terça-feira, abril 26, 2005

No exemplo é que reside a confusão

Ter bons ou maus exemplos?
É uma pergunta complicada sem uma resposta simples.
O bom senso diria que o ideal seriam os bons exemplos, mas não é verdade que estes exemplos também nos podem prejudicar?
Se eu tiver bons exemplos, será provável que os siga? Não me sentirei diminuído em relação a um modelo "perfeito", sempre inatingivel?
E uma vez que não consiga atingir os padrões ideais não me irei voltar para o extremo oposto? Numa espécie de revolta...
E os maus exemplos? Também podem ser difíceis de atingir como modelo. Mas com certeza que serão sempre um caminho mais fácil que os bons. E de qualquer maneira sempre podem acirrar o bom senso inato em todos nós e provocar o "parto" de um comportamento social ideal.
Eu acho que a maior parte das pessoas "normais" é o resultado de um ambiente de equílibrio, onde coexistem os dois tipos de exemplo, sem que nenhum dos extremos seja demasiado distante do eixo.
Em conclusão, não acho que se deva desculpabilizar determinados actos, só porque determinado indivíduo teve rodeado de um ambiente menos exemplar. E mais, acredito que o inato em nós, humanos, será um comportamento de moral humanista.

3 comentários:

Dizeres Meus disse...

Pois é,
Só que esse pensamento humanista está quase sempre muito escondido atrás de todas as nossas manias, preconceitos e convencimentos.

Dizeres Meus disse...

Mas também há o outro reverso da medalha (imprensa, psicólogos, assistentes sociais, e muita outra malta) que desculpa tudo aos «maus exemplos» usando como justificação o meio em que este cresceu, o que para mim pode ser verdade até certo ponto, mas na maioria dos casos é pura TRETA, e os «mas exemplos» sabem e aproveitam-se disso, right??.

André disse...

Tens toda a razão, também concordo contigo.
Acho que o meio ambiente só serve como meia desculpa, o resto é mesmo connosco e/ou algum problema mental. Ou seja, somos responsáveis pela nossa formação (se não tivermos a adequada) a partir de determinada idade. Não me venham cá com desculpas do tipo "...ah! É da minha natureza!"; E claro que se um gajo for maluco, não há nada a fazer.