terça-feira, julho 26, 2005

Talvez escrever

Há certas pessoas que simplesmente não entendem o que lhes dizemos. Ou melhor, interpretam (quase) sempre ao contrário. Ainda melhor, percebem tudo mal.
O que é pior é que seja lá o que (não) perceberem, é sempre algo que as magoa. Acabam por, sem quererem, pôr os seus "calcanhares" a nú.
Parecem masoquistas.
É preciso têr muito cuidado com toda a forma de comunicação que se tenta ter.
Obviamente, acabo por têr que explicar uma ideia simples duas vezes, e mesmo assim ficam a olhar-me de lado, desconfiadas.
Então quando se discute algo com estes paranóicos, é de ir aos arames. Tudo o que dizemos, é uma arma letal.
Também é preciso cuidado com os pequenos comentários e perguntas:

- Vamos ao café?
- O que é que queres dizer com isso?

- Já terminaste?
- Não! Sou demasiado lenta? É?

- Amanhã vou vêr o filme x ou o concerto y.
- Não tenho a tua vida! Não penses que ficas mais inteligente por causa disso.

Estes diálogos são inventados. Genéricos. Mas é mais ou menos assim que se processa a comunicação com estes frustrados - ou assim o parecem.
Qualquer ideia positiva, é imediatamente transformada num pecado capital.
Enfim! Não é preciso dizer que muitas vezes fico de boca aberta, sem saber como reagir. Pasmado. E, mais tarde, revoltado.

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