sexta-feira, outubro 07, 2005

Vozes de Torquemada.

Ora aqui vai publicidade à borla.
Hoje visitei, por acaso, um blog chamado Bocas viperinas. É (bem) escrito por três serpentes sexuadas e fémeas que, não tenho dúvida, devem ser muito apelativas no mundo real. A segurança das suas opiniões leva em crer nisso.
No entanto, e aqui é que a cobra torce o rabo, está carregado (o blog) de falsas moralidades e opiniões que elas fazem questão de "cuspir" como se se tratassem das porta-vozes do universo feminino.
Este problema da dualidade "Nascido para foder! Fodido para saber", é típico em Portugal...
Talvez se elas saíssem mais do seu universo - se conhecessem outras pessoas, se fossem a outros lugares e percebessem alguma coisa da natureza humana -, talvez assim pusessem os rótulos, ideias pré-concebidas, noções (erradas) da realidade e julgamentos inquisitórios, de lado e de vez!
Não é com ódio que escrevo isto, mas, como o próprio tema deste blog, com revolta. Revolta porque vejo que as mentalidades demoram muito tempo a amadurecer, se é que alguma vez o chegam a fazer.
Eu sempre pensei que quando chegasse ao ano 2000 e picos, a nossa gente (portuguesa) se encontrasse muito mais evoluída, enganei-me!

2 comentários:

mattahary disse...

Andrézinho, cá estou...
Apenas tenho que te dizer uma coisa...
Tudo o que é escrito e descrito no nosso cantinho venenoso é baseado em factos reais e em experiências pessoais e colectivas... Infelizmente algumas delas são retractos fiéis de algumas ideias pré-concebidas, tens razão, mas o que fazer se esse é o nosso país (na sua larga maioria) e se são essas expriências que nos dão bom material para satirizar a sociedade tacanha em que vivemos?
Quanto a sair mais e conhecer mais e diferente... MAIS AINDA? Bolas!!!
Dá-nos tempo... Ainda agora começámos...!

André disse...

Continuem assim, gosto de "vos" lêr.
Críticas à parte, é difícil encontrar na blogosfera, pelo menos na nossa língua, bons blogs para lêr e, acima de tudo, bem escritos.
Por isso continuem a envenenar-nos que nós gostamos.