quarta-feira, agosto 23, 2006

Apertos e meias

Eu sou um daqueles chatos que dá importância à pressão exercida por centímetro quadrado num aperto de mão. No entanto julgo que isto tem tanta importância como as meias brancas.
Se eu aperto com vigor todas as mãos que me aparecem à frente, o mesmo já não acontece se o dono destas for desprezível, cheirar intensamente mal ou tiver uma manápula enorme. Nestes casos o meu aperto é o de um autêntico verme sem personalidade. E para calçar meias brancas seria preciso que as minhas duzentas e cinco (são muitas, não sei quantas são) meias escuras estivessem todas sujas.
E o que dizer da maior parte dos países anglo-saxónicos em que o aperto de mão é de um peixe morto e as meias brancas são as únicas no armário. Será que nestes países ninguém tem carácter nem bom gosto?
Se a não observância destas regras, universalmente, parece não ter qualquer relação com algum defeito educacional ou estético, então só posso estabelecer (sem muito estudo sobre a situação, apenas alguma reflexão dedutiva) duas causas aparentes: tradição e regras locais de boa educação.
No entanto, quando não se segue a tradição e a boa educação, somos imediatamente (e com razão) rotulados de mal educados e marginais.
Em conclusão e de um modo geral (Mundo) o aperto e as meias não têm relação com a educação e o gosto, mas localmente (Portugal) têm. O que sugere que a relação só existe em determinados pontos geográficos, o que é suficiente para a tornar verdadeira.
O melhor é continuar a seguir estas regras locais, mesmo lá fora. Não há como um bom aperto de mão e um belo par de meias escuras.

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