quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Doido por..., só doido.

Depois de ter visto Doidos por Mary outra vez, comecei a sentir uma sensação de déjà-vu.
Gostava de poder dizer que me sinto mais próximo de um Dirty Harry ou de um John McClane, mas não, eu acho que sou um Ted Stroehmann.
Desde ter ficado com o zézinho (adamastor para as miúdas) preso no fecho éclair quando era puto - e devo dizer que estava rodeado de vários familiares nesse momento de aflição -, até aos muitos, mesmo muitos, momentos de vergonha e inadequação ao longo da vida, tenho participado em situações que ainda hoje são lembradas com gargalhadas, mas não minhas.
Outros momentos quase cinéfilos que me vêm á cabeça é aceitar as coisas mais estapafúrdias e fazê-las passar por normais e confundir pessoas famosas com alguém que penso conhecer:
  • Se não simpatizar com alguém não lhe dou tréguas, mas se simpatizar, essa pessoa pode dizer as coisas mais estapafúrdias que eu, após um longo silêncio de cinco segundos em choque, digo logo que isso é normal e que tenho a certeza que toda a gente quando chega a casa inicia uma série de rituais que começa por mandar um berro ao periquito, esfregar os mamilos á janela e telefonar á velha professora da primária e dizer que chegou são e salvo a casa e desligar antes que ela tenha tempo de perguntar quem é. Se todos os malucos fossem internados que piada é que tinha o mundo? Infelizmente eles simpatizam comigo;
  • A pastelaria do meu prédio tem a característica interessante de ser frequentada por celebridades e semi-celebridades. Eu, quando lá entro, faço uma panorâmica visual para verificar se se encontra alguém meu conhecido por lá, mas como tenho má memória para fisionomias acabo por cumprimentar pessoas da televisão cuja cara me é familiar. Mais vale passar por maluco do que por mal educado... acho.
Não há dia que não passe por alguma situação estranha. Também não ajuda muito o facto de as pessoas mais próximas tirarem um certo prazer sádico de me ver corado e a contorcer como um peixe a sufocar.
Já sei que estou condenado a ser este personagem trágico-cómica para o resto da minha vida; infelizmente não conheci nenhuma Mary que me tenha caído no goto na época das peles presas em éclair, mas as Marys podem sempre chegar atrasadas...

8 comentários:

Patrícia Cardoso disse...

Já estou a imaginar...entra a Manuela Moura Guedes e tu "Bom dia"...o dedinho indicador esfrega a cabecinha e pensa "eu conheço esta cara..."
Por isso é que os vizinhos gostam tanto de ti, acham que és uma pessoa bem relacionada, só te vêem cumprimentar celebridades!! loool

Marciana disse...

Pati gostam dele porque ele é de um gajinho muito porreiro e simpatico, toma vai buscua-la!

André fogooooooo, quando tiver uma hora inteira para poder entender mesmo o teu post eu comento, agora tou meio confusa! ;)

André disse...

Por acaso costumo ver a Moura Guedes e o Moniz, mas estes são demasiado óbvios, também não tenho assim tão má memória.
A última que eu cumprimentei nem sei o nome dela, mas acho que é uma jornalista da TVI. Uma que fala xopinha de maxa.

André disse...

E foi a semana passada. Entrei, olhei para ela e pensei: eu conheço esta gaja de algum lado, e como ela também olhava para mim resolvi acenar-lhe... passados cinco segundos exactamente, lembrei-me e corei.

André disse...

Deixei-te confusa Mariana?

Marciana disse...

À Mariana não sei se deixaste confusa mas a mim, Marciana, deixaste!

André disse...

Ooopss! Perdoas-me, não perdoas?

Marciana disse...

Claro que perdoo...