quinta-feira, abril 12, 2007

Ontem morri!



Eu gostava de poder dizer que sou pura e uma donzela, mas não o posso dizer.
Os homens pensam que eles são os únicos com apetites vorazes de sexo gratuito; gostam de pensar que nós mulheres só temos espaço nos nossos apetites para o amor, para a paixão e para uma espécie de estado constante de servidão para com eles. Mas não é assim. Não é assim!
Nós controlamo-nos muito melhor. Temos um grande auto-domínio.
Mas para que não hajam dúvidas, nós somos tão obcecadas por sexo como eles.
Só existe uma excepção para nós - e creio que com eles também seja assim. Quando nos apaixonamos não sentimos atracção por mais ninguém que não seja o nosso amor.
E toda esta filosofia porquê? Porque não estou apaixonada e só penso em sexo.
Mas como sou uma mulher, como é que hei-de dizer, voluptuosa, para não dizer toda boa, a mim basta-me estalar os dedos. Eu passo frequentemente do sonho para a prática.
E esta noite passada tive uma sessão que me deixou a tremer e a pingar.
Jantei com umas amigas que já não via há uns tempos e acabamos a noite a dançar que nem umas malucas no Trumps. Foi um roça-roça que me deixou as cuequinhas todas molhadas. No bar encontrei duas beldades loiras, altas, olhos azuis e bem torneadas que depressa se tornaram nas minhas "novas amigas".
Éramos oito no fim da noite, e resolvemos não ir para casa.
Bem, até fomos para casa, mas fomos todas para uma única casa. Felizmente uma das minhas amigas mora ali no Princípe Real, e para lá fomos todas contentinhas e excitadas.
Eu, que já estava há duas horas a ver se me decidia com qual das minhas novas duas amigas iria acabar a noite e prometer-lhe ao ouvido (se ela fosse boa na cama) outras mais, acabei por não conseguir decidir-me. Ainda bem que elas as duas decidiram por mim. E a decisão foi boa para as três...
Eu não sei o que as outras minhas amigas ficaram a fazer na sala, mas nós as três recolhemo-nos para um dos quartos. Este tinha uma bela cama larga de dossel.
Uma ménàge a trois não é novidade para mim, mas estas duas eram tão habilidosas com todo o corpo (para eles, que são ignorantes nestas coisas, podem continuar com a ideia que é só dedinhos e língua) que ao fim de meia hora já estava quase extenuada.
O bom do sexo entre mulheres é que dura muito, mas muito mais tempo.
Eu gosto de ser muito activa e controladora na cama, mas estas duas estavam-me a dificultar a tarefa. Dir-se-ia que eram minhas almas gémeas. Quase todas as minhas iniciativas eram-me roubadas - pareciam telepatas.
Éramos, as três, moças em boa forma. O desporto não era estranho a nenhuma de nós. O sexo também não. Então porque é que acabamos a noite a tremer e todas suadas? Quantas calorias teríamos queimado?
O cheiro a sexo envolvia e puxava-me. A minha língua já estava quase seca. Cheguei a um ponto que já não conseguia parar os espasmos. Os meus dedos dos pés doíam. A minha barriga doía. Sentia tantas ondas de prazer que julguei que não aguentaria mais. Pensei em desistir.
Mas se tinha que morrer um dia mais valia que fosse na cama com aquelas duas deusas do sexo. Morreria com um sorriso e sem uma pinga de o que quer que fosse. Seria drenada até à morte.
Obviamente não morri. Mas hoje os meus critérios de selecção estão diferentes. Hoje, pelo menos hoje, escolherei uma donzela pura. Hoje ela terá que ser muito especial. Hoje quem domina sou eu. Hoje é a minha vez de "matar" uma. Vai ser uma morte muito especial...

1 comentário:

Avelã disse...

andreia minha cara amiga

a sua descrição deixou-me com a cuequinha molhada tambem, veja lá se me convida na proxima vez que houver festa e festim.