segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Parar é viver

Nos tempos que correm onde os verbos com movimento predominam sobre os que animam, onde se glorificam os conceitos de dinamismo, aventura, ambição e nomadismo, nestes tempos que correm pela nossa vontade. Quando o que queríamos era que os tempos parassem.

Eu não desprezo o movimento. Mas sinto-me mais confortável com o crescimento de uma árvore do que com a vida de uma borboleta.

Quero ter a certeza que posso sempre lá voltar e encontrar o lá e o tu como os deixei.

Entre o nómada e o agricultor a quem é que eu recorro? Entre a água e a pedra a quem é que eu me agarro?

Quem me dera garantir o bom. Torná-lo uma rotina e não uma aventura.

5 comentários:

Patrícia Cardoso disse...

Este texto está muito profundo...estás apaixonado?
looooool

O Anarquista Duval disse...

Isso é a idade a falar...eu sinto o mesmo.

André disse...

Mas já não se pode escrever coisas mais profundas...?
Ainda por cima chamam-me de velho

Marciana disse...

Nem tudo o que é seguro é o melhor ou o mais excitante e a definição de bom é tão relativa, é como levar uma palmada, pode ser tão bom ou tão mau, comparação um tanto rustica mas facil de entender.

Quanto a pati e ao anarquista, andrezinho ele têm é dor de cotovelo pá, eheheh

André disse...

Olá Marciana. Mas devo-te dizer que escrevi este post a semana passada e tentei colocá-lo, mas devido a "interferências externas" não consegui. Talvez, entretanto, a minha opinião tenha mudado. Aliás, eu sou conhecido por ser muito instável opinativamente.