sexta-feira, março 18, 2005

Um tom para cada idiota!

Mais do que determinadas coisas que se dizem: avisos, proibições, observações, etc. É o tom de como se dizem que me irrita.
  1. O tom paternalista - que me dá a volta ao estômago e me faz vomitar.
    Este tom é vocalizado, normalmente, por idiotas-com-a-mania-da-superioridade-e-que-fizeram-xixi-na-cama-até-aos-15-anos.
    Este tom serve para mostrar que um indivíduo está errado mas não tem culpa porque é um coitadinho!
  2. O tom dictatorial - este arrepia-me as veias capilares!
    É vocalizado com vigôr (não é o leite!) e bastantes db's (decibéis) à mistura. E os fascistas que o fazem, terão tido uma mãe capadora: mãe que reduz o menino até à sua insignificância.
    Serve para fazer de um indivíduo um pau mandado, como o ditadorzinho sempre foi pela sua mamãzinha.
  3. O tom inquisitório - que me faz pensar se o palerma que o produz já terá produzido todos os neurónios para a sua auto-suficiência, como ser-vivo, que aparentemente é...
    É vocalizado suavemente e (como o próprio nome diz) na forma de uma interrogação.
    Este serve para acusar de forma velada. Quem o usa, pensa que nunca poderá ser acusado de acusar (passo a redundância). Uma vez que, nunca é uma afirmação mas uma interrogação. Esta é normalmente acompanhada com um insuspeito: "Olha lá!" ou "Ouve lá!" ou ainda "Diz-me uma coisa!".
    Os facínoras que utilizam este tom, são uns cobardes e não têm poder de argumentação.
Tenho a certeza que haverá muitos mais tons insultuosos. Mas por agora não me lembro de mais nenhum!
O que me leva a exclamar, alto e a bom som: Suas minhocas imberbes! Aprendam a falar ou de volta p'ro vosso buraco!

2 comentários:

Anónimo disse...

Sobre a expressão «passo a redundância» refiro sua clara cretinice, que é unicamente usada por quem pretende dizer de alguma forma “Eu sou erudito, eu sei falar”, pois bem esta expressão é equivalente ao seguinte exemplo: dou um pontapé nas canelas de um amigo e seguidamente digo «passo o pontapé», como que querendo anular o dito pontapé, o mesmo sucede ao «passo a redundância» querendo anular o efeito da mesma, se passo a redundância então porque é que em primeira-mão não a evitei? Voltando ao pontapé, não é por dizer «passo o pontapé» que o efeito do mesmo não deixa de se verificar…

André disse...

Parece que algum burgesso se identificou com este post.
Eu arriscaria em dizer que provavelmente serão o tom nº 1 e nº 2 que identificam melhor este palhaço...passo a redundância.