quinta-feira, janeiro 05, 2006

Uma vida a dois são duas vidas

Não sei se é por ser demasiado orgulhoso ou ingénuo, mas não seria capaz de namorar com uma mulher que me desse a entender que não está apaixonada por mim. Ou que apenas suportasse viver comigo, porque até simpatizava, talvez me achasse graça. E, acima de tudo, não tinha conseguido arranjar nada melhor e o relógio biológico não parava de a atormentar, além das suas amigas (grupos típicos de pressão), claro!
Variadas vezes penso que sou demasiado orgulhoso para o meu próprio bem...
Não sei se o altruísmo tem lugar no romance. Não sei se é suposto ser uma batalha pelo território conquistado.
Podem-me dizer que fazem tudo pelo vosso amor, que até dão a vossa vida. Mas não é disso que se trata!
Uma vida a dois com um só sentido, não o tem.
Sinto-me tonto, é...complicado!
Por um lado o meu orgulho e (restante) ego, dizem-me que eu aguento perfeitamente sózinho e que não preciso de esmolas. Por outro, o meu (mais lento) relógio biológico e uma casa não decorada, dizem-me que falta qualquer coisa insubstituível. E o meu cão diz-me, com os olhos, que já está farto da comida que lhe dou, quer qualquer coisa com um toque feminino. Eu digo-lhe que é uma questão de tempo e sorte. Ele diz-me que se é sorte estou bem tramado, mais vale ir já para um Seminário, assim sempre junto o útil ao...bem pago!

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