segunda-feira, julho 18, 2005

A insensatez da sensatez

O Punk Psicadélico abriu-me o apetite das citações, então aqui vai.

Já me têm acusado de não ser sensato. De facto, quase toda a gente que conheço me diz que não o sou.
Já quem não me conhece bem, diz que sou uma das pessoas mais sensatas que conhece... modéstia à parte.
Então em que é que ficamos?
Numa autoanálise diria que sou sensato, mas se me contextualizar no tempo e lugar que ocupo, não o sou. Ou seja, acredito que os tempos e as pessoas do "hoje" são insensatas, e eu tento ser sensato. O que, ao tentar agir dessa forma, me torna insensato e todos os outros sensatos.
Então que raio é que é a sensatez?
Mais uma vez fui à minha enciclopédia (que aviso já, não é grande coisa - ou pelo menos assim diz o outro) e encontrei os seguintes resultados: prudência; circunspecção; bom-senso.
De todos, o que me saltou imediatamente à vista, foi o bom-senso. O que eu penso que possuo. Também penso que sou prudente q.b..
Em conclusão diria que sou sensato. E penso que a definição é suficientemente conclusiva e absoluta, mesmo tendo em conta a subjectividade da mente humana.
O que me leva a crer que, para grande pena minha, não me incluo na seguinte citação (corrente de pensamento, até), que me tem fortalecido em momentos de fraqueza.

O homem sensato adapta-se ao mundo: o insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si próprio. Por conseguinte, todo o progresso depende dos homens insensatos

George Bernard Shaw

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