terça-feira, julho 05, 2005

Gosto de ti enquanto me acompanhares

Embora fique mal eu tentar quantificar ou qualificar a minha cultura geral, posso sempre relativizá-la de uma forma subtil e modesta. ex: eu sou mais esperto do que uma formiga; etc.
Mas...eu não sou subtil, nem modesto, e tão pouco tenho papas na língua.
Não venho aqui descrever, quantificar, enunciar ou enaltecer a minha gloriosa cultura. Aliás, seria uma vergonha, até porque não é nada por aí além.
Venho aqui numa espécie de retratação. Porque eu sou, com toda a certeza, culpado.
Tenho esta mania horrível de afastar, de alguma forma, as pessoas com quem eu me dou/dava bem, só porque sinto que já não me acompanham na caminhada do conhecimento. Não que esta, para mim, seja intensa e luminosa. Tenho as minhas crises (muitas) de preguiça e de falta de curiosidade, como toda a gente.
Não vou aqui dizer quem é o retardatário(a). Mas posso dizer que é muito, mas muito chegado(a) a mim. Infelizmente já não consigo ouvir as bacoradas que essa pessoa atira ao ar. A minha tendência, assim que começa a falar, é fugir. O que eu faço com algum sucesso.
Espero que seja uma fase minha, porque tudo indica que não é nenhuma fase para a outra pessoa. E se não for, tenho que arranjar maneira de abafar esta minha maldita maneira de ser.

P.S. Por outro lado, sei perfeitamente que isto pode acontecer ou já acontece ou aconteceu, a mim...