sexta-feira, março 09, 2007

Elas dão cabo de mim

A volatibilidade emocional feminina é coisa que sempre me fascinou.
Por mais que presencie este fenómeno, não consigo deixar de ficar espantado de cada vez que acontece.
Num momento está tudo bem, noutro, e sem qualquer razão aparente, tudo muda. Nuvens negras e trovoada onde estava um belo céu azul iluminado pelo sol.
E não são só mudanças de humor, que essas também acontecem no género masculino, mudanças de coração e outras de interesse mais egoísta.
Como já tenho mencionado, eu cresci rodeado de mais mulheres do que homens. Isto levou a que a minha educação tenha focado por um lado para um ligeiro toque de machismo e por outro - paradoxalmente - para uma visão da mulher como um ser mais "iluminado" do que o homem.
A minha avaliação de cada mulher é baseada no que me foi transmitido pelas mesmas, portanto, e embora as minhas deduções possam ser ocasionalmente abaladas pela parcialidade de uma visão mais emocional, no final, a razão e o conhecimento adquirido ao longo dos anos, acaba por emergir. Fico imediatamente a saber que tipo de mulher (genericamente) é aquela com quem estou a lidar.
Correndo o risco de parecer um enorme machista, devo dizer que raramente tenho conhecido mulheres que fogem ao modelo por mim aprendido: inconstantes, imprevisíveis e de grandes flutuações emocionais.
Muito honestamente, eu preferia ser um ignorante nesta matéria - Antes ingénuo do que saber sempre como acaba o filme.
No fim acho que sou como os espermatozóides, lanço-me sempre, desenfreadamente, numa corrida louca para lá chegar, embora saiba que as hipóteses são quase nulas e o meu plano é suicida; Eu sou uma mosca a caminho daquela deslumbrante luz azul; Eu sou um rato e aquele 605 FORTE nunca me soube tão bem; Eu sou um homem, e ela espera, armada até aos dentes, para dar cabo de mim.
Haverá coisa melhor do que a doce fatalidade?

7 comentários:

alfabeta disse...

Doce fatalidade?
BFS

sem nexo nem sexo disse...

credo...isso faz de nós umas viuvas negras e de vocês uns cordeiros? não me parece. Há de tudo um pouco....e muitas vezes as aparencias iludem (e não falo em travestis)

André disse...

Estou não só a generalizar como me dei ao luxo de alguma liberdade literária.
Mas poderia também estereotipar os homens em escalões muito básicos, mas estes são assunto que não me interessa. Deixo isso para vocês.
De qualquer maneira, nós, os homens e mulheres, não estamos fora da natureza por enquanto, obedecemos a instintos e temos comportamentos que permitem facilitar a procriação, a diversidade genética e a selecção.
Mas enfim, eu não quis ir por esse caminho tão estéril e frio, e preferi um discurso mais romântico.

Marciana disse...

Tem piada, eu ate gostei do texto...bastante!
Se as coisas fossem simples e descomplicadas não teriam nenhum interesse andré

Patrícia Cardoso disse...

Epá maninho, fico muito satisfeita por ter sido uma das mulheres que participou no molde dessa tua personalidade (revoltada)...está correcta essa tua conclusão de : "(...)uma visão da mulher como um ser mais "iluminado" do que o homem(...)"

Tens que saber que um dos nossos truques para voces (homens) não se entediarem connosco é precisamente o facto de sermos inconstantes e imprevisíveis! :)

P.S. Ainda estou muito abananada com a morte do Capitão América!!

André disse...

Deixa estar que ele volta daqui a uns meses

O Anarquista Duval disse...

O Capitão América morreu?!

será que o gajo que imprime isso na gráfica é islâmico e alterou a história á última da hora?