terça-feira, dezembro 12, 2006

Cambada de animais!

Durante este intervalo de tempo que não tenho escrito (falta de pachorra), tenho aproveitado para ler os meus blogs favoritos, e também tenho procurado por coisas novas e blogs novos para ler.
Tenho lido alguns muito interessantes, mas a maior parte do que encontro é uma quantidade de bosta já seca que, por este mesmo facto, nem chega a meter nojo por falta dos sucos da caca molhada.
Descobri que muita gente tem a mania que é intelectual: perdem-se em textos enormes; não há parágrafo que não tenha uma latinada qualquer; referências a obras de filósofos, políticos e escritores portugueses menos vendidos; muitos títulos começados por "da qualquer coisa".
Sinceramente, estes gajos até metem nojo.
Por outro lado, aqueles que não têm a mania que são intelectuais são básicos até dizer chega: fotos que já foram enviadas por e-mail; anedotas que já foram enviadas por e-mail; as últimas histórias semi-divertidas sobre políticos, autarcas e dirigentes desportivos; e muitos erros ortográficos (ou ortográfikos).
Estes últimos não têm piadinha nenhuma, e só estão a ocupar espaço na net.
Tenho feito contas e estou a chegar à conclusão que cada vez há mais pseudo-intelectuais irritantes e, no outro extremo, mais básicos.
Por isto tudo, ando com muita vontade de começar a escrever uma lista de blogs da caca. Seria uma espécie de cardápio para a malta com uma granda moca que estivesse com vontade de rir à brava.

13 comentários:

Jonas disse...

"não há parágrafo que não tenha uma latinada qualquer; referências a obras de filósofos, políticos e escritores portugueses menos vendidos; muitos títulos começados por "da qualquer coisa".", e depois? Qual é o problema?
Sentes-te ofendido por haver pessoas que consumam algo que tu (incrivelmente) não conheces, ou conheces pouco... Que pecado elas cometeram? Devem ser elas, as pessoas, formatadas como bem entendes?

O Anarquista Duval disse...

André...acho que um deles já se picou...Ha! Ha! Ha! Ha! Ha!

André disse...

Parece que sim, só é pena o jonas não ter tido a coragem de colocar o link para o seu blog, se o tem...
Parto do princípio que o jonas se toma como um pseudo-intelectual (e quem sabe, talvez mesmo um intelectual) uma vez que só faz referência aos vícios destes e não aos dos básicos.
Agora meu amigo Jonas, deixa-me dizer-te qual é a falha na tua argumentação: Quando me perguntas se me sinto ofendido e se as pessoas devem ser formatadas como eu entendo, não estarás tu também ofendido e não quererás me formatar à tua semelhança?

João Pinto disse...

E de que maneira!! hehehehe!!
É evidente que o Jonas é um pseudo-intelectual. E eu, sinceramente, até os admiro. Não é fácil chegar a uma livraria e pedir ao funcionário a lista com as obras menos vendidas do ano, para as verter nos seus blogs e sites de seca.

O problema dos pseudo-intelectuais é que eles irritam-se fatalmente com a universalidade dos conhecimentos e dos gostos. Querem ser detentores do seu quinhão exclusivo de pretensa sabedoria.
Pessoalmente quando gosto de uma coisa (autor, cantor, cineasta, etc), aprecio que existam muitas pessoas a partilhar o meu sentimento.
Pelo contrário, os pseudo-intelectuais enojam-se com esse facto, pois, desta forma, não têm aquela sensação falsa de serem superiores face ao resto da humanidade, tipo, sou uma das 200 pessoas em Portugal que conhece o poeta Hajrim Mohamed merdhum!!
Coitados!!!

André disse...

E é essa uma das principais razões do cinema português ser uma bosta.

Anónimo disse...

Muitas vezes um gajo tem que enterrar os pés na caca (e sujar-se todo) para encontrar coisas boas ;)

E, jonas, o owner do blog tem razão, pá. Já não há cu para essas repetições literárias...

André disse...

Obrigado florença.
Ah! Estive a ler o teu blog e tenho que dizer que gostei e és uma grande maluca.

jonas disse...

André, não vale a pena acusares-me ter falta de coragem por não ter colocado o link para o meu eventual Blog, eu simplesmente não tenho nem Blog ou Página, logo esta tua afirmação deixa de ter sentido; falar sem saber é o que dá.

Partes do princípio que sou um pseudo-intelectual. Pois ao partires desse princípio, partes mal; não sou pseudo-intelectual ou intelectual, muito menos tenho interesse por essa área restrita da cultura referida no Post; novamente a tua afirmação cai em saco roto.

Ao afirmares que tenho falha na minha argumentação, ela será unicamente tua (falha), pois eu não me sinto ofendido (não estou claramente no grupo atingido), e não te quero formatar de modo algum à minha semelhança, nunca o disse nem o digo, que fique claro; acho é ridículo quem o quer fazer neste caso específico.
Genericamente falando posso indicar uma característica de alguém de quem discordo, sem no entanto querer que esse alguém mude, não vejo que isto seja difícil de entender, exemplos não faltam e não os vou enumerar, simplesmente indico algo de que eu discordo e que não adopto como minha conduta.
Mas indo um pouco mais longe, mesmo que eu padecesse do mesmo problema (querer formatar) que não é o caso, isso não seria falha na minha argumentação para te acusar de formatar, estaria simplesmente a acusar a ti e a mim simultaneamente, o que não seria bom para mim, mas a acusação dirigida a ti não perderia validade devido a este facto, se os argumentos a sustentassem. Ou seja, mais uma afirmação tua que deixa de ter sentido.

Reparei que não respondeste às minhas perguntas

A razão do meu comentário deve-se a eu conhecer pessoas dessa área devido à minha profissão, e efectivamente verificar que elas gostam e tem prazer "naquilo"; uns são cagões, outros não, mas os cagões existem em todas as áreas, bem como a irritação com a universalidade como diz o João Pinto, estas características negativas não são específicas desta área... Mas qual é o problema delas gostarem "daquilo"? Que comichão faz? Parece-me que há aqui uma certa ignorância e medo do que não se conhece, misturado com alguma inveja por não se dominar o "erudito" ou "semi-erudito" (quer se queira quer não, prestigia de alguma forma domina-lo) associado ao confronto de se ver algo que é dito como supra-sumo cultural e de não se conhecer/dominar.

Devido à minha profissão tenho verificado o seguinte: muitas pessoas renegam e criticam dada forma de arte/cultura etc... por motivos diversos (entre outros os profissionais) vão entrado aos poucos e a partir de certa altura aceitam-na, mudando a opinião inicial.

É irónico: encontrei por acaso o teu Blog (nem era um Blog que eu procurava) colocando no Goole a expressão “comedores de ideias”

Mesmo não fazendo do grupo dos atingidos, assumo de alguma forma a sua defesa mesmo não partilhando o gosto pala área, como assumiria de outra área qualquer. O teu Post encerra, de alguma forma, uma visão de alguém limitado baseado em estereótipos.

André disse...

Fazes-me lembrar um amigo meu, que também é chato como tu.
Então pensas que ganhas a razão se escreveres 500 linhas de retórica...?
Ao defenderes este grupo (muito grande) que eu ataco, estás a dar a entender que os conheces todos e mais, que conheces exactamente aqueles a quem eu me dirijo e as suas motivações.
Será possível que estes pseudo-intelectuais da treta (chatos também) não existam? Estarei eu e a opinião geral errados?
Já agora, só parti do princípio que eras pseudo-qualquer-coisa porque só defendeste estes e não os básicos ou as gajas...sim também bato nelas.
E quando dizes que a minha argumentação cai por terra abaixo porque tu não te sentes ofendido, eu infiro exactamente o contrário pelo o que tu escreveste (no primeiro com.) e principalmente por teres dado tanta importância a um texto semi-cómico e generalista.
Já agora, quando dizes que conheces pessoas dessa área, a que é que estás a referir? A quem tenha feito do pseudo-intelectualismo uma carreira?
Em relação às restantes deduções (brilhantes) da tua parte, não vou perder tempo a responder, pensa o que quiseres.
Que grande chato!

jonas disse...

Acusas-me de ter escrito retórica. Pois é, é fácil acusares de eu ter escrito dessa forma, mas não indicaste onde a retórica está.
Posso usar essa carta Joker da retórica igualmente para o teu texto, como para absolutamente tudo de que discorde, é fácil e cómodo quando não se tem argumentos/razão.
Numa argumentação, quando se acusa do outro usar retórica, de forma séria, é porque se reconheceu onde ela está, portanto está perfeitamente ao alcance do acusador referir onde. Esse argumento da retórica, da forma que usaste, não está longe de um: “Está mal por que sim”. Discordo de algo, e vai disto… É retórica! E está feito…
Da mesma forma, será que se eu escrever, “Então pensas que ganhas a razão se escreveres 20 linhas de retórica...?”, terei um bom argumento para te dizer que não tens razão?!?!?!

Ao defender este grupo, afirmas que estou dou a entender que conheço todos e mais alguns.
Sabendo que tal é humanamente impossível, a tua suposição de eu estar
"a dar entender" além de ser unicamente tua, não minha, está na sua base (mais uma vez) errada, sendo mais do que evidente; nem deveria ser referida como hipótese, infantil que é.

Defendo este grupo associado a uma área da cultura/conhecimento, como
poderia defender outro, mas neste caso tenho conhecimento de
proximidade, o que me permite ter informação que a maioria não tem
devido a ter contacto directo com este grupo, tendo ainda uma grande
diversidade quanto ao tipo de pessoas com que interajo, nacionalidade, género etc... O
que me dá uma amostragem bastante generosa; não a totalidade, o que é óbvio, mas parece que o tenho que explicitar claramente.

Quando perguntas que "Será possível que estes pseudo-intelectuais da
treta (chatos também) não existam?", é claro que os há, nunca disse
que não, pelo contrário, disse que os havia (cagões etc..), haverá "os da treta" em todas as áreas. Lê novamente o meu primeiro comentário, pois parece que não
o entendeste bem devido a esta tua afirmação.

Volto a dizer que a tua argumentação cai por terra devido a eu não
estar ofendido, e o que tu "inferes" está mais uma vez errado, e isso eu sei (não me sinto ofendido), não infiras mais (não vale a pena), só se quiseres chamar-me mentiroso quanto
a isto. Posso dar importância ao texto e não me sentir ofendido, é difícil entender isto?


Respondendo à tua pergunta, conheço um pouco de tudo: dos
pseudo-intelectuais com carreira ou sem ela; dos intelectuais; dos
modestos dos cagões; profissionais; freelancers etc...

No entanto não respondeste às minhas deduções a que tu chamas (brilhantes), mas
comentaste o que te apeteceu… Pois é…

As deduções que faço são simples e básicas constatações do que ocorre a minha volta no dia-a-dia profissional, sendo a tua ironia/escárnio “(…) deduções a que tu chamas (brilhantes) (…)” ridícula devido ao carácter simples e imediato das minhas observações; digo novamente que o teu Post encerra, de alguma forma, uma visão-de-funil de alguém limitado baseado em estereótipos.

André disse...

Não vou perder tempo a aturar-te.
É óbvio para qualquer pessoa que leia as tretas que escreves - como aliás, já se viu - que teclas muito, mas conteúdo, zero!
Por isso, baza!
Neste blog aceitam-se discussões razoáveis. Mas anormais (e convencidos) como tu é que não.
Escusas de escrever mais porque os seguintes comentários serão apagados.

Joao disse...

Jé agora, em qual você se inclui? Nos básicos ou nos pseudo-intelectuais? Piores que o pessoal destes dois grupinhos é o pessoal que se julga do grupo à parte...

Jonas disse...

Escrevo, mesmo sabendo que o comentário poderá ser apagado, pois parece-me (posso estar errado) que o João dirigiu-me uma pergunta, e tendo sido acusado de anormal e convencido, pelo André, no mínimo tenho o direito à resposta. Acho estranho, tendo lido no teu blog, encontrei de forma expressa a tua incondicional defesa pela liberdade de expressão. No entanto afirmas que apagarás o meu comentário. Não vejo o motivo de tanta agressividade, bem como a afirmação de apagar o meu comentário; tenho respondido às tuas afirmações com os meus pontos de vista. Não te chamei anormal e de alguma forma, isso “parece” revelar falta de argumento… Cais no campo da ofensa gratuita.
O ser convencido, acho que não sou, no entanto não me retirará mais ou menos razão na minha opinião inicial. Já agora, porque é que me chamas convencido? Se é assim tão claro ser-te-á fácil dizer porquê.
O ser “(…) óbvio para qualquer pessoa que leia as tretas que (…)” eu escrevo. É um argumento que ecoa bem; eu não vou antecipadamente tomar como certo a opinião, orientada para uma certo direcção, de “(…) qualquer pessoa (…)”, não é correcto, não é credível, estando a reduzir as pessoas que tem uma opinião diferente… Isto é uma manipulação vulgarmente utilizada na linguagem corrente, sendo desonesta, um reduto de quem não tem argumento, uma falácia portanto.
André, afirmas que o que escrevi não é razoável; mas nunca dizes onde. Quando vejo uma ideia que eu considero pouco razoável, normalmente, contraponho-a, foi o que fiz.
A avalização do meu conteúdo ser zero poderá verdadeira, mas se quiseres dizer porquê, seria mais justo. Numa argumentação é desonesto afirmar, “está tudo mal” (bomba atómica), pois pode dizer-se isso mesmo quando não está, encobrindo-se a afirmação na não justificação.
Respondendo ao João em “Segunda-feira, Dezembro 18, 2006”, havendo também a hipótese da pergunta ser para o André, digo: não me insiro em nenhum grupo em particular, frequentando grupos bastante distintos, até antagónicos; devido, também, às minhas amizades; nem faço questão de me identificar num grupo (à parte ou não), pois não dou importância a esse tipo de associação/identificação, para mim não é algo que valorize, o de dizer que frequento/pertenço a este ou aquele grupo, não vendo que seja negativo (por si só) o facto de alguém se identificar no “grupo à parte”, acho essa ideia redutora e discriminatória, sendo dessa forma estigmatizada a pessoa desse grupo, unicamente por pertencer a ele.
Resumindo, mantenho a minha opinião sobre este post.