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Perspectivas enviesadas

Que bom, sinto-me tão feliz! Encontrei um blog da caca seca: http://espectivas.wordpress.com/

Eu cá não sou maluco!

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Suspeito que não é só na Av. do Brasil que os malucos atravessam com o vermelho, suspeito mesmo que à frente de todos os hospitais psiquiátricos, os, vá lá, menos sãos atravessam de uma forma amalucada as estradas que lhes interrompem o caminho. Mas por outro lado, suspeito também que ninguém menos maluco se atreve a atravessar uma estrada com o vermelho nestes locais, mesmo que não hajam carros à vista. Talvez a razão deste cuidado extremo por parte dos menos enviesados seja para dar o exemplo às pessoas que falam sozinhas; talvez seja apenas para guiá-las porque o uso de drogas faz desaparecer os carros e transforma os camiões TIR em cachorrinhos simpáticos; ou talvez, um talvez muito distante, seja porque as pessoas que bebem café e não água da chuva não querem ser confundidas, em absolutamente nenhuma ocasião, com os menos verticais. Todos fugimos como "loucos" destes marginais cerebrais; a não ser que se seja obrigado, ninguém quer ser associado ou filiado à loucura. Ape...

Só falta a Julie

Não é novidade, mas continua a ser espectacular!

Que coisa!!!

Quando era puto os adultos conversavam de forma ininteligível: ou falavam em línguas exóticas, ou utilizavam a universal coisa . Agora que estou quase a chegar aos quarenta, e estou quase a chegar à idade adulta, começo a perceber um pouco de línguas e de coisas . Quero dizer, pensava que estava a começar a coisar a coisa, até ler isto: " A coisa e a obra O que é na verdade a coisa, na medida em que é uma coisa? Quando assim perguntamos, queremos conhecer o ser-coisa, a coisicidade da coisa. Importa experienciar o carácter coisal da coisa. Para tanto, temos de conhecer o âmbito a que pertencem os entes a que, desde há muito, chamamos com o nome coisa ." Martin Heidegger, A origem da obra de arte , Biblioteca de Filosofia Contemporânea, Edições 70, p. 14, Lisboa. Now, I'm totally coisado!

Os malucos são friorentos

Quando está calor é fácil identificar os malucos: andam de casaco.

Na lista negra

Mais um professor azedo comigo. A minha ansiedade em querer saber como se faz, aliada a alguma dose de humor mal sincronizado, resultou numa reacção de revolta da professora: "talvez estejas no curso errado...". Na segunda parte da aula, a professora aplicou-me um isolamento sensorial: recusou-se a olhar para mim durante o tempo (quase) todo! Esta marginalização fez-me sentir uma autêntica Maitê : goza-se um bocadinho e é-se logo marginalizado, e acusado de pertencer ao PNR. Claro que ao sentir-me desprezado desliguei da aula e comecei a escrever isto. Escrevi até ouvir a professora dizer: "André, pode-se ir embora."; Eu retorqui: "Desculpe?"; A professora reformulou: "Se não olha para aquilo que estou a mostrar é por que não está interessado, por isso pode-se ir embora". Eu fui-me embora.

The horror...!

Se os transportes públicos fossem bons... ...ninguém quereria perder tempo em filas de trânsito... Se os departamentos de marketing das empresas de transportes públicos fossem inteligentes... ...ofereceriam vantagens aos passageiros em termos de lazer durante a viagem; tal como: descontos, sendo assinante do passe, em leitores de MP3, Portáteis, ligações Wifi, Telemóveis, etc; site com vídeos, podcasts, e-books, cenas para descarregar; caixas automáticas de jornais e revistas em todas as estações, com desconto para os titulares de passe; tanta coisa... Se as empresas de transportes públicos quisessem realmente ser apelativas: coordenavam os horários dos diferentes transportes; o termo 'interface' ganharia o significado que era suposto ter; não metiam 'picas' nas horas de ponta entre os passageiros (apressados) e os torniquetes (não conheço um nome para as portas automáticas); tanta coisa... Se os transportes públicos fossem bons, não eram a merda que são.