quarta-feira, março 05, 2008

Eu conheço o Cascão

Mais maluquinhos! Mais maluquinhos!
Novamente no meu local de trabalho. É aqui (isto é grande) que "reside" uma série de malucos, cujas aptidões, independentemente de serem duvidáveis, são de obrigatória valia, graças ao instrumento chamado Quadro.
Desta vez de quem eu me venho queixar é de um verdadeiro maluco. Certificado pelo Laboratório de aNormalização da National Cucugraphic. Este é uma versão do Cascão com laivos de funcionalismo público, ou seja, porco comó caraças e de conversa longa e ininteligível.
Foi há pouco que entrou no meu gabinete uma colega com as feições estranhamente deformadas pela expressão de nojo - o Cascão andava aí pelos corredores, e a fragância de hoje era Água de Colónia ETAR...
Já há algum tempo que eu gozo com esta minha colega devido à aparente atracção que o Cascão sente por ela. E, desde que percebi isso, comecei a inventar histórias, que prontamente partilhava com ela. Histórias do tipo: o Cascão vai-te levar p'ro barraco e nunca mais de lá sais. Vais ser a mulher do Cascão, etc.
Hoje, quando a minha colega entrou a correr, fugida do Cascão (outra vez), prontamente inventei outra história que se adequava a este momento Old Spice.
Virei-me lentamente para a minha colega, liguei o Mike Oldfield e comecei em voz Oceano Pacífico. Imagina: "O Cascão tinha acabado de inventar uma nova linha, irresistível, de delicados perfumes. Num golpe de ébrio, o Cascão resolve comercializá-la. A publicidade, acompanhada de um Thunder dos AC/DC, teria o seguinte slogan: Ao passares por elas, nenhuma ficará de pé! Esta nova linha do Cascão seria composta de uma água de colónia: Haffug Entaias; o perfume: Anést ètico; e o sabonete: soap ademerde. Uns tempos depois, o Cascão, dono de uma enorme fortuna feita com a sua linha ETAR MOI, arranja finalmente coragem de te raptar e levar para o seu, agora enorme, barraco. Tu serias Maria Cascão, e o Cascão, finalmente, Manel Cascão. Teriam muitos filhinhos e teriam anosmia para sempre."
A minha colega diverte-se sempre com estas histórias, mas se um dia o Cascão resolver levá-la mesmo, ninguém pode dizer que eu não a avisei.

Sem comentários: