sexta-feira, novembro 21, 2008

André ao poder

Ganhei as primeiras eleições em que me envolvi - por larga maioria!!!
Ainda não sei quais são as funções do cargo, exactamente, mas não consigo parar de sonhar nos meus próximos passos num grande Ministério, ou mesmo na Assembleia da República; e quando me reformar, vejo-me num retiro de cinco anos em Belém, a lixar, por gozo, todas as leis que me aborreçam.
Cometi o erro de contar a uma colega minha o meu feito e os meus futuros planos; ela diz-me que devo ser mais modesto, que tenho a mania...
Claro que respondi-lhe à letra. Disse-lhe que quando for eleito para algo importante e com poder, aumento os impostos só a ela; e se ela continuar a refilar, tiro um ano só para lhe fazer a vida negra: um dia aumento-lhe a bica, outro a gasolina, outro ainda, faço chover-lhe em cima, etc, etc, etc.
A verdade é que não sou modesto, e detesto a modéstia. Quem quiser ser modesto que o seja, não obrigue é os outros a sê-lo também. 
- Parece mal! Parece mal! - O que parece mal é não sabermos avaliar-mo-nos! Lá fora (de Portugal) os modestos são palermas.
A minha honestidade palerma obriga-me a contar o que disse a minha outra colega ao ouvir a minha aventura nas urnas. Com mais humor, talvez demasiado, ela começou logo a imaginar o que tinha sucedido na escolha de um candidato.
- Quem quer ser candidato?
- Eu! Eu! - respondi.
- Alguém quer ser candidato?
- Eu! Eu! - já a berrar.
- Parece que ninguém quer ser candidato!?
- Eeeeeeeuuuuuuuu!!!!!
- Sendo assim, vamos tirar à sorte.
- ...

Tem piada a miúda! Se calhar também lhe aumento os impostos daqui a uns tempos.

André! André! André! André! André! 

quinta-feira, novembro 20, 2008

Meus amigos

Hoje o Fódss teve um sonho muito estranho.
Sonhou que, em viagem pela costa portuguesa, passava pela mesma igreja repetidas vezes; sempre a mesma igreja, e de cada vez que a visitava levava um amigo diferente; a mulher do Fódss, que o acompanhava nessa viagem, também levava amigas de vez em quando.
Dentro da igreja aconteciam coisas estranhas...
Quando entravam nesta igreja, entravam com a curiosidade de um turista ainda fresco, nos primeiros dias de passeio; no entanto, algo na cabeça do Fódss lhe dizia que a viagem já se prolongava há muito tempo.
Era quando o Fódss ou a mulher deixavam o amigo deambular pelos anexos desta igreja sozinho que tudo acontecia.
Num instante, quando perdido da vista do casal, desaparecia para nunca mais aparecer. Por esta altura o Fódss lembrava-se de todos os outros amigos que tinham desaparecido nas mesmas circunstâncias.
A última parte do sonho, diz-me o Fódss, foi rápida e apaziguadora; no entanto, depois de acordar e raciocinar sobre o que acontecera na realidade, não conseguiu suster um berrozinho ao mesmo tempo que olhava para o despertador e percebia que tinha adormecido.
Em corrida para a casa-de-banho começou a pensar na última parte do sonho. Foi ao dar um peido monumental que percebeu a alegoria do que tinha sonhado: sorriu com a sua estupidez.
Uma vida inteira de excesso de filmes e banda desenhada levam o Fódss a viver (sonhar, comer, cagar, foder, falar) de uma forma "muito" épica - digna de ser representada por um qualquer artista.
O sonho acaba com o Fódss a dirigir-se ao anexo que já lhe roubara meia dúzia de amigos para o inspeccionar; de repente acorda na cozinha da avó, e lá estavam alguns dos amigos a preparar uns petiscos alegremente. O Fódss pensou: ou sonhei, ou desta vez desapareci eu. De qualquer maneira estava-se bem ali, e ele não se importou.
O Fódss, já acordado, continuou a pensar no sonho enquanto corria para a camioneta; chegou a uma conclusão estarrecedora e, ao mesmo tempo, simples: o sonho de amigos a desaparecer só podia significar uma coisa, ...

TRIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM