segunda-feira, setembro 04, 2006

Avé Floribela

Para continuar a bater na mesma tecla do post anterior: Há uma miúda, uma flôr, uma bela...; Portugal tem uma nova namorada, ou será amante?
Mais uma vez os portugueses mostram de que matéria-prima são feitos os seus heróis.
O discurso dos adorados pelas multidões é sempre o mesmo - (...) sou muito simples e humilde. Tenho muita fé em Jesus. Passei por muitos maus bocados e sacríficios (...) -, e sempre muito limitados.
Não me entendam mal, eu até acho a miúda simpática, gira e toda vivaça, mas daí a ser a nova heroína nacional...?
Desde a Amália, que eu saiba, que Portugal tem uma predilecção pelos fracos, humildes e com sérios problemas alcoólico-amorosos.
- Viva a Amália! - gritam Tino de Rans e o Zé das Galinhas.
Em oposição, qualquer um que promova as suas qualidades (leia-se, ligeiramente gabarolas) é logo olhado com suspeição e, no final, corrido a pontapé. Se lá fora é normal fazermos autocrítica aos defeitos e qualidades, cá só se aceitam os defeitos. E quem não os abraçar de corpo inteiro, é considerado um armado em bom...que é melhor do que os outros.
Ora a mim não me faz espécie nenhuma que haja alguém melhor do que todos nós em alguma coisa. E a sua autopromoção, com conta, peso e medida, também é perfeitamente aceitável. Claro que o Mourinho é uma excepção radical.
Ser o país dos humildes, dos sacrificados e dos pobrezinhos, é quase como o fado e a saudade; Aspirar a algo grandioso é pecado e suficiente para se ser marginalizado.
E é por isso que os grandes deste país são tão pequenos.

4 comentários:

prisciladocontra disse...

A mim o que me faz espécie é que nas novelas as ricas são sempre umas filhas da mãe perversas e as pobres umas honestas boazinhas ....

André disse...

Eu concordaria contigo se visse telenovelas, mas (felizmente) não vejo.
Espero que saibas que essa é uma inversão de papéis do que realmente acontece na realidade...regra geral.
E se quiseres uma fundamentação lógica para esta argumentação é só pensares em quem é depositada melhor educação!?

Sophia disse...

André deixa-te dessas tretas e admite que segues a Flor a letra!!
É disto que eu não gosto, nunca admites as coisas que vês e depois perdes fins-de-semana a ver documentários de empreitada para falares de coisas sérias!!!
Já agora conta-me o episódio de ontem :)

André disse...

Eu se pudesse também me casava com a Floribela. Mulher e criada numa só - o sonho de qualquer homem.
E ai dela que refilasse com toalhas molhadas em cima da cama, levava logo com uma cachaporra!