quinta-feira, outubro 26, 2006

O velho levou porrada outra vez

Mais uma vez o professor José Hermano Saraiva levou "porrada" por causa do Salazar e depois não só. A última foi há uns anos atrás, num programa do Herman José, quando foi violentamente "agredido" pelo parvo do João Gil.
A noite passada, no programa Grandes Portugueses, o qual eu só vi a última hora, por duas vezes o professor foi massacrado: a primeira foi quando, após longo apedrejamento verbal a Salazar feito pelos convidados deste programa, o professor tem a brilhante ideia de tentar falar sobre os pontos positivos desta figura, quer queiramos quer não, histórica. O que se seguiu foi quase a Revolta na Bounty. Ninguém tolerou que o professor continuasse a falar e quase o chamaram de parvo; a segunda, ainda pior, foi quando o professor Luís Reis Torgal sugeriu que o professor Saraiva e a História não eram sinónimos, além disso, disse ainda que a divulgação televisiva feita pelo professor Saraiva não devia ser confundida com História. E mais, se o professor Saraiva é perito em alguma coisa é em história da carochinha.
Não foi novidade nenhuma para mim saber que o professor Saraiva é visto pela sociedade académica com suspeição e mesmo algum descrédito. Verdade ou não, não me cabe a mim decidir, foi um insulto! Felizmente, no fim do programa, o professor Saraiva respondeu-lhe à letra.
Nunca gostei dos programas do professor Saraiva, não costumo ver, ainda assim sinto alguma simpatia pelo senhor. Parece-me um tipo decente. Pronto, foi Secretário de Estado (creio) da Cultura no governo de Salazar, será por isso que este homem está sempre a ser sovado? Ou será pela velha questão portuguesa: se mostrares o conhecimento às massas serás desacreditado.?

quarta-feira, outubro 25, 2006

O respeito dos tolos

Ainda a respeito do 'respeito'.
Muita polémica se gerou à volta do anúncio que eu e o Anarquista Duval fizemos acerca da nossa falta de respeito pela religião e os seus seguidores.
Mas afinal o que é o respeito? O que é que nós (e penso que falo pelo Anarquista D.) queremos transmitir na realidade?
Do Houaiss, um dos dicionários mais conceituados da língua portuguesa, retirei as seguintes acepções:


substantivo masculino
1 ato ou efeito de respeitar(-se)
2 sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência
3 obediência, acatamento
4 modo pelo qual se encara uma questão; ponto de vista
5 o que motiva ou causa alguma coisa; razão
6 relação, referência
7 estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo
8 sentimento de medo; receio


...e locuções:

a r. de
relativamente a, no tocante a, com referência a
dar-se ao r.
proceder de maneira respeitável, agir com compostura, ter uma postura digna, impor-se ao respeito de outrem
Ex.: procuramos valorizar-lhe o trabalho aqui, mas ele não se dá ao r.
dizer r. a
ser relativo a, ter relação com
faltar ao r.
ser descortês ou inconveniente para com alguém


...e ainda da etimologia:

'ação de olhar para trás; consideração, respeito, atenção, conta; asilo, acolhida, refúgio'.


Afinal muito se pode dizer sobre o respeito. Não será assim uma palavra tão limitada como parecem fazer querer os teístas.
Das acepções, em relação ao substantivo 'respeito', e ponto por ponto, vou referir o que sinto (ou não sinto) pela religião e aqueles que a seguem: o primeiro ponto é redundante; do ponto dois não posso dizer que tenha algum desses sentimentos; ponto três, não!; ponto quatro, irrelevante; cinco, irrelevante; seis, não!; sete, não!; oito, por enquanto não.
Das locuções, a única que é relevante é 'faltar ao respeito'. Não creio que nem eu nem o Anarquista D. (pelo menos na vida real, que é o que interessa) sejamos descorteses ou inconvenientes para com as pessoas no geral. Claro que os animais, que predominam na nossa sociedade, não contam. Inconvenientes também não o somos. Com isto não quero dizer que somos santinhos e desprovidos de falhas. Uma coisa que somos é subversivos e satíricos, e em consequência disso faltamos ao respeito para assim podermos esclarecer as mentes da Idade Média que ainda existem.
O respeito é muito bonito, mas não tem piada nenhuma.

segunda-feira, outubro 23, 2006

O Senhor das Moscas e o Cão dos Baskervile

Para mim os cães são como as crianças, ou vice-versa. Não posso dizer que adoro cães ou crianças, gosto de alguns cães e algumas crianças, a maior parte acho-os insuportáveis.
Gosto do meu cão e gosto da minha sobrinha (diferentes tipos e graus de amor, claro), gosto de mais alguns cães e alguns putos, do resto fujo!
Detesto cães estúpidos ou maus, tal e qual como detesto crianças burras ou mal educadas. Pronto, até posso admitir que a culpa não seja das criaturas mas sim dos donos/progenitores. Mesmo assim não me consigo obrigar a gostar ou aceitá-los.
Os cães são os melhores amigos do dono. Acredito perfeitamente! Mas, provavelmente, só o são do dono.
As crianças são criaturas inocentes e angélicas. Pois claro que são! Quem o diz nunca viu várias juntas.
Depois de longos anos de pesquisa aturada e de observação dos habitats destes seres estou finalmente em posse de resultados que vão abalar o mundo tal e qual o imaginou.
Após ter chegado à conclusão que o cão agrada o dono porque este representa o macho alfa do seu grupo, e também porque o senhor lhe providencia todos os confortos e necessidades básicas para a sua sobrevivência, defini o amor do cão pelo dono como uma expressão dos instintos mais básicos de qualquer ser vivo com a adição de algum poder de associação. Assim o mesmo se passa com a criança até idade ainda não determinada por este estudo (talvez três anos). A criança, que possui não só poder de associação como também já algum remoto raciocínio, é motivada nos seus carinhos ao progenitor não pelo amor - cuja noção ainda não está desenvolvida - mas por necessidade.
Retirada a emoção nos factores cão e criança, pude continuar a resolver a equação. No entanto a emoção não pôde ser eliminada, teve que ser movida para o factor adulto. Isto deu-me o resultado de adulto possui emoção ou adulto igual emoção, ambos válidos.
As minhas conclusões colocam a emoção transmitida não pelos pequenos seres mas pelos já grandes e formados; as crianças e os cães servem assim de transporte das emoções do adulto; abro excepção para a criança que tem uma evolução continuada enquanto o cão não.
Em conclusão, o homem é o melhor amigo do homem, da criança e do cão.

sexta-feira, outubro 20, 2006

A vida de JC em 97 linhas!!

É evidente que quando os religiosos acreditam num Deus omnipotente e omnipresente que governa o mundo, algo de muito errado se passa!!!

Deus esse que eles acreditam que semeou um seu representante numa mulher virgem (pois!!pois!! virgem!!) Porque é que ele não escolheu uma que tivesse já uma rebanhada de filhos???

Claro que nestas condições, filho único de um profissional de um ofício conceituado (carpintaria) e de uma doméstica que viveu toda a vida a tentar esconder do marido a sua infidelidade, o rapaz tinha que sair um mimado do caraças, com convicções próprias de quem tem tudo na vida (o rapaz nasceu no anexo à casa e logo os vizinhos vieram dar cenas como mirra, incenso e ouro, vejam lá!! Reparem bem, anexo à casa! Não estamos a falar de um pardieiro, estamos a falar de uma mansão para a altura!! ).

Quer dizer, se eu no Liceu Camões começasse a gritar de braços abertos para o mundo “Eu sou filho de Deus” diziam logo “ganda pedra meu, a broca devia ser bem boa!!!!”, ou tipo “amai-vos uns aos outros!!” gritavam logo “PANELEIRO DUM CABRÃO!!!” e davam-me uma coça monumental!

E depois são aqueles tiques irritantes de novo rico espertalhão mimado!!

Ahhh! Eu consigo fazer milagres, corresponde hoje ao pintas sentado no porche acabado de sair do stand a dizer para a estúpida da namorada que vai ao lado mais burra do que a Paris Hilton (se é que isso é possível) “pois é linda, consigo fazer milagres com este carro!!”

Parece que estou a ver o JC com um grupo de amigos (aqueles que mais tarde jantaram com ele numa bebedeira de cair para o lado) pegar num tipo a quem eles pagaram uns trocos, e dizer-lhe “Cego, vê!!” e o tipo abre os olhos fechados e grita “Consigo ver!! Milagre!!! (baixinho: então quando me pagam o teatro que fiz??), e as míudas nazarenas a suspirar “AHHHHHAaahhhhhhhh O JC é o máximo!! Faz coisas tão giras!! JC!! JC!!! Faz lá aquela cena de andar sobre a água outra vez, vá lá!! Estás a ver Pedro, tu nunca consegues fazer estas coisas engraçadas nem tens uma carroça tão gira como a do JC!!És um quadrado, pá!!”

E depois o JC coloca-se em cima dos ombros de um dos seus amigos (a quem ele apelidou de discípulos depois de uma jogatana de cartas) que anda no lago mergulhado até ao nível da cabeça, e as gajas todas “BOAA!!! Hehehehehe! É giro!! Ó pá, JC, posso ir eu em cima do José da próxima vez???”

E mesmo a cena da crucificação!! He pá, é mesmo de menino mimado!!

Vocês já viram algum pobre fazer uma cena do caraças, um espalhafato daqueles na sua morte ou suicídio!! Claro que não!!

Um pobre encosta a caçadeira de canos cerrados ás trombas e dispara, ou mata a mulher e suicida-se de seguida com uma faca ranhosa comprada nos saldos do Continente ou com a G3 que ele gamou no tempo do serviço militar obrigatório.

Os ricalhaços mimados é que vão para o último andar de um prédio de luxo a gritarem que se atiram cá para baixo!! Ou vão a 200 à hora com o porche na auto-estrada e enfaixam-se contra a cabine da portagem enquanto espalham cocaína pela estrada porque julgam que ela está com os traços do pavimento a desaparecer.


E depois aquilo de ressuscitar!! He pá, essa é gira! Faz lembrar aqueles filmes em que os prisioneiros poderosos subornam os guardas para ajudarem na sua fuga, depois simulam a sua própria morte para as autoridades pararem de os chatear!!

Sim, porque é evidente que JC devia ter problemas com a autoridade, isso é óbvio, porque é típico dos meninos mimados e novo ricos!!

Portanto desata a subornar os guardas romanos, fazer-se de morto e depois passar a uma vida de clandestinidade em plena Palestina, com encontros habituais com os seus discípulos, que, no meio das bebedeiras e jantaradas, escreviam a meias uns textos a dizer bem do tipo que pagava sempre a conta (JC), não fosse ele ficar chateado por eles não fazerem nada!!

Olha, com isto tudo, ainda vou fundar uma religião também!!! Já tenho quase toda a estrutura, só me falta uma sede social, um tesoureiro e um contabilista cadastrado!!

Somos todos ateus

Metam uma coisa na cabeça, as religiões já tiveram o seu tempo e, felizmente, estão a extinguir-se e a dar lugar à secularização.
Claro que o panorama actual não parece indicar isso, mas estas coisas têm que ser vistas a uma distância considerável, ou como os americanos dizem, you must see the big picture.
As provas da improbabilidade de (um ou outro) Deus existir, são consideráveis e incontornáveis. Menciono improbabilidade para não cair em qualquer dogma, e por outro lado é cientificamente válido.
Eu, à semelhança de toda a população mundial, sou ateu. Não há ninguém que possa dizer que não é ateu. De certeza que os católicos não acreditam em Alá, Odin ou Zeus, isto é válido para qualquer religião.
Esta argumentação não é original nem minha. Richard Dawkins foi o último a utilizá-la no Colbert Report, e diz assim: "Vocês são ateístas em relação a todos os deuses em que não acreditam, eu apenas acrescento um deus mais". E é o que eu sou, um ateu como todos vocês só que com mais (ou menos) um deus na lista.
Já tive oportunidade de mencionar em posts anteriores que até sou capaz de achar a história das religiões fascinante. Mas isto, obviamente, com a devida distância temporal e física que me separa dos desgraçados que fizeram (e continuam a fazer) parte das listas negras destas. É a mesma curiosidade mórbida que me leva a achar interessante uma guerra e o arsenal utilizado.
A bíblia diz que os ateus deveriam morrer todos; não faltam cobras e lagartos nos livros sagrados em relação ao ateísmo; os ateus têm, de facto, sido assassinados (e continuam a ser) ao longo da história pelas mais variadas religiões. E isto porquê? Porque nos recusamos a acreditar em contos de fadas e no pai Natal?
Agora é a nossa vez. Não vos iremos matar, nem torturar, ou violar, mas não esperem uma vida fácil. Todas as idiotices serão enunciadas; as estupidezes anunciadas; as burrices vilependiadas.
Teremos direito a vos insultar? A não respeitar as vossas "tradições"? A fazer humor com o vosso rídiculo? Sim! Sem dúvida.
Vocês ficarão magoados e ressentidos, talvez até gozados? Absolutamente!
Temos tanto direito de vos insultar quando se arrastam até sangrar em nome duma suposta virgem, como vocês o fazem em relação à Sharia, às mutilações auto-infligidas na Indonésia e à excisão do clitóris das africanas.
Vão-se habituando.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Badalhocas!

Porquê que invariavelmente as gajas ficam todas lixadas quando lhes é mencionado banho antes do sexo? Serão elas imunes à caca do dia-a-dia?
E não sabe tão bem um banhito a dois, com massagens incluídas e talvez um felattio?
Eu falo por mim, quando viajo para o Sul gosto de encontrar um lugar confortável, quentinho, húmido, com vegetação rasteira e, mais importante, com água potável. Suponho que com elas seja o mesmo...
Mas de vez em quando deparo-me com badalhocas que acham o acto do banho um sinal que estou a chamá-las de porcalhonas.
Na verdade o banho é um prolongamento da sessão sexual muitas vezes criticada por elas por tender a ser curta. Querem mais tempo? Comecem na casa-de-banho, passem pelo quarto, dêem uma volta pela cozinha, aproveitem e tragam uma cervejita e qualquer coisa para petiscar, e terminem numa sala ou mesmo no hall de entrada.
O que é irrelevante é o banho depois do sexo. A badalhoquice por esta altura já está disseminada por todo o espectro sensorial: cheiro, gosto, tacto, visão, audição (chlep, chlep). Agora já não importa, que continue o sexo!

hmmmmm, hmmmmm, hmmmmm

Estou meio adoentado. Acho que é gripe.
Ainda estou no início: sinto o corpo anestesiado; tosse; doi-me a barriga; nariz tapado; fraco poder de concentração...
Podem-me chamar mariquinhas, mas quando estou doente, mesmo que seja só um bocadinho, aproveito para me enfiar na cama por dois dias - na minha cabeça qualquer doença que se preze dura dois dias. Ainda não fui à cama, estou com pena das minhas colegas de trabalho. Vou aguentar mais um pouco até ao fim-de-semana.
Nessas alturas, quando estou de cama, gosto especialmente de gemer baixinho e de esfregar os pés um no outro.
Como tenho a sorte de viver no mesmo prédio que a minha mãe, ela leva-me as refeições à cama. Que bom!
Aliás, e já tenho pensado muito nisto, se calhar um dia estar para casar ou juntar-me, farei com que a minha futura esposa passe por determinados testes relativos a doenças simples para ver a reacção dela. Não será preciso dizer que se ela ignorar os meus gemidos ou os meus pedidos insistentes de um Bife à Portugália para almoço, serão vários pontos negativos. Obviamente, se ela atacar a minha masculinidade com longos discursos sobre a minha mariquice em períodos de doença, também não será positivo para ela.
No meu local de trabalho sinto-me censurado. Não posso gemer sem que apareça uma colega a chamar-me mariquinhas. Vá lá, ainda vou podendo esfregar os pés que ninguém os vê.
Pode parecer estranho, mas às vezes gosto de estar (ligeiramente) doente. Traz-me recordações de belas noites de sono com Vic Vaporub no peito.

quarta-feira, outubro 18, 2006

A minha terra prometida

Quarenta e tal por cento dos espanhóis gostariam que Portugal se unisse a Espanha formando um novo país, talvez chamado Iberia.
Apenas um quarto dos portugueses desejaria o mesmo.
Quanto a mim, e detesto falar espanhol, acho que não me importaria. Desde que se mantivessem a cultura e uma independência ideológica, acho que seria bom.
Porquê? - Não é pessoal, é apenas negócios.
Acho que com trinta e seis anos estou um pouco farto de ouvir "temos que apertar o cinto". E eu sou novo.
Ou se quiserem, ilustro assim: Sou solteiro, e vou passar a pagar mais IRS do que uma casa onde entram dois ordenados; E já agora vou acrescentar mais 15% de valor pago à EDP. E ainda tenho que levar com o Secretário de Estado da Indústria (?) a dizer que a culpa é minha porque tenho andado a gastar demais; E tudo o resto que aumenta, numa base quase mensal, de 100$00 em 100$00, ou de 200$00 em 200$00. Sim, escudos que eu já não vou na treta do Euro psicológico.
Eu sei que se fosse espanhol, ou ibérico, seria muito mais protegido desta canalha política e teria(mos) uma qualidade de vida incomparável à actual.
Também me estou a cagar para os nacionalismos. A meu vêr, mais tarde ou mais cedo (mais tarde), todas as nações serão unidas numa só. E se é para começar a fazer isso, que sejamos nós Os Conquistadores e Exploradores. Temos que dar o exemplo.
Em relação à monarquia, também me estou a cagar. Se como ateu sou capaz (hipocritamente) de me confessar e casar e o que for preciso para o meu bem estar, sem remorsos nenhuns; como anarca também sou capaz de (cinicamente) berrar "Viva o Rei!".

segunda-feira, outubro 16, 2006

Confortavelmente vegetais

Era uma questão de tempo. - O poder corrompe.
Como a maior parte de vós já deve saber, o YouTube foi comprado pelo Google. Apesar de a maior parte dos "financeiros" afirmar que esta compra foi no mínimo polémica - uma vez que o Google não lida com conteúdos mas "aponta-os", especialmente conteúdos que na sua natureza são pessoais ou excertos de produtos comerciais -, mesmo assim gerou-se uma onda de optimismo nos utilizadores. A maior parte pensou que a partir de agora passaria a encontrar mais facilmente o vídeo da tia Odelinda assim como o clip Wild Boys dos Duran Duran.
A boa notícia é que, por agora, a tia Odelinda fica no tubo, desde que não cante nenhuma cantiga recente; A má notícia é que tudo que não respeite os direitos de autor, a curto prazo será eliminado do YouTube. Ou seja, grande parte dos vídeos interessantes: excertos; entrevistas; videoclips; e a boa da sobrinha da tia Odelinda, que agora é dotcom.
É óbvio que é o fim do YouTube tal como o conhecemos.
Se a Wikipedia também for comprada futuramente - até agora tem resistido - é o fim! É a instalação do capitalismo e da ditadura empresarial.
Mas numa visão mais optimista e alegre, também é verdade que em tempos de crise fascista, surgem, ou são "incentivadas", as pessoas mais criativas. E as suas soluções para além de artisticamente belas, permanecem. São degraus.
Para o resto de nós, comuns mortais, só nos resta esperar confortavelmente vegetais.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Os blogs das gajas e os gajos

Também acho piada à quantidade de abutres que voam ao redor dos blogs das gajas à espera de "carninha". Eles a comentar são todos muito suaves e cavalheiros. E ai de um gajo (como eu) que comece a disparatar, eles colocam-se logo ao lado das damas "blogadoras".
Estas aves de rapina pensam que vão levar dali alguma coisa, e mesmo que levem correm o risco de levar é com um bacamarte disfarçado atrás de umas cuequinhas de rendinha - Toma lá para aprenderes!
O que me irrita solenemente é que por maior que seja o disparate, ou merda de poema, que elas escrevam, os abutres arranjam sempre maneira de as elogiar - (...) os teus poemas são lindos, fofa. Escreves tão bem que me iluminas a alma - Puahhh!!! E elas vão na conversa!
Meninas, quando colocam umas fotografiazitas e escrevem umas coisitas bem sugestivas, a reacção da maior parte dos gajos é a de comentar para ver se levam dali alguma coisa. Não é por causa do vosso talento.
Se querem realmente "construir" algo, não levem tops e mini-saias para o trabalho. Quero dizer, por mim tudo bem, mas depois não esperem que as leve a sério.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Os blogs e as gajas

Os blogs das gajas são normalmente mais "pesados" do que todos os outros: Com "pesados" quero dizer que contêm muita informação (irrelevante) e por isso se tornam de difícil "carregamento"; Com "carregamento" quero dizer que aquilo que o meu computador recebe de informação, excede a sua capacidade de processamento.
E depois, estes blogs femininos encontram-se normalmente divididos em duas classes: os eróticos, recheados de poemas e fotografias sugestivas; e os diários à la Readers Digest, em que a "blogadora" descreve a melhor forma de remover um diafragma sem retirar o tampão ao mesmo tempo que conta a triste história do pimpão e ainda arranja tempo para os flagrantes da vida real.
Começo a ficar um pouco farto de ler blogs femininos.