quarta-feira, fevereiro 24, 2010

O ombro de Andriles

Tenho o ombro direito, que a Adelaide carinhosamente chama de o ninho, num estado lastimável; um mau jeito qualquer que dei durante a noite impede-me qualquer movimento que não seja teclar ou escrever.
Também acordei com um arranhão enorme na barriga. 
Mas o que é que a Adelaide faz comigo durante a noite, isso é o que eu gostava de saber?
Estou-me a lembrar agora que isto vai impedir qualquer movimento mais brusco nos próximos dias, como por exemplo, lavar a louça e outros trabalhos domésticos que gosto tanto.
Esta lesão ameaça tornar-me num funcionário público (pronto, daqueles que não querem fazer nenhum). 
Hoje à tarde o chefe pediu-me para o ajudar a transportar uma caixa qualquer; olhei com ar dorido para o ombro ao mesmo tempo que o massajava; ele percebeu e disse "Ah! O andré está magoado no ombro. Deixe estar que eu desenrasco-me".
Foi uma coisa completamente instintiva, juro!

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Nem os Hadza escapam delas

Hoje de manhã li um artigo na National Geographic sobre o povo Hadza. Um artigo muito interessante sobre os costumes deste povo, mas houve uma coisa que me ficou na cabeça a martelar. Este é um povo muito antigo e muito diferente, mas, segundo o jornalista, as mulheres parecem ser iguais às de qualquer outro povo. Elas têm o costume de chatear os homens quando estes relaxam. E dizem preciosidades como estas: "Oh Zdinbai, porquê que ainda estás a dormir? Não vais caçar?", "Mutulo, hoje o babuíno não vinha devidamente esfolado...!", "Porquê que andas sempre com o Chivambo? Não gosto dele. Ele leva-te para maus caminhos.", "Hic, onde é que estiveste até agora? Vais-me dizer que te perdeste no mato outra vez!?!". Ok! As últimas duas são da minha autoria, mas tenho quase a certeza que já devem ter passado pelos ouvidos de algum Hadza.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Palmadinhas funcionais

O problema de andar muitas vezes com um bebé ao colo é que eu e a Adelaide já não sabemos nos abraçar normalmente: ela dá-me pancadinhas1 nas costas, eu dou-lhe no rabo2.

1 - bolsar;
2 - cocó.

Vá lá! Vá lá! Vá lá!

Infelizmente, os e-mails são muito mal considerados. Mais rapidamente alguém responde se for uma carta...
Mas eu tenho uma técnica que numa semana, no máximo, obriga qualquer indolente a responder-me. Eu chamo-lhe de técnica Shawshank Redemption. Para quem viu o filme lembra-se qual a técnica que Dufresne utilizou para obter mais livros para a biblioteca; quem não viu ou não se lembra, tem boa solução.
Como eu não sou assim tão mauzinho, vou explicar: envio o mesmo e-mail todos os dias até o outro lado ceder. É parecido com "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!"

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Mais um bocadinho para a esquerda

Não gosto muito de ir à casa-de-banho aqui do trabalho; encontro sempre alguém conhecido, e se há coisa que detesto é conversa de circunstância quando estou a processar o que comi/bebi.
Hoje adiciono um novo desconforto ao WC laboral:
Entrei e saí mudo da casa-de-banho - estava lá um funcionário que é cego e tive medo que se me identificasse o gajo me pedisse para lhe pegar na pila para orientação.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

O meu miluavô era gay e os amigos dele também

Tenho estado para aqui a pensar e cheguei à conclusão que daqui a uns milénios os homens desta geração (myself included) vão ser todos considerados uns panascas.
Quando olhamos para trás o que é que vemos? Lanças, armaduras, Damas violadas, Dragões, ok!, alguns homens empalados, ESPADAS, ossos humanos aos bocados depois de (deduzem os cientologistas) terem lutado com um dinossauro, acima de tudo vêem-se actos viris.
O que é que restará de nós, homens contemporâneos? Livros, perfumes, roupa suave, produtos para amaciar a pele, e... triliões de mensagens entre amigos a apelidarem-se de rotos uns aos outros e a afirmarem que se vão enrabar no dia seguinte. É isto que vamos deixar para os arqueólogos de amanhã.
Quer dizer, para além de lixarmos esta merda toda (estou a falar da poluição, claro), qual é a outra herança que vamos deixar aos nossos milunetos?

Os nossos miluavós eram todos doidos...ah! e gays.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Politiquices

Hoje, numa conversa com um amigo, desbobinei que tinha votado no BE nas últimas legislativas. Ao que ele retorquiu "Eu sabia! Aquela incoerência política é a tua cara." Eu não fiquei surpreendido com esta afirmação, afinal de contas ele é do PSD. Depois disse-me que a corrente de pensamento que está na génese do BE é (e aqui já não me lembro bem das palavras dele) qualquer coisa como disfuncional.
Mas, independentemente da coerência de cada partido, eu expliquei-lhe que as filosofias de bastidores dos partidos não me interessam para nada; não quero saber se x é trotskista ou y é marxista; o que a mim me interessa são os programas eleitorais - as promessas, enfim.
Sou adepto da Realpolitik, a mim interessam-me os resultados práticos, as soluções pragmáticas, as ideias exactas do que se vai fazer - deixo as discussões filosóficas para depois... e para outros!
Grande parte dos problemas da nossa sociedade têm soluções lógicas nas áreas que os definem, seja na economia, agricultura, cultura, etc. Aliás, o grande problema das soluções é que são sempre várias, e nem todas têm o mesmo desfecho. Para quê adicionar ao problema "que solução?" o problema "que ideologia?"; Sem contar que o problema "que ideologia?" pode inviabilizar a melhor solução porque esta pode não estar de acordo com a ideologia em uso.
Se tivesse algum tipo de carisma político, e muita pachorra, organizaria um novo partido: o PAS/ANHISS (Partido a Sério/Aqui não há Ideologias, só Soluções).
Por favor, confessem! Quantas vezes é que não perguntaram aos vossos amigos: "Porquê que o Governo simplesmente não faz assim?"; "Porquê que se está a gastar tanto dinheiro nesta obra?"; "Mas porquê que os putos abandonados pelos pais "normais" não podem ser adoptados por pais do mesmo sexo?"; "Mas porquê que acabaram com a Feira Popular?"; "Mas porquê que é preciso tanto papel para tratar de uma porcariazita qualquer?"; "Mas porquê?". E o vosso amigo responde "Politiquices!"

terça-feira, janeiro 12, 2010

Mamas, para que te quero

Palavra de honra! Hoje pensava que iria ver a primeira mulher presa pelas mamas na porta automática do Metropolitano. A hesitação dela em entrar e o conjunto astronómico de mamas que apresentava, provocou com que metade do corpo ficasse de um lado das portas e o resto - AS MAMAS! - ficassem dentro do metro. Observei, pasmado, enquanto, pareceu-me, alguma força física, sem dúvida provocada pela atracção de um corpo com tão enorme massa - AS MAMAS! - puxava o seu resto anatómico para dentro do metro. Não fosse ser um dia tão merdoso e eu desataria a rir-me.