sexta-feira, março 31, 2006

O intelectual

Hoje recebi um e-mail muito interessante sobre o : letras versus ciências; e a sua desejada fusão.
Eu não sou contra o ensino das ciências de uma forma geral, bem pelo contrário. Mas daí a menosprezarem-se todos os "humanistas" que não têm nenhum, ou quase nenhum, conhecimento das ciências, e por isso renegá-los a uma categoria quase vazia, não-intelectual, é um excesso. Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história.
Eu sempre concordei com a ideia de que as letras e as ciências deviam andar de mãos unidas, seja em que curso for. No entanto, neste e-mail é dito que eu tenho defendido a ideia contrária: não passa de uma mentira caluniosa!
Não sei qual das áreas terá mais importância fundamental. Mas suponho que dependa dos critérios de avaliação e interesses de cada um, por isso nem vou tentar chegar a uma conclusão nesta matéria.

E-mail:

"Sobre livros e ciência – relativamente às tuas afirmações sobre livros…

Na SUPER interessante, o cromo a certa altura diz:

"É ridículo uma pessoa intitular-se intelectual e ser ignorante em
questões de científica" [SIC].


Juntando o que vem no Blog do Pacheco Pereira em:
aqui

No Harvard Magazine uma análise sobre a perda de importância das
"humanidades":
aqui

(andar um pouco para cima no navegador de internet).

"The only thing most teachers and students of the humanities agree on,
it often seems, is that these are troubled times for their field. For
a whole variety of reasons—social, intellectual, and technological—the
humanities have been losing their confident position at the core of
the university's mission. This represents an important turning-point,
not just for education, but for our culture as a whole. Ever since the
Renaissance, the humanities have defined what it means to be an
educated person. The very word comes from the Latin name of the first
modern, secular curriculum, the studia humanitatis, invented in
fourteenth-century Italy as a rival to traditional university subjects
like theology, medicine, and law."
*

Fukuyama e Bernard-Henri Lévy discutem Las Vegas
http://www.the-american-interest.com/cms/bhl.cfm
no The American Interest.

Há ainda o exemplo: a maioria dos filósofos gregos etc… Eram na sua
esmagadora maioria matemáticos ou """"Físicos"""", [mas que o pessoal
humanista (grunhista) só via o carácter humanista], vai ficando
patente que é bem mais importante, para o intelecto, a ciência do que
o "romance livresco etc e tal", devido a limpeza e profundidade de
análise que a ciência pode dar e que as letras "em teste" podem não
dar, ou mais dificilmente dão, por isso um tipo letras vê-se aflito
com a ciência, o contrario não acontece. A capacidade de abstracção e
""transferência" é sem duvida menos desenvolvida pelos tipos de
letras, quando se deparam com raciocínios em que a lógica impera,
divergem na resposta.

No departamento de Física há professoras a dar aulas na Faculdade de
Letras em cadeiras de filosofia, o contrário seria mais difícil… Mas
há mais casos, não me vou alongar…

Defendo a junção do maior número de influências, sendo a ciência a
principal…

No teu caso temos "tio patinhas" e "romances", com ênfase nos
romances, sobre os quais tu bufas que é quase tudo (o adubo para o
intelecto)… Reduzido sim senhor.
Sem mais a acrescentar…"

FIM

Eu sempre tive a sensação que todos os tipos que vão para física se tornam extremamente arrogantes. Mas não quero generalizar. Se conhece algum animalzinho das ciências que sofra deste mal, não hesite em nos comunicar essa informação. Talvez consigamos fazer uma amostra decente.

24 comentários:

O não anónimo disse...

“Eu sempre tive a sensação” é uma boa tirada, pois é só a tua, que vives na “caverna”. Quantos físicos conheces pessoalmente para ter tão iluminada “sensação”? Gostarias era que os físicos (ou cientistas no geral) fossem com tu querias. Uma coisa é tu quereres outra é a coisa ser.

Entretanto, pode-se ler coisas interessastes no post, no qual estou a comentar: seguir os links, só isto.

Relativamente a arrogância, é cómico: tens um Blog inteiro validar-te como tal, uma mina de exemplos!!!!! Nem é necessário tentar recolher amostras indirectamente, é só clicar. Ou estarei
A dizer alguma mentira?!?!?!?!?!

Por falar em calunias… Tu, por varia vezes, reduziste o pessoal das ciência dizendo claramente que “a leitura, ai leitura” seria o tal adubo e, que os cientistas seriam uns comilões de números – ou és mentiroso ou esquecido ou ainda a mistura dos dois conceitos.

Interessaste é verificar que os links do post são de um Homem de letras, o Pacheco Pereira.
O próprio Pacheco Pereira, como se sabe é eclético q.b., sendo um entusiasta de Astronomia (entre outras), como se pode validar no próprio Blog http://abrupto.blogspot.com/


Agora começo, finalmente a entender porque é que o André fala tanto de inveja.

O não anónimo disse...

Indo na senda de publicação de mails, encontrei uma que atesta a arrogância de
alguém, não digo o nome, mas quem ler deve saber a quem me refiro…

Transcrição integral:

“Não me disseste nada que eu já não soubesse, se ao menos prestasses atenção ao que eu te digo e tirasses os olhos do teu umbigo….

Além do mais, se queres enviar e-mails para toda a tua address book ao menos explica a estória toda.

O quê? Não tens a certeza do que dizes?

Gostava que enviasses esse e-mail a negar a importância de Isaac Asimov na robótica. Gostava de ver isso.

Eu por mim, desisto desta discussão estúpida, porque eu sei que tenho razão. Tu és um ignorante…”

O que é importante aqui é “(…) porque eu sei que tenho razão. Tu és um ignorante…”


Revelador sem dúvida…

Conhecendo como conheço, sabendo como ficas vermelhito, deves ter sentido enorme calor no peito após esta leitura… Certo!

Disto, tenho ainda pior…

O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...

Fazendo, quase exactamente, minhas as palavras do André...

Eu sempre tive a sensação que todos os tipos que vão para "nada" se tornam extremamente arrogantes. Mas não quero generalizar. Se conhece algum animalzinho do "nada" que sofra deste mal, não hesite em nos comunicar essa informação. Talvez consigamos fazer uma amostra decente.

Posso dizer "sempre tive a sensação" pois conheço muitos "nadas" frustrados,
Inclui-se figuras públicas, mas especificando, estou a pensar em outra pessoa…

Não me podem levar a mal… Mas se levarem, terão que levar a mal o André…
Pois o texto é decalcado do dele…

O não anónimo disse...

Só como nota: achei interessante o mail que publicaste, bem como a forma como ficaste picadíssimo! O autor do mail, por ti publicado, deve conhecer-te bem… Vê-se que foi um míssil teleguiado para ti…

O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...

Relativamente à afirmação:

“Mas daí a menosprezarem-se todos os "humanistas" que não têm nenhum, ou quase nenhum, conhecimento das ciências, e por isso renegá-los a uma categoria quase vazia, não-intelectual, é um excesso.”

O que eu li no mail, por ti publicado neste post, foi uma comparação feita explicitamente em teste.
A expressão “(…) categoria quase vazia, não-intelectual (…)” foi unicamente proferido só por ti, mais ninguém. Não queiras induzir algo que não foi escrito!

Vê-se que te escapou o seguinte:

“(…) e que as letras "em teste" podem não
dar, ou mais dificilmente dão (…)”

“em teste” está inclusivamente destacado! Para mim é claro o que significa a expressão “em tese”, reflectindo o tom do mail, mas para ti não.

Por falar em “renegá-los a uma categoria quase vazia, não-intelectual” temos o caso do Jerónimo de Sousa no post do André em:
http://vozesdarevolta.blogspot.com/2005/10/eu-tenho-trs-horrores.html
Ver simultaneamente como o André reduz os outros candidatos.
Há ainda outro post em que o André reduz gratuitamente um certo grupo de pessoas
em :
http://vozesdarevolta.blogspot.com/2005/04/o-senhor-dr-burro.html


Relativamente a um argumento do André sobre os "humanistas"

Ele, a certa altura, diz:
“Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo. E, claro, já para não mencionar da história.”

Recorrendo ao dicionário da Priberam, que pode ser consultado via Internet:
humanista pode ser (entre outras coisas):
“pessoa versada em humanidades.”.
Confirmar em:
http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=humanista

a saber então, o que é humanidades…

Humanidades pode ser (entre outras coisas):
“(no pl. ) estudos clássicos.”.
Confirmar em:
http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=humanidades
Refiro ainda que: no Dicionário da Academia das Ciência, vem explicitamente “LETRAS”!!!
Há ainda no Ciberdúvidas uma pergunta/resposta, que por negação, valida o conceito de “humanidades” como letras. Ver link:
http://ciberduvidas.sapo.pt/php/resposta.php?id=12158&palavras=umanidades

A expressão: “ele é de humanidades” não te é familiar?!?!?!!? Que grande broco…

Pesquisa no “google” em ”pt” por “humanidades”, opta pela primeira ocorrência… Na tua perspectiva, ficarás perplexo… Admirável mundo novo…



Há ainda mais: se (digo “SE”) tu referiste “humanista” como sendo diferente do conceito indicado no mail, referindo-o como substantivo, então incorres novamente numa gafe, pois pode ser substantivo e/ou adjectivo (as trapalhadas parecem não ter fim).

Vendo o contexto do mail, não deveria haver dúvidas.
Para ti, pelos vistos há. É que nem em história, significado ou gramática acertaste…
Isto de ser treinador de bancada tem os seus riscos…
Ignorância cavalar…

André disse...

O substantivo a que me refiro é o "intelectual". Nunca fiz nenhuma confusão com humanista.
E quanto ao resto que escreveste (divagaste) é tudo tão descabido que nem me vou dar ao trabalho de responder.
Em conclusão, tens e sempre tiveste fraca interpretação de textos, aconselho-te a, talvez, leres mais...

O não anónimo disse...

Queres atirar areia para ao olhos de quem?????

Primeiro dizes:

“Mas daí a menosprezarem-se todos os "humanistas" (…) ”, sendo escrito entre “” – destacado portanto.

E depois dizes:

“(…) uma categoria quase vazia, não-intelectual, (…)”

rematando com:

“Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo. E, claro, já para não mencionar da história.”

Aliado ao facto do único conflito possível de conceito (no mail publicado) residir em Humanista…

Experimenta dar esse testo a alguém (com o teu comentário, não digas que é teu) para veres a resposta que obténs… Já o fiz… A conclusão é a mesma, a palavra a que tu te referes é “Humanista”…

Estando completamente entalado, usas a mentira?!?!! Ou então embrulhas completamente a tua escrita… Ou a soma das duas coisas.


Relativamente a:

“E quanto ao resto que escreveste (divagaste) é tudo tão descabido que nem me vou dar ao trabalho de responder.”

É mais um chavão, que em si mesmo é uma divergência, não responde a nada, uma recurso de quem simplesmente não tem resposta.

Em relação a interpretação dos textos, como já disse, pedi a alguém de LETRAS (profissional) para dar a opinião qual seria a palavra: obtive a resposta “humanidades”, só tu é que estás certo, ou escreves de forma muito arrevesada…
Só não te envio o mail (da pergunta/resposta), pois como verifico, o mesmo pode ir para o teu blog, podendo entalar outra pessoa… És mesmo bronco… Agora, validado e acreditado…


Em relação a:
“(…) sempre tiveste fraca interpretação de textos (…)”
Pelos visto, baseando-me neste texto, tenho MESMA interpretação que uma pessoa profissional desta (LETRAS) área de conhecimento…
Curioso: pensar no facto de que quando tu lias “tio patinhas” eu já lia outro tipo de coisas…

André disse...

És muito mentiroso! Mas quem te conhece já sabe desse facto.
Só na tua cabecinha e na cabecinha do suposto "profissional das letras" é que o substantivo referido é humanista. Atentai ao título e assunto principal!
De resto, sublinho o que já tenho anteriormente: Começa a ler e deixa de mentir!

O não anónimo disse...

Bom, relativamente a

“És muito mentiroso! Mas quem te conhece já sabe desse facto.”
Sou mentiroso, diz onde, aponta concretamente!?!?!
Quem são os que me conhecem que e que tu dizes que me apontam como mentiroso?!?!


“cabecinha do suposto "profissional das letras" é que o substantivo referido é humanista”

Digo novamente, o texto está publicado para quem quiser ler, não posso mentir sobre isso.
Então significa que uma pessoa que é paga para trabalhar em (letras) sendo um dos principais trabalhos “o” de “”””revisão””””, está errada, de facto, fica patente o teu carácter “Broco” que como digo passa a estar acreditado por uma pessoa profissional,
Em relação a leitura digo-te: não vou ler os teus “tio patinhas”, isso podes estar certo!!!

André disse...

Nem os patinhas nem nada...

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A tua certeza é simplesmente um forte desejo que tu tens, em que eu tivesse lido ou não lido.
Não passa de um desejo teu, mais nada… revela um pouco um sentimento de inferioridade que tem que ser alimentado com um “tu tens menos e eu tenho mais”.
A tua certeza é tão clara que eu “quase” me coloquei em dúvida. Para alguém mais
desatento essa tua certeza (vazia) é capaz de colher, para mim não!!!
Mas o percurso de vida de cada um de nós (bem diferente) é o indicativo claro e inequívoco, sendo bem demonstrativo!!! Aqui já não há mentiras, nem diz tu direi eu…

Fui a tua casa e livros é coisa rara, dizes que emprestaste, não podem ter sido todos, mesmo que fossem metade, pelo que vi… Voltamos aos “tio patinas”, e volto a dizer, nessa altura em que devoravas “tio patinha” (e ainda devoras, tu afirmas) eu já lia outras coisas…

Voltando ao “humanista”, o André diz (a meu ver mentido, para fugir com o rabo à seringa):

“O substantivo a que me refiro é o "intelectual".”.

Ele diz isto para não cair numa ignorância ainda maior…

Quem ler, que constate que o substantivo a que ele se refere é “Humanista”. Ver a frase
que o indica.
“Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo . E, claro, já para não mencionar da história.”

Mas há um facto ainda mais interessante:
O André ALTEROU a frase, que inicialmente era:

“Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo . E, claro, já para não mencionar da história.”

para

"Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história.".

Adicionou "intelectual", assim sendo admitido o seguinte, o texto indicava (para quem lê) como sendo o substantivo “Humanista” e NÃO o “Intelectual”
Verifica-se AINDA a gafe que “intelectual” sendo substantivo, também pode ser adjectivo.

Após o André ter feiro esta alteração “sorrateira” do texto referido, ele terá que engolir a seguinte afirmação:
“Em conclusão, tens e sempre tiveste fraca interpretação de textos, aconselho-te a, talvez, leres mais...”

Há o seguinte: sendo o mail publicado por ti, um mail onde os “Humanistas” são os visados (em “tese”) e o conceito de “Intelectual” não é mal interpretado (basta ler), então incorres novamente numa confusão imbecil, pois nesse mail o conceito de “Intelectual” não está exposto de forma a para que se possa dizer que:

"Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história.".

Já agora, diz em que medida a utilização (no mail) da expressão “Intelectual” implica a seguinte frase (tua): "Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história.”. Se é tão claro para ti, poderás explica-lo facilmente!!!


Basta ler o mail em causa, não há incorrecção nem ambiguidade na utilização da expressão “Intelectual”, mais uma vez perguntei a quem de direito, sendo a resposta clara: A expressão (no mail) “Intelectual” não indica uma interpretação incorrecta ou desconhecimento da mesma.

Logo a cosmética falhou. Ficou ainda com menos sentido, ou tu não conseguiste interpretar o mail. Um nó cego…

Nunca vi ninguém tão desonesto embrulhado e, atrofiado...

André disse...

Reconheço o erro da má posição do substantivo "intelectual". Não tenho mais nada a acrescentar as tuas parvoíces.

O não anónimo disse...
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O não anónimo disse...

O reconhecimento não era necessário para se verificar o óbvio, que foi custoso a constatar (por ti). É cómico verificar que nem os “teus” textos saibas interpretar (é o cúmulo). O que será em relação aos textos das outras pessoas?!?! Vem-me novamente à ideia o “tio patinha”. De resto manténs a habitual divergência na resposta, pois se fossem parvoíces, tu argumentaria de imediato, denunciando-as, basta ver o teu modo de “operar”, que está bem presente no teu Blog através dos comentários e, que não me deixam mentir.
Chamar parvoíces, é ABSOLUTAMENTE nada. Quem não tem argumentos diz isto, que não é argumento algum.