quarta-feira, abril 26, 2006

A história de um peão

Como peão, atravesso várias vezes as estradas fora das passadeiras indicadas para mim. Mas quando o faço é com "total" segurança. Antes de atravessar procedo a complexos cálculos que envolvem a velocidade dos automóveis, a minha velocidade, a força do vento e a ausência de mulheres condutoras num horizonte aceitável.
Quando começo a atravessar a estrada, espero que tudo corra pelo melhor, ou seja, que ninguém me passe a ferro, que não surja nenhuma mulher a conduzir e, sobretudo, que nenhum automóvel hesite ou mude a sua velocidade quando me vê: é a pior coisa que podem fazer a um peão! - Se eu já vou com os meu cálculos de velocidade de todos os veículos, e se um começa a abrandar, estraga-me os planos todos, fico desorientado...
Detesto que me cedam passagem ou que hesitem. Atrapalham-me!

2 comentários:

Concinha da Mata disse...

Pois amigo, ate que tens razao mas, ainda ontem uma senhora parou na estrada para tirar compras da mala do carro e o carro que estava atras (parado), distraiu-se (penso que, com o rabo da rapariga)e deixou o carro descair o suficiente para lhe partir a perna! ERA UM HOMEM A CONDUZIR!!!

André disse...

Mas aposto como esse homem na vida anterior fou uma mulher!