segunda-feira, agosto 28, 2006

O Spartacus dos infiéis

Eu não consigo acreditar que hajam tantas pessoas crentes.
Parece-me que para se ser crente é necessário ter fé. Fé em algo transcendental, algo não palpável ou observável, algo tão improvável que é quase impossível. E esta característica (loucura) é muito rara.
Quando vejo as grandes multidões a professarem a sua fé, penso logo em clubismo, pressão de grupo, colectividades de recreação, solidão, e...medo!
O medo talvez seja o factor mais importante: medo de ser diferente; medo de racionalizar o nosso fim; medo de que os "outros" tenham razão afinal de contas, etc.
Poderão argumentar - Mas tu és ateu, o que é que percebes de fé? - Sem dúvida um bom argumento. Mas apesar de não ter fé em deuses ou profetas, não deixo de ter fé. Fé em mim, fé em ti e fé na humanidade.
A fé em algo tão louco como um paraíso e não sei quantas virgens ou uma morte eternamente feliz depois de uma vida efémera e miserável não é razoável (ou provável) para quem pensar um pouco.
E é por esta suspeita que acredito que as religiões terão um dia o seu fim. Quando o ser humano deixar de ter medo. Esse será o dia do nascimento do Spartacus do amanhã: O homem livre.

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