quinta-feira, abril 26, 2007

O trôpego da matemática

Eu sempre tive presente a ideia de que as minhas habilidades para a matemática são, em português mais rasca, uma bela merda.
Desde o cálculo mental às noções que fui aprendendo (para logo a seguir esquecer), sempre pequei por não praticar numa base rotineira.
Talvez esteja a exagerar um pouco, porque tentei sempre estudar apenas o suficiente para tirar positiva. Infelizmente, esta aprendizagem tão leve também seria efémera.
Tive a perfeita noção da minha nabice este feriado quando a minha sobrinha, de apenas dez anitos, me desafiou para resolver uns problemas sobre tempo (horas, minutos e segundos).
Apesar de eu já ter aprendido todos estes cálculos há muitos anos atrás, descobri que (surpresa!) já não me lembro de como resolvê-los.
Humilhação das humilhações, a "pequenota" teve que me ensinar. Ainda por cima isto tudo se passou num sítio público, numa esplanada.
Enquanto a minha sobrinha me ensinava, eu observava a senhora que estava sentada á frente de mim, a mexer-se de um lado para o outro, claramente desconfortável.
Claro que quando esta senhora se levantou, a primeira coisa que fez foi olhar para mim com um ar espantado. Eu só posso imaginar o que poderia estar a pensar: "Burro!".
De qualquer maneira, no que toca a aprender, e desde que isso não envolva qualquer tipo de humilhação pública (ou mesmo privada), estou sempre pronto para velhas coisas novas.

11 comentários:

Avelã disse...

eheheheh deixa lá andrezito, não me parece assim tão grave tendo em conta que matemática para a maioria dos portugueses é chinês!

alfabeta disse...

Detesto matemática

André disse...

A minha mãezinha sempre me ensinou a não olhar para o lado para os maus exemplos, apenas para os bons.
Por isso quando me auto-flagelo é porque não consigo (nem tento) ser melhor e não porque sou igual aos piores, aos maus.
O pior de tudo é que até gosto de matemática mas dá muito trabalho.
Meninas, toca a estudar!

bbastos20 disse...

André, a matemática é um bocadinho como as mulheres: diz-se que tem toda a lógica do mundo, mas na verdade nunca havemos de compreendê-las...
E quanto a sermos ensinados por essa menina de 10 anos, eu também já passei por isso e relativamente a assuntos bem piores. Levo cada bailinho...

Andre disse...

Então não sou só eu? Porque o pai ficou muito caladinho...não era nada com ele.

O não anónimo disse...

Ena ena! Aquele meu comentário do Princípio da Incerteza, já te serviu de alguma coisa! Pena é que não tenhas articulado bem as coisas.
Olha que o problema da Matemática não está só no trabalho que dá em aprende-la, essa é uma má desculpa.

Andre disse...

Ainda bem que escreves. Podias-me fazer um favor e esclarecer-me e os outros (neste blog) sobre o assunto de que falas s.f.f. aqui

bbastos20 disse...

Claro que o pai ficou caladinho! A avaliar por alguns momentos fumorísticas da pequena criatura, imagino o papá com olhos esbugalhados de espanto quando ela tem determinadas saídas! Além disso, fala melhor espanhol do que nós falamos inglês.
E pensar que com a idade dela só queria jogar à bola...

O não anónimo disse...

Posso esclarecer aqui, o que quiseres, basta dizeres exactamente o quê, sobre o tema em causa. Não me posso alongar muito, até porque provocaria sonolência. Perfiro comentar aqui, pois lá não conheço ninguém (só o Ludwig, de nome), mas se fizeres questão, poderei comentar lá, mas nesse caso pergunta-me lá e avisa-me.

O não anónimo disse...

E então?...

O Anarquista Duval disse...

eu além de nunca ter sido bom a matemática, também a odeio...