terça-feira, janeiro 23, 2007

Nacionaquê?

Eu não tenho uma pinga de nacionalismo no meu corpo. Por mim queimavam-se as bandeiras em todo o globo.
Ao contrário, a maior parte da população mundial, europeia e portuguesa, vive num marasmo nacionalista.
Como me adapto bem às incongruências ideológicas, não me ralo muito. O máximo que faço para distilar o pouco que resta da minha repulsa, é escrever neste blog. E é uma incongruência ideológica ao quadrado que venho agora vomitar.
Não percebo muito (quase nada) de futebol e de atletismo, mas sei mais ou menos o que é uma selecção nacional e um atleta nacional.
Na selecção temos um jogador brasileiro que mudou à relativamente pouco tempo para a nacionalidade portuguesa para assim se poder mover melhor no cenário futebolístico europeu. E parece que não vai ser um caso isolado, pois tenho ouvido ultimamente que mais um jogador brasileiro pretende obter a nacionalidade portuguesa.
No atletismo temos o Obikwelu - penso que seja assim que se escreve -, não sei bem de onde é mas agora é português. Eu sei que o é porque quando ele ganha põem o hino de Portugal para grande alegria dele.
Ora, eu não tenho nada contra estes indivíduos ou os seus países de origem, mas parece-me um pouco estranho que ninguém fale sobre estas situações tão pouco nacionalistas. É que vai contra a ideia toda.
Aparentemente não somos só nós que importamos mão-de-obra nacional, outros países da Europa também o fazem. Se calhar já todos o fazem...
É óbvio que a ideia original de competidores representantes de um país está corrompida. A meu ver, devia-se esquecer as competições entre países e passar directamente para as pura e honestamente mercantilistas.
O melhor é guardarmos os nacionalismos para as guerras. Ah! Espera! As guerras também subcontratam.

Nota: O Eusébio é um caso à parte. Ou como dizia Salazar, que como sabem é um dos dez melhores portugueses, "O Eusébio é património nacional".

5 comentários:

Marciana disse...

A isso se aplica a máxima do "dá jeito que....", e esses moços davam-nos jeito!

André andas a escrever pa caraças, assim das muito trabalho, tem alturas que não escreves nada e outras que és um chato.

O homem não gosta de futebol, mais 1 ponto, parfait.

André disse...

É que isto agora com o caderno... até o levo para a casa-de-banho.

Marciana disse...

nada como uma escrita de merda não é?'

O Anarquista Duval disse...

Olá André, como sabes, também não sou nada nacionalista, antes pelo contrário.Seria nacionalista se o grande império português de outrora não tivesse sido obtido pela força das armas.Agora ser nacionalista num um rectângulo com umas míseras centenas de quilómetros quadrados,onde, para se brilhar no futebol e no atletismo,damos nacionalidade portuguesa a um brasileiro e um nigeriano que nem português sabe falar...é no mínimo ridículo.
Eu (embora odeie futebol), já acho ridículo as equipas nacionais terem estrangeiros...assim não sabemos se quem ganhou foi uma equipa portuguesa ou se foi por terem aquele brasileiro ou aquele ucraniano ou aquele angolano...
Mas isso para mim é como a cena da mistura de raças...mas não vou falar disso para não dizerem outra vez que sou racista...um abraço

André disse...

Meu caro amigo Duval,
Já há muito tempo que não dizias nada. Mistura de raças...?