segunda-feira, maio 07, 2007

Desculpa amor! Esqueci-me!

Eu sempre estranhei que, em conversa com as mais variadas mulheres ao longo dos anos, elas continuassem a insistir em testar a minha memória com diversos artifícios. Como esta não é das mais notáveis, os meus esquecimentos já deram origem a várias discussões "acaloradas".
Mas porquê tanta importância com determinado pormenor que me escapa e que nem sequer é relevante?
O problema nem sequer é somente meu, mas tipicamente masculino. Todos nós somos testados numa base rotineira, e quando falhamos, o que não é raro, é dado início a uma reacção em cadeia que mais tarde ou mais cedo irá gerar uma discussão.
Vim agora a descobrir, e tenho que agradecer à National Geographic, que estes "testes" à nossa memória não passam de um mecanismo instintivo na mulher que a leva tentar perceber se determinado homem poderá vir a merecer a honra de acasalar com ela. Isto porque no acasalamento existem vários factores de importância para a mulher em que a memória desempenha um papel fundamental: datas de comemoração; educação dos potenciais filhos - actividade de uso intenso e variado da memória; e conversas sem a necessidade da ferramenta "cenas dos capítulos anteriores".
Agora que compreendo o porquê da mulher ser assim, não consigo deixar de pensar que estou lixado. Não há hipótese nenhuma de que a minha memória venha a melhorar nos próximos tempos, pelo menos em relação a datas e aquele pormenor que ela referiu ainda ontem.
Tenho pensado em listas, memorandos e cordéis para os dedos, mas acho que também não resultaria porque me esqueceria de os utilizar.
Talvez a única opção seja um único e retumbante "Claro que me lembro!". Infelizmente elas obrigam-nos a descrever a memória.
Gostava muito de saber se elas têm consciência da verdade biológica por detrás do ódio que sentem pela nossa falta selectiva de memória. Ou apenas detestam esta característica masculina e apesar de longos debates entre elas, não chegam a nenhuma conclusão lógica. Ou sabem de facto o que as move, e, assim, tentam, com vários testes e exercícios, ajudar-nos a sermos melhores homens.
Já estive para perguntar várias vezes qual o objectivo desta demanda, mas quando chego perto de uma os meus olhos afundam nos dela e o resto dos meus sentidos afogam-se de seguida. A minha mente fica em branco e esqueço-me.

12 comentários:

moimeme disse...

André

Estás sob o efeito de uma inspiração galopante ou estás apenas sem trabalho...?

Beijo T

André disse...

T

Por acaso estou com montes de trabalho. Aproveitei quatro pequenos intervalos (para retomar a concentração no trabalho) para escrever estes pequenos textos.

Beijo A

bbastos20 disse...

E continuas a tentar compreender as mulheres... persistência e coragem!

Ah, e bom remate final. Assim não há quem consiga discutir contigo!!!

André disse...

Com elas tem que ser assim, primeiro umas palmaditas e depois carícias e beijinhos.

moimeme disse...

André...

não sei se vais longe com essa tática... digo eu...

Beijo T

princesinha urbana disse...

André:
De facto, os homens e as mulheres são diferentes em muitos aspectos. Todavia, (e passo essa dos testes porque mesmo sendo mulher não me identifico com tal filosofia) não me digas que não memorizas factos e datas que, para ti, por alguma razão muito especial, foram marcantes? É que não pode mesmo ser verdade... :)

André disse...

Princesinha urbana? Quem és tu? ;-)

Avelã disse...

não percebo onde está a revolta neste post, é qu enão percebo mesmo!

André disse...

A revolta está na constatação de um facto biológico inalterável para ambos os sexos. Uma espécie de partida dos deuses.

Avelã disse...

Andre mas a isso chama-se inveja e não revolta, ahahahah

André disse...

Até parece de propósito, mas acabei agora de postar sobre a inveja.

princesinha urbana disse...

Lol, Lol, Lol

Clap, Clap, Clap

Gostei! :)