assim. Mas apenas algumas que me são próximas.
Para além de me dizerem que não tenho mais nada para fazer, olham-me com desdém. O que me irrita ainda mais.
Às vezes sinto vontade de perguntar a esta gente o que é que fazem quando não estão a trabalhar. Pois sinto que as suas vidas devem ser, ou demasiado aborrecidas, ou - na ignorância da luz do sol, dentro da caverna. Por falta de termos de comparação - ignorantemente e inócuamente, felizes.
Desde que tenho consciência de mim, desde os inícios da minha memória, que sou assim. É mais forte do que eu. E desde esses tempos, que conheço, ou tendo a conhecer, pessoas com este perfil. Será uma maldição?
Será que este comportamento me torna insensato???

quinta-feira, julho 21, 2005

Livre para condenar

Que mania que as pessoas têm de julgar que se possuirmos uma determinada característica, então temos que a ter a 100%.
Quero dizer, é para isso que servem os estereótipos.
Nós, os humanos, somos equilibrados, mais ou menos, e podemos ser duas coisas contrárias ao mesmo tempo. É normal, julgo...
Por isso é que inventamos uma palavra chamada "paradoxo". Foi em nossa homenagem.
Mas mesmo assim ainda há pessoas que ficam admiradas pela amplitude de sentimentos que os seus semelhantes podem demonstrar.
Fico sempre a pensar se esses insurgentes ao paradoxo tentam levar uma vida regida pelo absoluto: Se sou assim, sou assim para tudo.
Isto leva-me a pensar no rápido julgamento que às vezes fazemos das pessoas e dos seu actos.
Eu acho que, para definir o que uma pessoa é, seria necessário pegar em toda a sua vida e fazer uma média das suas características. Agora, julgá-la imediatamente por causa de um acto, que até pode ser contranatura (a sua, claro!), é um pouco drástico.
Claro que (ás vezes) depois há aquele acto que é uma verdadeira abominação, sem explicação. Ou, ao contrário, um acto divino, quase beatificado. Mas estes, mesmo isolados, não explicam ou definem quem os cometeu.
Por exemplo: Eu até sou um tipo porreiro, mas de hoje para amanhã resolvo ser uma besta durante um ano, para depois voltar ao meu estado normal. Como é que seria visto? Provavelmente, um granda maluco? Lunático?
Aposto que o facto de ser porreiro durante toda a minha vida não ia ter peso nenhum, por causa daquele ano que fui uma granda besta.
Por isso meus amigos (e eu também) temos que ter cuidado ao julgar alguém. Provavelmente só está a passar um ano mau... ou não.

quarta-feira, julho 20, 2005

Engulo para não cuspir

Normalmente quando ouço coisas do arco-da-velha, ideias retrógadas, quando me deparo com velhos do restelo, a minha primeira reacção é sempre um pouco violenta. Não físicamente, mas verbalmente.
Ultimamente tenho treinado, praticado, uma reacção mais tolerante, e para não ser paternalista fico calado!
Acho que começo a ficar cansado de arremessar com a cabeça dos energúmenos que me rodeiam a uma parede que não existe, se não na minha cabeça.
Pode ser que seja eu que esteja errado na maior parte das vezes, mas se assim é não o sinto. É quase visceral...
Hoje então, fui o exemplo de um bom menino. Que nem a porra de um escuteiro, ouvi atentamente o que me diziam, enquanto engolia a minha própria saliva, violentamente, e acenava com a cabeça. Para quê cansar-me?
Nem vale a pena aqui descrever as ideias e opiniões que me cercam. Só de as ouvir fico extenuado.
Eu não digo que todas as pessoas sejam assim, mas tenho um azar do caraças...conheço um monte delas.

terça-feira, julho 19, 2005

Revoltantemente lamechas

No que toca a casamento, ou melhor, quando penso numa eventual união entre a minha pessoa e uma mulher, não consigo deixar de carregar certos medos comigo.
Tenho pavor de, sem dar por isso (até ser tarde demais), me casar com uma mulher que me anule, que me castre (não literalmente, claro!). Para ser honesto, que seja parecida com a minha avó.
A minha avó, desde que me lembro, que anula, quase completamente, o meu avô. E posso dizer que a culpa é dos dois, é partilhada. E este é o meu maior medo.
Por outro lado, tenho medo da mulher que se anula a si própria para satisfazer-me. Que se esvazie para me encher.
Esta seria completamente inócua, desprovida de vida própria. E, consequentemente, infeliz, e eu juntamente.
Infelizmente, conheço muitas mulheres assim. E não são de "outras" gerações.
Nem entre os dois pratos da balança está o que eu quero. O que eu quero não tem nada a haver com a anulação ou qualquer forma de esclavagismo dissimulada.
Talvez eu não conheça a realidade tão bem, ou nada, como julgo. Talvez o que eu quero existe em abundância. Talvez apenas tenha tido azar no que toca a exemplos.
Mas, afinal de contas, o que eu quero é simplesmente uma mulher que me faça feliz apenas por que é feliz... e que, sem a miníma dúvida possível, me ame/a ame.

segunda-feira, julho 18, 2005

A insensatez da sensatez

O Punk Psicadélico abriu-me o apetite das citações, então aqui vai.

Já me têm acusado de não ser sensato. De facto, quase toda a gente que conheço me diz que não o sou.
Já quem não me conhece bem, diz que sou uma das pessoas mais sensatas que conhece... modéstia à parte.
Então em que é que ficamos?
Numa autoanálise diria que sou sensato, mas se me contextualizar no tempo e lugar que ocupo, não o sou. Ou seja, acredito que os tempos e as pessoas do "hoje" são insensatas, e eu tento ser sensato. O que, ao tentar agir dessa forma, me torna insensato e todos os outros sensatos.
Então que raio é que é a sensatez?
Mais uma vez fui à minha enciclopédia (que aviso já, não é grande coisa - ou pelo menos assim diz o outro) e encontrei os seguintes resultados: prudência; circunspecção; bom-senso.
De todos, o que me saltou imediatamente à vista, foi o bom-senso. O que eu penso que possuo. Também penso que sou prudente q.b..
Em conclusão diria que sou sensato. E penso que a definição é suficientemente conclusiva e absoluta, mesmo tendo em conta a subjectividade da mente humana.
O que me leva a crer que, para grande pena minha, não me incluo na seguinte citação (corrente de pensamento, até), que me tem fortalecido em momentos de fraqueza.

O homem sensato adapta-se ao mundo: o insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si próprio. Por conseguinte, todo o progresso depende dos homens insensatos

George Bernard Shaw

domingo, julho 17, 2005

Os chatos voltam a atacar

Irritam-me os empata-fodas. Aqueles gajos que não nos podem ver acompanhados com uma miúda gira, que têm que vir logo dar o ar da sua graça.
Eles não vêm simplesmente dizer "olá" ou segurar a vela, eles querem-nos tomar o lugar.
Mas estas moscas não sabem que estão a mais? E se sabem, estão-se a cagar para nós.
O que é que lhes passa pela cabeça-de-estrume?
Devem ter uma nóia qualquer com as miúdas acompanhadas. Já que não conseguem arranjar ninguém sózinhos, tentam encontrar o trabalhinho já feito. Não passam de uns abutres!
Ainda por cima possuem uma espécie de sexto sentido para nos encontrar acompanhados.
Passo a designá-los como uma nova espécie de chatos. Fui eu que os descobri, por isso posso lhes dar o nome que eu quiser. Passarei a chamá-los de chatus empatusfodis.

sábado, julho 16, 2005

Porque não ides lavar o canídeo?

A mesquinhês está cada vez mais ligada ao nosso dia-a-dia. A maior parte das pessoas anda apavorada com os problemas do país, a economia, os arrastões, etc...,as restantes, andam com o olhar vazio, não sabem o que fazem, são marionetas do sistema, votam no que tem mais cartazes na rua, compram o que tem na etiqueta o maior desconto, obedecem cegamente aos patrões. As pessoas estão duma maneira, que me fazem pensar nos programas de controle mental que a CIA fazia nos anos 60.Será que andam todos programados?

Depois há os outros, os que estudam para serem eles a programar e formatar toda a gente
aos seus ideais, às suas mentes.Eles gostam de corrigir os erros dos outros, porque assim sentem-se superiores a eles.Será que eles não sabem que os outros se estão borrifando para a maneira como escrevem determinada palavra, ou de que forma expõem determinada ideia, desde que as pessoas percebam?

Ao longo da minha vida já conheci várias pessoas assim, algumas vindas de vários postos
surpreendentes, como: Amigo,(aqui foram vários), tio, etc...mas quanto mais vivo, mais os acho insignificantes e desnecessários á existência das pessoas normais.Quem se preocupa com eles? provavelmente ninguém...e aí é que está o problema deles...eles precisam de atenção, porque provavelmente só a obtêm de alguém,quando esse alguém a isso é obrigado,(subordinados, alunos e outros mais...)

Será que eles não vêem a figurinha que fazem?

Será que há seres com tão pouco para fazer, que se dediquem a dizer mal do que outros fazem pelo gozo,(ou por outra razão qualquer)?

Mas pronto, temos que ser tolerantes...

Abraços fraternos a todos eles!

Algumas frases de Oscar Wilde sobre os visados:

" A crítica é a mais alta forma de autobiografia. "

" A mente do homem intrinsecamente bem informado é um pavor.É como uma loja de velharias, toda ela monstros e poeira, onde tudo está acima do seu devido valor. "

" O homem que tanto se ocupa a ensinar os outros fá-lo por nunca ter tido tempo de se ensinar a si mesmo. "

sexta-feira, julho 15, 2005

É curioso

Agora que a curiosidade está em força em recentes discussões, vejo-me na obrigação de explorar um pouco mais a minha relação com esta "força que nos impele".
Não posso dizer que sou curioso em toda a minha essência, ou seja, nem tudo o que eu não sei vou procurar.
De facto, só procuro quando:

a) Tenho tempo e disponibilidade, e as fontes à mão;
b) Se o assunto me interessa minimamente;
c) Se é útil para mim e/ou para o meu trabalho;

Se tenho alguma discussão, sobre um assunto que me aborrece, mas que tenho opinião, vou procurar qualquer coisa mais sobre o assunto, mas não sou exaustivo, exactamente porque me aborrece.
Enfim, talvez a curiosidade seja sobrestimada.
Isto tudo só para dizer que ninguém tem pachorra para os sabichões, especialmente para aqueles que nos estão constantemente a corrigir, tenham ou não razão.

sexta-feira, julho 08, 2005

Com amigos destes...

Encontro-me num dilema.
Sei que tenho insultado tudo e todos, não peço desculpa por isso e pretendo continuar. No entanto tenho assinado (com o meu nome verdadeiro) todos os meus insultos, por isso ninguém me pode chamar de covarde e se alguém quiser prestar contas, cá estou.
O contrário tem feito, sistematicamente, um pretenso amigo meu. Tem-me insultado, humilhado e feito de mim estúpido, no entanto eu não tenho sido vingativo ao ponto de expôr o seu nome (embora vontade não me falte).
Ele pode dizer que eu também o insulto. E é verdade, mas é sempre como reacção.
De facto, quando abri este blog, este "amigo", foi uma das poucas pessoas (e o único amigo) a quem eu não disse nada nem fazia questão de dizer. Infelizmente (há gajos que não têm mais nada para fazer) encontrou-o.
Também tentou envenenar uma relação de amizade com outra pessoa ao contar coisas que eu lhe tinha dito. Felizmente os meus verdadeiros amigos não têm a mentalidade deste mentecapto menino da mamã.
Este "amigo" meu, no conforto desatomatado (sem tomates) do anonimato, tem-se aproveitado para me insultar. Eu, respeitando a sua privacidade, não revelando o seu verdadeiro nome, vejo-me em enorme desvantagem.
Já estava preparado para receber muitos insultos, dada a tónica deste blog. No entanto, sempre pensei que eles viessem de pessoas anónimas (verdadeiramente) ou de outras que não me gramassem. Nunca esperei que viessem deste "Brutus".
Porque eu sempre pensei que os amigos eram (entre várias outras coisas) para nos apoiarem, e não para nos enterrarem.
Para quem me conhece já sabe que o caldo está entornado.

Recado para o amigalhaço do peito:

Se não queres continuar com a amizade é só teres tomates e dizeres.
Na tua condição de amigo, não te admito nem mais um insulto. Se o quiseres continuar a fazer (és livre disso), já não será como amigo.
Aliás, o que estás a fazer (e não o fazes só a mim) é tratares-me como um palhaço. E se achas que és assim tão superior, eu compreendo. Passa á frente, arranja outro amigo que te dê luta em relação à tua sabedoria.
Arranja tomates para me dizeres: Pá, já não pertencemos ao mesmo mundo. Temos gostos diferentes. Temos Q.I.'s diferentes. Somos diferentes. Por isso, dou por terminada esta relação de amizade. Foi boa, mas acabou.
Agora, não me faças é de palhaço de maneira a conseguires que eu me vá afastando cada vez mais de ti. Amanhã poderás dizer que fui eu que me afastei, e é esse tipo de comportamento que tu tens em relação a tudo. Não tens coragem de falar o que sentes. Não tens tomates. Não dás a cara.
Espero que interiorizes bem o que te disse e não me venhas com respostas parvas, que a vírgula está mal colocada ou que a frase x é uma negação da y e por aí em diante...

************** Fim recado

P.S. O engraçado é que já tinha escrito algo sobre isto no post 'Gosto de ti enquanto me acompanhares'.

Alguns exemplos de respostas deste jovem, aos meus posts:

Link - Alavanca para o preguiçoso
Link - Se erro logo existo
Link - Que desatino
Link - Um tom para cada idiota
Link - O Sr. Dr. é burro
Link - A curiosidade matou o estúpido
Link - Estupidificador implacável
Link - Dragon Ball zzz

quarta-feira, julho 06, 2005

Infiel ou infiel

No último post que escrevi, mencionei animais acossados. O que me fez lembrar, imediatamente, os gajos e as gajas que são infiéis (no programa fiel ou infiel) e que depois são confrontados com a sua "cara metade", mais o público, mais o palerma do apresentador.
Com todo este cenário montado junte-se ainda o facto de quem lá vai, ser um pouco bronco(a). Tudo isto junto dá direito a um espectáculo muito triste: O público a mandar apupos, o apresentador com a sua gargalhada equina e o "animal acossado" aos coices e a grunhir o mais alto e ferozmente que consegue.
Eu já aqui disse que o mais normal na natureza humana (e de resto, na natureza) é a poligamia. Embora eu não o seja (também não tenho oportunidade para isso) consigo compreender muito bem o conceito. Junte-se à "normalidade" as gajas boas-todos-os-dias, e para elas os gajos cheios de músculo (e broncos todos os dias)...et voilá! Sai um par de cornos.
Se querem fidelidade, comprem um cão.

Não se metam comigo!

Acho graça a certas pessoas que dizem que eu sou muito defensivo.
Eu não sei se percebem que para alguém ser defensivo tem que estar sob ataque.
Dizem que não me podem dizer nada. Que não querem discutir comigo porque sou demasiado confrontacional (seja lá o que for que isso queira dizer).
Também não sei se já entenderam que se vêm ter comigo de um modo agressivo e com um tom acusatório, eu respondo à letra...mesmo que não tenha razão.
Já ouviram estórias de animais quando acossados, com certeza? O mesmo se passa com os humanos.
Também dizem que me irrito com facilidade.
Ora isso depende da besta quadrada que me irritar.
Eu até sou muito paciente, mas por causa disso vou engolindo até arrebentar. Que é o que acontece com estas bestas. Vão-me enchendo a paciência até um belo dia que faço BANG! nas ventas destes animais. E quanto mais quadradas forem as bestas maior é o BANG!.

Não me levem a mal...

Às vezes tenho medo do que escrevo aqui.
Gosto de ser honesto e in your face, mas será que os outros, especialmente quem me conhece, gosta?
Quando estou para escrever qualquer coisa para bater em alguém em específico ou dar porrada geral, não consigo evitar pensar que, eventualmente, poderá haver alguma pessoa próxima de mim que não goste ou interprete mal, ou ainda pior, que pense que é a ela que eu estou a mandar uma chuva de merda. Passava a expressão, mas ela não existe...
De qualquer forma, para aqueles que me conhecem bem, eu sei que não preciso de me explicar porque já sabem o que a casa gasta.

terça-feira, julho 05, 2005

Gosto de ti enquanto me acompanhares

Embora fique mal eu tentar quantificar ou qualificar a minha cultura geral, posso sempre relativizá-la de uma forma subtil e modesta. ex: eu sou mais esperto do que uma formiga; etc.
Mas...eu não sou subtil, nem modesto, e tão pouco tenho papas na língua.
Não venho aqui descrever, quantificar, enunciar ou enaltecer a minha gloriosa cultura. Aliás, seria uma vergonha, até porque não é nada por aí além.
Venho aqui numa espécie de retratação. Porque eu sou, com toda a certeza, culpado.
Tenho esta mania horrível de afastar, de alguma forma, as pessoas com quem eu me dou/dava bem, só porque sinto que já não me acompanham na caminhada do conhecimento. Não que esta, para mim, seja intensa e luminosa. Tenho as minhas crises (muitas) de preguiça e de falta de curiosidade, como toda a gente.
Não vou aqui dizer quem é o retardatário(a). Mas posso dizer que é muito, mas muito chegado(a) a mim. Infelizmente já não consigo ouvir as bacoradas que essa pessoa atira ao ar. A minha tendência, assim que começa a falar, é fugir. O que eu faço com algum sucesso.
Espero que seja uma fase minha, porque tudo indica que não é nenhuma fase para a outra pessoa. E se não for, tenho que arranjar maneira de abafar esta minha maldita maneira de ser.

P.S. Por outro lado, sei perfeitamente que isto pode acontecer ou já acontece ou aconteceu, a mim...

sábado, julho 02, 2005

Live 8 na RTP1 com extras

Deixem-me vêr o Live 8 em paz!!!!!
Até compreendo que se traduza algumas coisas para o português e que se façam alguns comentários (entre músicas). Mas o que a RTP 1 está a fazer é ridículo e extremamente irritante.
Mas o que é que me interessa saber das opiniões de palhaços como o parvo Gil.
Mas estes gajos não deixam vêr/ouvir uma música inteira. Ou interrompem o fim e/ou o princípio.
Estão para ali a mandar dicas e ainda por cima algumas estão erradas.
Estou neste momento a tentar vêr o Live 8. Agora interromperam o concerto para dar uma merda qualquer da Catarina Furtado (ex-namorada de Portugal e do parvo Gil).
Mas porquê que tinha que ser a meRdaTP a transmitir o concerto?
Aposto que se fosse um concerto do Marco Paulo já não interrompiam, nem para traduzir o que ele tenta dizer.
Só me apetece é mandá-los à merda.