quinta-feira, dezembro 29, 2005

Feliz Ano Novo!!!

Como agora só volto a escrever para o ano, aproveito para desejar a todos um Feliz Ano Novo!
Já sabem, se conduzirem não bebam. E quando for a contagem decrescente, ponham-se estrategicamente ao lado de uma gaja boa para lhe espetarem um xoxo na entrada do ano.
De resto, é com revolta que deduzo que o ano que vem será a mesma merda que este ano, se não pior.
E aos chatos, estúpidos, estrôncios e broncos, desejo as sinceras melhoras e o desejo de um ano que vos ilumine a percepção (distorcida) da realidade.
Até sempre!

Sotaque ou deficiência?

Alguém, que eu não vou dizer quem, me disse há uns minutos atrás que os Clã tinham uma música gira mas que a Manuela Azevedo tinha uma voz estranha, quase como se tivesse uma deficiência. Eu retorqui que era apenas o típico sotaque do Norte (o qual eu acho extremamente sensual quando vocalizado por uma mulher) e perguntei-lhe, em tom de gozo, se nunca tinha tido contacto com ninguém do Norte ou se nunca tinha ido ao Norte. Ao que me respondeu que sim, que eu sabia que sim, e que já tinha falado com muitas pessoas sobre este facto e que todos concordaram com uma deficiência na voz.
Depois disto comecei a ficar irritado por ter que ser obrigado a teimar sobre uma coisa tão óbvia...mas é mais forte do que eu e teimei...teimei...teimei, até que a pessoa desistiu da discussão, mas sem ficar convencida.
Sinto-me bastante irritado! Eu não sou do Norte, mas confundirem deficiência vocal com sotaque do Norte? É de ir aos arames!!!

O Copo Sagrado!

Aconteceu numa tasca! O sentido da vida e as suas complexidades foram descobertas por acaso. No meio do álcool, nas suas mais variadas expressões, e das carnes e peixe, debatia-se, por um lado, os vários aspectos da justiça social, e por outro, a existência, ou não, da relação directa entre a inteligência e a riqueza.
A discussão era acesa e exaltada. Uns falavam mais alto que outros, outros ouviam e sorriam, outros não diziam nada, e outros ainda formavam subgrupos de discussão.
A justiça social discutida, tinha várias cores e ausência destas.
E se a riqueza está relacionada com inteligência, ou falta dela, não ficou inteiramente provado: faltavam os números.
Várias opiniões ficaram esbatidas por quem impunha os décibeis da sua voz, e também pela diferença abismal de ideologias de ambos os extremos.
A verdade que foi descoberta não me é permitido desvendar. Esta é vedada a quem não quer percorrer o caminho. Mas cuidado! Pois este caminho está cheio de perigos e sobressaltos. Só posso aconselhar quem o encetar para que leve Guronsan, Kompensan e Aspirinas. E que quem é depositário da sua fé o acompanhe!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Com almas penadas é só risadas!

Tenho um amigo meu que me diz que anda desiludido comigo por eu já não gostar tanto, como gostava há anos atrás, de filmes de terror.
A verdade é que com o passar dos anos tenho-me tornado cada vez mais céptico e mais permeável a certas ideias esotéricas.
Infelizmente a grande maioria dos filmes (actuais) de terror são muito maus. Depois, o que acontece, é que estes filmes, quando são maus, exercem uma forte pressão nas minhas pálpebras.
Já outros géneros tão, ou mais, inverosímeis que os do género 'Terror', como do 'Fantástico' ou 'Fantasia', 'Acção', 'Super-heróis', etc, já não me causam nenhum tipo de desconforto céptico.
Quando era mais novo, devorava tudo que era filme, livro e revista de terror. Não ficava por aí. Os livros de parapsicologia e todos os outros mais esotéricos também marchavam. Pior ainda, punha em prática todas estas aprendizagens.
Se o Lobsang Rampa dizia que para entrar na Biblioteca de todo o conhecimento era preciso, numa espécie de meditação, chegar ao Nirvana, para depois a nossa alma fazer a viagem pela espinha dorsal mística da Terra (???), eu passava horas a meditar em frente a uma vela, até que partes do meu corpo ficavam dormentes e a luz da vela ofuscava-me. Então eu pensava que estava quase a atingir qualquer coisa importante e assustava-me perante a perspectiva da minha alma abandonar o meu corpo e desistia...mesmo a tempo.
Se havia várias formas de fazer sessões espíritas, eu experimentava. Eram os OuiJa, os pentagramas desenhados numa mesa, etc.
De tal forma eu insistia nestas experiências que alguém mais sugestionável, que participou numas destas sessões espíritas organizadas por mim, passou a dizer a todos que eu tinha poderes. Enfim...
Ainda hoje um dos meus livros favoritos, e que já li cerca de dez vezes, é o Drácula. Ainda tenho a minha colecção da Pêndulo. Ainda tenho a minha colecção de revistas Fangoria e Gorezone. Ainda estão no meu top de filmes favoritos, grandes obras como o Exorcista, Lobisomem americano em Londres, Shining, Poltergeist, The Haunting, Por favor não me mordas o pescoço, Rosemary's baby, etc.
Se o terror já não me impressiona quando relata uma história de almas penadas, também ajuda o facto de este género não ter filmes decentes nas últimas duas décadas, salvo raras excepções. Claro que o facto de me ter tornado ateu também veio aumentar os meus critérios de qualidade.
O que eu posso dizer ao meu amigo é que se começarem a fazer bons filmes de terror novamente, eu estarei lá batido.
E agora a minha receita para um bom filme de terror: Bons e credíveis actores, boa música e fotografia e uma história (seja ela qual for) ambígua.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Votos esquecidos

Esqueci-me do subproduto humano: Os chatos, estúpidos, estrôncios e broncos. Para vocês, suas criaturinhas, também vos desejo um feliz Natal!!! e que tenham muitas prendas, de preferência de auto-ajuda.

Peço desculpa e feliz Natal!

Hoje li uma frase interessante que é mais ou menos assim: "Quantas mais convicções se tem, mais mal se está preparado para fazer para as proteger". Acho que isto resume bem a história da humanidade.
Também vem (mais ou menos) de encontro ao que eu tenho tentado transmitir neste blog: Fugi dos dogmas e da fé inabalável, sede incoerentes.
Antes de desejar feliz Natal, quero lavar os meus "pecados" deste ano. E se isto se faz antes da passagem do ano (creio), eu, na minha incoerência, faço na ante-véspera do Natal. Além do mais sou ateu e estou-me a cagar.
Peço desculpa àqueles que me suportaram este ano. Eis o rol dos meus defeitos: sei que por vezes sou arrogante de uma maneira intratável; sei que consigo ser frio e distante e dessa maneira afastar quem eu quero (e não quero); sei que por vezes me falta a empatia, melhor dizendo, não me ponho no lugar da outra pessoa; sei que me contradigo inúmeras vezes e que um orgulho estúpido me obriga a fazê-lo; sei que não me dou ao trabalho de ligar mais aos amigos; sei que sou, de certa forma, anti-social; sou psicótico e narcisista; sou preguiçoso (com muito gosto); sou ligeiramente agorafóbico; tenho um péssimo acordar; sou teimoso; sofro de inveja pontualmente; sou demasiado (?) gozão. Enfim, já chega!
Agora que os meus "antagonistas" rejubilam de satisfação, aproveito para desejar a todos um feliz Natal!!!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

É só ares mas não lhe dou cavaco

Espero que esta seja a última vez que escrevo sobre os debates das presidenciais.
Mário Soares vs. Cavaco Silva fez-me rir com as indirectas (e directas) do bochechas. E também fez-me abrir a boca de espanto com a má educação do mesmo.
Posso não gostar do Cavaco, mas como também não gosto do Soares consigo ser imparcial.
Antes da minha conclusão do debate de ontem devo visitar o passado.
A campanha do Mário Soares tem sido lamentável. E se há muitos comentadores que não chegam a essa conclusão deve ser erro meu.
As palavras mais repetidas (envenenadas) por Soares desde o princípio, têm sido Cavaco Silva. Qualquer estratega político sabe que este tipo de ataque e referências contínuas ao antagonista só o favorecem.
Cavaco Silva, pelo contrário, tem-se mantido silencioso, evidenciando assim que não tem antagonistas ou, pelo menos, que são demasiado irrelevantes. Uma excelente estratégia, até porque a maioria das pessoas dispensam acusações e calúnias, acham (pelo menos eu acho) insultuoso este tipo de manipulação e preferem a descrição do plano de trabalho e objectivos (paradigma: Carmona Rodrigues, Autárquicas).
O debate de ontem foi o arredondar do comportamento de ambos.
Soares utilizou a demagogia e a má educação. Cavaco engolia em seco (gostava de ser telepata) e sorria, amarelamente.
Quando Soares acusava Cavaco de referir só o passado era porque antes o tinha obrigado a recuar e defender-se. E se isto faz parte da retórica política, e os comentadores até gostam porque lhes dá horas de discussão, já a nós, o povinho, não adianta nem atrasa nada. É de bocejar tão evidente manipulação...
Depois eram os constantes "ele isto", "ele aquilo". Posso não gostar do homem, mas tratá-lo com tal desprezo...
O ataque não ficou por aqui. O que me fez abrir ainda mais a boca foi a "razoável" e por vezes "medíocre" qualificação do homem (Cavaco) nas mais diversas competências. Só faltou falar da sua vida sexual.
E finalmente, a necessidade de Mário Soares promover o seu Curriculum e compará-lo quantitativamente em vez de qualitativamente. Nem sequer devia compará-lo que só lhe fica mal e, apesar de ancião e sábio, nunca foi considerado nenhuma inteligência por aí além.
Para mim este debate foi ganho por Cavaco Silva apenas por ter aguentado as bocas de Mário Soares sem nunca responder da mesma maneira. De resto, nada de especial se adiantou.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A revolta dos porcos

Agora com uma nova e "refrescada" visão sobre os candidatos presidenciais, depois de alguns debates, venho renovar as minhas críticas vazias e negativas.
Para já, todos os debates até ontem aborreceram-me de tal forma que me obrigaram ou a ir para a cama ou a mudar de canal. O de ontem (Soares vs. Alegre) foi o mais entusiasmante até agora, se bem que comparado com as autárquicas não tenha sido nada de especial.
Compreendo que os candidatos presidenciais tenham que adoptar um perfil diferente de todos os outros, mas julgo que diferente não seja igual a aborrecido.
O debate de ontem foi especialmente interessante e divertido, não porque tenham discutido temas importantes com humor mas devido à comicidade da "sonoplastia". Os simulacros de escarretas, a tosse sem a mão à frente, os AHHNN??, tudo isto, vindo do mesmo homem bochechudo, fez-me rir. Claro que agora, mais do que nunca, não o quero como nosso presidente. Se ele fez esta figura num debate nacional imagine-se como é que ficará representado Portugal no estrangeiro.
Já o Manuel Alegre tem boa retórica mas não passa disso.
Quanto aos outros mantenho as mesmas observações excepto ao Louçã. De facto, este é o único que tem higiene bocal, educação e idade razoável. Se não partilho dos mesmos ideais que ele, não vejo que isso seja grande problema no caso da presidência da República. Todos eles têm que seguir as mesmas regras - a constituição!
Se votasse, votava no Louçã.

Mamas roxas e olhos negros.

Quando saio das quatro paredes que normalmente me cercam (casa, trabalho, etc.) para a rua, tento levar comigo a boa educação. O que eu quero dizer é que ela não fica em casa à espera que eu chegue.
Só vou focar um de muitos aspectos da falta de educação na rua. Mas é um que me revolta particularmente.
Eu não sou nenhum bisonte de musculatura mas também não sou fraquinho, no entanto tento não ir contra ninguém na rua. O mesmo já não sucede com a maior parte das pessoas que teimam em andar em linha recta não se desviando de ninguém. Não fosse o meu esforço contínuo para me desviar dos transeuntes, e muitas "ombradas" ou mesmo choques frontais se sucederiam.
Parece que a maior parte das pessoas se estão puramente a "cagar" para as boas maneiras.
Obviamente não devo ser o único que faz estes esforços contínuos de golpes de rins. Se assim fosse, encontraria muita gente à pancada e lesionada, caída no chão, quando andasse na rua.
Gostava de chamar a atenção de dois grupos particularmente mal educados: Os adolescentes (putos) com a mania da autoafirmação e territorialidade e as gajas boas.
Obviamente estou a generalizar...
Se o comportamento dos putos não precisa de grande explicação já o das gajas boas faço questão de tentar explicar ou pelo menos dar o meu ponto de vista.
As gajas boas estão habituadas ao rabinho lavado com água de rosas. Estão habituadas à deferência e cavalheirismo da maior parte dos nós - os tansos! Estão habituadas a serem, não observadas mas contempladas. E como o hábito faz o monge, as gajas boas estão-se a "cagar" para as boas maneiras e educação. Porque para tansos como (a maior parte de) nós, elas não necessitam de empreender grandes (nenhuns) esforços de educação.
Agora, quando ando na rua, tento não me distrair muito na contemplação, não vá o meu corpo magoar a mama de uma gaja boa - crime! - ou passar por cima d'um puto ranhoso.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Talento vs. Estoicismo

Nunca na história da humanidade houve tantos criativos como agora. Nunca houve tantos "crâneos". Nunca houve tantos cientistas.
Mais talento ou igualdade de oportunidades? Tudo aponta para a igualdade de oportunidades, embora elas ainda não sejam tão iguais assim. Todavia, com o passar do tempo, têm tendência a ser cada vez mais iguais.
Quanto ao talento, já tenho escrito que não acredito na existência desta característica, mas agora já não tenho certeza na minha convicção. A verdade é que, apesar da igualdade de oportunidades, há aqueles (poucos) que se destacam pela sua excelência e genialidade. Serão esses mais esforçados e obcecados (focados) no objectivo, no trabalho...? Serão mais disciplinados, melhor educados e formados? Serão apenas mais motivados?
Talvez o talento exista, talvez seja raríssimo. Mas como identificá-lo? Como distingui-lo do (apenas?) esforço hercúleo de uma vida de trabalho orientado?
E se o talento não exige tanto trabalho como o estoicismo, a qual dar mais valor?
Não peço desculpa pela minha falta de coerência nas opiniões que tenho e vou deixando de ter. Só os fundamentalistas e dogmáticos é que se podem dar ao luxo de serem coerentes.

O lado bom da fúria

Se os monólogos ganhassem Oscars este seria um deles: tirado do (fabuloso) filme "The upside of anger", escrito e realizado por Mike Binder.


"A raiva e o ressentimento podem impedir-te de seguir em frente. É o que agora concluo. Não necessita de nada para consumir senão o ar e a vida que devora e asfixia. Contudo existe...a raiva. Mesmo que assim não seja...pode modificar-te...transformar-te. Moldar-te e converter-te em alguém que não és tu.
O lado bom da fúria, portanto...é a pessoa que venhas a ser. Alguém, esperemos, que desperte um dia...e se aperceba que não receia o trajecto a percorrer. Alguém que saiba que a verdade é, na melhor das hipóteses, uma história parcialmente contada. Que a fúria, tal como o amadurecimento, vem por acessos, e no seu rasto, deixa uma nova oportunidade de aceitação. É a esperança de serenidade.
Mas...que sei eu? Ainda sou uma criança!"