segunda-feira, março 27, 2006

Nem sexo, nem filmes!

Ao longo dos anos tornei-me muito esquisito em relação à companhia que levo ao cinema. O que também é verdade no que toca a ter relações sexuais.
Preciso de uma certa empatia com a pessoa ou pessoas que vêem um filme comigo.
Mas só tenho estas "manias" se for a primeira vez que vir o filme. A primeira impressão e memória do filme é (normalmente) a que fica. A não ser que o filme seja demasiado bom.
Por exemplo, se for com uma pessoa que só sabe mandar bocas durante o filme - cruzes, credo! - as minhas memórias desse momento ficarão para sempre envoltas numa névoa de piadas estúpidas; Se for com uma pessoa que anda sempre deprimida, nunca mais conseguirei ver esse filme sem o associar à depressão; Etc.
Sim, eu também falei em relações sexuais...
O cinema é uma experiência boa demais para ser partilhada com energúmenos e outros animais. A seguir ao sexo e à masturbação (não a seguir: ordem; mas a seguir: prazer), não há nada como um bom livro ou um bom filme. Sendo que o sexo está para o cinema (experiência efectuada com mais de uma criatura), assim como a masturbação está para o livro e o DVD (experiência a solo).
Eu não gostaria de estar na cama com uma gaja que começasse a mandar bocas à minha performance sexual, assim como também não apreciaria se ela desatasse a chorar e a tomar valiums, enquanto eu lhe saltava (literalmente) em cima.
Também não gostaria de ser interrompido, quando estou muito confortavelmente sentado/deitado no meu sofá a ver um filme ou a... ler um livro.
Apelo a todos corpúsculos e todas as criaturas que são isentas de empatia:
Fiquem em casa. Não molestem os seres humanos. Obrigado!

2 comentários:

cris disse...

Concordo absolutamente!
E o que dizer daqueles que soltam gargalhadas completamente absurdas e inoportunas, em momentos em que apetece tudo menos rir?
Costumo ir ao cinema sozinha, mas ainda assim não me livro destas melgas que o André fala.

P.S. Parabéns pelo blog (este e os outros). Leio tudo o que escreve, às vezes não concordo, mas aprecio a forma inteligente como escreve.

Cristina

André disse...

Muito obrigado!

P.S. às vezes nem eu concordo com o que escrevo, passados uns dias...