quinta-feira, novembro 20, 2008

Meus amigos

Hoje o Fódss teve um sonho muito estranho.
Sonhou que, em viagem pela costa portuguesa, passava pela mesma igreja repetidas vezes; sempre a mesma igreja, e de cada vez que a visitava levava um amigo diferente; a mulher do Fódss, que o acompanhava nessa viagem, também levava amigas de vez em quando.
Dentro da igreja aconteciam coisas estranhas...
Quando entravam nesta igreja, entravam com a curiosidade de um turista ainda fresco, nos primeiros dias de passeio; no entanto, algo na cabeça do Fódss lhe dizia que a viagem já se prolongava há muito tempo.
Era quando o Fódss ou a mulher deixavam o amigo deambular pelos anexos desta igreja sozinho que tudo acontecia.
Num instante, quando perdido da vista do casal, desaparecia para nunca mais aparecer. Por esta altura o Fódss lembrava-se de todos os outros amigos que tinham desaparecido nas mesmas circunstâncias.
A última parte do sonho, diz-me o Fódss, foi rápida e apaziguadora; no entanto, depois de acordar e raciocinar sobre o que acontecera na realidade, não conseguiu suster um berrozinho ao mesmo tempo que olhava para o despertador e percebia que tinha adormecido.
Em corrida para a casa-de-banho começou a pensar na última parte do sonho. Foi ao dar um peido monumental que percebeu a alegoria do que tinha sonhado: sorriu com a sua estupidez.
Uma vida inteira de excesso de filmes e banda desenhada levam o Fódss a viver (sonhar, comer, cagar, foder, falar) de uma forma "muito" épica - digna de ser representada por um qualquer artista.
O sonho acaba com o Fódss a dirigir-se ao anexo que já lhe roubara meia dúzia de amigos para o inspeccionar; de repente acorda na cozinha da avó, e lá estavam alguns dos amigos a preparar uns petiscos alegremente. O Fódss pensou: ou sonhei, ou desta vez desapareci eu. De qualquer maneira estava-se bem ali, e ele não se importou.
O Fódss, já acordado, continuou a pensar no sonho enquanto corria para a camioneta; chegou a uma conclusão estarrecedora e, ao mesmo tempo, simples: o sonho de amigos a desaparecer só podia significar uma coisa, ...

TRIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

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