sexta-feira, março 24, 2006

Resmas de desburocratização

Para mim, esta desburocratização do Governo é só areia que me estão a atirar aos olhos. Claro, tem havido medidas anunciadas que são interessantes - para mim e outros poucos, que temos internet - como o , mas muitas delas são um engano.
Por exemplo, o protocolo entre o Governo e a , em que a MS fornece gratuítamente (creio que é assim) os meios para a formação de vários milhares de portugueses. O que eles não dizem é que no final - e aqui sou eu a deduzir - o nosso Governo (Administração Pública) provavelmente se terá que comprometer a só comprar software, ou uma quota parte significativa, à MS.
Então se o futuro, dizem, está no software livre e no (código aberto, ou seja, qualquer pessoa pode reescrevê-lo), quer-me parecer que estamos, outra vez, a dar dois passos atrás.
Porque é que o Estado, simplesmente, não promove a formação de uma parte significativa da população sem ajudas corporativistas? Formação essa que teria que ser, em relação aos vários interesses privados, genérica.
Para terminar, um relato de algo que me aconteceu hoje:
Eu trabalho dentro de uma instituíção pública. Mas nós (a nossa empresa) não temos qualquer vínculo a ela ou ao Estado.
Não quero parecer mal-agradecido, portanto é um facto que não só nos cedem as instalações (gratuítamente) como nos fazem inúmeros favores.
Assim, hoje, fui pedir mais um favor: fui às gráficas pedir que me cortassem cinco resmas de papel A4 ao meio, só que era preciso um (é uma requisição de bens e/ou serviços). Claro que nos fizeram o favor à mesma, mas não se mostraram muito convencidos sem o .
O que eu quero dizer é que se estamos a desburocratizar a máquina do Estado, porque raio ainda é preciso preencher um papel, que tem que ser assinado por duas pessoas diferentes, para cortar uma folha ao meio. É um bocado rídiculo...

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