quarta-feira, março 28, 2007

Elementar, meu caro amigo

A meio da minha adolescência conheci um tipo, hoje é um dos meus grandes amigos, que me ensinou uma coisa preciosa que ainda hoje aplico: aprender a observar as pessoas, estudar os seus padrões comportamentais, tentar colocar-me na "pele" dessa pessoa (empatia), e, finalmente, deduzir alguns comportamentos e tendências.
Nunca consegui ser tão perspicaz como este meu amigo que é uma espécie de Sherlock Holmes, mas estou sempre a praticar.
De vez em quando consigo surpreender os mais distraídos com "brilhantes" observações e deduções, e fico satisfeito; Outras vezes engano-me redondamente, e fico frustrado.
Tenho que confessar que cheguei ao cúmulo de me instruir em técnicas mais esotéricas de "ler" a natureza humana e outras mais pragmáticas de manipulação.
Apliquei-as - especialmente as de Carnegie - para obter o que queria e obtive sucesso nos resultados. Infelizmente a manipulação vai contra a minha natureza, depressa desisti de a usar. Ficou o conhecimento. Sei quase sempre quando querem utilizar-me como se fosse uma marioneta, mas deixo-me ir na maior parte das vezes. Sinto-me curioso. Quero saber até que ponto a outra pessoa está disposta a ir para obter o que quer.
As outras técnicas de "exploração", as esotéricas, uso-as apenas para "puxar" mais informação; é involuntário, a outra pessoa nunca percebe que me está a dar todas as informações que eu quero. Depois transmito-lhe o que sei como se realmente estivesse a adivinhar.
As pessoas que conheço, no geral, sei mais ou menos o que irão fazer, dizer e porquê. Quanto a mim, não sei. Permaneço um mistério para mim próprio. Não me consigo transcender. Não faço a mínima ideia o que raio irei fazer, dizer, nem porquê.

26 comentários:

sem nexo nem sexo disse...

espero que o "estudo" não se sinta "estudado" porque, no meu caso, se me sentir oservada e objecto de estudo, tenho a tendencia em me tornar mais gira (sem sucesso), mais inteligente (muito fraco) e tornar me numa pessoa que està longe de ser a realidade....

André disse...

Não percebi. Mas tenho a certeza que a culpa é minha que sou de compreensão lenta.

sem nexo nem sexo disse...

Quando observa alguém, espero que esse alguém não dê por isso...porque quando alguém sente que està a ser observado, tem tendencia em ser algo que não é verdadeiro....fica futil, e acaba por ser ridiculo...

Também aprendi, no meu curso, de que a culpa de mau entendimento é sempre nossa....O tipico "fiz me entender" em vez de "percebeu?"

Avelã disse...

pretensioso.....

André disse...

SNNS: Claro! Embora seja impossível a observação sem que o objecto observado sofra uma, maior ou menor, alteração. De qualquer maneira, tento sempre não dar nas vistas.
Também percebo quando as pessoas não estão a ser coerentes e verdadeiras, é uma espécie de instinto.

Avelã: pretencioso não! vaidoso!

Avelã disse...

bem andre és mesmo o máximo, as pessoas para ti são transparentes, já vi que ninguem te leva a melhor...enfim, pretensão!

André disse...

Bem, avelã, a tua opinião eu já estava a contar que alguém a emitisse, não estava era à espera que fosses tu...
Não é que tudo o que escrevi não seja verdade, mas queria comprovar uma teoria: a de que neste país ninguém tem autorização para falar bem de si próprio sem que seja por isso apelidado de vaidoso, pretencioso ou gabarolas.
Ver aqui

Patrícia Cardoso disse...

avelã
acho que não entendeste bem o conteúdo da msg...o André não diz que as pessoas são transparentes, explica apenas que aprendeu técnicas de interpretação e manipulação de comportamentos...como sabes é perfeitamente possivel, de outra forma como agiriam por exemplo os psicólogos nas suas funções ou até mesmo os politicos que conseguem através do seu discurso manipular populações.
Adquirir este tipo de conhecimento ou até mesmo usá-lo, de uma forma coerente não faz da pessoa pretenciosa nem arrogante.

Avelã disse...

André diz:
tipo: desculpa andrézinho! tu é que sabes tudo
André diz:
ajoelho-me perante ti

ok ok so porque imploraste eu aqui deixo o meu pedido de desculpas publico.

Avelã disse...

andrezinho desculpas (do fundo do coração), interpretei mal o teu texto

João Pinto disse...

Não sendo de maneira nenhuma a minha especialidade, em física quântica existe uma teoria, aceite nos meios académicos, de que é absolutamente impossível saber como se comportam determinadas partículas porque, se não as observarmos não sabemos como se comportam, mas se as observarmos, elas vão-se comportar de uma maneira diferente do que na realidade fazem!!
Pois é, nós se calhar não somos tão diferentes assim das partículas sub-atómicas!!

O não anónimo disse...

Olá João,

Não me leves a mal, sei que não é a tua especialidade, no entanto tenho
que fazer umas pequenas correcções no teu texto, não que ele necessite ao nível da mensagem (contextualizada neste post)… Mas de alguma forma devo faze-lo, abordando o teu comentário de forma “literal”, que pelo que me parece não foi escrito dessa forma.
Comento pois, sempre que vejo a ciência maltratada (não tens a culpa), sinto-me na obrigação repor o conceito no seu lugar.

1.º quando referes, Física Quântica, deverias referir, preferencialmente, Mecânica Quântica, mas isto é purismo, não sendo bem um erro.

2.º neste caso particular, não estas diante de uma teoria, mas sim de um princípio, o que é diferente, sendo este o “Princípio da incerteza de Heisenberg”

3.º o mais importante de tudo será o seguinte: não é impossível saber como se comportam determinadas partículas, mas sim saber com igual exactidão (em simultâneo) duas grandezas; a posição, e o “momento” (momento = massa vezes a velocidade), quanto maior for a exactidão da posição, menor a do “momento” e vice-versa.

4.º a analogia com a nossa parecença com as partículas subatómicas, também não está muito feliz (em rigor), pois quase toda a realidade que vale na Mecânica Quântica não tem analogia com o nosso mundo, este é uma das características da mecânica Quântica; se tivesse, haveria fenómenos de extremo exotismo.

Princípio da incerteza de Heisenberg – numa forma relativamente acessível.

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/uncer.html

O não anónimo disse...

Vá lá André… Tremeste um bocadito ao ver que eu tinha comentado.
Deves ter dado um suspiro no fim de teres lido o que escrevi, certo!?

O não anónimo disse...

Já agora, para ser rigoroso, deveria usar o termo "momento linear" em vez de "momento", embora usando simplesmente "momento" (contextualizado) não estou a cometer um erro, mas sim uma simplificação de linguagem. A está altura, quem iniciou a leitura deste comentário já não estará a ler este paragrafo, deverá ter adormecido.

O não anónimo disse...

Ler “esta” em vês de “está”

O não anónimo disse...

F$%&“$()”e! Ler “vez” em vez de “vês”.

Florença disse...

Credo. Algum estudo previu o aparecimento do não anónimo?

André disse...

Eu não me vou rir Florença...não consigo! LOL

De qualquer maneira NA, as tuas correcções científicas são sempre bem vindas. Podias era juntar tudo num único comentário.

Anónimo disse...

Florença,

A resposta e não, Mas por falar em prever, eu previa um comentário semelhante ao teu.

O não anónimo disse...

Esqueci-me de assinar o comentário anónimo anterior.

“O não anónimo”

Florença disse...

NA,

Eu sou assim, previsível. E é mau, queres ver? LOL

Patrícia Cardoso disse...

O NÃO ANÓNIMO VOLTOUUUUUUUUUU!!! LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

O não anónimo disse...

Florença,

Nunca referi que a previsibilidade seria má ou boa, as duas situações são possíveis. Deixo esse juízo de valor a teu cargo.

Relativamente ao meu comentário, quero só explicitar que ele foi escrito na base do "nonsence" devido ao contexto, embora o seu conteúdo seja rigoroso.

Olá Patrícia!!!!!!!!!!!!!!!
Venho aqui, mas não para ficar; pois o André não me deixa criticá-lo, fazendo uso de chantagem (só assim é que o consegue fazer). Ou seja: ou elogios ou neutralidade, o que é muito menos divertido e inútil. E eu já vi aqui tanta matéria-prima a jeito… Como tenho dificuldade em me conter, é melhor fugir.

O não anónimo disse...

Para que não haja dúvida: o comentário que eu refiro no comentário anterior, diz respeito ao primeiro que eu fiz neste post.

André disse...

Chantagem? Que chantagem?
É pedir muito que ajas como amigo e não estejas sempre a comentar de uma forma jocosa? A única coisa que peço dos meus amigos é que o sejam, e a verdade é um conceito que deve ser guardado para a Ciência e não - de uma forma sistemática - numa relação de amizade.
O que eu digo é que podes discordar de mim em todos os assuntos e mesmo comentar a tua opinião, mas num tom sério.
Eu sei que tenho a minha quota parte de culpas no cartório, mas agora que identificamos o problema que quase corroeu a nossa amizade - que eu tenho em grande consideração - vamos os dois fazer um esforço.
Tenho-te como um dos meus grandes amigos e não quero desistir dessa amizade.

P.S. Tenta comentar tudo num único comentário. Qualquer erro ortográfico que faças; não o precisas de corrigir, ninguém te vai chatear por causa disso.

O não anónimo disse...

Iníciooooooooooooooooooooooooooooo

Chantagem sim, lembras-te...

- Rui, se fores ao meu Blog e ... blá blá blá ... faço ... blé blé blé. Estás lembrado?

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Jocosidade... Sem Jocosidade a coisa não tem piada.
Eu nunca me incomodei com a tua jocosidade extrema,
simplesmente respondia à letra... Tu também o foste,
mas aguentar as respostas é que não.
Mas tu és, jocoso, nos teus Posts

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A Verdade, de modo algum deve ser guardada para a Ciência, simplesmente
é um pouco mais fácil (dependendo do contexto) de se "gerir" na Ciência

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"comentar num tom sério(...)" !??!!?!?!?, que seca... Mas
vale eu começar, aqui, a falar de Física, obtenho o mesmo efeito.

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Resposta a “P.S.”: eu não me enganei no
último comentário, simplesmente acrescentei algo
que faltava. Mas no primeiro, pareceu-me necessário,
e sempre que o entender, corrigir-me-ei.

Fimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm